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I hate everything, except some things

sexta-feira, 8 de maio de 2015

BLOOOOOOOOOOOOOG!

Hey, hey, hey!
Certeza que estão todos morrendo de saudade de mim, meus amores! Sorry. 
Como vocês puderam ver, sou doutora agora, hehehe, grande bosta. :)
Ai ai, hoje eu ri tanto por causa de futebol e comentários, mas ao mesmo tempo to meio passada com as pessoas.
Primeiro, nunca vou entender esse tipo de torcedor cujo único objetivo é diminuir o time adversário, ainda mais quando o time da pessoa é o que é. Sério, filha... menos! Sem contar que diminuir o time que você tá jogando contra só piora tudo porque se seu time ganha não fez mais que a obrigação, já que o adversário é tão insignificante, e se perde, bem... se seu time tá perdendo para alguém que você pensa aquelas coisas o que você pensa do seu time agora? Enfim, isso nem é tão ruim afinal de contas... cada um tem seu jeito de ser idiota, eu só não entendo, mas okay...
Agora hoje li alguém falando que gostava de "european football", tipo... em oposição a "american football". ?????????????????
Deus! Filha... FILHA! Eu nem vou comentar essa porque eu to MUITO irritada.
Pra variar pessoas me irritando, como sempre. Mesmo eu ficando em casa 99%  do tempo. Só não é 100% porque eu tive que sair pra assistir Avengers. My babies... :) Mas a internet faz a gente estar em contato com gente demais, idiotas demais. Eu passo dias sem nem olhar o face (mesmo ele sendo a segunda página que abro sempre que ligo o computador... fica lá aberto...), mas espio por 5 segundos e já quero explodir o mundo. Eu acho que o objetivo das pessoas no facebook é ser idiota. Eu sei que o meu é e pelo que eu leio posso concluir isso dos outros também. O tumblr é problemático também, mas nem chega perto das coisas do face...
Enfim, acho que é isso... Não prometo que estarei por aqui regularmente porque a vida é imprevisível, então... :)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

sábado, 21 de março de 2015

Agradecimentos da tese de doutorado

Eu ia escrever os agradecimentos em inglês porque 90% das pessoas que eu quero agradecer só falam inglês ou entendem a língua, mas eu fiquei com preguiça e eu nem sei se pode, então... mas vai haver partes em inglês por questões de motivos.
Todo mundo amou meus agradecimentos da dissertação de mestrado, por ser idiota, diferente, essas coisas, o que põe muita pressão sobre minha pessoa para esse agradecimento. Não esperem nada demais e, antes de começar esse, gostaria de dizer que tiraria pelo menos 50% das pessoas do meu agradecimento da dissertação.
Bem, vamos lá... em primeiro lugar agradeço a Deus por ter me dado forças para terminar essa tese que eu achei que jamais existiria. Obrigada, Deus! Por isso e por todo o resto.
Agradeço minha família por ter me apoiado para chegar até aqui, mas não TODA a família, isso seria injusto. Só quem me criou, basicamente (tia, tio, Dalva, Paula, maridos, filhos e netos). E um pouco meu pai que resolveu aparecer ultimamente.
Agradeço também a família do Fer, que também já é minha família. Tadeu, Di, Gu, Bi e um beijo especial pra Dona Dora que deixou a gente aqui nesse mundão e pra Dona Lurdes que veio pra mais perto da gente. Um beijão pro resto do pessoal também.
Ah! Meus times... o Corinthians foi campeão da Libertadores e do Mundial em 2012. Viu, minha dedicatória deu sorte. Vamos esperar que o Liverpool faça o mesmo. Vocês destroem o meu coração, mas eu não vivo sem vocês, seus inúteis. Beijos da mamãe.
Agora os amigos. Da última vez não quis citar nomes porque podia correr o risco de esquecer alguém e blá blá blá, mas que se dane. Paty, Jaini, Renato, Júlio, Flávia, Mie e André. Obrigada por acharem que eu tinha capacidade de fazer isso.
Agradeço também meu amigo Gabriel Giglio, grande autor de fantasia alcoólica, e suas inspirações do Além.
Agradeço ao meu querido Aquati, professor e amigo, que não sabe escolher time, mas é um anjo sem asas nesse mundo. Também aqui um beijo pra Sônia e que ela aproveite bem a aposentadoria.
Obrigada ao meu orientador mais que lindo e perfeito Álvaro Hattnher por ter me aturado por quase DEZ anos. Pobre alma. Desculpa por tudo, professor, você é incrível e o melhor orientador que eu poderia querer.
Agradeço também a minha banca maravilhosa, que fez com que eu me sentisse no Conselho de Elrond. Obrigada a todos: Karin Volobuef, Aparecido Donizete Rossi, Fernanda Aquino Sylvestre e Renata Kabke Pinheiro.
Agradeço também a CAPES por ter patrocinado meu trabalho, espero não ter baixado o nível de qualidade de vocês.
Agora vem a parte em inglês, mas depois voltaremos para o português para agradecer o que eu chamo de G3.
First of all SORRY. I don’t really KNOW English, I never really learned so… sorry for my mistakes.
I want to thank all my followers on Tumblr. They are great people and put up with my bullshit all the time. Thank you guys.
I want to thank Andreja, Mojca and October, my first friends on Tumblr ever.
Also Sarah and Mitchi, my precious, who never cease to amaze me with a talk, a story or a Thorin drawing.
My book club friends: Marian, Ashley, Hailey and Laura. I promise I will be back annoying you guys soon.
Kaya, Annaliese and Kira that are always cheering me up.
Karla, Bea, Elena and Narmina, my darlings, always talking to me and being supportive.
Bilbo, Emily, Nora, Delilah and Courtney with their beautiful blogs that make my life better. Thank you so much for everything. I love you guys!
Out of Tumblr thank you to my Liverpool friend – who is not from Liverpool – Sam Birch.
Now… I know it might seem stupid but I need to thank Richard Armitage. All The Hobbit cast and staff actually but specially him. He made Thorin SO real and he is so great in general. Seriously everything he does is amazing, all the Johns and Harry Kennedy… ALL OF THEM. Thank you! Thank you for existing, thank you for being an actor and thank you for making Thorin even more majestic and passionate than he already was (sorry Tolkien but you have to agree Richard made him more handsome and hot interesting). As I said all the cast was great and I will not put every name in here because you know… it would become the final credits of the movie. Seriously, all of you guys were amazing. The dwarves I didn’t even care in the book (I’m sorry for that) became my babies and the ones I already cared are now mine and you can’t take them from me. And Lee Pace… you majestic human tree. I’ll stop here but I just wanted to say that you guys were fantastic and I’m sure Tolkien would have loved it (I know because he is my friend and talk to me). Thank you. Also (can I swear here? Because I kinda want to say f*ck you… oh well…) f*ck you for breaking my heart with The Battle of the Five Armies. I KNOW I knew what would happen but I wasn’t prepared to see it. All the crying… Eru have mercy. Still in this matter let’s thank the cast of The Lord of the Rings as well… where all this began.
Also thanks to the Feanoreans (Maedhros and Maglor specifically). You guys are being of great help lately. Not Fëanor himself that little shit (but I still love you). Actually thanks to you all: Noldor, Vanyar, Teleri, Valar, Maiar, The Seven Fathers of the Dwarves and their houses, Men, Hobbits, Dragons, not so Dragon (I’m looking at you Glaurung, sorry), Eagles, Balrogs, all the creatures and Eru himself.
Going back to casts I also want to thank the cast of all Marvel movies because you guys are awesome! Don’t disappoint me in Age of Ultron.
Now back to Portuguese for the G3.
Fernando. Oh Eru! O que seria da minha vida sem o Fer? Literalmente nada. Sem ele não teria dissertação de mestrado, nem tese de doutorado, nada. Não teria Mirane.  Porque é esse ser de luz e time ruim que cuida de mim em todos os aspectos da minha vida. Nem tem como agradecer porque ele é tudo. Ferzinho, muito obrigada por me aguentar e por todo o resto, só você pra saber o quanto é difícil isso. Te amo mais do que o Fëanor ama as Silmarils e se o Melkor se meter com você eu viro o Fingolfin, furo o pé dele e te roubo de volta.
Blaublau. O melhor de todos. Eu nem deveria ficar falando do Blaublau por aqui senão as ursinhas vão saber onde ele está, mas eu preciso agradecer o melhor urso, com o melhor gosto pra tudo nesse e em todos os mundos. Te amo mais que tudo, meu melhor amigo! E muito obrigada por ter contado “aquelas” histórias pro Tolkienzinho. Obrigada também aos “amigãos”, que aumentaram em número. Sem bagunça, hein, Oromë! Chandler, Pan e Inimigo Épico, vocês também aparecem aqui, viu, mesmo torcendo pro time errado. Aslam, médico da galera toda, Snoop levando a culpa de tudo, Joey quietinho como quem não quer nada. Des e Phoebo, Luisito, Jamie, Nienna, Fingolfin, Beorn, Molly e Jack. Obrigada a todos! Obrigada aos “amiguinhos” também, mas nem dá pra colocar o nome de todo mundo. Amo vocês.

Tolkienzinho. Não tenho o que falar. Sério. Precisa? Eu devo minha vida a ele. Lembrar daquela semana de agosto de 2002 que iria mudar minha vida para sempre ainda me dá borboletas no estômago. Pelo menos eu espero que seja borboletas e não dragões. Obrigada professor e melhor escritor que já existiu nesse mundo. Tudo isso que você, alma desavisada, está para ler, tudo o que fiz nos últimos dez anos, dez? não! treze anos, pro bem ou pro mal, foi fruto do meu amor por esse ser de luz e histórias. Como não poderia ser diferente, para fechar: Tolkienzinho é um gênio. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ilúvatar's Designs (The Talk and The Reunion)

THE TALK

So one day Melkor was called from beyond the Walls of the World by Manwë to talk and that it's what followed:
'So, brother mine, are you sorry for your evil deeds in the last ages.' said Manwë 
'No I am not. Why should I? I did more for Middle-earth than you did.' said Melkor with a smirk.
'What do you mean?'
'You can call my deeds evil but I never abandoned my people and the Children of Ilúvatar learned more through the suffering I laid upon them than by any lesson you could teach them because although all of you claim to love them you forsake them in Middle-earth, the ones who were bold enough to defy you and the ones who needed most. Conditional love, brother? I don't think Ilúvatar would approve that.'
'Don't talk about what you don't know. You know nothing of Ilúvatar's will. And if His children had to suffer it was your fault. Not only by murdering Finwë and stealing the silmarils but also in the Great Music when you interwoven themes of hate and destruction that you knew would come to be one day.'
'My fault? It is indeed?' he said trying to sound genuinely intrigued. 'Am I what I am because I chose to be or was I designed by some great power? I remember quite well the words of Ilúvatar: "Mighty are the Ainur, and mightiest among them is Melkor; but that he may know, and all the Ainur, that I am Ilúvatar, those things that ye have sung, I will show them forth, that ye may see what ye have done. And thou, Melkor, shalt see that no theme may be played that hath not its uttermost source in me, nor can any alter the music in my despite. For he that attempteth this shall prove but mine instrument in the devising of things more wonderful, which he himself hath not imagined."' He said the last part with emphasis. 'So... am I evil or only an instrument of Ilúvatar's desires? Did I even have a choice? Are we all not only fulfilling our parts in the great play that is Ëa?'
'None can know Ilúvatar's true intent. Even if it is as you say, He knows best and we better do as we must.' Manwë was doing a great effort to avoid letting Melkor see his anger.
'As you say my brother. And that was exactly what I did. I just stick with my hole.' he said smiling.
'You are dismissed. Eönwë will escort you to the Door of Night.' he said with a cold voice.
'Always a pleasure, brother mine.' and Melkor bowed mockingly. 
After that Námo approached Manwë, who looked worried. Would he be doubting the designs of The One?
'You must not worry about what Melkor said, you know he is the Father of Lies.' said Námo.
'But it was not only lies.'
'No, but you said it yourself, Ilúvatar knows best and He is the only one who knows the purpose of this all.' Námo was about to leave but turned around and completed: 'don't  burden your heart. I can feel Ilúvatar has a plan that would appease some hearts. And it will happen very soon.'
'What is the meaning of it?'
'You will see it soon.' and with these words he left back to his Halls leaving Manwë lost in thoughts.

THE REUNION

Námo catched a glimpse of what Ilúvatar intended to do but could not believe it. Of course he didn’t know everything of Eru’s mind but he knew that what was about to happen was not the original desire of The One. Námo didn’t know what to think because he would always abstain to judge any matter or person. But thinking of it he realized that the Noldor really suffered a great deal, most because of its own folly but yet Eru loved all His children and certainly wouldn’t allow Melkor to accuse him of abandonment. The Father of Lies did not say it directly but accusing the Valar of forsake the Noldor who went to Middle-earth was indeed accuse Ilúvatar to do so since Manwë and the others were guided by His will.
Námo knew it that not everything Melkor has said was a lie. Indeed all come from The One: the good and the evil, the light and the darkness, because one cannot exist without the other. All the suffering may be seen as a cruel way of learning but yet necessary. Ilúvatar knew better and Námo never doubt Him or His decisions and will never do.
Some time after the talk with Melkor Manwë called Námo and said that the spirit of Fëanor would be allowed to be free for three days. It was Ilúvatar’s decision, He wanted to show that none of His children were forgotten, not even the foolish ones. Fëanor would be allowed to meet his sons, his father and mother, for three days. Maedhros would have to be freed for the reunion as well.
Fëanor had spent ages alone in the Halls of Mandos, without any company, and if he has repented of his deeds none could tell because his face was still and showed no emotion. When Námo told him the news he didn’t say a word, he followed him to Lórien and only when he saw his seven sons reunited the reality of what was happening hit him and he wept. His sons approached him and they were happy. All the suffering, the oath, everything was behind them now. Even Maglor was there after wander through Middle-earth for ages. They did not speak of the past but Fëanor wanted to know what his sons did after all was over. He didn’t ask about the silmarils and its fate, that wound was not completely healed so they only talked about their lives after coming back to Valinor. Not all of his sons were stuck in Mandos and they had a lot of stories to tell. Fëanor knew about Maedhros and understood his silence. He as Fëanor himself had no stories, only memories and regrets. They spent an enjoyable day in Lórien and there were food and songs, Maglor was responsible for great part of the last one.
On the second day they had a new surprise: Finwë and Míriel joined them and Fëanor could not believe in his lucky. Námo had said it was a gift from Ilúvatar Himself to remember him that he never forget a child. Fëanor thanked The One with all his heart and thought and could feel Ilúvatar appreciate that. The second day also was full of joy and merriment.
On the third day there was no surprise. They sat and talked and they could already feel the sadness of the separation that soon would happen. At the evening Námo arrived with a box made of wood and spoke:
‘Great is the wisdom and love of Eru Ilúvatar and sometimes it might seem like He forget His children but He does not. Never. Your people suffered great loss and endured pain beyond belief so as a sign of His undying dedication Eru allowed something never before seen in Ëa. Come forth,’ he said, and Fingolfin and his sons appeared as well as all the Noldor who went to Middle-earth following Fëanor in his madness.
Fëanor looked at Fingolfin ashamed and was about to say something but Fingolfin didn’t allow and said ‘It’s all past brother, nothing matters anymore except this moment of reunion and joy of our kin.’ Fëanor nodded and they spoke for some time until Finarfin joined them. After a while Námo drew the attention to himself and said ‘I have one more gift for you, noble people. Fëanor, please come close.’ Fëanor obeyed.
‘I will show you something but you cannot say a word or ask any question or lay your hands upon it. Do you accept the terms?’ asked Námo.
‘I do.’ answered Fëanor.
Then Námo opened the box and there they were, the three silmarils, shining against a black velvet inside the box. Fëanor went pale and then fell to his knees and cried like any other creature ever cried. His sons also came close and saw the stones and they joined his father in his tears. But it was not a lament. They cried out of happiness. The jewels did not belong to them yet but they were there, all three, so that all the ones that made the oath could see it again, for the last time until the Dagor Dagorath.
Námo closed the box and he felt in his heart that what had just happened was right and he rejoiced one more time in the wisdom of Ilúvatar. Fëanor looked at him and said ‘Thank you’ with teary eyes. All his sons also thanked Námo but he didn’t say a word, just nodded and left.

They all knew it was time to part again but they were happy, happier than they ever thought possible to be again. Fëanor and Maedhros would return to their loneliness and the others would return to their new lives or to the Halls but there was no sadness anymore. They all said their goodbyes and for the first time since the Age of the Trees, the Noldor were happy, truly happy.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

We will go there... and back again.

Hoje eu tenho um objetivo bem claro para esse post. Eu vim falar sobre uma coisa que eu já falei. Na verdade eu vim falar sobre a mesma coisa dos últimos três posts: A Batalha dos Cinco Exércitos.
Eu nunca vou superar esse filme. Eu sabia que seria difícil... eu lembrava de como tinha sido O Retorno do Rei... se despedir do Tolkienzinho no cinema. Sim, eu sei que existe a possibilidade de ter filmes sobre O Silmarillion, mas não é a mesma coisa. Não é. Você não vai estar em contato com esses personagens, nesse cenário. Vamos ter Doriath e Nargotrond, mas não Mirkwood e Erebor. Gondolin e Thangorodrim, mas não o Condado e Rivendell. Vai ser lindo, eu sei, mas meu coração já está pra sempre despedaçado por ter tido que me despedir da Terra-média. Eu sabia que seria triste, mas eu não esperava que seria tanto assim. Esse filme fez coisas que eu não imaginava possível... o pior é que eu não sei explicar... a trilogia do The Lord é melhor, mas de algum jeito eu me vejo preferindo a do Hobbit... e esse último filme... é a coisa mais triste que já me aconteceu, é a trilha sonora mais linda que já existiu e definitivamente o filme mais significativo da minha existência. Por quê? Eu não tenho a mínima ideia. Vamos combinar, ele nem é tão bom assim e tem um monte de problemas, mas ainda assim ele é o melhor de todos os filmes pra sempre. Meu coração tá doendo... porque eu to ouvindo a trilha sonora e, depois de assistir 15 vezes, isso é praticamente a mesma coisa que assistir de novo. 
15 vezes. Eu assisti só 15 vezes. Eu podia ter ido mais vezes... e agora não posso mais.
O tumblr não ajuda muito com todos aqueles desenhos e histórias e fotos e gifs...
E, no fim, nada disso faz sentido. O ponto é: O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos é o melhor filme da história do cinema. 


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Tea is at four

Well well well... 2015. And it already sucks!
Sério. Primeiro fucking dia do ano e já começa com a notícia de que o Gerrard vai sair do Liverpool. Eu nem vou comentar isso porque eu to cansada e eu já chorei demais.
Mas sobre o que será esse post então? Aha! Não sei... to só escrevendo... na verdade eu to ensaiando um post faz tempo, pra falar de milhares de coisas, mas eu esqueci 99% dessas coisas então vou falar sobre outras, como por exemplo esse negócio que tava pensando esses dias indo assistir O Hobbit. Quando você está se locomovendo de um ponto A até um ponto B qual é o momento em que você deixa de estar no ponto A e passa a estar no ponto B? Não estou pensando cientificamente pra alguém vir aqui e me explicar que a partir do momento que você sai do ponto A você não está mais no ponto A e só vai estar no ponto B quando chegar ao ponto B e que entre esses dois pontos há vários outros pontos e tal. Não. To pensando subjetivamente. Em algum momento no meio do caminho seu cérebro deixa de te considerar no ponto A e passa a te considerar no ponto B, ou mais próximo a um deles. Como isso? Qual o critério, cérebro? Grandes mistérios da humanidade.
Agora os anões. Eu preciso falar dos anões porque eles são tão perfeitos. Eu nunca tive uma raça preferida na Terra-média, gosto de todo mundo, até dos orcs. Mas depois da adaptação do PJ eu mudei de ideia. Os anões são os seres mais perfeitos da Terra-média e eles são tão interessantes! Eu separei todo o material sobre eles que eu tenho aqui e vou ler assim que der, mas só de dar umas espiadas já lembrei de tanta coisa que tinha esquecido. Por exemplo o fato de o o Bofur, Bifur e Bombur não serem da linhagem de Durin. Tomara que tenha mais informações sobre as outras seis casas dos anões.
Quando eu li O Hobbit (em todas as vezes) eu nunca liguei muito para os anões. Eu gostava do Balin, mas não ligava muito para os outros, agora eu amo cada um deles (nossa, eu já disse isso no post anterior, não? whatever).
Falando nos anões, vamos dar uma olhadinha neles.
Primeiro temos o líder da companhia: Thorin Oakenshield. Quem poderia imaginar que um anão pudesse ser tão lindo e gostoso corajoso assim? Não, sério mesmo. Ele é mais lindo que o Aragorn e todos os elfos juntos, olha isso:
E ainda sendo tão teimoso e bravo... e quando ele fala 'I am listening'. OH MY GOD.
Depois vem a fofura em pessoa, Balin:
Sempre foi meu anão preferido! E o PJ acertou em cheio na caracterização dele no filme, até relevo o fato dele ser, na verdade, 17 anos mais novo que o Thorin.
Dwalin:
Irmão mais novo de Balin e provavelmente o mais ranzinza dos anões. Meu bebê.
Glóin:
Primo do Balin e do Dwalin, pai do Gimli e também irmão mais novo do Óin:
Que é meio surdo, tadinho.
Então temos os sobrinhos do Thorin, Fili:
Irmão mais velho do Kili:
O mais novo da companhia.
Agora vem o trio Dori:
Nori:
E Ori:
Os mais educados dos anões.
E, por fim, os mais loucos. Bifur:
Bombur:
E Bofur, o mais engraçado e fofo:
E já que é pra mostrar essas coisas lindas e fofas da minha vida, vamos colocar mais fotos:




















There you go! All my dwarves babies.
ZAHAR DURINUL and friends.

P.S. Só um lembrete: Fundin morreu em Moria, na guerra contra os orcs em 2799 da Terceira Era (Frerin, irmão do Thorin, e Náin, pai do Dáin II Pé-de-Ferro, também morreram nessa guerra), 195 anos antes de seu filho, Balin, morrer no mesmo lugar. Bem, não exatamente no mesmo lugar já que o Balin morreu lá dentro e tal, mas vocês entenderam.

domingo, 14 de dezembro de 2014

But you are really just a little fellow in a wide world after all

Eu de novo. Por quê? Porque fui assistir de novo (quinta vez) e lembrei de outras coisas para falar.
Aparentemente o Bombur tem uma fala nesse filme. Eu tentei prestar o máximo de atenção dessa vez e parece que é realmente ele quem fala 'you're alive' pro Bofur. Mas posso estar enganada...
Outra coisa que prestei atenção dessa vez e confirmei, sem sombra de dúvida, é que a Galadriel está com a Luz de Eärendil na mão (além do Nenya) quando vira o trem contra o Sauron.
Percebi vários errinhos, mas esses eu não vou comentar para não estragar a graça de ninguém.
Vale lembrar também como é legal o jeito que o Legolas devolve Orcrist pro Thorin. E como o Bofur é ligado ao Bombur, sempre ao lado dele. Quando chega na montanha é o primeiro nome que grita e o abraço dos dois é lindo. E como eu amo cada um desses anões. Quando eu li (e reli) O Hobbit eu não via nada demais nos anões. Gostava bastante do Balin, mas era só. Com os filmes eu passei a gostar também do Bofur e do Thorin. Mas depois de rever os dois primeiros essa semana e o terceiro depois eu percebi que amo cada um deles um montãozão de monte. Todos eles. Até o Bifur que é meio quieto e doido. O Balin só me fez amá-lo ainda mais. E o trio Dori-Nori-Ori, que antes eu achava meio sem graça, agora já são especiais, como todos os outros.
Como eu vou viver sem esse filme no cinema?

"Why does it hurt so much?"

É... O Hobbit estreou, eu já assisti quatro vezes (nossa! pois é) e eu quero fazer alguns comentários, mas não sei o que dizer.
Primeiro, vamos assoprar velinhas pelo aniversário do blog que foi dia 10, mas eu tava tão ocupada surtando que nem lembrei. Feliz aniversário, bebê.
Agora vamos lá... bem... devo dizer que, pensando em conjunto, essa foi, provavelmente, a segunda época da minha vida em que mais chorei. Foram vários dias por vários meses, várias vezes por dia. Dia 10 então... nem comento.
E então chegou.
Não gostei da abertura (a parte em que aparece o símbolo da Warner e da New Line). A do An Expected Journey é perfeito demais pra ser igualado. Sem comentar os do The Lord, que são maravilhosos.
Aí começa o filme de verdade e eu realmente gostei do fato de o Smaug ter morrido antes mesmo de aparecer o título. Não que eu quisesse que ele morresse, não... mas já que tinha que morrer...
No começo eu não tinha gostado muito do subtítulo que o PJ escolheu. There and Back Again era perfeito! Mas quando apareceu lá na tela 'A Batalha dos Cinco Exércitos' (mesmo em português) foi tão lindo que eu deixei essa implicância de lado.
Outra implicância que deixei de lado foi o romance entre o Kili e a Tauriel (até minha implicância com a Evangeline Lilly sumiu um pouco). Quando re-assisti o DOS já simpatizei mais. Ela realmente parece gostar dele... foi fofo.
Mas não gostei nem um pouco da transformação da Galadriel. Se o PJ queria fazer aquele negócio de mostrar o verdadeiro 'eu' dela, como ela é no Oeste, ele deveria ter feito com que ela parecesse mais imponente e brilhante como a luz de Telperion, não uma mendiga trapenta com cara de diabo. E a sequência toda é incoerente. Não vou mais comentar o fato de a colocarem como mais poderosa que os Maiar. Eu até engulo a desculpa que eles na Terra-média não têm o poder de Valinor e tal, mas ainda assim... o meu ponto é: o Gandalf tá apanhando de um orc qualquer (?), aí chega a Galadriel (uma elfa) e salva o Gandalf (um Maia) e o carrega no colo. Aí aparece os Espectros do Anel (que são homens) e ela fica morrendo de medo e começa a enfraquecer (?). Depois aparece o Sauron (um Maia) e ela vira o cão??? Na lógica do PJ é: homens > elfos > Maiar. Nem comento. Mas um bônus dessa parte foi o Elrond. Gente! Como ele tá foda e fofo e foda de novo e todo bonito e poderoso... ai ai.
Aquele Alfrid é completamente desnecessário e insuportável.
Mesmo com várias modificações, eu gostei do jeito que as coisas foram feitas, no geral. Quase enfartei quando achei que não ia ter "The eagles. The eagles are coming." Aí teve... mas foi meio xoxo. O Dáin foi muito bem feito e ele chamando o Thranduil de fadinha da floresta foi, definitivamente, um dos (vários) melhores momentos do filme. 
O Bard é magnífico.
Os minhocões foram realmente estranhos, mas dou um desconto...
Gundabad. Nunca imaginei que veria Gundabad. Foi tão lindo. E o jeito que o PJ colocou que o plano do Sauron era reerguer Angmar - e por isso querer tomar a montanha (já que isso, a princípio, não é o motivo do ataque no livro) - foi muito legal. Eu amo Angmar. E seria um bom plano por parte do Sauron.
O Thorin 'enlouquecido' ficou legal também. A reação dos anões a isso também ficou interessante. A cena em que ele tá lá no ouro derretido solidificado e vê o Smaug nadando por baixo é incrível.
Bilbo, sempre perfeito. O Martin Freeman fez um trabalho espetacular. A parte final dele com o Thorin é... wordless. E a despedida dos anões? Ai, meu coração. E a cena final ser... aquela. Tão perfeita. Quando fiquei sabendo que não terminava como no livro fiquei brava porque amo aquele final, mas quando vi como ficou. Good call PJ. E o Thranduil indicando o Aragorn pro Legolas (e quando ele falou 'um jovem guardião' eu pensei 'nah, só para a contagem élfica', mas então eu parei pra pensar e realmente, nessa época, o Aragorn tinha aproximadamente uns 27 anos. Novo de verdade)? Até com a trilha sonora dele... ah! Falando em trilha sonora, a desse filme é (eu já usei a palavra 'perfeita' tantas vezes nesse post, mas não tem outra que descreva, então) perfeita!
Acho que é isso, devo ter esquecido de comentar milhares de coisas, mas é mais ou menos isso. Minhas maiores indignações dessa vez ficaram por conta de comentários idiotas de pessoas que supostamente conhecem a obra de Tolkien. Sério. Foram comentários inacreditáveis... de chorar (literalmente) de raiva (sim, eu choro fácil, e daí?).
Uma última observação: a menos que eu tenha perdido alguma coisa, o PJ quebrou a tradição de dizer o nome dos filmes nos filmes. An Expected Journey não tem e nem The Battle of the Five Armies. Hum... é isso. A questão é que tá acabando... mas eu ainda não quero pensar nisso.
"Because it was real." :(

domingo, 23 de novembro de 2014

PROMOÇÃO

Ah, então. A promoção desse ano do blog é que não vai haver promoção. Não por falta de ideias, não. A promoção que eu tinha escolhido era super legal. É só que isso é uma enganação. Isso sou eu tentando fingir que alguém dá a mínima para o blog ou mesmo para mim. Quem eu estou tentando enganar? Ninguém liga. Provavelmente ninguém nem vai ler isso, mas tudo bem. Eu vou escrever mesmo assim porque eu aprendi com Gilmore Girls que ficar guardando as coisas é pior do que desabafar, mesmo correndo o risco de soar ingrata e reclamona. Não vou negar que meu blog tem visitas, ele tem. Mas a maioria são estranhos; eu sei disso por causa dos gráficos de visita e origem de tráfego. E sabe o que isso quer dizer? O que isso indica? Que as pessoas que eu conheço não ligam e não só por causa do negócio do blog, esse foi só um jeito de introduzir o assunto. Alguém sabe qual foi a última vez que alguém me perguntou se eu estava bem? Não, não é uma pergunta retórica, eu realmente não sei. Faz tanto tempo que eu nem lembro. As pessoas se lembram de mim quando precisam de alguma coisa e ainda assim só às vezes porque se elas tem a possibilidade de conversar com outras pessoas elas vão. Como vocês sabem, eu sei que sou insuportável. Eu entendo essas atitudes, mas isso não me impede de ficar triste, afinal EU me importo com essas pessoas e se eu mantenho distância é porque não quero impor minha presença a pessoas que claramente não a desejam. Alguém tem ideia do quanto é triste ser ignorada, completamente ignorada? Como se você não existisse... ou fosse tão insignificante que não merece nem mesmo uma resposta simples a uma pergunta simples. 'Fosse'? Olha lá eu tentando me enganar de novo. 
Não é um sentimento novo, claro. Minha própria família fez isso. Talvez seja algum tipo de necessidade minha me apegar a pessoas que não estão nem remotamente ligando para o que eu sou, digo ou penso. Minha cachorrinha, Mel, se importava mais comigo do que as pessoas que eu conheço. Ela sentia minha falta. Imagina isso! Alguém que sinta sua falta o suficiente para vir falar com você de vez em quando. Não todo dia, não toda semana... ocasionalmente. Ter pessoas com quem conversar sem que você tenha que iniciar a conversa, já que morre de medo de estar incomodando, o que é extremamente provável. Ninguém sente minha falta o suficiente para vir falar comigo. Ninguém. 
O mais engraçado é que percebi que isso não é uma coisa nova. Acontecia antes, como se pode ver em posts antigos desse blog. Mas por um tempo eu achei que isso tinha mudado, mas não. O que aconteceu é que eu passei grande parte dos últimos dois anos dopada. Literalmente dopada. Meus remédios me deixavam tão fora da realidade que eu nem percebia ou me importava. Mas agora eu não estou mais tomando aqueles abençoados remédios. Agora eu estou aqui, na realidade, e é terrível perceber o quanto eu sou insignificante na vida das pessoas que eu amo. Desculpa se vocês se sentiram enganados com o título do blog, mas tive que usar de subterfúgios para ver se conseguia fazer alguém ler ao menos isso. Obrigada pela consideração.

sábado, 22 de novembro de 2014

Não me tragam de volta, por favor.

No mundo dos sonhos todos os animais brincam. Eles tem consciência de sua insignificância, mas eles não se importam porque uns cuidam dos outros e todos são muito bem cuidados. Mas preste atenção! Esse é o mundo dos sonhos e são animais. A jamanta conversa alegremente com a onça e então chamam a serpente para contar algumas piadas. Os macacos riem a bandeiras despregadas com os castores e os coelhos tentam organizar uma festa à fantasia. Todos começam a cantar. Eles sabem que não precisam se preocupar, tudo ficará bem, sempre fica. Ninguém é ignorado e ninguém fica sozinho. Ninguém pensa na sua insignificância e ninguém chora. Mas esse é o mundo dos sonhos e eu, infelizmente, não sou um animal. Eu sou ninguém. Mas nada está perdido, pois os animais são bondosos e o leão e o urso vieram me buscar para a festa. Mas isso é no mundo dos sonhos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

It began with the forging of the Great Rings

Ah! Eu tenho tanta coisa pra falar hoje. Mas eu estou tão cansada de tudo e falar dessas coisas leva a falar de gente idiota, preconceituosa, burra e ridícula e eu não vou fazer isso. Que se dane! Vamos falar de outra coisa.
Vendo o Re falar no facebook sobre Herzog, do Saul Bellow (eu li, é bom, mas não mexeu comigo tanto assim), e como esse livro significou tanto para ele me fez pensar: que livro significou tanto para mim? A resposta vem em forma de outra pergunta: que diabo de pergunta é essa, Mirane? É óbvio que foi O Senhor dos Anéis. Vejam bem, esse nem é o meu livro favorito do Tolkien (é O Silmarillion), mas com certeza é o livro mais significativo da minha vida, não só a obra em si, o seja, a história contada no livro, mas também a minha primeira cópia do livro, chamada Precious. Então, o que eu vou fazer hoje é contar a história que mudou a minha vida completamente.
O ano é 2002. Já terminei o colegial, mas não fui fazer faculdade porque eu simplesmente decidi que não queria, pelo menos não por enquanto (embora quando eu penso nisso agora eu não consigo imaginar como eu consegui isso, eu era completamente louca por aprender e estudar e essas coisas... se bem que eu não parava de fazer isso só porque não estava na faculdade, enfim...). Eu trabalhava em uma fábrica de sapato e morava em Birigui. Em fevereiro (ou março, não me lembro bem) eu estava assistindo o Oscar (que eu amava naquela época, mas deixaria de amar no ano seguinte por motivos óbvios e não voltaria a amar mesmo eles tentando consertar a cagada no ano que se seguiu) e um dos concorrentes em váááárias (13, na verdade) categorias era um filme chamado O Senhor dos Anéis - A sociedade do Anel. Eu não tinha ideia do que se tratava e no trailerzinho que eles mostravam aparecia a cena de Moria com o Balrog e o narrador explicando a história (um grupo de pessoas viajam até Mordor para destruir o anel do senhor do escuro ou alguma coisa assim). No momento, vendo o trailer, eu pensava que o Balrog era o senhor do escuro e que Moria era Mordor (que inocente). Não sei o que aconteceu (e só de lembrar meu coração volta a bater daquele jeito estranho como naquele dia), só sei que eu me apaixonei de imediato. Ainda naquela noite descobri que Sean Astin e Elijah Wood estavam no filme, dois dos meus atores de infância, que eu amava. E aí eu descobri que Christopher Lee estava lá também e o Ian McKellen. IAN MCKELLEN! Kurt Dussander de O aprendiz (filme que também tem o David Schwimmer e o Brad Renfro - que eu amava e que morreu no mesmo mês que o Heath Ledger, que eu também amava, pela mesma causa e que fazia aniversário no mesmo dia que eu)! Eu simplesmente não conseguia parar de pensar  nesse filme, o que prova a entrada de 3 de abril de 2002 do meu diário, em que eu detalho o quanto eu estou encantada com esse filme. Lembrando: eu não tinha ideia do que era a história e nem sabia quem era Tolkien (que absurdo!). Fui ao cinema da nossa gloriosa cidade, mas o filme não estava mais em cartaz. Fui na cidade vizinha, mas lá também não estava. Procurei no jornal e descobri que em Rio Preto estava passando. Eu fiquei doente porque queria ir (sim, eu fico doente quando quero alguma coisa que não posso ter. Quando eu era pequena minha tia sofria comigo porque ao invés de eu falar o que queria para ela comprar eu ficava querendo em silêncio e aí ficava doente por causa de um sorvete ou um cachorro quente... uma vez fiquei doente por causa de um babaloo e outra vez por causa de um chiclete dos Simpsons). O caso é que eu não tinha como ir para Rio Preto e então tive que esperar cinco longos meses para o filme sair em fita cassete. Nesse meio tempo, meu amigo Renato (o mesmo dali de cima) começou a conversar comigo sobre o livro, falando que era ótimo e que eu tinha que ler e me contando algumas coisas, fazendo comparações com o filme, o que só foi aumentando minha vontade.
Finalmente chegou o dia: 19 de agosto de 2002. A fita estava disponível na locadora perto do meu serviço, mas só tinha dublado. Agora, antes de me julgarem vocês precisam entender que eu estava literalmente doente para assistir o filme e que alugá-lo dublado é completamente compreensível e perdoável nessa situação. Cheguei em casa e tive que esperar meus tios desocuparem a TV antes de assistir e então começou. Confesso que fiquei um pouco perdida (descobri, posteriormente, que foi por causa da dublagem, que era horrível) no começo, mas fui assistindo e assistindo, troquei pra segunda fita e continuou até que acabou. Minha reação: WHAT THE HELL IS THIS SHIT???
Sem zuera. Odiei. Que diabo era aquele final? Não tinha a porra de um final! Por que ninguém tinha me avisado dessa merda? Que ódio que eu sentia naquele momento. Tudo aquilo que eu tinha passado durante todos aqueles meses por aquela bosta? Fiquei indignada. Fui tirar a fita do vídeo e enroscou. Sim, amigos, enroscou. Eu quebrei a porra da fita. No dia seguinte fui até a locadora e expliquei a situação. Trinta reais. Eu mal tinha dinheiro e tinha que pagar trinta reais numa porcaria daquela. Paguei, fazer o que?
Durante a semana não consegui parar de pensar no filme. Eu sei que tinha odiado, mas tinha alguma coisa, não sei o que, que me fazia pensar o tempo todo nele. No sábado, 24 de agosto de 2002, decidi que queria ler o livro (a melhor decisão da minha vida). Mais ou menos às 11h da manhã liguei na nossa pequena livraria, Livro e CIA, e perguntei se eles tinham o livro. Eles tinham. 75 reais. Forma de pagamento? Entrada e mais duas vezes de 25 porque eu tinha crédito na loja (ainda bem que comprei meus Tolkiens lá antes de mudar de dono porque depois ele não vendia mais no boleto). A loja fechava às 13h e eu tinha encontro do grupo de teatro às 14h, então fui mais cedo, com minha amiga Deise, e passei na livraria. Pronto. O Precious era meu. Eu estava tão encantada. A capa era linda e ele era enorme, eu amava (e ainda amo) livros enormes, são os melhores tipos de livro. Fui para o teatro (a gente ia de bicicleta) e chegando lá tivemos que esperar um tempo ainda porque estava cedo. Mas até o pessoal chegar eu já tinha percebido que não conseguia esperar nem mais um minuto para começar a ler aquele livro, eu tinha que ir embora. Falei tchau e fui. Lembro de passar pela igreja do meu bairro, ver minha tia conversando com a vizinha e então cheguei em casa. Guardei a bicicleta e deitei no sofá e então comecei. Já na introdução, na fala do Tolkien, eu me apaixonei por ele. Quando ele disse que o defeito do livro era ser pequeno demais lembro de ter abraçado o livro de alegria. Na semana seguinte eu só podia ler à noite por causa do trabalho e era tão difícil parar de ler para ir dormir. Mas era preciso. Lembro de chorar até dormir com a "morte" de Gandalf, mesmo já sabendo o que ia acontecer e também, claro, amei a "Sociedade do Anel" no livro, que achei, na época, muito diferente do filme. Nas partes em que o Frodo e o narrador falam sobre a águia sobrevoando alto a sociedade depois de Lothlórien eu me arrepiava toda porque eu SABIA, eu tinha certeza que era o Gandalf (eu sempre fui boa em adivinhar as coisas, o que é meio chato às vezes). Quando cheguei em "As Duas Torres" estava radiante; a partir dali era uma história nova e desconhecida. Quando cheguei no capítulo "O Cavaleiro Branco"... bem, não tenho palavras. Até hoje quando chego naquela parte em que o Gandalf volta... mesmo no filme... é tão perfeito, tão lindo! 
Chegou o sábado seguinte, finalmente, e eu poderia ler em paz. "O Retorno do Rei". Nossa, o que aquele livro fez comigo? Dizer que eu não conseguia parar de ler é ser modesta. Eu não conseguia respirar, nem imaginar qualquer coisa que fosse remotamente mais importante do que saber o que ia acontecer com aqueles personagens incríveis. Quando cheguei na parte em que o Frodo "morre" eu fechei o livro chorando, não queria mais ler. Não porque tivesse algum sentimento especial pelo Frodo (no livro ele é um ótimo personagem, já no filme...), gostava dele como gostava de todo mundo, mas foi aquela "morte" que me fez perceber que o livro estava acabando e eu não queria que isso acontecesse NUNCA. Depois de uns 10 minutos de choro e indecisão fiz uma promessa: o livro nunca iria acabar porque eu nunca pararia de lê-lo. E foi o que fiz. Terminei o livro no sábado, uma semana depois. Comecei de novo e li em três dias. No fim de semana seguinte tive que cuidar da casa de uma vizinha que tinha ido viajar, só ficar lá na casa pra não deixar sozinha. Li o livro em 24h. Meu recorde e não me espantaria se fosse a única no mundo a ter feito isso. Hoje, já li o livro 20 vezes.
Em meio a contínua leitura de O Senhor dos Anéis, eu descobri sobre os outros livros do Tolkien. Com meu salário de setembro comprei o Contos Inacabados (só muito depois percebi o quanto eu confundi as coisas lendo o CI antes de O Hobbit e O Silmarillion). Com o dinheiro que ganhei por ter cuidado da casa da vizinha comprei O Silmarillion (sim, ela demorou tudo isso pra pagar) e depois ganhei O Hobbit de uma amiga minha. Antes de dezembro eu já tinha os quatro livros do eixo principal, o CD e a fita cassete de "A Sociedade do Anel" (a história da fita foi bem interessante porque eu procurei pra comprar em várias cidades e não achei em nenhuma e mesmo nas locadoras que vendiam suas fitas ninguém queria me vender, nem em Ribeirão Preto onde eu e umas amigas fomos fazer um teste para uma minissérie e tinha uma megastore da Saraiva - onde eu comprei meu CD - enfim... até que fomos para um festival de esquetes em Itápolis e então, na locadora de lá, eles me venderam E me deram um poster gigante que depois deu muito trabalho para levar pra casa. Ainda sobre Itápolis, meus amigos compraram 3 caixas de chiclete do SdA pra mim, mas eu só queria as figurinhas, então a gente abriu todos os chicletes e colocou num saco enquanto eu guardava as figurinhas pra mim. Distribuímos chiclete para o ônibus inteiro e ainda tivemos um estoque por alguns dias), alguns números da revista "O mundo fantástico de Tolkien" (que infelizmente parou de existir no número 12) e vários posters e outras coisinhas.
Enquanto acontecia isso tudo, em agosto mais precisamente, eu me demiti do emprego porque queria fazer faculdade. Tinha decidido por Engenharia Aeronáutica no ITA (sim, eu sei, muito difícil e tal). Fiz minha inscrição para o vestibular, já tinha arrumado lugar para ficar em Bauru, para fazer a prova, estava tudo certo. Mas então o Tolkien aconteceu. Eu não estudava porque ficava só lendo o The Lord e os outros livros. Lembro de um dia ter ido no médico com a minha tia e ele ofereceu um emprego de recepcionista, então eu disse que não podia porque ia para o ITA e então ele perguntou o que eu estava lendo e eu mostrei o Precious (eu andava com ele para todo lado, literalmente, eu não ia na padaria sem ele, por isso ele é tão acabadinho, tadinho. Tomou banho de chuva, de perfume, de óleo corporal... que mãe descuidada eu fui), então ele me disse: "você não vai passar no ITA lendo isso aí, você precisa estudar de verdade." E foi então que eu percebi que eu não queria mais Engenharia Aeronáutica, eu queria Tolkien. Por isso (e porque eu achava que meu dinheiro seria melhor aproveitado assistindo "As Duas Torres" várias vezes no cinema) eu desisti de prestar o vestibular do ITA. Nem imagino a decepção dos meus tios quando disse isso (embora tenha dado outros motivos e não os verdadeiros). Depois de pensar por algum tempo decidi que faria Letras, para poder estudar a obra do Tolkien. Enquanto não surgia a oportunidade eu ficava lendo e relendo os livros, fazendo anotações, índices de nomes e lugares, árvores genealógicas e etc.
Assistir os filmes no cinema foi uma aventura. Na estréia de "As Duas Torres" eu fiquei na fila desde às 10h da manhã (na verdade eu saí de casa às 7h e cheguei por volta das 8h no shopping de Araçatuba, mas o shopping só abria às 10h, óbvio), fui a primeira da fila, lógico. Quis sentar na primeira fila (sabe Deus por que), gritei para meus amigos do outro lado do cinema. Tentei pegar a Glamdring quando ela caiu naquele começo com o Balrog e gritei "Glamdring". Odiei o filme, como sempre faço a primeira vez que assisto um filme sobre o Tolkien. Fui escondida várias vezes assistir porque minha tia não queria que eu fosse mais. Falava que ia procurar emprego e ia pro cinema. Paguei para pessoas da rua assistirem comigo em Birigui porque precisava de número mínimo de pessoas para abrir a sessão. Isso e muito mais. Tudo isso se repetiu em o "Retorno do Rei". Ainda lembro a última vez que fomos assistir o filme: eu, o Re e o meu namorado da época. Foi um dos dias mais tristes da minha vida. Achava que nunca mais iria ver o Tolkien no cinema de novo, por isso não consigo descrever o que se passou dentro de mim quando nove anos mais tarde eu e o Renato estávamos, de novo, sentados juntos num cinema vendo o símbolo da New Line e ouvindo uma música do Howard Shore.
Em algum ponto de 2003 eu comecei uma faculdade em Birigui, para fazer Letras, mas percebi que não teria condição de pagar a faculdade e então desisti. Em 2004 mudei para São João de Iracema de novo e minha irmã insistiu para que eu prestasse vestibular para a UNESP. Prestei e passei, mesmo sem estudar e ficar só lendo Tolkien (e nessa época também Harry Potter, mas essa é uma história para outro post), afinal era isso que importava.
Comecei a faculdade e me deparei com o maldito preconceito das pessoas, alunos e professores, com a literatura de fantasia, mesmo eles sendo mais cautelosos em julgar o Tolkien, afinal o cara era um gênio e ninguém tem como negar isso.
Em 2006 encontrei o Alvaro (graças a Deus!) e desenvolvi meu primeiro projeto sobre o Tolkien (já tinha feito algumas resenhas e resumos, mas só, até ali): O mal em O Silmarillion, um trabalho decente. No ano seguinte trabalhei com O Senhor dos Anéis e seus aspectos da poesia épica, não foi um trabalho muito bom e foi aí que aprendi que não podia trabalhar com obras ficcionais do Tolkien porque eu as amava demais e odiava que tivesse que estragá-las com análises e coisas idiotas (um dia estava lendo as cartas do Tolkien e tinha uma em que ele respondia para um aluno que estava estudando a obra dele que quando se quebra uma coisa para descobrir como ela funciona você deixou o caminho da sabedoria, palavras de Gandalf. Chorei feito uma condenada). Então decidi que trabalharia com a teoria do Tolkien e é o que venho fazendo até hoje.
Minha coleção de livros e outras coisas relacionadas ao Tolkien só aumentou e em menos de dois meses teremos o terceiro filme de O Hobbit e o último vislumbre da Terra-média no cinema.
Fui para Oxford duas vezes e visitei todos os lugares que poderia sonhar. Onde o Tolkien viveu, estudou, deu aulas e morreu. Participei de eventos sobre o Tolkien, faço parte do Conselho Branco, Toca de São Paulo (mesmo não sendo muito ativa), uma sociedade dedicada a estudos sobre o Tolkien e sua obra, e também da Valinor (mas faz tempo que não acompanho as discussões), outra comunidade desse tipo. Já fui palestrante (mesmo que tenha sido uma palestra horrível porque eu estava bem mal na época e sem condições de fazer algo decente, mas eu queria mesmo assim participar) na HobbitCon (evento do Conselho Branco). Também ganhei um concurso do CB de melhor ensaio sobre a obra do Tolkien.
O que eu quero dizer com isso tudo é que vocês não devem jamais desistir das coisas que você ama, mesmo que outras pessoas não entendam esse amor. São essas coisas que nos fazem feliz e transformam a nossa vida. E também, claro, vão ler o Tolkien!

P.S. Desculpem se o final ficou meio corrido, mas é que eu achei que já tinha escrito demais. Mas eu poderia continuar por eras descrevendo milhões de coisas e sensações, mas acho que já deu para vocês terem uma ideia.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Miep... eu também não vou voltar

Hoje, aparentemente, eu tenho um propósito, ou seja, eu sei o que vou falar, ou ao menos eu sei o que eu pretendo falar, o que vai virar isso de verdade só Deus sabe.
Então, hoje falaremos de alguns livros que eu li recentemente. Só alguns. Vamos por ordem.
Eleanor & Park (Rainbow Rowell). Bonitinho. Extremamente perturbador. Embora esse tipo de livro seja importante porque representa problemas reais de adolescentes pelo mundo, eu acho que eu prefiro ficar com minhas fantasias. Óbvio que minha preferência por histórias de fantasia não é segredo pra ninguém. Eu me sinto mal lendo coisas que eu sei que pode estar acontecendo neste exato momento e, como escritores mais "realistas" tendem a querer representar o que tem de pior na realidade eu prefiro não saber. Alienada? É, que se dane, isso é problema meu. Mas o livro é bom, aconselho.
Fangirl (Rainbow Rowell). Esse é mais light e mais divertido. Também representa problemas de adolescentes, mas problemas muito mais fáceis de lidar. Saber que algo do tipo está acontecendo agora é mais "aw que bonitinho" do que "WTF aconteceu com o mundo?" como o anterior e, na verdade, eu vejo esse tipo de coisa acontecendo todo o tempo no tumblr. Nem preciso comentar que a obsessão da protagonista com uma série de fantasia ajuda muito o fato de eu ter gostado, se bem que a série de fantasia em si era meio besta. Mas é bem legal e acho que vocês deviam ler.
Cidades de papel (John Green). Esse é o John Green que eu mais gostei até agora. Eu até gosto dos outros, mas esse é o melhor. A Margo é uma personagem incrível. Não tenho muito que falar além disso, exceto: vão ler!
Adeus às armas (Ernest Hemingway). Então, um clássico, né. UH! Mas eu não dou a mínima pra isso na hora de dar minha opinião sobre um livro. Não é ruim. Mas meu Deus! Que diabo eram aqueles diálogos? O pior é que na introdução tinha um bom da boca lá falando que os diálogos eram a melhor parte. WHAT THE HELL? As partes da guerra são interessantes, mas aquela mulher era completamente louca. O final é triste, mas o que se destaca no livro é a ruindade dos diálogos e a loucura da senhorita.
Entrevista com o vampiro (Anne Rice). Meh. Outro livro que eu morria de vontade de ler e que me decepcionou. O Lestat é insuportável e o Louis parece uma menininha de 13 anos. Nem a Claudia que é uma criança é tão menininha como o Louis. Mas a Claudia e o Armand são muito bons. É só.
O diário de Anne Frank. Ai. Aí é que a coisa pega. Vocês precisam ter em mente que O diário de Anne Frank é um dos meus livros preferidos e um dos que eu mais li na minha vida. A primeira vez que li eu tinha 12 anos e foi aí que começou meu amor pela Segunda Guerra Mundial. A primeira vez que eu li eu era um ano mais nova que a Anne e hoje eu sou 15 anos mais velha do que quando ela morreu. E nada mudou. Esse livro sempre me deixa completamente fora do ar e agora mais ainda, por vários motivos que eu não quero comentar aqui. Ler aquele epílogo é uma das coisas mais tristes do mundo e, claro, agora tem um agravante e esse agravante é o próximo livro.
O outro lado do diário (Miep Gies). Sim, é A Miep Gies, que ajudou-os a se esconder. O livro é exatamente o que o nome diz: Miep nos conta desde sua infância como chegou a terrível hora em que teve que esconder a família Frank e Van Pels. Por meio desse livro ficamos sabendo de muitas outras coisas que Anne não nos conta. Mas, como não poderia deixar de ser, as piores partes são as que vem depois do epílogo do diário. Quando Otto volta e se encontra com Miep, suas primeiras palavras são: "Miep... Miep. Edith não vai voltar." E depois, mesmo tendo esperanças de as meninas estarem vivas, o que ela mostra que fazia muito sentido, eles recebem a carta de uma enfermeira que estava no campo de concentração com Anne e Margot e, mais uma vez, Otto nos parte o coração dizendo: "Miep, as meninas não vão voltar." É nesse momento que Miep entrega o diário de Anne ao pai. Miep morreu em 2010 com 100 anos de idade, um mês antes de completar 101 anos. O livro traz várias fotos interessantes também e uma das fotos mais lindas da Anne que já vi. Se algum de vocês tem o mínimo interesse em histórias de guerra, leiam.
Eu sei o que vocês estão pensando: mas Mirane, você que prefere fantasia falando de livros que são literalmente histórias reais. Bem, tudo que é a respeito da Segunda Guerra Mundial é exceção. 
Vocês podem imaginar como ler isso de novo me deixou completamente perdida. Eu não lia isso desde que... algumas coisas mudaram. E agora eu não sei mais nada e a única coisa que eu consigo pensar é que quero ler todos os meus livros relacionados a Segunda Guerra Mundial de novo.
É isso. Não quero mais falar. Pra começar eu sou péssima pra falar sobre livros, afinal livros são pra ler. Eu sei, eu sei... olha quem está falando, uma pessoa que tá escrevendo 200 páginas sobre livros, mas é o que eu acho. Só tive que me vender um pouquinho, afinal eu vivo na realidade e não em um mundo de fantasia como eu queria.