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Princesa herdeira, daemon, cabelo, escritora, amigona, dragona e dona do Blaublau; assistente técnica do melhor time e sem paciência pra você. Pra me atormentar basta existir, mas espera atrás da capa. Ah é... eu sou o Batman.

domingo, 14 de dezembro de 2014

But you are really just a little fellow in a wide world after all

Eu de novo. Por quê? Porque fui assistir de novo (quinta vez) e lembrei de outras coisas para falar.
Aparentemente o Bombur tem uma fala nesse filme. Eu tentei prestar o máximo de atenção dessa vez e parece que é realmente ele quem fala 'you're alive' pro Bofur. Mas posso estar enganada...
Outra coisa que prestei atenção dessa vez e confirmei, sem sombra de dúvida, é que a Galadriel está com a Luz de Eärendil na mão (além do Nenya) quando vira o trem contra o Sauron.
Percebi vários errinhos, mas esses eu não vou comentar para não estragar a graça de ninguém.
Vale lembrar também como é legal o jeito que o Legolas devolve Orcrist pro Thorin. E como o Bofur é ligado ao Bombur, sempre ao lado dele. Quando chega na montanha é o primeiro nome que grita e o abraço dos dois é lindo. E como eu amo cada um desses anões. Quando eu li (e reli) O Hobbit eu não via nada demais nos anões. Gostava bastante do Balin, mas era só. Com os filmes eu passei a gostar também do Bofur e do Thorin. Mas depois de rever os dois primeiros essa semana e o terceiro depois eu percebi que amo cada um deles um montãozão de monte. Todos eles. Até o Bifur que é meio quieto e doido. O Balin só me fez amá-lo ainda mais. E o trio Dori-Nori-Ori, que antes eu achava meio sem graça, agora já são especiais, como todos os outros.
Como eu vou viver sem esse filme no cinema?

"Why does it hurt so much?"

É... O Hobbit estreou, eu já assisti quatro vezes (nossa! pois é) e eu quero fazer alguns comentários, mas não sei o que dizer.
Primeiro, vamos assoprar velinhas pelo aniversário do blog que foi dia 10, mas eu tava tão ocupada surtando que nem lembrei. Feliz aniversário, bebê.
Agora vamos lá... bem... devo dizer que, pensando em conjunto, essa foi, provavelmente, a segunda época da minha vida em que mais chorei. Foram vários dias por vários meses, várias vezes por dia. Dia 10 então... nem comento.
E então chegou.
Não gostei da abertura (a parte em que aparece o símbolo da Warner e da New Line). A do An Expected Journey é perfeito demais pra ser igualado. Sem comentar os do The Lord, que são maravilhosos.
Aí começa o filme de verdade e eu realmente gostei do fato de o Smaug ter morrido antes mesmo de aparecer o título. Não que eu quisesse que ele morresse, não... mas já que tinha que morrer...
No começo eu não tinha gostado muito do subtítulo que o PJ escolheu. There and Back Again era perfeito! Mas quando apareceu lá na tela 'A Batalha dos Cinco Exércitos' (mesmo em português) foi tão lindo que eu deixei essa implicância de lado.
Outra implicância que deixei de lado foi o romance entre o Kili e a Tauriel (até minha implicância com a Evangeline Lilly sumiu um pouco). Quando re-assisti o DOS já simpatizei mais. Ela realmente parece gostar dele... foi fofo.
Mas não gostei nem um pouco da transformação da Galadriel. Se o PJ queria fazer aquele negócio de mostrar o verdadeiro 'eu' dela, como ela é no Oeste, ele deveria ter feito com que ela parecesse mais imponente e brilhante como a luz de Telperion, não uma mendiga trapenta com cara de diabo. E a sequência toda é incoerente. Não vou mais comentar o fato de a colocarem como mais poderosa que os Maiar. Eu até engulo a desculpa que eles na Terra-média não têm o poder de Valinor e tal, mas ainda assim... o meu ponto é: o Gandalf tá apanhando de um orc qualquer (?), aí chega a Galadriel (uma elfa) e salva o Gandalf (um Maia) e o carrega no colo. Aí aparece os Espectros do Anel (que são homens) e ela fica morrendo de medo e começa a enfraquecer (?). Depois aparece o Sauron (um Maia) e ela vira o cão??? Na lógica do PJ é: homens > elfos > Maiar. Nem comento. Mas um bônus dessa parte foi o Elrond. Gente! Como ele tá foda e fofo e foda de novo e todo bonito e poderoso... ai ai.
Aquele Alfrid é completamente desnecessário e insuportável.
Mesmo com várias modificações, eu gostei do jeito que as coisas foram feitas, no geral. Quase enfartei quando achei que não ia ter "The eagles. The eagles are coming." Aí teve... mas foi meio xoxo. O Dáin foi muito bem feito e ele chamando o Thranduil de fadinha da floresta foi, definitivamente, um dos (vários) melhores momentos do filme. 
O Bard é magnífico.
Os minhocões foram realmente estranhos, mas dou um desconto...
Gundabad. Nunca imaginei que veria Gundabad. Foi tão lindo. E o jeito que o PJ colocou que o plano do Sauron era reerguer Angmar - e por isso querer tomar a montanha (já que isso, a princípio, não é o motivo do ataque no livro) - foi muito legal. Eu amo Angmar. E seria um bom plano por parte do Sauron.
O Thorin 'enlouquecido' ficou legal também. A reação dos anões a isso também ficou interessante. A cena em que ele tá lá no ouro derretido solidificado e vê o Smaug nadando por baixo é incrível.
Bilbo, sempre perfeito. O Martin Freeman fez um trabalho espetacular. A parte final dele com o Thorin é... wordless. E a despedida dos anões? Ai, meu coração. E a cena final ser... aquela. Tão perfeita. Quando fiquei sabendo que não terminava como no livro fiquei brava porque amo aquele final, mas quando vi como ficou. Good call PJ. E o Thranduil indicando o Aragorn pro Legolas (e quando ele falou 'um jovem guardião' eu pensei 'nah, só para a contagem élfica', mas então eu parei pra pensar e realmente, nessa época, o Aragorn tinha aproximadamente uns 27 anos. Novo de verdade)? Até com a trilha sonora dele... ah! Falando em trilha sonora, a desse filme é (eu já usei a palavra 'perfeita' tantas vezes nesse post, mas não tem outra que descreva, então) perfeita!
Acho que é isso, devo ter esquecido de comentar milhares de coisas, mas é mais ou menos isso. Minhas maiores indignações dessa vez ficaram por conta de comentários idiotas de pessoas que supostamente conhecem a obra de Tolkien. Sério. Foram comentários inacreditáveis... de chorar (literalmente) de raiva (sim, eu choro fácil, e daí?).
Uma última observação: a menos que eu tenha perdido alguma coisa, o PJ quebrou a tradição de dizer o nome dos filmes nos filmes. An Expected Journey não tem e nem The Battle of the Five Armies. Hum... é isso. A questão é que tá acabando... mas eu ainda não quero pensar nisso.
"Because it was real." :(

domingo, 23 de novembro de 2014

PROMOÇÃO

Ah, então. A promoção desse ano do blog é que não vai haver promoção. Não por falta de ideias, não. A promoção que eu tinha escolhido era super legal. É só que isso é uma enganação. Isso sou eu tentando fingir que alguém dá a mínima para o blog ou mesmo para mim. Quem eu estou tentando enganar? Ninguém liga. Provavelmente ninguém nem vai ler isso, mas tudo bem. Eu vou escrever mesmo assim porque eu aprendi com Gilmore Girls que ficar guardando as coisas é pior do que desabafar, mesmo correndo o risco de soar ingrata e reclamona. Não vou negar que meu blog tem visitas, ele tem. Mas a maioria são estranhos; eu sei disso por causa dos gráficos de visita e origem de tráfego. E sabe o que isso quer dizer? O que isso indica? Que as pessoas que eu conheço não ligam e não só por causa do negócio do blog, esse foi só um jeito de introduzir o assunto. Alguém sabe qual foi a última vez que alguém me perguntou se eu estava bem? Não, não é uma pergunta retórica, eu realmente não sei. Faz tanto tempo que eu nem lembro. As pessoas se lembram de mim quando precisam de alguma coisa e ainda assim só às vezes porque se elas tem a possibilidade de conversar com outras pessoas elas vão. Como vocês sabem, eu sei que sou insuportável. Eu entendo essas atitudes, mas isso não me impede de ficar triste, afinal EU me importo com essas pessoas e se eu mantenho distância é porque não quero impor minha presença a pessoas que claramente não a desejam. Alguém tem ideia do quanto é triste ser ignorada, completamente ignorada? Como se você não existisse... ou fosse tão insignificante que não merece nem mesmo uma resposta simples a uma pergunta simples. 'Fosse'? Olha lá eu tentando me enganar de novo. 
Não é um sentimento novo, claro. Minha própria família fez isso. Talvez seja algum tipo de necessidade minha me apegar a pessoas que não estão nem remotamente ligando para o que eu sou, digo ou penso. Minha cachorrinha, Mel, se importava mais comigo do que as pessoas que eu conheço. Ela sentia minha falta. Imagina isso! Alguém que sinta sua falta o suficiente para vir falar com você de vez em quando. Não todo dia, não toda semana... ocasionalmente. Ter pessoas com quem conversar sem que você tenha que iniciar a conversa, já que morre de medo de estar incomodando, o que é extremamente provável. Ninguém sente minha falta o suficiente para vir falar comigo. Ninguém. 
O mais engraçado é que percebi que isso não é uma coisa nova. Acontecia antes, como se pode ver em posts antigos desse blog. Mas por um tempo eu achei que isso tinha mudado, mas não. O que aconteceu é que eu passei grande parte dos últimos dois anos dopada. Literalmente dopada. Meus remédios me deixavam tão fora da realidade que eu nem percebia ou me importava. Mas agora eu não estou mais tomando aqueles abençoados remédios. Agora eu estou aqui, na realidade, e é terrível perceber o quanto eu sou insignificante na vida das pessoas que eu amo. Desculpa se vocês se sentiram enganados com o título do blog, mas tive que usar de subterfúgios para ver se conseguia fazer alguém ler ao menos isso. Obrigada pela consideração.

sábado, 22 de novembro de 2014

Não me tragam de volta, por favor.

No mundo dos sonhos todos os animais brincam. Eles tem consciência de sua insignificância, mas eles não se importam porque uns cuidam dos outros e todos são muito bem cuidados. Mas preste atenção! Esse é o mundo dos sonhos e são animais. A jamanta conversa alegremente com a onça e então chamam a serpente para contar algumas piadas. Os macacos riem a bandeiras despregadas com os castores e os coelhos tentam organizar uma festa à fantasia. Todos começam a cantar. Eles sabem que não precisam se preocupar, tudo ficará bem, sempre fica. Ninguém é ignorado e ninguém fica sozinho. Ninguém pensa na sua insignificância e ninguém chora. Mas esse é o mundo dos sonhos e eu, infelizmente, não sou um animal. Eu sou ninguém. Mas nada está perdido, pois os animais são bondosos e o leão e o urso vieram me buscar para a festa. Mas isso é no mundo dos sonhos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

It began with the forging of the Great Rings

Ah! Eu tenho tanta coisa pra falar hoje. Mas eu estou tão cansada de tudo e falar dessas coisas leva a falar de gente idiota, preconceituosa, burra e ridícula e eu não vou fazer isso. Que se dane! Vamos falar de outra coisa.
Vendo o Re falar no facebook sobre Herzog, do Saul Bellow (eu li, é bom, mas não mexeu comigo tanto assim), e como esse livro significou tanto para ele me fez pensar: que livro significou tanto para mim? A resposta vem em forma de outra pergunta: que diabo de pergunta é essa, Mirane? É óbvio que foi O Senhor dos Anéis. Vejam bem, esse nem é o meu livro favorito do Tolkien (é O Silmarillion), mas com certeza é o livro mais significativo da minha vida, não só a obra em si, o seja, a história contada no livro, mas também a minha primeira cópia do livro, chamada Precious. Então, o que eu vou fazer hoje é contar a história que mudou a minha vida completamente.
O ano é 2002. Já terminei o colegial, mas não fui fazer faculdade porque eu simplesmente decidi que não queria, pelo menos não por enquanto (embora quando eu penso nisso agora eu não consigo imaginar como eu consegui isso, eu era completamente louca por aprender e estudar e essas coisas... se bem que eu não parava de fazer isso só porque não estava na faculdade, enfim...). Eu trabalhava em uma fábrica de sapato e morava em Birigui. Em fevereiro (ou março, não me lembro bem) eu estava assistindo o Oscar (que eu amava naquela época, mas deixaria de amar no ano seguinte por motivos óbvios e não voltaria a amar mesmo eles tentando consertar a cagada no ano que se seguiu) e um dos concorrentes em váááárias (13, na verdade) categorias era um filme chamado O Senhor dos Anéis - A sociedade do Anel. Eu não tinha ideia do que se tratava e no trailerzinho que eles mostravam aparecia a cena de Moria com o Balrog e o narrador explicando a história (um grupo de pessoas viajam até Mordor para destruir o anel do senhor do escuro ou alguma coisa assim). No momento, vendo o trailer, eu pensava que o Balrog era o senhor do escuro e que Moria era Mordor (que inocente). Não sei o que aconteceu (e só de lembrar meu coração volta a bater daquele jeito estranho como naquele dia), só sei que eu me apaixonei de imediato. Ainda naquela noite descobri que Sean Astin e Elijah Wood estavam no filme, dois dos meus atores de infância, que eu amava. E aí eu descobri que Christopher Lee estava lá também e o Ian McKellen. IAN MCKELLEN! Kurt Dussander de O aprendiz (filme que também tem o David Schwimmer e o Brad Renfro - que eu amava e que morreu no mesmo mês que o Heath Ledger, que eu também amava, pela mesma causa e que fazia aniversário no mesmo dia que eu)! Eu simplesmente não conseguia parar de pensar  nesse filme, o que prova a entrada de 3 de abril de 2002 do meu diário, em que eu detalho o quanto eu estou encantada com esse filme. Lembrando: eu não tinha ideia do que era a história e nem sabia quem era Tolkien (que absurdo!). Fui ao cinema da nossa gloriosa cidade, mas o filme não estava mais em cartaz. Fui na cidade vizinha, mas lá também não estava. Procurei no jornal e descobri que em Rio Preto estava passando. Eu fiquei doente porque queria ir (sim, eu fico doente quando quero alguma coisa que não posso ter. Quando eu era pequena minha tia sofria comigo porque ao invés de eu falar o que queria para ela comprar eu ficava querendo em silêncio e aí ficava doente por causa de um sorvete ou um cachorro quente... uma vez fiquei doente por causa de um babaloo e outra vez por causa de um chiclete dos Simpsons). O caso é que eu não tinha como ir para Rio Preto e então tive que esperar cinco longos meses para o filme sair em fita cassete. Nesse meio tempo, meu amigo Renato (o mesmo dali de cima) começou a conversar comigo sobre o livro, falando que era ótimo e que eu tinha que ler e me contando algumas coisas, fazendo comparações com o filme, o que só foi aumentando minha vontade.
Finalmente chegou o dia: 19 de agosto de 2002. A fita estava disponível na locadora perto do meu serviço, mas só tinha dublado. Agora, antes de me julgarem vocês precisam entender que eu estava literalmente doente para assistir o filme e que alugá-lo dublado é completamente compreensível e perdoável nessa situação. Cheguei em casa e tive que esperar meus tios desocuparem a TV antes de assistir e então começou. Confesso que fiquei um pouco perdida (descobri, posteriormente, que foi por causa da dublagem, que era horrível) no começo, mas fui assistindo e assistindo, troquei pra segunda fita e continuou até que acabou. Minha reação: WHAT THE HELL IS THIS SHIT???
Sem zuera. Odiei. Que diabo era aquele final? Não tinha a porra de um final! Por que ninguém tinha me avisado dessa merda? Que ódio que eu sentia naquele momento. Tudo aquilo que eu tinha passado durante todos aqueles meses por aquela bosta? Fiquei indignada. Fui tirar a fita do vídeo e enroscou. Sim, amigos, enroscou. Eu quebrei a porra da fita. No dia seguinte fui até a locadora e expliquei a situação. Trinta reais. Eu mal tinha dinheiro e tinha que pagar trinta reais numa porcaria daquela. Paguei, fazer o que?
Durante a semana não consegui parar de pensar no filme. Eu sei que tinha odiado, mas tinha alguma coisa, não sei o que, que me fazia pensar o tempo todo nele. No sábado, 24 de agosto de 2002, decidi que queria ler o livro (a melhor decisão da minha vida). Mais ou menos às 11h da manhã liguei na nossa pequena livraria, Livro e CIA, e perguntei se eles tinham o livro. Eles tinham. 75 reais. Forma de pagamento? Entrada e mais duas vezes de 25 porque eu tinha crédito na loja (ainda bem que comprei meus Tolkiens lá antes de mudar de dono porque depois ele não vendia mais no boleto). A loja fechava às 13h e eu tinha encontro do grupo de teatro às 14h, então fui mais cedo, com minha amiga Deise, e passei na livraria. Pronto. O Precious era meu. Eu estava tão encantada. A capa era linda e ele era enorme, eu amava (e ainda amo) livros enormes, são os melhores tipos de livro. Fui para o teatro (a gente ia de bicicleta) e chegando lá tivemos que esperar um tempo ainda porque estava cedo. Mas até o pessoal chegar eu já tinha percebido que não conseguia esperar nem mais um minuto para começar a ler aquele livro, eu tinha que ir embora. Falei tchau e fui. Lembro de passar pela igreja do meu bairro, ver minha tia conversando com a vizinha e então cheguei em casa. Guardei a bicicleta e deitei no sofá e então comecei. Já na introdução, na fala do Tolkien, eu me apaixonei por ele. Quando ele disse que o defeito do livro era ser pequeno demais lembro de ter abraçado o livro de alegria. Na semana seguinte eu só podia ler à noite por causa do trabalho e era tão difícil parar de ler para ir dormir. Mas era preciso. Lembro de chorar até dormir com a "morte" de Gandalf, mesmo já sabendo o que ia acontecer e também, claro, amei a "Sociedade do Anel" no livro, que achei, na época, muito diferente do filme. Nas partes em que o Frodo e o narrador falam sobre a águia sobrevoando alto a sociedade depois de Lothlórien eu me arrepiava toda porque eu SABIA, eu tinha certeza que era o Gandalf (eu sempre fui boa em adivinhar as coisas, o que é meio chato às vezes). Quando cheguei em "As Duas Torres" estava radiante; a partir dali era uma história nova e desconhecida. Quando cheguei no capítulo "O Cavaleiro Branco"... bem, não tenho palavras. Até hoje quando chego naquela parte em que o Gandalf volta... mesmo no filme... é tão perfeito, tão lindo! 
Chegou o sábado seguinte, finalmente, e eu poderia ler em paz. "O Retorno do Rei". Nossa, o que aquele livro fez comigo? Dizer que eu não conseguia parar de ler é ser modesta. Eu não conseguia respirar, nem imaginar qualquer coisa que fosse remotamente mais importante do que saber o que ia acontecer com aqueles personagens incríveis. Quando cheguei na parte em que o Frodo "morre" eu fechei o livro chorando, não queria mais ler. Não porque tivesse algum sentimento especial pelo Frodo (no livro ele é um ótimo personagem, já no filme...), gostava dele como gostava de todo mundo, mas foi aquela "morte" que me fez perceber que o livro estava acabando e eu não queria que isso acontecesse NUNCA. Depois de uns 10 minutos de choro e indecisão fiz uma promessa: o livro nunca iria acabar porque eu nunca pararia de lê-lo. E foi o que fiz. Terminei o livro no sábado, uma semana depois. Comecei de novo e li em três dias. No fim de semana seguinte tive que cuidar da casa de uma vizinha que tinha ido viajar, só ficar lá na casa pra não deixar sozinha. Li o livro em 24h. Meu recorde e não me espantaria se fosse a única no mundo a ter feito isso. Hoje, já li o livro 20 vezes.
Em meio a contínua leitura de O Senhor dos Anéis, eu descobri sobre os outros livros do Tolkien. Com meu salário de setembro comprei o Contos Inacabados (só muito depois percebi o quanto eu confundi as coisas lendo o CI antes de O Hobbit e O Silmarillion). Com o dinheiro que ganhei por ter cuidado da casa da vizinha comprei O Silmarillion (sim, ela demorou tudo isso pra pagar) e depois ganhei O Hobbit de uma amiga minha. Antes de dezembro eu já tinha os quatro livros do eixo principal, o CD e a fita cassete de "A Sociedade do Anel" (a história da fita foi bem interessante porque eu procurei pra comprar em várias cidades e não achei em nenhuma e mesmo nas locadoras que vendiam suas fitas ninguém queria me vender, nem em Ribeirão Preto onde eu e umas amigas fomos fazer um teste para uma minissérie e tinha uma megastore da Saraiva - onde eu comprei meu CD - enfim... até que fomos para um festival de esquetes em Itápolis e então, na locadora de lá, eles me venderam E me deram um poster gigante que depois deu muito trabalho para levar pra casa. Ainda sobre Itápolis, meus amigos compraram 3 caixas de chiclete do SdA pra mim, mas eu só queria as figurinhas, então a gente abriu todos os chicletes e colocou num saco enquanto eu guardava as figurinhas pra mim. Distribuímos chiclete para o ônibus inteiro e ainda tivemos um estoque por alguns dias), alguns números da revista "O mundo fantástico de Tolkien" (que infelizmente parou de existir no número 12) e vários posters e outras coisinhas.
Enquanto acontecia isso tudo, em agosto mais precisamente, eu me demiti do emprego porque queria fazer faculdade. Tinha decidido por Engenharia Aeronáutica no ITA (sim, eu sei, muito difícil e tal). Fiz minha inscrição para o vestibular, já tinha arrumado lugar para ficar em Bauru, para fazer a prova, estava tudo certo. Mas então o Tolkien aconteceu. Eu não estudava porque ficava só lendo o The Lord e os outros livros. Lembro de um dia ter ido no médico com a minha tia e ele ofereceu um emprego de recepcionista, então eu disse que não podia porque ia para o ITA e então ele perguntou o que eu estava lendo e eu mostrei o Precious (eu andava com ele para todo lado, literalmente, eu não ia na padaria sem ele, por isso ele é tão acabadinho, tadinho. Tomou banho de chuva, de perfume, de óleo corporal... que mãe descuidada eu fui), então ele me disse: "você não vai passar no ITA lendo isso aí, você precisa estudar de verdade." E foi então que eu percebi que eu não queria mais Engenharia Aeronáutica, eu queria Tolkien. Por isso (e porque eu achava que meu dinheiro seria melhor aproveitado assistindo "As Duas Torres" várias vezes no cinema) eu desisti de prestar o vestibular do ITA. Nem imagino a decepção dos meus tios quando disse isso (embora tenha dado outros motivos e não os verdadeiros). Depois de pensar por algum tempo decidi que faria Letras, para poder estudar a obra do Tolkien. Enquanto não surgia a oportunidade eu ficava lendo e relendo os livros, fazendo anotações, índices de nomes e lugares, árvores genealógicas e etc.
Assistir os filmes no cinema foi uma aventura. Na estréia de "As Duas Torres" eu fiquei na fila desde às 10h da manhã (na verdade eu saí de casa às 7h e cheguei por volta das 8h no shopping de Araçatuba, mas o shopping só abria às 10h, óbvio), fui a primeira da fila, lógico. Quis sentar na primeira fila (sabe Deus por que), gritei para meus amigos do outro lado do cinema. Tentei pegar a Glamdring quando ela caiu naquele começo com o Balrog e gritei "Glamdring". Odiei o filme, como sempre faço a primeira vez que assisto um filme sobre o Tolkien. Fui escondida várias vezes assistir porque minha tia não queria que eu fosse mais. Falava que ia procurar emprego e ia pro cinema. Paguei para pessoas da rua assistirem comigo em Birigui porque precisava de número mínimo de pessoas para abrir a sessão. Isso e muito mais. Tudo isso se repetiu em o "Retorno do Rei". Ainda lembro a última vez que fomos assistir o filme: eu, o Re e o meu namorado da época. Foi um dos dias mais tristes da minha vida. Achava que nunca mais iria ver o Tolkien no cinema de novo, por isso não consigo descrever o que se passou dentro de mim quando nove anos mais tarde eu e o Renato estávamos, de novo, sentados juntos num cinema vendo o símbolo da New Line e ouvindo uma música do Howard Shore.
Em algum ponto de 2003 eu comecei uma faculdade em Birigui, para fazer Letras, mas percebi que não teria condição de pagar a faculdade e então desisti. Em 2004 mudei para São João de Iracema de novo e minha irmã insistiu para que eu prestasse vestibular para a UNESP. Prestei e passei, mesmo sem estudar e ficar só lendo Tolkien (e nessa época também Harry Potter, mas essa é uma história para outro post), afinal era isso que importava.
Comecei a faculdade e me deparei com o maldito preconceito das pessoas, alunos e professores, com a literatura de fantasia, mesmo eles sendo mais cautelosos em julgar o Tolkien, afinal o cara era um gênio e ninguém tem como negar isso.
Em 2006 encontrei o Alvaro (graças a Deus!) e desenvolvi meu primeiro projeto sobre o Tolkien (já tinha feito algumas resenhas e resumos, mas só, até ali): O mal em O Silmarillion, um trabalho decente. No ano seguinte trabalhei com O Senhor dos Anéis e seus aspectos da poesia épica, não foi um trabalho muito bom e foi aí que aprendi que não podia trabalhar com obras ficcionais do Tolkien porque eu as amava demais e odiava que tivesse que estragá-las com análises e coisas idiotas (um dia estava lendo as cartas do Tolkien e tinha uma em que ele respondia para um aluno que estava estudando a obra dele que quando se quebra uma coisa para descobrir como ela funciona você deixou o caminho da sabedoria, palavras de Gandalf. Chorei feito uma condenada). Então decidi que trabalharia com a teoria do Tolkien e é o que venho fazendo até hoje.
Minha coleção de livros e outras coisas relacionadas ao Tolkien só aumentou e em menos de dois meses teremos o terceiro filme de O Hobbit e o último vislumbre da Terra-média no cinema.
Fui para Oxford duas vezes e visitei todos os lugares que poderia sonhar. Onde o Tolkien viveu, estudou, deu aulas e morreu. Participei de eventos sobre o Tolkien, faço parte do Conselho Branco, Toca de São Paulo (mesmo não sendo muito ativa), uma sociedade dedicada a estudos sobre o Tolkien e sua obra, e também da Valinor (mas faz tempo que não acompanho as discussões), outra comunidade desse tipo. Já fui palestrante (mesmo que tenha sido uma palestra horrível porque eu estava bem mal na época e sem condições de fazer algo decente, mas eu queria mesmo assim participar) na HobbitCon (evento do Conselho Branco). Também ganhei um concurso do CB de melhor ensaio sobre a obra do Tolkien.
O que eu quero dizer com isso tudo é que vocês não devem jamais desistir das coisas que você ama, mesmo que outras pessoas não entendam esse amor. São essas coisas que nos fazem feliz e transformam a nossa vida. E também, claro, vão ler o Tolkien!

P.S. Desculpem se o final ficou meio corrido, mas é que eu achei que já tinha escrito demais. Mas eu poderia continuar por eras descrevendo milhões de coisas e sensações, mas acho que já deu para vocês terem uma ideia.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Miep... eu também não vou voltar

Hoje, aparentemente, eu tenho um propósito, ou seja, eu sei o que vou falar, ou ao menos eu sei o que eu pretendo falar, o que vai virar isso de verdade só Deus sabe.
Então, hoje falaremos de alguns livros que eu li recentemente. Só alguns. Vamos por ordem.
Eleanor & Park (Rainbow Rowell). Bonitinho. Extremamente perturbador. Embora esse tipo de livro seja importante porque representa problemas reais de adolescentes pelo mundo, eu acho que eu prefiro ficar com minhas fantasias. Óbvio que minha preferência por histórias de fantasia não é segredo pra ninguém. Eu me sinto mal lendo coisas que eu sei que pode estar acontecendo neste exato momento e, como escritores mais "realistas" tendem a querer representar o que tem de pior na realidade eu prefiro não saber. Alienada? É, que se dane, isso é problema meu. Mas o livro é bom, aconselho.
Fangirl (Rainbow Rowell). Esse é mais light e mais divertido. Também representa problemas de adolescentes, mas problemas muito mais fáceis de lidar. Saber que algo do tipo está acontecendo agora é mais "aw que bonitinho" do que "WTF aconteceu com o mundo?" como o anterior e, na verdade, eu vejo esse tipo de coisa acontecendo todo o tempo no tumblr. Nem preciso comentar que a obsessão da protagonista com uma série de fantasia ajuda muito o fato de eu ter gostado, se bem que a série de fantasia em si era meio besta. Mas é bem legal e acho que vocês deviam ler.
Cidades de papel (John Green). Esse é o John Green que eu mais gostei até agora. Eu até gosto dos outros, mas esse é o melhor. A Margo é uma personagem incrível. Não tenho muito que falar além disso, exceto: vão ler!
Adeus às armas (Ernest Hemingway). Então, um clássico, né. UH! Mas eu não dou a mínima pra isso na hora de dar minha opinião sobre um livro. Não é ruim. Mas meu Deus! Que diabo eram aqueles diálogos? O pior é que na introdução tinha um bom da boca lá falando que os diálogos eram a melhor parte. WHAT THE HELL? As partes da guerra são interessantes, mas aquela mulher era completamente louca. O final é triste, mas o que se destaca no livro é a ruindade dos diálogos e a loucura da senhorita.
Entrevista com o vampiro (Anne Rice). Meh. Outro livro que eu morria de vontade de ler e que me decepcionou. O Lestat é insuportável e o Louis parece uma menininha de 13 anos. Nem a Claudia que é uma criança é tão menininha como o Louis. Mas a Claudia e o Armand são muito bons. É só.
O diário de Anne Frank. Ai. Aí é que a coisa pega. Vocês precisam ter em mente que O diário de Anne Frank é um dos meus livros preferidos e um dos que eu mais li na minha vida. A primeira vez que li eu tinha 12 anos e foi aí que começou meu amor pela Segunda Guerra Mundial. A primeira vez que eu li eu era um ano mais nova que a Anne e hoje eu sou 15 anos mais velha do que quando ela morreu. E nada mudou. Esse livro sempre me deixa completamente fora do ar e agora mais ainda, por vários motivos que eu não quero comentar aqui. Ler aquele epílogo é uma das coisas mais tristes do mundo e, claro, agora tem um agravante e esse agravante é o próximo livro.
O outro lado do diário (Miep Gies). Sim, é A Miep Gies, que ajudou-os a se esconder. O livro é exatamente o que o nome diz: Miep nos conta desde sua infância como chegou a terrível hora em que teve que esconder a família Frank e Van Pels. Por meio desse livro ficamos sabendo de muitas outras coisas que Anne não nos conta. Mas, como não poderia deixar de ser, as piores partes são as que vem depois do epílogo do diário. Quando Otto volta e se encontra com Miep, suas primeiras palavras são: "Miep... Miep. Edith não vai voltar." E depois, mesmo tendo esperanças de as meninas estarem vivas, o que ela mostra que fazia muito sentido, eles recebem a carta de uma enfermeira que estava no campo de concentração com Anne e Margot e, mais uma vez, Otto nos parte o coração dizendo: "Miep, as meninas não vão voltar." É nesse momento que Miep entrega o diário de Anne ao pai. Miep morreu em 2010 com 100 anos de idade, um mês antes de completar 101 anos. O livro traz várias fotos interessantes também e uma das fotos mais lindas da Anne que já vi. Se algum de vocês tem o mínimo interesse em histórias de guerra, leiam.
Eu sei o que vocês estão pensando: mas Mirane, você que prefere fantasia falando de livros que são literalmente histórias reais. Bem, tudo que é a respeito da Segunda Guerra Mundial é exceção. 
Vocês podem imaginar como ler isso de novo me deixou completamente perdida. Eu não lia isso desde que... algumas coisas mudaram. E agora eu não sei mais nada e a única coisa que eu consigo pensar é que quero ler todos os meus livros relacionados a Segunda Guerra Mundial de novo.
É isso. Não quero mais falar. Pra começar eu sou péssima pra falar sobre livros, afinal livros são pra ler. Eu sei, eu sei... olha quem está falando, uma pessoa que tá escrevendo 200 páginas sobre livros, mas é o que eu acho. Só tive que me vender um pouquinho, afinal eu vivo na realidade e não em um mundo de fantasia como eu queria.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Are we having fun yet?

Heeeeey!
Eu juro que tinha um monte de coisa pra falar quando eu abri a página do blog, mas agora me deu um branco geral. Bem, o negócio é enrolar então, como sempre.
Vamos começar com o futebol (porque eu abandonei meu blog de futebol e agora falo aqui mesmo, embora eu devesse voltar pra lá, tadinho). O futebol tá uma merda! Meus times só me dão desgosto e os dois estão sendo prejudicados pela incompetência de seus técnicos. O caso do Liverpool é ainda pior que o do Corinthians porque os ingleses juntam a incompetência com a burrice característica da elite futebolística do país. Perder o Suárez já foi um golpe e tanto, que deveria ter sido amenizado com contratações decentes (Suárez é insubstituível mesmo, eu sei) e não com esse desfile de antas que nem time da terceira divisão do Brasil iria querer. É tão triste ver que o time que quase (e esse quase é culpa exclusivamente do desabençoado do Brendan Rodgers que fudeu a nossa defesa) foi campeão no ano passado não vai ficar nem entre os 10 esse ano. E a gente tinha que ir pra Champions justo no ano que o inútil desfez o time.
Quanto ao Corinthians o único problema é o técnico, o time ainda é decente, mas 'só' o técnico já é problema demais quando ele é uma anta de aparelho.
Agora vamos falar de outras coisas. Eu estou no Pará e está bem legal, mas também eu não saio de casa pra fazer nada e só saio do quarto pra comer (uma comida boa de verdade). Fico lendo, assistindo coisas e escrevendo todo o tempo. Meu sono praticamente regulado... um sonho. Para pessoas com vidas normais e felizes isso pode parecer pouco pra fazer alguém feliz, mas pra mim é um acontecimento e tanto e, melhor que tudo, eu não fico sozinha.
Também preciso comentar sobre o tanto de pessoas que eu limpei da minha vida, querendo dizer com isso que excluí várias pessoas das minhas redes sociais. Vejam bem, é época de eleição e eu nem  me importo muito com o fato de ter milhões de pessoas que discordam de mim quanto ao candidato que eu escolhi (e eu nem vou defender o meu candidato aqui porque isso não é relevante)*. O problema é que no meio de todas as discussões e argumentos você passa a conhecer a verdadeira essência das pessoas e o que elas acreditam e esperam e isso é aterrador. Eu estou absolutamente chocada com as coisas que descobri sobre as pessoas com isso tudo. Um candidato falou literalmente que queria destruir os gays e uma pessoa que eu infelizmente conheço disse que por causa disso tava pensando em votar nele. Pior! Essa é uma pessoa que se considera um cristão fervoroso e está defendendo a violência contra outros filhos de Deus. Ele usa a religião para defender seus pontos de vista e ao mesmo tempo se esquece do único pedido de Jesus para a humanidade: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei e ao Pai acima de todas as coisas". Ele joga no lixo a essência do que é ser cristão e usa Deus de todas as formas erradas para validar seu preconceito e ignorância. Quando eu ouvia falar de pessoas assim eu não acreditava muito que elas existissem, talvez porque eu fosse inocente demais achando que o mundo era o lugar onde viveu Tolkien e Shankly e por isso deveria ser um bom lugar. Mas então eu comecei a experienciar em primeira mão esses atos e palavras de pessoas que deviam estar atrás das grades. Sobre o caso de racismo que sofreu o goleiro Aranha essas mesmas pessoas se posicionaram a favor da menina que o chamou de macaco. Deixo registrado aqui que também sou contra os atentados que ela sofreu, afinal não se combate ódio com ódio e isso só mostra o que eu sempre falei: idiotas existem em todos os lugares, times, religiões, raças e países. Mas defender o que ela fez? Achar que essa menina tem o direito de desrespeitar outro ser humano e ainda achar isso certo? Meu Deus! Jesus era, quase certamente, negro e você, sendo cristão, apóia a humilhação de negros? Qual é a coerência disso? E aí para se defenderem eles usam outros idiotas que falam mal dos religiosos para explicarem por que eles estão no direito de odiarem os gays. QUAL É A LÓGICA DISSO? Então você acha errado o ódio dirigido aos cristãos, o que é mesmo, mas está de boa quanto ao ódio dirigido aos homossexuais? E por que cargas d'água a vida de outras pessoas te incomoda? É o seu cu que os gays estão dando por aí? Não. Talvez se fosse você seria uma pessoa mais tolerante. Não quero mais falar sobre isso... eu fico desesperadamente deprimida por saber que existem pessoas assim e que era próxima de pessoas que são assim. Na verdade eu fico com nojo de mim mesma por um dia ter pensado que tal pessoa era minha amiga. O mais engraçado disso tudo é que, na verdade, quando esse ser era meu amigo ele não pensava assim, mas simplesmente, de um dia para o outro, ele decidiu mudar tudo que ele acreditava até ali e passou a ser a encarnação de satanás na Terra. Porque sinceramente é isso que eu acho. Nada representa mais a obra do diabo do que fazer e pensar o que essas pessoas fazem e pensam. Eles literalmente não veem problema no fato de pessoas estarem morrendo só por terem feito uma escolha diferente da maioria. E, na maior ironia de todas, usam Deus para justificar o fato de serem os filhinho do cão. E talvez estejam certos, afinal Deus tem que permitir qualquer obra do tinhoso. Enfim... sim, eu estou muito puta com isso tudo.
Mas vamos mudar de assunto. Sabiam que quando eu era pequena e tinha aqueles desenhos de colorir, ou mesmo quando eu mesma desenhava, e nesses desenhos tinham bola com aquelas listras eu não aceitava outras cores para pintá-las além de verde e laranja? Se eu via uma bola pintada de outras cores eu ficava incomodada. Pra mim tinha que ser verde e laranja. E eu não tenho a mínima ideia do motivo.
Outra coisa engraçada: a expressão 'mangas de camisa'. Hahaha isso é muito bom. Eu tenho certeza que deve ter uma explicação muito bonita e interessante para essa expressão, mas eu não conheço e toda vez que eu leio isso fico pensando em mangas (de camisa) cheia de camisas. E eu nem estou bêbada nessas ocasiões.
Mas chega de falar... pra variar não disse nada do que queria e fiquei falando de assuntos e pessoas desagradáveis. Ah! No próximo post vou tentar falar dos livros que li, um assunto muito mais interessante obviamente.
Beijo, beijo, mas não pra vocês, só pro Adam Scott. :)
*A parte mais engraçada é que, no fim, eu nem voto, porque estou no Pará. HAHAHAHAHAHAHA Mas eu não podia deixar todo mundo defender seus candidatos por aí enquanto eu ficava calada. Eu posso não votar, mas tenho minha opinião.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ain't no thing like me except me

Hello!
Quando começa assim vocês já sabem né... não tenho absolutamente nada pra falar, só estou matando o tempo enquanto o tumblr tá parado. Não quero ir dormir.
Meu cabelo tá parecendo crina de cavalo.
O pessoal do tumblr tá todo animado porque tá chegando o frio e o Halloween e eu só aqui, derretendo nesse calor e sabendo que nem vou saber o que é frio até o ano que vem e olhe lá... é triste.
O Liverpool só fez cagada nessa última janela de transferência, foi um completo desastre que, sabe Deus se é possível, vai demorar séculos pra consertar. Stupid stupid manager! E isso vale pro Corinthians também.
Bem, tenho que comentar... assisti no último mês um dos melhores e um dos piores filmes da minha vida. É claro que estou falando the Guardiões da galáxia e Lucy, respectivamente. OMG o que é o Groot? E o Rocket? Ele já é um dos meus personagens preferidos, tão fofo.
Falando de filmes... meu Deus! As coisas que leio por aí hahahahahaha. E as pessoas que mudam de opinião igual mudam de roupa? Eu deveria começar a gravar o que certas pessoas me falam só pra depois jogar na cara delas. Sim, eu sou uma pessoa terrível, nem ligo mais. Assim, é normal você mudar de opinião sobre algumas coisas... afinal as pessoas adquirem conhecimento a todo momento e isso muda a gente e pode mudar nosso modo de pensar sobre certas coisas. Mas mudar a cada duas semanas suas crenças mais profundas, ou pelo menos o que a pessoa dizia ser, é ridículo e eu não quero ter você na minha vida. Passei da época de aguentar desaforo das pessoas.
É isso.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Shaed

Lendo as aventuras de Kvothe eu comecei a me perguntar qual a diferença entre sombra e escuridão. 
Bem, ele tem uma capa, feita por Feluriana, de sombra, ou o que o livro, ou melhor, a tradução do livro, chama de sombra (vou ver se consigo por a mão num original e ver como é), mas para mim ela é feita de escuridão. Quando Feluriana vai até o lugar onde ela vai colher a chamada sombra, eles tem que andar até um lugar muito muito escuro, onde não se enxerga nada... agora, não seria isso escuridão, pois para mim sombra depende da luz, não há sombra sem luz, portanto não poderia ser sombra, mas sim escuridão.
Filosoficamente falando diríamos que também não há escuridão sem luz, ou pelo menos Santo Agostinho diria isso, mas será mesmo? Em O Silmarillion - e também em O Senhor dos Anéis - temos a escuridão como uma coisa em si, não como a falta de luz, como sugerido por S. A. Mas Mirane, dirá você, é uma obra de ficção. Sim, e não são todas? Enfim, para mim a capa de Kvothe é feita de escuridão e não de sombra.
Quanto à ficção... quão difícil é para a pessoa entender a diferença entre ficção e realidade? E olha que isso vem de alguém que acredita em Hogwarts e na Terra-média (contradição? será? não seria se eles realmente fossem realidade descrita em uma ficção, o que óbvio faz deles lugares fictícios enquanto nos livros, mas reais quando em seu próprio lugar que eu sei onde fica e não vou te contar). Estou falando tudo isso porque agora além de puro preconceito as pessoas arrumaram mais um motivo para meter o pau em 50 tons de cinza. 
Não li e não tenho vontade e não to defendendo o livro, estou defendendo o direito de ficcionar (sim, inventei uma palavra). As pessoas estão dizendo que o livro, ou melhor, a série de livros, está encorajando relações abusivas e que por causa do livro mulheres estão sendo abusadas e que o hard core sex que eles descrevem está errado. Isso é a mesma coisa que culpar vídeo game e desenho animado das violências cometidas por adolescentes. O problema tá na pessoa e não nos jogos/filmes/livros. Dizem que a escritora descreve as coisas de maneira distorcida, mas e se o que ela queria representar era exatamente isso? Uma relação de abuso? Você vai me falar que não pode? Que a literatura tem que representar e narrar só flores e unicórnios? Ninguém fala que Laranja Mecânica não é literatura só porque é violento. Na verdade o que seria de tudo sem a representação das coisas ruins? Não é esse, inclusive, o objetivo dos ultra realistas que torcem o nariz pra fantasia só porque "é de mentira"? O livro é uma ficção. Se tem idiotas se baseando nele pra fazer coisa errada o problema é das pessoas (e não é sempre?) e não do livro. Você pode dizer que o livro é ruim, de mau goto, mal escrito e péssimo como referência, mas daí a fazer campanha contra o livro porque ele está "induzindo mulheres a relações abusivas" é demais, né? Sim, é. Te poupei o tempo de pensar na resposta.
Provavelmente eu poderia enrolar por linhas e linhas, mas acredito que meu ponto já ficou claro, se você tiver ao menos alguns neurônios.
Só para terminar, o instagram hoje partiu meu coração, mas fazer o que...
Também tenho que deixar registrado que estou gorda feito um boi bem grande, minha cara parece uma lua cheia e minha barriga dava para encaixar o Bombur dentro. Triste, mas verdade. Culpa desses remédios ridículos que não me ajudam em nada a não ser em parecer Moby Dick.
Dito isto, Deus lhes dê a paz alegres hipogrifos.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

News

Então... teve Copa. Tanto mimimi e tivemos uma das melhores Copas ever.
Não, o Brasil não ganhou e, além disso, tem que aguentar zuera por ter perdido de 7 da Alemanha. Tem que aguentar e muito porque né... SETE. Enfim, a Alemanha foi campeã, se fosse em outros tempos eu teria ficado mais feliz, mas tá bom... não foi a Argentina. :)
Essa Copa foi estranha, mas nem foi culpa da Copa. Culpa minha as always.
Então, passei só pra contar as novidades... o Fer tá aqui YEAY. Mas depois ele tem que ir embora :(
Depois de amanhã é aniversário... meu e do Blaublau. Vai ter bolo gostoso e teve presente lindo. Tá bom.
Avengers II só ano que vem... CU. Mas esse ano tem O Hobbit - A Batalha dos Cinco Nomes que eu queria dar pra parte final mas não consigo me decidir (fuck you Peter Jackson).
Tenho um milhão de coisas pra ler.
Já terminei aqui... to muito desanimada pra falar qualquer outra coisa anyway.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

It

Eu de novo. Como eu sou inútil. Eu sou o ser mais inútil que já deu o ar da graça nesse mundo. Eu não sei fazer nada, eu não faço nada e não sirvo para nada. Não tenho nada a dizer além disso. Caso alguém não soubesse, o que é meio difícil, aí vai um lembrete. É isso aí mesmo. Provavelmente sou tão inútil que se precisarem de alguém para ser inútil eu não consigo. Tão difícil.

sábado, 31 de maio de 2014

Loser

GENTE! Imagine como não deve ser lindo ter uma vida normal. Sem crises de ansiedade, sem medos irracionais, sem pânico. Poder FAZER as coisas que gosta sem ter medo. Ou simplesmente poder fazer as coisas. Inveja é um sentimento tão ruim, mas é o que eu sinto nesse momento, junto com tantos outros sentimentos ruins. O quanto mais da minha vida eu vou perder por ser assim? O quanto mais eu vou deixar passar por medo? Medo que nem todos os remédios podem tirar. É tão cansativo. E ainda ter que ouvir pessoas. Como se eu já não tivesse o bastante. Cala a boca, pelo amor de Deus! Todo mundo se acertando, tendo uma VIDA, fazendo coisas. E eu? Eu nada. Eu to preocupada com o destino de um personagem fictício porque isso é o máximo que eu consigo fazer sem ter um ataque de pânico. Qualquer coisa REAL me assusta demais e eu simplesmente surto. "Mas Mirane você está terminando o doutorado, isso é alguma coisa." Sim, e depois o que? Começar a colocar acento nas coisas? Eu não tenho a mínima condição de fazer nada com a minha vida, eu não tenho a mínima condição de fazer alguma coisa que eu gosto quanto mais alguma coisa que eu não gosto. O que eu vou fazer? Me digam, otimistas de plantão! Mas não. Vocês são diferentes. Para vocês tudo vai dar certo, não? E se não der, vocês dão um jeito porque vocês conseguem, vocês são fortes. Eu não sou forte. Eu deixei de fazer uma das coisas que eu mais amo por puro medo e eu nunca vou me esquecer disso. E eu vou me odiar um pouquinho mais por causa disso. Um pouquinho? Estou sendo modesta.
Imaginem só que bonito seria se eu não fosse eu. Deus podia permitir que a gente fugisse da gente pelo menos um pouquinho que fosse. Mas não, porque se eu tivesse a oportunidade eu fugiria e não voltaria nunca mais.
Eu ainda não acredito que eu fiz isso. Mas eu fiz. Paciência.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Fools on parade

Não, hoje a gente vai falar sério.
O que que eu falei? Eu não disse que iam judiar do Dedo Empoeirado? Pois é. Ai ai ai... um monte de trapalhada naquele livro, nem comento. Mas não foi por isso que vim aqui. E foi por que? Simples. Porque meu tumblr tá parado e eu não tenho nada pra fazer (a tese não conta, to com bloqueio criativo, me deixem, posso tirar um dia de folga).
Então, o Liverpool não ganhou... também, aquela defesa, santo senhor tenha piedade! Mas tá bom, a gente voltou pra Champions. Yeay! Also, meu livro Red or Dead chegou *-*. Shankly baby. Vamos ver se eu vou ter coragem de ler, né, porque o desânimo, ele anda triste pelos cantos dessa casa, triste...
Ah, chegou outra coisa também *-* The Road Goes Ever On. Baby *-* So much babies. Agora só falta um Tolkienzinho para eu ter todos os Tolkienzinhos.
Como vocês podem observar, esse é mais um daqueles posts em que eu não tenho absolutamente nada para dizer. Mas vamos refletir: por que ficamos chocados com a morte, sendo que ela é só um desenvolvimento natural da vida? Talvez porque não seja só um simples desenvolvimento, mas o fim. Derrrrr, é óbvio que a morte É o fim da vida, mas se também é uma parte dela, por que nos incomoda tanto? Enfim... é engraçado pensar nisso, pensar que não tem escapatória. Todos irão morrer. Você irá morrer. Sim, você. Não importa o que você faça ou o que você diga ou quem você agrade, você irá morrer. A menos que você seja um elfo, aí nesse caso você irá para as mansões de Mandos e eu te invejo grandemente por isso.
OMG! That's it. I found what is going to kill me. MY HEART! Damn tumblr!
Gente, a hora não passa... to escrevendo faz cinco horas e ainda é... 20:39 :(
Meu cabelo resolveu virar uma representação da minha vida e agora tá uma merda (agora?), se eu tivesse gastado em figurinha o que gastei com ele nesses últimos tempos teria completado 50 álbuns, mas tudo bem. Vamos ver como ele reage a essa semana... by the way, meu shampoo novo é muito cheiroso e isso não me faz bem. Ai...
E a Copa hein? Já tá cheio dos protestos... eu não entendo, juro que não entendo. E também não ligo, então nem quero saber. Que se dane todo mundo. QUE SE DANE O MUNDO!




sexta-feira, 9 de maio de 2014

Holy cow

Olha, nem sei.
Então... lendo, porque às vezes eu consigo fazer isso ao invés de ficar surtando, eu percebi uma coisa. Farid não se importa em que mundo ele está, desde que ele esteja com Dedo Empoeirado. Olha que bonito isso. Não importa o lugar, importa a companhia. Também... nem vou começar a falar o que eu acho porque senão, tá tudo misturado, olha só isso, TUDO, TUDO, eu venho falar de uma coisa inocente e nossa, já to falando de outra coisa. Meu blog é tão bonito e ultimamente eu só to conseguindo deixar essas coisas incoerentes e idiotas. Ai... e vão judiar do Dedo Empoeirado que eu sei, eu vi, tava vendo uma coisa lá e vi, vão judiar dele de novo. UGH! Livros! Filmes! Essas coisas estragam a gente. 

terça-feira, 6 de maio de 2014

But I knew him...

AGORA TUDO QUE EU PRECISAVA NA MINHA VIDA ERA VER O HARYN.
Não bastava o Liverpool me encher a vida de desgosto e eu mesma e o meu cabelo (que ninguém quer me deixar raspar)... mas não... NÃO! Eu tenho que ir no cinema e ver pessoas. PESSOAS!
Gente. Vocês não entendem. Era ele. Eu vi ele (vi ele mesmo, não vou ficar com frescura de 'o vi' no meu blog, 'mas Mirane é o certo' MEU FILHO OLHA A MINHA CARA DE QUEM TÁ LIGANDO PRO CERTO). Vocês tem noção do que é ver uma pessoa que vocês inventaram? É uma coisa.
Tão querendo testar os meus nervos esses dias, é isso, só pode... eu vou colapsar. Socorro! Blaublau! Vou contar tudo pro Blaublau e vai todo mundo apanhar.
Mundo injusto. Unf!

terça-feira, 29 de abril de 2014

You never know

SABE POR QUE EU TO ESCREVENDO?? PORQUE EU QUERO QUE AQUELES DOIS IDIOTAS FIQUEM JUNTOS, AQUELES INÚTEIS, AI QUE ÓDIO!!!
Okay. To mais calma. Se eu continuar escrevendo hoje vou fazer eles... ugh! Não!
They are literally my babies.
Literally literally.
E eles não vão ficar... não vão. Ai, como eu me odeio por isso!
Vamos falar de outra coisa.
Oi.
Nãããããããããooooooo. Eu vou matar meu personagem preferido. Meu coração tá literalmente doendo. Tipo, sério.
To usando muito 'literalmente' hoje, mas é que as coisas são tão literais.
Eu escrevi dois capítulos hoje. Dois capítulos inteiros. *-*
E AÍ ESSES DOIS IDIOTAS ESTRAGAM TUDO!
Quando eu era pequena e queria ser escritora eu não sabia que era esse tormento, eu achava que era a gente que inventava o que a gente queria, o que a gente quisesse e não que a história tivesse necessidades. Fuck you story! AI QUE ÓDIO!
Aiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnnnnnn AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Fuck this shit.

domingo, 20 de abril de 2014

I didn't sign for this

Meu Deus! Como pode existir tanta gente estúpida no mundo?
Acompanhar a timeline seja do facebook, seja do twitter é um pesadelo. Ou as pessoas estão julgando as outras (porque claro que elas são profundas conhecedoras da natureza humana e sabe tudo sobre a vida de cada pessoa do mundo então óbvio que ela está apta para fazer julgamentos e te sentenciar com sua preciosa opinião sobre você), ou fazendo piadinha com as crenças das pessoas (porque se você discorda do que ela acredita você está errado, óbvio), ou ainda... não. Nada. No fim tudo se resume a essas duas coisas, ou, na verdade, a uma só: julgamentos.
Quem é você pra julgar os outros? Sério, quem? Fica citando Deus e julgando próximo? Olha a coerência, meu filho.
Aí eu fico parada lá ouvindo que eu sou: comunista por simpatizar com o PT (e devo dizer, embora eu ame o capitalismo, não encaro isso como um insulto, prefiro ser comunista a ser a piece of shit like you), inferior por acreditar em Deus (como assim você, com doutorado, acredita em um Ser superior, sim, meu filho eu acredito, o que você tem com isso? cuida da sua vidinha), má por comer carne (é, eu sei que eles são bichinhos e eu sinto muito, mas não vou parar e você não tem o direito de fazer eu me sentir mais mal do que eu já me sinto), alienada por não falar de política todo o tempo (vou mudar o que falando o quanto eu odeio o PSDB no facebook?), iludida por gostar de futebol (graças a Deus!), egoísta porque me preocupo com a minha vida e não com a dos outros (espera só até eu começar a cuidar da SUA vida), etc. E aí eu penso 'eu não sou obrigada, não sou obrigada a aguentar julgamentos de pessoas que são iguais a mim - porque superior a mim só o Robert Downey Jr. - e se acham superiores. Você não é, amiga, amigo. Não. Você é a mesma merda que eu, talvez um pouquinho menos inteligente, mas a mesma merda, então vamos fazer assim: você cuida da sua vida e eu cuido da minha: curtindo futebol, comendo carne, não dando a mínima pro futuro do mundo e acreditando em Deus, achando que talvez Ele tenha piedade da sua alma quando chegar a hora porque se ele não tiver... hm...
Então vamos fazer assim: quando você for postar alguma coisa na internet, pensa antes 'isso é problema meu?', se a resposta for 'não, não é', pensa mais um pouquinho antes de postar. Tipo, hoje eu vi no twitter 'o Pato é gay'. Amigo, a sexualidade do Pato é problema seu? Não. Então pra que? A sexualidade de alguém além de você é problema seu? Não. Isso, vamos treinar. A crença das pessoas além de você é problema seu? Olha só... acho que não.
Claro, tem aquele negócio de que qualquer um pode falar o que quiser e tal, eu só to tentando fazer você parecer um pouquinho mais decente.
Mas Mirane isso que você faz aqui não é jugar as pessoas? Pode ser, sim. Você tem razão, mas como eu acabei de dizer eu sou igualzinha a todo o resto, mas graças a Deus eu não acho que eu estou espalhando a Verdade no mundo, eu tenho consciência que isto aqui é só minha opinião, ao contrário do que eu leio por aí que é um monte de gente tentando impor suas crenças aos outros e chamando de burro e retardado e inferior quem pensa diferente. Eu, também, faço isso. Eu acho todo homofóbico retardado e burro, não inferior porque não acho que exista isso. Eu também julgo os outros, vê, e eu acho que eu estou certa porque eu acho que eu estou defendendo o direito das pessoas serem quem elas quiserem. Quer saber, esse post todo é sem razão de ser, porque se você quer ser uma pessoa que se acha superior e acha certo julgar todo mundo você tem esse direito, claro que tem. You go you! Mas não espere ser meu amigo, porque não vai dar, sério.
Mas uma última coisa: só pensa um pouquinho antes de postar. Você não é a special snow flake. Você pode ser para as pessoas que gostam de você, sua mãe, seu pai, seu namorado, mas isso não te faz melhor que ninguém. Você também é egoísta, você também iria odiar se as pessoas começassem a atacar tudo o que você acredita e te chamar de burra, então por que você se acha no direito de fazer isso com os outros?
Às vezes o problema é só meu... às vezes eu que escolhi errado meus amigos de facebook e twitter, às vezes é minha culpa. Bem, é claro que é minha culpa, eu sou burra, retardada, alienada, iludida, besta, malvada e idiota.
Que desgosto do mundo, que desgosto de tudo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

You low the IQ of the entire world, please stop!

Eu tava lendo meus posts e meu Deus! Meu blog é incrível, sério! Já consegui falar tanta coisa aqui que eu nem sonharia em conseguir expressar. Óbvio que eu me repito bastante e tem um monte de merda também, mas gente! Tem tanta coisa boa... e fui eu que fiz. Tem coisas tristes também, lembranças... arrependimentos... eu fiz tanta coisa errada e já fui tão burrinha. Eu to diferente agora. Diferente de... antes. Mas eu ainda odeio as pessoas. DEUS! Como eu odeio as pessoas! Elas falam cada coisa, pensam cada coisa e eu só consigo pensar, como? COMO? Como você pode ser tão estúpido, meu filho... aí eu penso em pessoas que eu implicava antes e como elas são anjinhos perto do que eu tenho que aguentar agora. Por que, por que as pessoas não cuidam da própria vida e deixam os outros em paz? Eu sei, você está se perguntando 'mas Mirane, por que você não faz isso?'. Eu tento! Eu juro que tento, mas aí a pessoa vem me atormentar, vem esfregar a ignorância dela na minha cara. Eu saio correndo e elas vem atrás gritando 'Mirane, olha, eu sou um jumento, vem ver, VEM VER O QUANTO EU SOU BURRO!'. E eu to ficando quieta... sim, surpreendentemente quieta, mas aí eu tenho que vir aqui falar disso e desabafar.
Apesar de tudo e de todas as minhas reclamações eu dei muita sorte. Eu encontrei o Fer! Ele quase me entende, é inteligente, se interessa por coisas interessantes e eu sei que vou poder passar o resto da minha vida com ele e ainda ter o que falar, porque ele entende as coisas. Às vezes ele dá uma de burro, mas ele se preocupa com as coisas certas, se interessa pelas coisas certas de acordo com o meu ponto de vista e isso é tudo que eu poderia pedir. Obrigada, Deus, pelo Fer! E agora ele tá tão longe e eu sinto tanta falta dele... sinto tanto que nem com vontade de escrever eu ando, mas vou dar um jeito nisso porque eu não posso desapontar meus fãs (UUUUUUUUUUUUUHHHHHHHHH).
Eu preciso terminar meu livro. Por vários motivos. Escrever é so fucking hard. E ainda tem a tese... oh... eu quero mesmo ser doutora? Meh.
Eu tento falar sobre outras coisas, mas aí a burrice das pessoas volta a me atacar. Socorro!
Vocês não estão entendendo, não é implicância minha... se vocês vissem, se vocês lessem o que eu leio... e olha que eu tentei impedir essas coisas de chegarem a mim, mas elas acham um jeito. São coisas tão absurdas que eu levo um tempo tentando me convencer de que alguém realmente pensa aquilo. É inacreditável. Eu já ouvi falar sobre pessoas que pensavam assim, mas é aquela coisa... você ouve falar mas não acredita realmente que possa existir gente que pensa assim... mas existe. Como alguém pode discordar de mim quando eu digo que esse mundo está irremediavelmente perdido? Meu Deus!

terça-feira, 25 de março de 2014

I had bad days

Hoje eu nem to muito a fim de escrever, mas não tenho muito o que fazer. To tentando falar com o Fer e não consigo... pois é. Eu estou aqui sozinha, sem o Fer, e dessa vez ele não vai voltar logo. Sim, eu voltei pra Rio Preto porque eu sou um ser inútil... isso não tá ficando nada como eu queria.
Eu querendo falar sobre coisas importantes mas ao mesmo tempo não é da conta de ninguém. Mas eu escrevo pra mim aqui, tendo consciência, óbvio, que outras pessoas podem ler... não importa.
To viciada em toddynho... coisa da minha breve estadia no Pará.
Nessa última semana descobri que tem coisas que realmente são mais importantes que futebol. O Fer, por exemplo. Ficar longe dele tá sendo a coisa mais difícil que eu tenho que fazer. :(
Não quero mais falar.

P. S. Hoje é Tolkien reading day. Go read some Tolkien.

domingo, 9 de março de 2014

Honey you should see me in a crown

Eu sou a pessoa mais inútil do universo. Mas olha esses ursos que bonitinhos.


Esse post é um post imagético. Eu falo uma borrachinha e posto uma foto.


Vaquinhas são tão lindas. E elas dão leite.



Cavalinhos!!! Faz a vida ser um pouquinho melhor, não?


Hitler e Blondie. Adoro os dois, me julguem.


Katniss being J Law.


E um anjinho pra fechar.
Esse post foi só pra dizer que eu sou o ser mais inútil do universo e mostrar que apesar disso existem coisas boas no mundo, então só me ignorem e tudo ficará bem.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

STOP INFLICTING YOUR OPINIONS ON THE WORLD

Parei de escrever, né... é que o Fer voltou :)
Como sempre não tenho nada pra dizer... to "assistindo" o quinto jogo do dia, repetido, lógico, mas... ei! Tem uma repetição que eu não assisti! Yeay! O melhor do dia! Muahahahahaha. Vai começaaaaaaar.
Nossa! NOSSA! Lembrei do que aquele filho de chocadeira falou! 
Hoje é dia vinte e seis de fevereiro de dois mil e catorze, quatro horas e cinquenta minutos. E eu escrevi uma frase inteira só com a data, que bonitinho.
Mas, Mirane, minha filha, se você não tem o que escrever por que faz isso? Por que fas iso Miranina? Porque o bolg (eu fiz de propósito esse... tenho que avisar, né, senão fica igual o robocop...) é meu, cala a boca, tá lendo por que se não quer ler besteira? Eu não falo nada que presta nessa porcaria. Mentira. Desculpa. Podem ler por seja lá qual motivo você quiser, óbvio. Não, não to bêbada. 
É que na verdade eu estou provando o ponto de que você não precisa ser interessante ou inteligente ou ter o que falar para ter um blog produtivo. Look at this! Caso vocês não saibam, em 2010, eu fiz mais de 400 posts. MAIS DE QUATROCENTOS! O que eu falei? Nada! Mentira. Deve ter alguma coisa útil. Ah é... teve os posts da Copa... foram bons aqueles. E informativos. E legais. Eu sou legal. Não, não sou. Quem disse? Eu não.

No.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

E se a Copa do Mundo não for nossa?

OMG! OH MY GOD! Oh my God!
Fazendo os posts da Copa de 1994 o que lembrei? It's fucking World Cup Year! And it's here. *o*
A gente tem tanto que ganhar isso que meu coração já tá doendo, medo, medo, medo, quem tem cu tem medo e eu não quero nem pensar em perder essa Copa, não, não, não. A única alternativa aceitável é perder pro Uruguai... aí eu dou um desconto, mas não!
I'm so scared!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

The game is on and it is stupid - lack of imagination here

Tinha um menino, não lembro quem na verdade, que dizia que blog era 'fora de época'. Amigo eu não escrevo porque tá na época, eu escrevo porque eu quero escrever e se existe um espaço MEU pra isso, onde eu posso colocar as coisas mais idiotas possíveis, é claro que eu vou fazer isso. Ou será que tudo que eu escrevo aqui tá verde? EEEEEWWWWWW. Verde não! E olha que eu escolho bem as idiotices que eu ponho aqui, não é tudo que passa no filtro. Deixo o pior para os caderninhos... é. Tira daí.
Agora to escrevendo quase todo dia e por que? Porque o bandido do Fer foi pro Pará e me deixou aqui sozinha! Ainda bem que ele me deixou com um bom - e sortido - estoque de álcool. Hoje é cerveja day porque, embora eu ame margueritas e por mim bebia todo dia, o sal faz minha boca rachar e o sal é grande parte das margies.
Futebol. Amanhã é dia de clássico. DUPLO. Porque um não é suficiente, tem que ter dois... um só não mata Mirane. Brrrrrrrrr!
Eu acho que vocês deveriam saber que eu estou dançando balé. Fazendo aulas? Nããããããão, só dançando mesmo. Eu bebo uma budweiser e então danço balé, ou qualquer outra coisa. Mas eu prefiro balé. E ouvindo Robert Downey Jr. Uh! E Morrissey!
Músicas, enfim.
Cerveja com cheetos deixa um gosto estranho na boca... mas ver o City ganhando do Chelsea melhora...
Vamos falar do tempo! O TEMPO! Não, vamos falar do Chandler. Não. Eu sei do que você quer falar... mas não. Não. Não. Não. It'll all work out.
Eu fiz um pedido especial pra Deus, mas eu já tinha feito um então não sei qual Ele vai atender, porque eu sei que Ele vai atender um dos dois... e é um mais impossível que o outro, mas é Deus, sabe. Ele pode! ;)
Por que eu não bebo todo dia? Eu to tão feliz. Feliz! Sabe o que é isso? Pois é... eu não. Porque eu nunca fico... eu gasto 500 reais em remédio pra me sentir bem e 9 reais me fez muito melhor!
UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUHHHHHHHHHHHHHHHHHHHLLLLLLLLLLLLLLL!!!!
Oi. :)
And I don't give a damn about my bad reputation! Oh no. :)
Esse perfume me deixa doente!!!! Porque eu invento as coisas na minha cabeça e finjo que é verdade, o que na verdade é porque tudo o que tá na minha cabeça é verdade porque eu imaginei e oh MY GOD as coisas que eu imagino! Tudo verdade. Sorry for algumas pessoas! :)
E de novo eu não consigo parar de rir. E nem é o Oh my God Ricky you can't just ask people why they play for Argentina...
Gente! Como eu amo esse blog, como eu to morrendo de rir do Mauro Cezar, hahahahahahhahahahahaha.
Ok, eu vou parar agora... too much alcohol in my blood. Bloooood. Bye!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bum bum bum

Hello!!!
Adivinhem... pois é :)
Eu devia estar lendo. Eu devia estar escrevendo outras coisas, mas to aqui, falando nada.
Mas vamos lá mais uma vez, falar nada com propriedade.
O tempo melhorou um pouco... refrescou...
É, eu realmente não tenho nada pra falar.
Se eu fosse contar quantos posts desse blog são sobre nada, sobre esses dias em que eu só quero escrever não importa o que - menos minha tese - e aí fico aqui enchendo linguiça. Mas nem ligo. Faço isso mesmo.

Can you not do that?

NO.

But that's what Bilbo Baggins hates.

Bagginssses? What's bagginssses, precious?

Let's all go on an adventure!

Ai, não. Deixa pra lá...
Stupid Mirane on my blog!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sherlocked and counting

Soooooooooooooooooo
Hi. :)
Eu e minha mania de ficar obcecada pelas coisas. E pessoas.
Eu demorei duas horas pra escrever isso. :) Sorry I can't stop smiling. Because of two idiots. :)
Mas então... como é possível viver assim, meu Deus? Eu preciso parar com isso porque faz mal, MAL. OMG I CAN'T BELIEVE THAT!!! OMG! OMG! OMG! I will so use that ring now...
I am not drunk. Maybe a little... but not from alcohol... se bem que agora deu vontade de tomar champanhe. Hum... Champanhe is so damn good!
Acho que vou continuar escrevendo só pela vontade de escrever e depois apagar tudo porque é muita idiotice... mas dá dó de apagar... foi sofrido escrever até aqui porque eu estou tentando ao máximo não falar do que eu mais quero falar, então eu fico falando qualquer coisa.
Gente! O Liverpool ganhou de CINCO do Arsenal. HA HA. Foi tão lindo... eu nem vi. Por que? Bem, porque eu tava dormindo, sonhando... eu queria ter assistido, mas não consegui, então é isso. Mas eu vi a reprise, mais ou menos, se isso conta.
Já o Corinthians... olha! Não tá fácil não... eu sei o que eu combinei e ainda tá de pé, mas me dói o coração. Quarta que vem eles vem jogar aqui. E eu vou, claro, ingresso já comprado.
Vejam, dois parágrafos! Dois lindos verdejantes parágrafos sem falar dele(s).
Vou assistir O Hobbit.
Não, voltei. Não estou preparada emocionalmente para O Hobbit.
Mr. Sexy as Hell and Mr. Little Piece of Joy... these men will be the end of me. NO. No no no no...
A champanhe acabou e eu não acabei de escrever. 

I'm in the computer and I'm writing a song
Stop me if you heard it.

Phoebe sempre útil...

They thought Mirane would leave
But she just stayed and stayed
That's right! Here all night!
And nobody will never get laid.

Who will perform the ceremony? Who will perform oh oh OH!

So we will never know who will perform the ceremony. Wait! I know! I KNOW! Shut up!
Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha I'm not even sorry!
Precisamos de um vídeo nesse post. Peraí... Não achei. :(
Na verdade por que eu to preocupada com o que eu escrevo ou deixo de escrever? Só o Fer vai ler mesmo e ele já sabe tuuuuuuudo isso. Mas é que eu não quero mesmo! Não quero falar disso. Ou quero muito... mas não!
Eu preciso falar com o Renato... e com a Alzira... 
Mas no momento eu preciso dormir antes que eu fale mais porcaria por aqui.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

3. A Storm is Coming :)

Minha vida pode ser descrita pela palavra preferida do Sherlock: boring. Tipo agora, 4:58 da manhã, sem conseguir dormir, mesmo com três remédios, e eu não tenho absolutamente nada para escrever. Então vamos fazer disso um Madame Bovary, ou seria o Educação Sentimental? Enfim, vocês entenderam. Nada. Vamos ver o quanto eu consigo escrever sobre nada.
Sabe uma coisa que eu sinto falta? Viagem de ônibus com a classe. Gente! Quanta saudade... fica vindo na minha cabeça a imagem da gente passando perto do Anhembi em 2001 quando fomos assistir Os Lusíadas na Estação da Luz e a escola deu 10 reais pra cada aluno selecionado pra ir... hahahaha, eu trabalhava na época e fui mesmo assim. Muitos anos depois descubro que o Fer foi assistir à mesma peça. Bonito, não?
Outra coisa que sinto falta: O Hobbit. Ah... chega a doer o coração. Por que eu não fui ver mais uma vezinha? Burra! Burra! Burra! Saudade do Smaug, do Bombur, do Balin... a cena que eles entram na montanha... eu PRECISO ver aquela cena! Mas tudo bem... enquanto eu espero tenho a versão estendida do 1 pra ver... ver o Bofur cantando A Vaca Pula pra Lua *-* Theeeeeere's an inn, inn, there's an inn, there's a merry old inn, beneath an old grey hill...


Pronto! Assistam!
O que mais podemos falar? Ah tá... não, isso não. Então gente, vocês tem que saber que essas interrupções não são planejadas ou desejadas, é só que eu vou escrevendo do jeito que eu to pensando. Quando, às vezes, é um post planejado, sobre um assunto específico, eu penso antes, mas nesses casos em que eu só quero escrever e escrever aí vai ficando do jeito que sai, não é nenhum procedimento estilístico. Até parece. Meus procedimentos estilísticos são muito mais sofisticados que isso. :)
Falando nisso, eu preciso terminar meu livro, pelo menos um deles... mas é tão difícil e, claro, eu tenho que terminar minha tese antes. Aí quando eu terminar esse tormento e estiver à toa sendo sustentada pelo Fer, o que é, claro, meu objetivo, não me importo com esse negócio de ser independente e tal... já fui independente por tempo demais. 
É tão difícil escrever, mesmo aqui... temos que tomar cuidado com um milhão de coisas pra não ofender ninguém e provavelmente alguém ainda vai sair ofendido. Mas quer saber? Que se dane! Se se ofendeu, entra atrás da capa.
Eu devia ganhar um prêmio por desimportância. Duvido que exista alguém mais ignorado que minha pessoa, falando no âmbito individual, claro. Falando assim parece que eu me dou importância demais e simplesmente não me conformo com a atenção normal das pessoas, mas não. Lembrem-se: vocês estão falando com alguém sem nada de auto-estima. Bem, talvez um pouco... eu me acho o máximo por amar o Tolkienzinho e torcer para os times certos. Mas sério... ninguém me tem em mais baixa conta do que eu mesma... você pode até tentar, mas não vai conseguir. Fico imaginando como deve ser legal essas pessoas que se gostam e não tem problema com elas mesmas. Isso sim deve ser vida. Pessoas que cresceram sendo amadas e sabendo disso. Deve ser o máximo. Bom, pelo menos eu tenho bom gosto.
Agora vamos falar da mudança. Bem, claro que eu to morrendo de medo e vou ter um milhão de coisas pra fazer e comprar e arrumar e meus livros vão ficar pra trás :( Mas eu vou ter praia!!! UHULL!!! Um ano de praia... e vou estar com o Fer, claro, o ponto mais positivo disso. Ai que chique, Fer vai ser professor! EEEEEEEE!!!
Ai, estou apaixonada, mas eu não quero falar sobre ele aqui porque vocês não merecem... ele é muita perfeição para ser banalizado assim. Ai, ai... mas ele é tão lindo e fofo e engraçado e... inesperado. Claro que ele nem tem ideia que eu existo, né... mas afinal sou eu, não aceitaria de outra forma :)
Queria terminar o post mas eu ainda to com vontade de escrever
Meus conhecimentos Tolkienianos diminuíram drasticamente, o que é uma pena. Essas porcarias de faculdade e ficar tentando convencer um bando de idiotas de que Fantasia é um gênero literário válido e de qualidade... Aí eu tenho que ler um monte de porcarias, para usar o veneno deles contra eles, e esqueço o que realmente importa, como por exemplo o nome dos sete faróis de Gondor e os doze companheiros de Barahir e as sete localizações dos palatíri (espero que eu tenha acertado o plural de palantír); não, espera... isso eu ainda sei: Minas Ithil (minas Morgul), Minas Anor (Minas Tirith), Osgiliath, Isengard, Amon Sûl, Annúminas e Colina das Torres. Eu acho. E não só isso, esqueci muito mais... quando eu e o Fer jogamos Tolkien Game (que é ele pegar o Index da série Home e ficar me perguntando o que significa as palavras) eu confundo os nomes do Sauron com os nomes do Melkor, EU CONFUNDI BELEGOST COM UMA PESSOA!  :( Ai que decadência. E as pessoas preocupadas com o beijo gay da novela quando tanto está em jogo na minha mente. :)
E pensando nisso tudo eu lembrei de duas músicas perfeitas e maravilhosas que vocês precisam ouvir. Na verdade lembrei de várias, mas vou colocar só duas aqui.
1. My Dear Frodo.
Então, o blog (e eu quase escrevi Bolg) está dando uma de vadia e não está me deixando colocar o vídeo, mas OUÇAM.
2. The Breaking of the Fellowship.
Na verdade ouçam toda a trilha sonora de O Senhor dos Anéis e de O Hobbit, vale muito a pena. A menos que você seja um tapado, sem sensibilidade e etc. :)
Fico me perguntando se vocês são espertos o suficiente para separar as ironias do que é sério nesse post - na verdade nesse blog -, mas isso é problema de vocês, não meu.
Bom, acho que já chega. Não bati o Flaubert, mas quem liga... não é um Tolkienzinho (como se fosse possível bater o Tolkienzinho). Talvez eu ainda escreva mais, mas aí será um outro post.
Que Eru salve os Olifantes!