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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Homem de Ferro 2

Bem, gente. Esse textinho que, à primeira vista, pode parecer meio incoerente (ele só faz sentido completo se vc ler depois da crítica da Lívia) é uma resposta à crítica ao filme feita pela Lívia (que eu adoro, não é nada pessoal, só opiniões diferentes), no blog dela (leiam, é muito bom!). Eu não sou uma grande conhecedora dos quadrinhos nem nada e tenho certeza que alguns viciados vão me xingar, mas só quis expressar minha opinião em relação ao filme e responder algumas observações da Lívia que eu não concordei. SÓ! Eu ia caprichar mais, mas tenho mil coisas pra fazer, então aí vai:

Eu não acho que as pessoas vão assistir “Homem de Ferro” porque tem explosões. A maioria vai porque é fã dos quadrinhos ou só do Homem de Ferro das telonas mesmo. Pelo menos nas vezes que eu fui, só tinha fãs. Claro que pode ter um retardadinho que vai por explosões, mas isso acontece em qualquer filme, quando se é retardado. “Ah, vou pelas explosões”, ou “Ah, vou pelas mulheres sem roupa”. Bem... o primeiro filme do Homem de Ferro eu assisti um pouco por causa do Robert, porque eu adoro ele e quis assistir todos os filmes dele, mas dos super-heróis o Homem de Ferro sempre foi meu favorito, assim como o Batman, porque eles são humanos e a apelação é menor. Enfim, gosto é gosto. E é complicado falar de roteiro em adaptação, principalmente em adaptação de quadrinhos. É óbvio que são coisas diferentes, mas o roteirista do filme não pode fugir completamente do texto base, ele não tem tanta liberdade assim. Então dizer que “alguém decidiu que queria deixar a trama mais complexa, e tentou fazer uma coisa truncada que irradia lógica” não é realmente verdade, porque o roteirista tem uma base e não pode fugir muito dela. Não dá pra tratar nenhum dos filmes de heróis como uma produção cinematográfica normal, porque não é e se desconsiderarmos o fato de ser uma adaptação é óbvio que vai ser ruim.


O início é bem um exemplo de como não dá pra fugir muito da base. É claro que hoje, pra gente, é clichê um russo ser vilão e o herói ser americano etc. Mas os quadrinhos foram escritos durante a Guerra Fria, é claro que os vilões eram russos. E a maioria dos heróis, tanto da Marvel quanto da DC foram criados para passar uma imagem positiva dos norte-americanos: Super-Homem, Capitão América (quer mais explícito que esse?), Homem de Ferro, etc. Agora, como fugir disso? Mudar a nacionalidade do Tony Stark? Ou do vilão? SIMPLESMENTE NÃO DÁ! Porque aí deixa de ser O Homem de Ferro e passa a ser uma cópia que, tenho certeza, todo mundo ia odiar e falar: “Ai, só mudaram pra não ser americano, que idiota e blá blá blá...”


Em relação à parte que ele desce no palco. Aquele é o Tony Stark. Ele é daquele jeito, exagerado, debochado. Não dá pra mudar a personalidade do personagem, porque quando isso acontece é MUITO irritante (né, Mike Newell?)


Agora uma coisa que devemos ter em mente SEMPRE. A tecnologia presente nos filmes do Homem de Ferro é exagerada, mas é coerente, porque devemos entender que embora seja o nosso mundo e até nossa época, há uma verossimilhança interna. Lá é normal aquela tecnologia e ela faz sentido naquele ambiente. Os filmes de super-heróis tem a obrigação de ser coerentes com as histórias dos super-heróis, não com o nosso mundo. Tolkien já dizia...


Bom, o pai do Ivan era físico, assim como ele, então... não é tão absurdo assim conseguir matéria-prima. E não foi a Pepper que levou a Scarlett Johansson lá, ela se infiltrou a mando do Nick Fury.


Mas o Rhodes tinha acesso às armaduras e ele praticamente acompanhou o “fazimento” delas, não é tão absurdo assim ele conseguir pilotar (nos quadrinhos ele também usa, mas não nesse contexto)


Ok, agora vamos ao Xis da questão: a criação do novo elemento. Olha a verossimilhança, minha gente. Naquela realidade, com aquela tecnologia, no laboratório super foda do Tony Stark, é super possível fazer o que ele fez, que eu entendi como uma nova combinação de átomos, cuja estrutura o pai dele já tinha deixado montada na maquete da cidade. Já o fato desse novo elemento dar certo pra substituir o paládio, bem, o negocinho que ele usa no peito é uma miniatura do reator Ark, é super normal que o pai dele tenha pensado nesse novo elemento como uma alternativa para o paládio (que provavelmente era usado também como “bateria” para o reator).


Em relação à conversa entre as armaduras, achei que fosse óbvio. Elas se comunicam através do Jarvis, todas são ligadas a ele, assim é absolutamente NORMAL eles se falarem.

17 comentários:

  1. Nice... Esse negócio da verossimilhança é muito bacana... Querer que as histórias em quadrinhos (em especial essas com super-heróis e coisa e tal) sejam "realistas" (no sentido de se parecer com a nossa "realidade" é abusar bastante...), se a pessoa não tem imaginação ou mesmo capacidade de fazer um exercício de libertação das amarras dessa realidade (as vezes muito pobre) não deveria (na minha opinião) perder tempo (porque nesse caso realmente é perder tempo) indo ao cinema, ou lendo esses filmes/textos...

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  2. gente, que importante! pessoas fazendo posts sobre os meus posts. hhahahahhahahaha

    se for tópico-por-tópico, meu comentário fica mto gde. então, "tentando" resumir: humor, para mim,funciona com caricatura e hipérbole. hipérbole de pontos que, no filme, não estão explicados de uma maneira satisfatória. no filme. pode ser adaptado de um livro, de um conto, de uma HQ, do que for... não muda o fato de que o meu roteiro final é do filme - e esse filme deveria passar uma explicação decente e lógica para aquela pessoa que está no cinema sem nunca ter lido o material original. o trabalho de adaptação tem que ser feito de uma maneira que não só um fã como meu irmão menor possam seguir a narrativa sem problemas. o fato de tomar nota dos "furos" do roteiro e fazer piadas deles não quer dizer que sou incapaz de "fazer um exercício de libertação das amarras dessa realidade", até pq gostei do filme.
    mas, ainda assim, quer coisa mais mal explicada que o personagem da scarlett nesse filme, por exemplo?
    o vilão pode mto bem ser uma cópia-corbono da sua versão do original. continua sendo um clichê, agora é um clichê mais antigo, só isso. ivan+vodka+moscou. é impossível não fazer piada.
    reconheço que o DJr aparecer no palco de homem de ferro com explosões é uma maneira boa de caracterizar o personagem "tão caricato que é genial", creio que escrevi. estava concordando, não discordando do filme.

    e ok. não tinha mesmo pensado que era o computador-orlando-bloom que permitia a comunicação entre as armaduras. mea culpa. mas, alguma razão para as armaduras não terem algum tipo de dispositivo que barra a sua utilização por outra pessoa? pq isso seria algo útil de se ter implantado nela...

    [e ele conseguiu desvendar o segredo + montar um novo elemento químico na sala da casa dele com canos e em menos de 3 trocas de cena? se macgyver fizesse o mesmo, ainda erguiria uma sobrancelha...]

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  3. Eu ainda acho que (pra mim!) tudo faz muito sentido dentro do filme, mesmo sem conhecer o material original muito bem e ainda acho que vc pegou um pouco pesado com o filme, mas só! Eu também não acho o filme perfeito, mas acho que dá pra relevar. Pra mim, o pior de tudo foi a loira que eles colocaram pra ficar de boca aberta enquanto o Tony tá correndo e o fato de uma garrafa da MESMA vodka que o pai do Ivan tava tomando na Rússia aparecer não mão dele no meio da conversa com o Hammer.
    Ah! E quanto à Scarlett, eles colocaram ela lá pra estabelecer a ligação que a personagem dela tem com o Homem de Ferro, mesmo que um pouco distorcida do texto base, mas enfim!
    É sempre um prazer conversar com vc, porque se a gente concordasse em tudo ia ficar chato também! (:
    Ah! [2] Assistiu o último episódio de Lost? Não gostei muito... acabou com a minha graça...

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  4. Eu não acho que o filme peça um conhecimento "especializado", digamos assim, para ser entendido, como foi dito acima, para mim (que nunca li nenhum quadrinho do Homem de Ferro) a história não trouxe nenhum problema grave de compreensão (mesmo se tivessem passado batidas as referências ao Capitão América ou ao Tor, elas não criam dificuldades no seguimento da narrativa). O fato de não haver uma explicação clara para a presença de personagens na narrativa também, creio eu, não traz nenhuma dificuldade (basta-se lembrar que, por exemplo, nos contos de fada, o tipo de personagem que Propp chama de "doador" aparece na história apenas para entregar ao herói algum artefato mágico, depois desaparece e isso não é um problema). Além do mais, como quer Benjamin: "metade da arte da narrativa está em evitar explicações"...
    Dica: cuidado com o roteiro do filme, ele não é o filme... vai ser tão "adaptado" quanto o romance ou o quadrinho ou o conto...

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  5. meio do que o ponto do meu blog é "pegar pesado" com o filme. se fosse ser razável e relevar na base do "tudo bem, na narrativa faz sentido" ou "ele não especifica tal coisa, mas deve ser assim" ou ainda "pq eu que tenho um conhecimento maior de mundo/cultura entendi o filme, quer dizer que qualquer pessoa do universo tb entenderia, já que Deus sabe que somos todos dotadas da mesma capacidade intelectual" não teria graça fazer um roteiro. "destruying cinema, one movie at a time" não está logo abaixo do nome do meu blog por nada...

    e concordo, Mirane, que é mto mais legal discutir com quem discorda de vc hahahahahhahahaha (e, olha, se passei a impressão de estar brava, foi só impressão, mesmo)

    não vi Lost! estou morrendo de medo do fim dessa série, admito. mto medo deles ferrarem a coisa td e acabarem com seis anos da minha vida.

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  6. Olha, discussãozinha aqui também!

    Oi Mi, você chegou a ver a cena do Hulk, no final do filme?

    ---

    O maior problema quanto a esta 'descrítica', não é o fato de ela querer achar razão para coisas que não precisam ter sentido, não é o fato de ela querer argumentar com clichês estabelecidos pelo Stan Lee (o criador), cujo ápice criativo foram os idos de 1960... o problema é ela mesma admitir que não presta atenção nas coisas (que estão no filme), e depois reclamar das mesmas, achando que foi furo de roteiro ou tentativa de ludibriar os telespecatdores do Zorra Total.

    Láaaaaa no primeiro filme, que não é importante ou não querem recordar, Tony Stark chama o seu amigo Rhodes de canto e diz: estou trabalhando em algo grande, e queria que você fizesse parte (Rhodes diz que não e se faz de difícil). No mesmo filme, perto do fim, o mesmo Rhodes olha para a armadura e diz: talvez na próxima, querida.

    Percebendo que algumas pessoas iriam se perguntar: pôxa, ele tem essa tecnologia toda e o cara simplesmente pegou a armadura?, o pessoal colocou uma explicaçãozinha, dita pela Romanov: há dispositivos que impedem SIM o uso por pessoas não autorizadas. NÃO autorizadas. O que nos leva a somar um mais um e chegar ao resultado óbvio: Rhodes teve a armadura feita para ele, e, claro, estava autorizado a usar.

    Isto ESTÁ nos filmes, não é preciso ler quadrinhos para saber.

    Onde o Ivan conseguiu os elementos? Putz, o cara mora na Rússia, mora num quartinho de frente pra uma loja cujo nome é PRODUTOS, ficou quinze anos preço por vender urânio enriquecido, tinha ‘seus contatos’, e o crucial, tinha o ‘bird’.

    Monaco é na França, mas o fato de ter passado uma chamada enorme na tela e um zezinho ter falado frances não faz diferença.

    O Jarvis propiciar um link de comunicação entre as armaduras não tem nada demais. O Ivan só tomou o controle dela, não bloqueou a comunicação. Tanto que o Justin também se 'comunicava' com os Hammerdrones, mas não os controlava.

    Como bem observado, o Paládio era a bateria do reator Ark, mas não era a definitiva, pois era uma tecnologia a ser acabada. Como ele fez exatamente o elemento que se encaixava em tudo? O pai dele fala meu deus... ele era limitado pela tecnologia de seu tempo, ele sabia qual o elemento, mas não tinha como sintetizá-lo. Só isso.

    Já que era para desconstruir, devia ter reparado no fato da Pepper dizer, uma cena antes, que o Justin Hammer tinha uma apresentação para 'amanhã a noite', e no espaço de um dia chegar tudo na casa do Tony, coisa que claramente foi um erro temporal do roteiro. Já o fato de ele fazer um acelerador de partículas no porão, bem, ele é o Tony Stark. Ele pode.

    Implicou tanto com a Scarlett e olha outro clichêzinho que ela deixou escapar: ela é uma agente dupla, ruiva...E russa (Natasha Romanov... melhor que Ivan, certo?)

    E último... por que motivo alguém ainda se importa com exageros no 'patriotismo' que envolve a briguinha de criança entre EUA e Rússia? Sério que havia bandeiras por todo lado? E daí??
    (e, já que estamos aqui, sei que o blog é da Mirane, nem sei se você vai ler, mas adoraria, mesmo, que você fizesse uma descrítica do filme Segurança Nacional. Não assisti e nem vou, mas amos ver quantos clichês você encontra).

    Quer moleza? Toma sopa de minhoca.

    Beijo Mi.

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  7. heheheheah não é preço, é preso.

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  8. Eu de novo, eu só acho que se a idéia é "destruir" filmes, se quando se assiste isso já é algo predeterminado, o filme em si passa a ter uma importância muito pequena. O que se faz é aplicar um "programa" no filme (e nesse sentido é algo muito mecânico) e se esquece de fruir (assistir, se deleitar, se divertir, ou qualquer outra palavra nesse sentido) o filme. Em outras palavras, quem vai assistir um filme com um programa crítico pré-determinado (com preconceito) não gosta de cinema gosta do seu programa...
    Qualquer tipo de texto (e texto, aqui, deve ser entendido num sentido amplo: escritos, filmes, músicas, etc.) requer alguma colaboração do leitor (também num sentido amplo), os filmes, livros, histórias, quadros, só são inteligiveis porque as pessoas vão, aos poucos, construindo um arcabouço cultural, lingüístico, etc. que permite a troca de experiências, informações, vivências, etc. Nesse sentido, a falta de alguma referência deve ser entendido como uma "falta" mesmo. Ninguém é obrigado a conhecer tudo (até porque não seria possível), mas também colocar como algo negativo esse diálogo que um texto promove com outro só porque eu não conheço é muito complicado... O "Ulisses", do James Joyce, pode ser lido como um texto sem a sua correlação com a "Odisséia" (e a "Ilíada), mas não perceber essa correlação, em certo sentido, limita a obra e é um problema do seu leitor. Mudando para um exemplo mais "popular", pode-se ler "O Xangô de Baker Street", de Jô Sores, sem se conhecer as outras histórias sobre Sherlock Holmes, mas a sua leitura dessa narrativa é diferente se você a conhece... Acho que acontece o mesmo com "O Homem de Ferro 2", a narrativa, se você está disposta a realmente assistí-la (e colaborar com ela, porque todos os textos "pedem" essa colaboração que é, na verdade, o processo de construir um sentido), sem preconceitos, é uma coisa... agora, se você quer aplicar uma coleira nela aí o que você tem é um problema porque a sua não-contribuição impede a compreensão do filme... Não quero dizer que o filme é um espetáculo, longe disso... não se compara, por exemplo, com O Cavaleiro das Trevas... O que quero dizer é que se não chegarmos dispostos a realmente ver o filme, qual é o sentido de vê-lo?

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  9. Essa discussão está simpática... adoro!!!

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  10. Ok. Tem algo que ao meu ver é básico e que ninguém conseguiu captar ainda: meu blog não tem a menor pretensão de ser um blog de crítica cinematográfica sério. nunca teve.
    duas razões básicas para isso:
    a) não sei se tenho know-how suficiente para escrever algo sério sobre filmes (filmes-pipoca até que são facéis, mas qdo vc pega algo mais complexo para analisar...)
    e, principalmente, pq:
    b) críticas sérias são, normalmente, um porre.

    Agora, como até disse no meu post, me diverti com o "homem de ferro 2". o que quer dizer, só de leve, que eu ainda consigo me divertir/me deleitar/fruir de um filme. até pq não vou condicionada a falar mal, ou pensando no que escrever no meu blog a respeito do filme. a coisa meio que acontece naturalmente, um tempo apareciável depois do cinema.
    admito que, sim, não tenho mais aquela "pureza" de ver um filme - aquela que tinha antes de aprender conceitos como "iluminação", "edição" ou mesmo "direção". Sinto falta dela, as vezes. mas só de vez em quando.

    Outro ponto: não tenho problema nenhum, pessoalmente, com um filme dialogar com outra forma de mídia. referências (como a do escudo do Capitão América, por exemplo) são um tipo de "bônus" para aqueles que conhecem a história, e não interferem na narrativa a ponto de prejudicar alguém que não saiba sobre ela.
    agora, sério. scarlett johansson = personagem mais mal aproveitado ever. o que sabia sobre ela no começo do filme? que ela fala latim. o que sei sobre ela após o filme? que ela *realmente* fala latim. (acho bom apontar que isso foi uma piada. sei que não é bem assim)
    uma coisa é não passar informações sobr eum personagem a ponto de mantê-lo misterioso. outra bem diferente é deixá-lo vazio. ngm pode seriamente me dizer que achou sua inclusão no filme bem feita.
    Uma das minhas teorias a respeito da superficialidade dela e de outros no filme, é que qquer ênfase dado a scarlett tiraria o bilho do downey jr. e, já que ele é o único super-herói que consegue a proeza de ter público por ele mesmo, ao invés de por causa do vilão, até que entendo a lógica...

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  11. Gente, "segurança nacional" é aquele brasileiro, feito com o apoio do exército?

    Deus. Quer que eu coma vidro, também?

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  12. Não assisti o filme ainda e estou acompanhando a discussão, então...

    can do nothing but laugh.

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  13. Lívia, NADA NO MUNDO tira o brilho do meu homem, nem se tivesse 90 Sacrletts enfatizadas lá... rs

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  14. Oi Lívia, as discussões esfriaram, então vamos esquentá-las de novo... O primeiro ponto, o seu blog (ainda nem fui lá ler nada) pode não ser "de crítica cinematográfica sério", mas parece ser fato comprovado que o que está escrito lá é a sua opinião, sua leitura, do filme (tanto é que você veio "defendê-la"). A questão do conhecimento para fazer crítica séria, me desculpe, mas é uma bobagem, crítica é crítica, quer dizer é a opinião sobre o filme e, como você disse, você já aprendeu os conceitos de "iluminação", "direção" e "edição", então acho que está na frente de todos nós... (apesar de que na discussão aqui muito pouco se discutiu sobre esses assuntos). Eu li muito pouco sobre tudo isso e comento apenas intuitivamente pelo que vi em filmes e coisa e tal. Contudo, essa noção de que o conhecimento da técnica cinematográfica tira a "pureza" de ver um filme é bastante controversa... Não é porque você sabe o que é um enquadramento excêntrico que quando você vê um significativo você passa por cima e diz que o Orson Welles fazia isso na década de 40, pois aqui ele tem outro sentido e, geralmente, nos "filmes-pipocas" eles são super bem realizados porque são feitos por profissionais... A diferenciação entre filmes-pipocas e filmes-cult como você bem sabe as vezes cria abismos que não existem na realidade.
    Me preocupa um pouco essa visão das referências como um "bonus", como o Renato argumentou acima as referências (embora algumas vezes não "atrapalhem" a compreensão dos "não-iniciados) não são gratuitas, principalmente se lembrarmos que a "marca" Homem de Ferro não aparece apenas nesse filme... Muitas vezes negligenciar as relações intertextuais, de referência, paródicas, etc. implica num entendimento precário do texto, filme, ou seja lá o que... Ninguém é obrigado a conhecer tudo, mas parece ser fato de que quando o leitor não reconhece uma referência ele não constrói o sentido que o autor, diretor, roteirista, quem quer que seja esperava que ele construísse...
    A questão da Scarlett não vou comentar, pois trata-se de um personagem secundário, seria estranho que se perdesse muito tempo explicando-o, mas, imagino eu, que tudo isso se resolverá alguns filmes a frente...
    Até mais, vamos continuar com a discussão...

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  15. Putz, eu tinha lido a crítica do homem de ferro lá no descrítica, a primeira coisa que li lá, ae chego aqui e tem essa discussão toda... Me sinto frustrado, o Renato e o Fernando já falaram tudo que eu poderia falar, por isso mudei meu primeiro comentário lá e só falei mal por falar ^^, bem ao estilo do blog. Mas sério, pra falar mal, tem que entender o filme, coisa que parece não ter ocorrido.

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  16. Aliás, que bobagem é essa de "filme pipoca" e "filme cult"?

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