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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

"We're storytellers, meaning-makers. It's our only superpower"

Em mais um de nossos intervalos entre os 50 mil posts sobre os Targaryens, vim comentar sobre outras coisas que andei assistindo esses tempos, mas os bichos me perseguem, meu pai amado.
Primeiro fui assistir Dunkirk. Sempre quis assistir, amo o assunto, é o Nolan com o elenco dele, mas nunca deu certo, até que deu, esses dias. Primeiro que, mesmo eu sabendo que era um filme do Nolan, que tinha nomes importantes no elenco, que tinha queridinhos dele, ainda assim foram várias surpresas, tipo "pera, é o Kenneth Branagh?" Era. "É o Tom Hardy?" Era. "É o Cillian Murphy?" Era. "É o Harry Styles?" Era.  Mas nenhuma, NENHUMA foi mais impactante do que quando eu descobri que o mocinho simpático no barco era ninguém menos que AEGON FUCKING TARGARYEN. Aí foi o filme inteiro eu "nossa, imagina se o Sunfyre tivesse aí, né, Aegon, resolvia quase tudo, a Vhagar então...". Foi legalzinho o filme, eu gostei.
Aí como tava nesse clima de guerra fui assistir 1917, o que foi um sacrifício porque eu ficava pensando "mas eu podia tá assistindo Nada de novo no front, que é muito melhor". Sim, Nada de novo no front é muito melhor, mas eu gostei bastante de 1917. Nesse, eu realmente não sabia quem tava no filme, então as surpresas foram muito mais surpreendentes. Primeira coisa eu reconheci os dois rapazinhos que vão lá na missão, mas não conseguia lembrar de onde. Fui pesquisar e um deles era o Tommen Baratheon e o outro chama George MacKay e aí eu já fiquei "Dave MacKay!" na voz do Michael Sheen o filme inteiro (Dave MacKay é o nome de um jogador do Derby, na década de 70, e, no filme The Damned United, o Michael Sheen interpreta o Brian Clough e tem um jeito bem específico de falar "Dave MacKay", principalmente quando ele descobre que ele aceitou o cargo de técnico do Derby. Explicando para quem não entendeu a referência porque eu sei que é chato quando a pessoa fica citando coisas que vocês não têm ideia e percebi que faço muito isso. Não é de propósito, prometo, e to tentando evitar. Eu sei que a explicação em si não explica a piada, mas pelo menos vocês sabem do que estou falando). Aí o comandante que chama eles lá é o Colin Firth, depois, do nada, me aparece o Andrew Scott e o Billy Postlethwaite (isso vai ter importância depois). Passa algumas cenas e bum! Hit by Mark Strong. E aí lá no final a gente descobre que o general é o Benedict Cumberbatch e o irmão do Tommen é o ROB STARK. Gostei muito do filme, mas os filmes da primeira guerra me deixam muito triste porque aquelas trincheiras não são coisa de Deus, não, credo. E só consigo ficar pensando que o Tolkien tava lá, no meio daquela zona, que perdeu amigos, que foi uma experiência que mudou a forma de ele ver o mundo pra sempre. Claro que lembro do Benjamin também. Toda vez que assisto um filme da primeira guerra penso "faz MUITO sentido o que o Benjamin fala sobre experiência pós-guerra". Mas isso eu não vou explicar não que dá muito trabalho, vão ler o Benjamin ou um dos meus vários trabalhos sobre ele em que comento sobre isso.
Aí, aproveitando o embalo, assisti Nuremberg. Não achei que o Russell Crowe ia dar conta de fazer o Göring, mas até que gostei. E o Rami Malek é incrível, né? Eu tinha completamente esquecido do Douglas Kelley.
Quem me conhece há um tempo sabe o quanto eu gosto de ler sobre a segunda guerra e o quanto eu era abublé das ideias com esse assunto quando eu era mais nova. Eu li muita, muita, MUITA coisa sobre tudo relacionado à guerra, então tenho um conhecimento razoável do assunto, mas confesso que até eu me surpreendi quando, na segunda cena do filme, que era literalmente uma porta na chuva, eu falei "é o juiz Jackson". Meus amigos, era o juiz Jackson. "Mas, Mirane, é um filme sobre Nuremberg, é claro que o juiz Jackson vai aparecer." Sim, eu sei. Minha surpresa foi eu olhar para uma porta na chuva, na segunda cena, e saber exatamente quem ia estar atrás dela. Porque a história pode ser contada de vários pontos de vista, poderia ser, sei lá, alguém indo na casa do amigo contar que a guerra acabou, que o Göring foi preso, poderia ser um zilhão de coisas atrás daquela porta, mas eu automaticamente sabia que ia ser o Jackson. E outra, a facilidade que o nome dele veio na minha cabeça foi meio assustador. Claro, quando eu lia sobre quase todo dia, era normal eu saber o nome dos grandes personagens, mas eu não leio nada sobre isso há muito muito tempo. A última coisa que li foi uma péssima biografia do Goebbels, que já é insuportável por si só e aí juntou com o biógrafo não sabendo escrever direito, fazendo uma zona com as datas... (o pior é que eu já tinha comprado a biografia do Himmler pelo mesmo autor antes de saber que ele não sabia escrever) e isso foi em 2014. Então na hora que se confirmou que era o juiz Jackson atrás daquela porta, eu tive que pausar o filme e refletir um pouco sobre quais informações meu cérebro tá retendo. O nome dos sete faróis de Gondor eu esqueço a cada um, dois anos, mas isso eu lembro?
Certo, então, eu gostei do filme. Como eu disse, tinha esquecido do Kelley, mas o Rami interpretando ele foi maravilhoso. Eu lembrava vagamente o que acontecia com ele, mas enquanto assistia pensava "por favor, que eu esteja errada, por favor". Mas eu não estava. Alguns anos depois do julgamento ele se matou mesmo. "Mirane, você tá dando spoiler." Pelo amor de Deus, isso é um fato histórico que ocorreu no mundo que a gente vive. Livro de História não é spoiler, é aviso (aviso que muita gente anda ignorando, inclusive).
E um comentário aleatório, o filho do Tom Hanks aparece do nada, sendo um chato do caralho. Isso é importante porque ele vai fazer isso novamente em outra coisa que assisti e que vou comentar aqui.
Depois eu finalmente assisti Jojo Rabbit. Eu já sabia do que acontecia lá, com o negócio do sapato, mas mesmo assim foi bem triste. Gostei do filme, é engraçadinho, bonitinho.
Agora vamos para as séries. Terminei Cabo do Medo. Puta que pariu o Javier Bardem é sensacional, né? Achei legal a série, mas nada de mais.
Aí assisti Defending Jacob. É um Adolescência melhorado. Sim, eu sei que é anterior e é baseado em um livro, mas não tem como não comparar as duas. Eu achei Defending Jacob melhor e, honestamente, não consegui me decidir se o menino matou ou não o colega. Mas gostei.
Depois veio The Beast in Me. Sim, eu assisti por causa do Matthew Rhys. Eu gosto da Claire Danes, mas nem sabia que ela tava lá até começar. Ai, gente, o Matthew Rhys é maravilhoso, incrível. Como eu mal conhecia esse homem? Obrigada, Widow's Bay (btw, preciso escrever um post sobre Widow's Bay, que é MARAVILHOSA!!!)! Quando vi que ele tinha ganhado o Emmy pelas duas séries eu sabia que tinha que assistir e amei. Gosto mais de Widow's Bay, óbvio, mas o Matthew Rhys em The Beast in Me está espetacular. Ele dançando Psycho Killer alugou um triplex na minha mente, sim, e nem sinto muito.
Por último veio Silo. Gente, eu assisti por acaso. Eu terminei Cabo do Medo lá na Apple TV e deixei os créditos rolando e quando acabou foi automaticamente para Silo. Já tinha ouvido falar muito da série, que era boa, mas nunca tive muito interesse. Mas aí começou lá e quando olhei "ANN PERKINS". Sim, eu vi a Rashida Jones e fui assistindo e foi ficando interessante, aí continuei assistindo. Essa série é muito boa em te prender, você quer saber o que vai acontecer e não consegue parar de assistir. E eu achei muito engraçado que o nome da personagem da Rashida é Allison Becker hahahaha. Pra quem não acompanha futebol, Allison Becker é o nome do goleiro do Liverpool e da seleção brasileira.
Então, minha gente, eu asisti as 3 temporadas de Silo em uns 3, 4 dias e, meu Deus!!!! Eu quero a quarta temporada hoje, por favor, não quero esperar um ano! E eu não quero dar spoiler pra quem possa querer assistir, mas... a blank é filha do blank??? 
Sim, todos os livros da série já estão no meu kindle e vou começar assim que terminar o que estou lendo agora. E, saibam, foi bem, beeeem difícil não largar mão do que estou lendo pra começar logo.
E aí sobre o comentário que fiz lá no começo que o Billy Postlethwaite ia ter importância depois, é que ele faz um personagem super importante em Silo e acho muito engraçado isso que a gente vê um ator num lugar pela primeira vez e, de repente, ele está em todos os lugares. Se eu tivesse assistido Silo antes de 1917, eu não teria ideia de quem ele era. Mas como eu assisti 1917 antes, quando assisti Silo eu tava só aquele meme do Leonardo DiCaprio apontando.
E o comentário aleatório sobre o filho do Tom Hanks é que em Silo ele também aparece do nada sendo um chato do caralho e eu "mano, ele não acabou de fazer isso em outra coisa que eu assisti?" E, sim, ele fez.
Ah é, assisti Hokum e Undertone também, gostei dos dois e fiquei com medo, o que é cada vez mais difícil ultimamente. Agora que consumo bastante terror, não é comum um filme ou livro me dar medo. Inclusive, amanhã vou assistir Other Mommy, medo de me desapontar porque, como o livro é muito bom, estou esperando um bom filme. Sim, eu sei que dificilmente a adaptação de um livro bom resulta em um filme bom, mas eu ainda tenho esperança.
Então, minha gente, é isso. Quis comentar sobre o que assisti porque achei legal as relações entre elas. Atores, o povo do mundo do Martin estando em quase tudo que assisto. É legal como a gente passa a ver um padrão em coisas aparentemente aleatórias, mas a gente só consegue ver esse padrão se o mundo se alinhar para que possamos receber as informações na ordem certa para reconhecer o padrão.
Não se desesperem, logo voltarei com meus comentários sobre a segunda temporada de House of the Dragon, que eu sei que todo mundo está ansiosíssimo para ler.

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