"- E então, o senhor vai assistir ao jogo hoje à tarde?
Ford virou-se para ele.
- Não, não tem sentido - disse, e virou-se para a janela novamente.
- Quer dizer que o senhor acha que nem adianta? - insistiu o barman. - O Arsenal não tem a menor chance?
- Não, não - disse Ford. - É só que o mundo vai acabar.
- Ah, é mesmo, o senhor já disse - respondeu o barman, olhando agora para Arthur por cima dos óculos. - Seria uma boa saída para o Arsenal, escapar da derrota por causa do fim do mundo."
O Guia do Mochileiro das Galáxias, p. 32
"Este é o Salão do Fogo - disse o mago. - Aqui poderá escutar muitas canções e histórias - se conseguir ficar acordado. Mas, a não ser em dias importantes, o salão fica vazio e quieto, e aqui vêm pessoas que desejam ter paz e refletir. O fogo fica sempre aceso, durante todo o ano, mas quase não há outra fonte de luz."
Informações não pedidas e tão pouco necessárias
sábado, 29 de setembro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
CVF*
Rua Blá blá blá, nº 000
00000-000. Blá blá. SP
(00) 0000-0000. (00) 0000-0000
miraneblack@yahoo.com.br
28 anos. Brasileira. Solteira
Cargo pretendido: Torcedora de futebol
Síntese de qualificações
Capacidade de assistir mais de 7 jogos de futebol por dia.
Xingo todos os árbitros o tempo todo não importando o que o filho da puta tá fazendo.
Odeio quando o meu time é favorecido do mesmo modo que odeio quando é prejudicado.
Não gosto do Neymar.
Acho que a atual Seleção Brasileira é uma bosta, embora ame o que a camisa amarela represente.
Não paro de falar um segundo durante um jogo de futebol.
Não muito disposta a assistir jogos com outras pessoas, principalmente pessoas idiotas.
Adoro ir a estádios, mas não moro na cidade dos times que torço, infelizmente.
Torço para o Corinthians, no Brasil, e para o Liverpool, na Inglaterra, com a vida.
Já assisti três jogos do Corinthians no estádio, sendo um deles um clássico contra o São Paulo.
Já assisti três jogos do Liverpool no Anfield, sendo um deles um clássico contra o Arsenal.
Sou sócia de ambos os clubes.
Tenho autógrafo de metade do time do Liverpool.
Chorei por 2 dias para minha tia me deixar ir para São Paulo assistir a final do brasileiro contra o Atlético Mineiro, em 1999. Ela não deixou.
Chorei desesperadamente por dois dias, inclusive no trabalho, quando o Corinthians foi eliminado pelo Palmeiras de duas Libertadores.
Chorei por 2 dias para minha tia me deixar ir para São Paulo assistir a final do brasileiro contra o Atlético Mineiro, em 1999. Ela não deixou.
Chorei desesperadamente por dois dias, inclusive no trabalho, quando o Corinthians foi eliminado pelo Palmeiras de duas Libertadores.
Tentei desesperadamente comprar ingresso para a final da Libertadores que o Corinthians venceu.
Tenho mais de 15 camisas de ambos os times.
Tenho vários acessórios como chaveiros, meias, short, baralho, jogos, quebra-cabeças, caneca, bolsa, flâmulas, bucha, escova de dente, etc dos times.
Mesmo odiando o Palmeiras com a vida torci para eles no Mundial de 1999 porque odeio o Machester United.
Odeio o Manchester United mais do que tudo várias vezes.
Mesmo odiando o Palmeiras com a vida torci para eles no Mundial de 1999 porque odeio o Machester United.
Odeio o Manchester United mais do que tudo várias vezes.
Já assisti um jogo de Champions League no estádio (Benfica x Manchester United).
Já assisti um jogo de Europa League no estádio (Porto x Manchester City).
Tentando desesperadamente ir para o Japão ver o Mundial de Clubes.
Tentando desesperadamente voltar pra Liverpool.
Querendo desesperadamente fazer um tour pelos estádios do mundo.
Lembrei Wayne Rooney durante a partida contra o Benfica de que o Liverpool ganhou a Champions League cinco vezes.
Fiz com que Wayne Rooney olhasse com olhar de ódio para mim.
Na Copa de 1994 era atração da cidade por saber a escalação da Seleção Brasileira com apenas nove anos de idade e sendo mulher.
Na Copa de 1998 sabia os times completos das 32 seleções.
Na Copa das Confederações de 1997 quis raspar a cabeça como os jogadores, mas só consegui diminuir o cabelo em uns 40 centímetros deixando-o no ombro.
Tenho 12 temporadas da Premier League no computador.
Tenho as 7 finais de Champions League do Liverpool no computador.
Tenho uma média de 50 jogos de futebol no computador excluindo os citados anteriormente.
Formação acadêmica
Mestre em Teoria da Literatura e doutoranda na mesma área.
Idiomas
Inglês - Intermediário
Português - Intermediário
Espanhol - Intermediário
Futebolístico - Fluente
Xingamentos - Super fluente
Vivência internacional
Portugal - Viagem cultural e futebolística
Inglaterra - Viagem cultural e futebolística
Experiência profissional
Jogou futebol no time feminino de São João de Iracema e foi treinada por um jogador que foi companheiro do Roberto Carlos quando jogava no União São João de Araras.
Se recusou a jogar numa escolinha do São Paulo em Birigui.
Formação Complementar
Cursos de teledramaturgia, atuação e outras coisas na área.
Diretora de peças de teatro.
Graduação em Letras pela UNESP.
Mestrado em Teoria da Literatura.
Mestrado em Teoria da Literatura.
Curso de extensão em Latim.
* Esse currículo não é completo e muitas loucuras futebolísticas foram omitidas.
P.S. Neste momento estou usando um uniforme completo do Liverpool.
P.S. Neste momento estou usando um uniforme completo do Liverpool.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
The bloody lot of you 2
"I walk down the corridor. The photographs on the wall. The trophies in the cabinets. Down the corridor and round the corner. Round the corner to the foot of the stairs. Then up the stairs until there on the stairs is Syd; Syd who says something that sounds like, 'Yesterday, upon the stair, I met a man who wasn't there. He wasn't there again today. I wish that man would go away.'
'Pardon?' I ask him.
Syd stops at the bottom of the stairs. Syd turns back to look up at me and Syd says, 'Round here they say if you pass someone on the stairs, it'll lead to a quarrel or a parting, and that you'll not meet that person again in heaven.'
'Don't worry,' I tell him. 'Didn't think I'd be seeing you up there anyway, Syd.'
'And I didn't think you believed in God or a heaven.'
'Having been here thirty-four days,' I tell him, 'I've changed my mind, Sydney.'
'Why's that then?' he smiles.
'Well, if there's a hell like this place, then there has to be a heaven somewhere.' p. 277
The Damned Utd
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
E agora em um post exclusivo!
http://salaodofogo.blogspot.com.br/2010/04/dialogos-possiveis.html
http://salaodofogo.blogspot.com.br/2010/05/dialogos-possiveis-2.html
http://salaodofogo.blogspot.com.br/2010/08/dialogos-possiveis-3-batalha-final.html
http://salaodofogo.blogspot.com.br/2012/09/dialogos-possiveis-o-retorno-em.html
Não percam! :)
http://salaodofogo.blogspot.com.br/2010/05/dialogos-possiveis-2.html
http://salaodofogo.blogspot.com.br/2010/08/dialogos-possiveis-3-batalha-final.html
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Não percam! :)
'Diálogos possíveis: o retorno' Em parceria com 'Lewis manda um beijo pra galera: the fall'
Muito tempo depois dos fatos acontecidos em nosso último episódio, Mirane vaga sozinha pelo mundo. Não conseguiu manter sua relação com o palhaço Buttons e agora perdeu todos os seus super-heróis.
Cansada, triste e sem saber o que fazer ela caminha pelas ruas desertas de uma cidade qualquer quando se encontra com o Lanterna Verde. Ela o odeia. Não o suporta, mas naquele momento ele lhe faz bem. Na verdade, naquele momento, ele lhe faz muito bem. Lhe faz rir até não poder mais e embora ela saiba que essa relação não tem futuro nenhum - afinal ela ouviu a profecia da queda do Lanterna Verde, de seu retorno ao suBmundo - ela se diverte imensamente com ele por um tempo.
Em um desses dias, em um desses momentos de diversão, ela sente. Ela sente que algo diferente se aproxima, algo invisível que nem mesmo o poder do anel do Lanterna Verde consegue tornar visível. É o medo, a queda... Subitamente uma sombra cai sobre seu novo passatempo, arranca-lhe o anel e diz:
- The ring is mine!
Aturdida diante de tamanho horror Mirane só consegue ficar parada e nesse estado de total choque ainda consegue ouvir a sombra que sussurra 'My precious'...
Por mais que Mirane soubesse que o fim se aproximava e que a queda do Lanterna Verde fosse inevitável, ela se desespera e grita por socorro. Ela sabe que eles virão. Em alguns segundos lá estão eles: Batman, Homem de Ferro, Coringa e até mesmo Buttons.
Eles se aproximam e observam. A tristeza, embora mínima, é perceptível em seus olhos.
- Por favor, ajudem-no! - Implora Mirane.
- Desculpe, não há nada que possamos fazer - responde Batman.
- Mas você é o Batman! Como não pode ajudar?
- Sinto muito... nesse caso não há nada que eu possa fazer. O estrago é grande demais.
- Homem de Ferro?
- Embora odeie concordar com ele, ele tem razão. Não há nada que possamos fazer.
Ela olha desconsolada para Coringa e Buttons, mas eles apenas negam com a cabeça.
É o fim. O Lanterna Verde caiu.
Depois de alguns minutos de silêncio, Batman diz:
- Então parece que você está sozinha...
- Nem começa, homem morcego, se ela for ficar com alguém vai ser comigo! - diz Homem de Ferro.
- Hahahahahaha você são muito bobinhos, ela vai ficar é comigo...
E os três começam uma terrível discussão enquanto Mirane só assiste.
De repente todos ouvem uma voz que grita uma palavra irreconhecível e logo em seguida um homem alto, vestido de vermelho, aparece e diz:
- Fuck off you headless chicken. This is my woman. Just play the fucking football.
Em um canto, completamente esquecido, Buttons responde:
- Acho que você tá meio atrasado. Devia ter dito isso era pro herói verde ali que acabou de cair.
Todos riem, menos o Coringa, que diz:
- And I thought my jokes were bad.
THE END
Cena pós-créditos: Lanterna Verde levanta a cabeça e com seu último suspiro diz:
- This sport is stupid anyway.
The bloody lot of you
"She had never felt sorry for herself; she had only felt tired and cross, because she disliked people and things so much." p. 109
The Secret Garden
"Mrs. Allen was one of that numerous class of females, whose society can raise no other emotion than surprise at there being any men in the world who could like them well enough to marry them." p. 9
Northanger Abbey
"'These gentlemen are from Derby County,' Dave Russell tells young sleepy-head. 'I have agreed a fee with them, Roy. So, if you want to go - and you don't have to - but, if you want to go, you can become a Derby County player.'
But he doesn't want to play for Derby. He wants to play for Liverpool -
For Bill Shankly.
Roy has spent his childhood on the Kop; his adolescence waiting for the call -
But Bill's not called. Peter Taylor and Brian Howard Clough have." p. 42
"To absent friends - fuck them all." p. 231
The Damned Utd.
sábado, 1 de setembro de 2012
Lewis manda um beijo pra galera 7
- I'm sad
- Why?
- Because I was born
- This is not a reason do be sad
- I didn't ask your opinion
- Why?
- Because I was born
- This is not a reason do be sad
- I didn't ask your opinion
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
O que você me diria se eu fosse morrer semana que vem?
Eu não sei quem lê esse blog, se é que alguém lê, mas você, alma caridosa que lê, diga-me: se você soubesse que eu vou morrer semana que vem, o que você me diria?
Valendo um presente! (Só assim pra vocês participarem, né...)
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Look! ME AND BLAUBLAU!!!! *-*
Então gente, hoje meu pai me enviou pelo correio duas fotos de quando eu era criancinha. É, fisicamente, ainda sou criancinha de resto. São as duas fotos que eu mais amo e as únicas que me acho linda!!! *-*
E... TEM O BLAUBLAU!!!!!! *-* GENTE! GENTE! VOCÊS TÃO VENDO??? É O BLAUBLAU!!! (o marrom, viu) *-* Tão lindo!!!
Eu fui obrigada a tirar foto com o ursinho branco, que não lembro, mas o Blaublau, como todos sabem is still here!!!! Meu melhor amigo e o que sempre esteve comigo, como vocês podem ver *-*
Olha como eu era linda! *-*
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Benjamin Linus*
AHA! Todo mundo achando que eu ia falar do Batman, né... mas não. Cada um tem sua opinião. E a minha todos sabem.
Estou aqui para falar do meu tópico preferido e os mais odiosos seres de todo o universo: as pessoas.
Mas aí eu me pergunto: por quê? Por que eu perderia meu tempo com isso?
As pessoas são falsas, sem opiniões próprias, que falam qualquer coisa para te agradar quando lhes é favorável e se esquecem de você assim que não lhes é mais útil. Já tive problemas com isso, mas ultimamente só consigo pensar na sorte que tive em me livrar de certos parasitas. Ugh! Me dá até arrepios de lembrar. E sabe o que é mais engraçado? Ver algumas dessas pessoas agora reproduzindo falas minhas como se fossem suas e que antes achavam equivocadas. Talvez me sentisse minimamente honrada se tais pessoas não fossem tão desprezíveis. Anyway, obrigada pela sua consideração.
Não vou negar que sinto falta de algumas pessoas... não, na verdade só de uma. Me abandonou por motivos mais nobres, embora tenha sido a que me fez sofrer mais.
Mas eu perdoo fácil, na verdade. Sempre perdoo. Basta uma ou duas palavrinhas simpáticas e, dependendo da situação, um pedido de desculpas e eu perdoo. Mas nunca esqueço.
The North Remembers? Ho ho ho ho ho ho... Não mais que eu, pode acreditar.
Mas tudo isso que to falando são só baboseiras e palavras blá blá blá. Estou sem dormir e ignorando muitas coisas por muito tempo e de vez em quando tenho que soltar as minhas borrachas.
Não ligo que me odeiem, me desprezem, me achem idiota e etc. Retribuo a vocês todos esses sentimentos em graus muito mais elevados e ao mesmo tempo concordo plenamente com os vossos em relação a mim. Já me importei um dia, mas hoje tudo o que consigo pensar é: tem razão. Qualquer coisa que vocês pensarem de ruim em relação a mim eu respondo: tem razão. Faço isso para desarmar quem me odeia? Não. Concordo mesmo. Eu sou a pior a pessoa que eu conheço e julgo severamente quem pensa o contrário. Mas acredite quando digo que julgo ainda mais quem um dia fingiu pensar o contrário - ou quem ainda finge até hoje - pelo amor de Deus, tenham colhões!
Cansei de gente sorridente e falsa perto de mim e por isso me afastei de tudo e todos. Sou mais feliz? Não. Mas me livrar da corja de aduladores (e sabe-se lá por que motivo me adulavam) e falsos é um alívio. Tente você também, se puder.
Meus únicos e verdadeiros amigos, coincidentemente, vivem em outras cidades e só um ou dois vivem por perto. O que é ótimo.
Mirane não tem amigos? Talvez não. Mas também não tem um bando de retardados em volta fingindo gostarem dela, nem uma rede social com 99454 "amigos" que só servem para dar "parabéns" no dia de aniversário que você escolheu colocar lá.
O meu aniversário desse ano foi um dos melhores, entre vários motivos, porque somente meus amigos me desejaram Feliz Aniversário e eu sabia que eles realmente me desejavam aquilo.
Estou me repetindo, né? Quando a mensagem é tão clara e simples:
Não os culpo por partir (oh não, não mesmo), culpo-os por terem fingido. Gente falsa é uma raça terrível e dominante.
Não os aconselharei a ter "cuidado" porque lá no fundo, de verdade, por mais que não me importe mais com vocês, eu lhes desejo toda a falsidade do mundo. Não de minha parte. Vocês não merecem nem isso mais de mim. Mas o mundo é grande e cheio de falsidades e cada um tem a cota que merece.
Que suas vidas sejam cheias de tudo aquilo que compartilharam comigo.
*Não entendeu o título? Poor you... :)
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Lewis manda um beijo pra galera 6 ou piada interna particular que não te interessa
A: Eu atravessei a Ponte dos Lamentos. Oh! Eu atravessei! Foi a coisa mais difícil que eu já fiz, você não tem ideia. A ponte é tão estreita que não cabe um pé do lado do outro e uma vez que você começa, não pode parar. Ela é longa, bem longa, quilômetros e quilômetros, mas nem dá pra contar quantos e ninguém sabe ao certo. Em alguns momentos ela se torna invisível e a menos que você continue sem vacilar, você cai. E muio mais coisas... monstros que aparecem, chamas e chicotes e coisas terríveis! Mas quando você chega do outro lado tudo isso vale a pena, porque nada se compara com o sentimento de felicidade que você sente.
B: Nossa, parece incrível. Acho que vou tentar.
A: Mas você não vai conseguir. A Ponte é só para os fortes e ousados.
B: Mas quem disse que não sou? E outra, se eu não conseguir na primeira vez, eu continuo tentando.
A: Mas isso seria embaraçoso. Ficar tentando e não conseguir.
B: Por que seria embaraçoso? Não há vergonha nenhuma em tentar e tentar até conseguir, se é algo que valha a pena ou que você acredite que valha a pena. E pelo que você disse dessa ponte ela é dificílima e não conseguir não é vergonha nenhuma. Você conseguiu atravessar todas as vezes que tentou?
A: Não. Mas eu atravessei três vezes.
B: Ótimo. E eu vou tentar até conseguir a primeira, até mais.
B consegue atravessar a ponte depois de algumas tentativas.
B: Consegui!
A: Meh... this sport is stupid anyway.
sábado, 9 de junho de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
I will die and there's nothing you can do about it. Be happy, happy people!
Do not try to save me when I'm beyond salvation
You had your chance
Now it's too late
Fuck off.
You had your chance
Now it's too late
Fuck off.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
Ainda que eu pudesse eu não quereria
Eu passei as últimas semanas pensando em um monte de coisas e sempre pensava 'devia escrever sobre isso', mas aí dava preguiça e eu desistia ou nem começava a pensar em escrever e já esquecia. Mas hoje, sem nada pra fazer (mentira), sem conseguir dormir (são quase 6h da manhã) por causa do maldito jogo que tem daqui a seis horas. OMG faltam só seis horas!!!! AAAAHHH!!! Okay, parei, esse não é o 'Era uma vez uma bola...'
Enfim, o que tenho pra falar? Esqueci. To fucinhando a tag do Liverpool no tumblr enquanto escrevo porque eu amo aquele time mais do que posso explicar.
Por que eu sou assim? Porque eu tenho que ser tão exagerada com tudo? Amo demais, odeio demais. Isso faz mal! Mas tá bom.
Vamos tentar manter alguma coerência aqui. Tá muito frio. Eu não aguento mais! Eu adorava frio antes de vir pra cá, mas frio pra mim significava 'duas semanas com roupas que cobrem meus braços e minhas pernas e dormir de edredom sem ventilador', não '3 meses com 7kg de roupa e ainda assim se sentir dentro de uma piscina de gelo'. Enfim. Isso só colabora com a minha vida de à toa... o que me leva a pensamentos irrelevantes, tipo:
Percebi que um grande número de pessoas costumam me considerar de uma utilidade inconcebível do meu ponto de vista, o que seria algo positivo para minha inexistente auto-estima se eu não fosse imediatamente descartada 'após o uso'.
Nada de teor sexual na afirmação acima, por favor.
Mas sabe, não tem problema. Enquanto eu estiver viva podem continuar fazendo isso. Se eu puder e quiser fazer o que vocês querem que eu faça, eu vou fazer, mesmo que você não fale comigo há 3 anos e de repente sentiu muita falta de nossa amizade e precise que eu corrija seu trabalho de economia pra sumir imediatamente depois, inclusive me deixando esperando depois de combinarmos nos encontrar. Você pode achar que eu sou uma boba, idiota e que pode me usar sempre que quiser, mas na verdade eu sou só uma pessoa boa que não liga de conhecer e ajudar um monte de aproveitadores filhos da puta.
Outra coisa que ando pensando sem necessidade é nessa onda de desafios de livros e filmes. Qual é o ponto? Sério!?
Tem um que é pra assistir um filme por dia, durante um ano. Por que? Por que você assiste filmes? Óbvio que cada um pode fazer o que quiser e assistir pelo motivo que quiser, só estou fazendo considerações com meus botões - e meu blog. Pergunto isso porque eu assisto filmes porque eu quero, porque eu tenho vontade de assistir e quando eu quero e quando eu tenho vontade. Pra que eu iria transformar uma atividade prazerosa em uma obrigação? Eu iria acabar odiando todos os filmes. Eu conheço gente que assiste filmes porque eles foram indicados ao Oscar. Sério, qual é o seu problema? Okay, pode não ser um problema, só sua escolha, e você tem todo o direito de assistir o filme que for pelo motivo que for, mas me desculpe se eu não acreditar que você ama filmes porque essa coisa de se obrigar a fazer algo, pra mim, é coisa de quem não gosta, mas sente que precisa.
Mesma coisa pra livros. Você pode ler o que quiser, quando quiser. Por que se prender a uma lista de livros que você nem sequer gosta? Tem um desses desafios que é ler 100 livros no ano - e colocam isso como se fosse o máximo. Você vai ler pra atingir um número e quer que eu acredite que você ama ler? Quem ama ler lê e pronto não precisa provar nada pra ninguém. Eu sei, eu sei... você vai dizer que minha opinião é irrelevante pra você. Okay. E sua mania de fingir que gosta de alguma coisa mais do que você realmente gosta é absolutamente idiota pra mim - ainda mais quando essas coisas são coisas que eu amo.
É por isso que eu leio um livro ou assisto um filme mais de 900 vezes, porque me dá vontade. Eu não ligo se eu já li/vi porque pra mim eles não são números a serem acrescentados, mas sim coisas preciosas que me transformaram no que eu sou hoje, pro bem ou pro mal.
Pensando nisso ainda eu cheguei a uma conclusão: é por isso que surgem tantos idiotas pseudo-cults com gostos pré determinados. É dessa mania de 'TENHO que ler tantos livros pra parecer legal' ou 'TENHO que ler ESSES livros pra parecer inteligente' ou pior ainda 'TENHO que gostar e/ou odiar AQUELES livros para que pensem que eu sou o máximo'. Na boa, vai se fuder! Sabe o que é mais legal e inteligente? Ter sua própria opinião. Não interessando se ela é igual ou diferente dos outros, desde que seja sua. Eu sei que minha opinião não vale muito pra ninguém, mas pra mim legal é quem lê o que quer, a hora que quer. Inteligente é quem assume que gosta ou odeia alguma coisa independente da opinião de quem tal pessoa considera importante.
Mudando de assunto, eu não consigo parar de pensar em onde vão parar as letras que apagamos quando escrevemos. Eu já falei isso. Não sei se foi aqui, mas eu estou sempre me repetindo mesmo. Whatever. Será que a gente está matando elas? Ou será que o que a gente faz é enviá-las para o Mundo das Palavras Apagadas? Deve ser super legal lá. As palavras, letras e até frases inteiras apagadas por nós se encontram e formam um novo texto.
Acho que já é o suficiente para um único post.
E nunca se esqueçam: o mundo não é justo, as pessoas são idiotas e nada disso vai mudar por mais que você finja que acredite.
Have a nice life.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Os últimos dias são os melhores
Mas esse é o meu blog e eu não preciso me explicar quando escrevo ou deixo de escrever. Mania de pensar que eu devo satisfação para alguém além da CAPES.
Anyway... aqui é muito frio. GOD! Eu adoro frio, sério, mas o máximo de frio que eu já presenciei foi uns 7 ou 8 graus por uma semana, não 6 graus TODO SANTO DIA por mais de meses... mas tá bom. É um incentivo à preguiça, a ficar na cama lendo e assistindo jogos (não sei como vou sobreviver sem esse canal da Liga Inglesa e da ESPN Classic).
Nada muda.
Nada muda.
Por que as pessoas acreditam que podem mudar alguma coisa? Até eu às vezes acabo acreditando que uma coisa ou outra pode mudar, mas não muda e nem venha com aquele papo idiota de depender da gente e o que a gente faz e blá blá blá. Bullshit.
Sabe o que muda? O melhor time dos últimos tempos da última semana. Sério, sem zuera. Paro pra pensar no Barcelona, por exemplo. Na década de 60-70 os torcedores só podiam sonhar em ser o que eles se tornaram. Lembro de ler no A sombra do vento o cara falar que o Barcelona podia ser campeão logo pra ele poder morrer. Imaginem isso. Na época era só uma esperança e no entanto vejam só o que ele é hoje. Tá certo que em número de títulos ainda falta uma vida pra alcançar o Real Madrid, mas ainda assim. O mesmo vale pro meu Liverpool. Quem diria que o perfeito Liverpool da década de 70-80 iria ficar mais de 20 anos sem um título da EPL. Mas essas coisas acontecem e esse é um dos motivos de eu amar tanto o futebol, pois embora eu tenha que aguentar esses times insuportáveis como 'melhores' hoje, isso vai mudar em uns 5, 10, 20 anos e se eu tiver o desprazer de ainda estar viva, vou ver. Mas quanto às seleções é um pouco diferente... Brasil, Itália e Alemanha sempre vão ser fodas. SEMPRE. No matter what. Do mesmo jeito que a Espanha sempre vai ser time de pipoca, ainda que ganhe mais Copas e etc.
Vou no Anfield essa semana. *-* Vou sentar do lado do banco de reservas. *-* Vou morrer de felicidade!
Tudo que é perfeito (não, a gente não pega pelo braço, embora eu não me importasse de pegar Mr. Danish Prince pelo braço e jogar lá no meio e...) nasceu em 1892. Melhor ano do século retrasado. Já do século passado eu ficaria com 1912, 1977, 1978, 1981, 1984 (por dois motivos e nenhum deles sou eu), 1990 e 1994. 1998 e 1999 também são simpáticos mas com um acontecimento cu proporcional à coisa boa acontecida. Quanto a este século fico com 2002, 2005, 2011 e talvez, quem sabe, 2012.
Não é engraçado ganhar uma aposta feita em 1998? Muito bom.
Bem, já é hora, dona viola.
Mimimimimi until you miss an Euro - or your supporters boo you. :)
Mimimimimi until you miss an Euro - or your supporters boo you. :)
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O frio
É a primeira vez que o conceito de frio como uma entidade se tornou compreensível pra mim. É como se ele fosse um ser malvado que fica espreitando em todos os cantos e até consigo imaginar seus dedos longos e gelados deslizando para tentar me pegar. Ele fica atrás do box, só aguardando, e quando você sai ele te pega pelo pescoço ou pelo braço. Ele fica parado ao lado da cama enquanto durmo, esperando que acidentalmente eu acabe deixando um dedo ou meu nariz para fora do cobertor e ele possa agarrá-lo. E ele tem um sorriso diabólico que arrepia até a alma. Eu não sei quem falou que o inferno é quente, cheio de chamas, mas provavelmente deve estar enganado. O inferno é a geladeira do diabo e se queima, queima de tão gelado que é.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
I don't have a name for this one

Hum... é um perigo quando eu venho postar assim, sem saber o que quero dizer, só querendo escrever...
Sem contar que eu não tenho mais nada pra falar, quer ver?
O mundo está perdido.
Eu odeio as pessoas.
Tudo e todos me irritam profundamente.
Vai se fuder.
Futebol é lindo.
Tolkienzinho é um gênio.
Eu odeio gente preconceituosa.
Morango não deixa de ser fruta só porque você não gosta, do mesmo jeito que um livro/filme/música não deixa de ser literatura/cinema/música pelo mesmo motivo.
Go fuck yourself.
O Brasil é um país incrível e só quem é idiota pensa o contrário.
Eu sou insuportável.
Não, eu não vou mudar.
Então eu fiz um desenho... sim, aquele ali de cima. Deixe-me explicá-lo:
Esse é o mundo! Na verdade o Universo! Com tudo que tem nele... aquelas manchas pretas/cinzas são as pessoas... e tem as árvores, as águas, as montanhas, os pássaros, o sol, o espaço, os planetas (viram, eu consegui fazer o anel de saturno), tem até a perninha de Deus lá... e longe de tudo isso, completamente isolada, tem eu e o Blaublau... e aquele coitado lá nas montanhas tentando me salvar é o Fer, claro.
O roxinho ali do lado é tudo o que pode existir, mas eu não sei... porque estou sempre presa nesse limbo que não é nada, sozinha e sem conseguir alcançar o Fer.
Pois é...
Btw, viram que eu estou com a camisa do Liverpool?
domingo, 27 de novembro de 2011
Nada não
É engraçado quando as coisas mudam. E estão mudando constantemente. Mas é foda quando mudam sem nenhum motivo aparente.
Mas, Mirane, minha filha, quem disse que precisa de motivo pra mudar?
Verdade.
Por que as pessoas fazem isso?
Mudarem? Não. Mentirem.
Se bem que nesse caso não foi nem uma mudança nem uma mentira.
Acho que nesse caso foi única e exclusivamente uma situação de não acreditar no que eu falo. Se tivesse me ouvido, se tivesse prestado atenção no que eu falava, se tivesse acreditado.
Falei que não ia fazer esse post, mas que se dane. A pessoa não vai ler mesmo.
Por que você não acreditou em mim quando eu disse?
Agora eu fico aqui feito besta mais fudida que antes porque acreditei em você também quando eu sabia que não deveria.
Eu sou burra e você é... nada, só você. Com todo o direito de ter feito o que fez. Só não me peça, NUNCA MAIS, pra acreditar em você de novo, porque eu não vou. Não importa o que você faça não vai conseguir apagar o que você fez.
Perdeu, playboy. Ou melhor, ganhou.
É isso.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
O tempo

O tempo é tão interessante. Todos eles. Eu adoro o tempo. Mas hoje eu vou falar de outro tempo, ou melhor, o clima.
Você já pararam pra reparar que a gente reclama de tudo relacionado ao clima? Muito frio. Muito calor. Muito vento. Sem vento nenhum. All the time. Obviamente vocês já se deram conta disso né... Mas vocês se deram conta que talvez nós estejamos sendo muito duros com o tempo?
Imagine só, ele tendo que quebrar a cabeça todo o tempo sobre como se apresentar "será que gostarão de mim assim?" "devo ser mais ensolarado?" "e se eu trouxer alguma chuva comigo?" "hum... acho que assim está bom, vamos lá..." E depois... pobre tempo... só decepção.
Que tempo maluco! Tava sol até agora a pouco e agora tá cheio de nuvens... "mas vocês estavam reclamando do sol, só quis ajudar... mas ok, eu trago o sol de volta" Aí, lá vem esse sol de novo "mas eu achei que vocês gostassem do sol... querem um pouco de chuva?" Mas tinha que chover justo agora, como eu odeio esse tempo! "então me diga o que vocês querem, eu quero ajudar..." Nossa, desisto desse tempo. "Okay..."
E o tempo se recolhe pra chorar sozinho... será que ele tem alguém com quem possa conversar? Talvez o sol e o vento estejam sempre ao seu lado... ou seriam eles parte do tempo?
Só acho que é muita injustiça com o tempo, ninguém deveria ter que se esforçar tanto para agradar um bando de idiotas como a gente.
O jeito é gritar pro tempo "ei, não se importe, esse mundo é uma bagunça mesmo", mas ele deve saber disso melhor do que eu.
Deem um tempo ao pobre tempo. Ele não tem nenhuma obrigação de agradar você e mesmo assim se esforça ao máximo. Idiota!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Para quem quer entender os elfos de Tolkien

Sem nada pra fazer aqui e quebrando a cabeça com o The Book of Lost Tales I fui pro Word fazer um esquemão dos elfos do Tolkien. Claro que se você já leu O Silmarillion você conhece isso, mas pra quem não leu ou leu e tem preguiça de ficar olhando ou só quer saber mesmo ou nem quer, vou colocar aqui parte do esquema que fiz - digo 'parte' porque minha capacidade não me permite fazer aqui o que fiz no Word e não quero copiar/colar.
QUENDI
ELDAR - Vanyar, Noldor e Teleri
TELERI - Sindar, Nandor e Laiquendi
LAIQUENDI - Nandor que entraram em Beleriand
ÚMANYAR - Eldar que não foram para Aman: Sindar, Nandor e Laiquendi
CALAQUENDI - Vanyar, Noldor e Teleri que foram para Aman
MORIQUENDI - Teleri que não foram para Aman (Úmanyar = Sindar, Nando e Laiquendi) e Avari
Sendo
QUENDI - Os elfos
ELDAR - Os elfos da Grande Viagem a partir de Cuiviénen
AVARI - "Os relutantes": elfos que se negaram a fazer a Grande Viagem
VANYAR - Todos foram para Aman
NOLDOR - Todos foram para Aman
TELERI - 1. Os que foram para Aman
2. Os que ficaram em Beleriand
3. Os que abandonaram a marcha dos Teleri
SINDAR - Elfos cinzentos (2 dos Teleri)
NANDOR - Elfos que mais tarde entraram em Beleriand (3 dos Teleri)
LAIQUENDI - Elfos-verdes de Ossiriand
ÚMANYAR - Os Eldar que "não eram de Aman"
CALAQUENDI - "Elfos da luz" (altos-elfos): chegaram a Aman na época das Duas Árvores
MORIQUENDI - "Elfos da escuridão": nunca viram a luz das Árvores
Sendo
AMAN - Reino abençoado onde vivem os Valar
DUAS ÁRVORES - Laurelin e Telperion
Quer saber mais? Vai ler o Silmarillion!
Why the Man in the Moon came down too soon?

Nem tenho nada pra falar. A não ser o de sempre.
Não suporto as pessoas.
Não me suporto.
O Liverpool é lindo.
Eu amo futebol.
O mundo me cansa.
Futebol é a coisa mais importante da minha vida, se você não entende isso nem perde tempo falando comigo, fazendo o favor.
Odeio gente falsa.
Gente idiota me persegue.
Esse mundo está irremediavelmente perdido.
Odeio gente tosca que fica falando mal do Brasil. Acha ruim, vai embora.
Meu país é lindo.
Vão se fuder.
Eu to cansada.
Tristeza não é depressão.
Eu odeio gente tosca.
Quero matar 90% das pessoas.
Minha tese de doutorado vai ser linda, mas quero trabalhar com futebol, pode ser?
Oi, gente.
"But Melko might not thus easily forgo his sport. 'Nay first,' said he, 'wilt thou come Manwë and kneel before me, and after you all the Valar; but last shall come Tulkas and kiss my foot, for I have in mind something for which I owe Poldórëa no great love.'" The Book of Lost Tales I, p. 110.
Esse Melkor é um brincalhão, né? Hahahahahahahaha
terça-feira, 18 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
And here we go again
De um jeito ou de outro eu to sempre me repetindo. O tempo todo. Não que isso me incomode.
Eu sei que 99% das pessoas que convivem comigo, seja pessoalmente ou virtualmente, me odeiam. Talvez não odeiem, mas me achem idiota, chata, insuportável e etc. Eu sei disso. E sei também que a maioria pensa "vixi, lá vem a Mirane de novo" toda vez que eu escrevo alguma coisa, seja aqui, no twitter, no facebook, em qualquer lugar. Aquela coisa tipo "ela só sabe falar de futebol" ou "ela se acha grande merda por [insira qualquer coisa aqui, as pessoas me surpreendem com o que elas acham ser motivo para se achar grande merda]". Bem, eu só me acho grande merda por um motivo: eu assisti um jogo do Liverpool no Anfield e eu tenho autógrafos da maioria dos meus meninos, então, sim, eu sou uma merda e tanto, morram de inveja. O fato a ser considerado aqui é: como é que vocês acham que eu me sinto tendo que conviver comigo o tempo todo? Até hoje não consegui nem imaginar o que eu possa ter feito pra me merecer. Imagine se você que não me suporta nem por 1 hora ou alguns tweets tivesse que conviver comigo. ALL. THE. TIME. É óbvio que por não me suportar você deve achar é pouco que eu tenha que conviver comigo. Mas eu não me aguento mais.
Engraçado isso. Tem eu e eu. Duas insuportáveis e uma não suporta a outra e eu tenho que aguentar as duas. Ops! Mais uma!
Queria brincar de esquecer, mas aparentemente eu só esqueço as coisas que não quero. Mal consigo lembrar o nome dos sete faróis de Gondor e só consigo lembrar o nome dos filhos de Fëanor com alguma dificuldade.
Será que alguém nesse mundo consegue me entender?
Sabe, por mim eu passaria a vida escrevendo, mas toda vez que eu começo a escrever alguma coisa aqui tudo parece tão idiota. Ninguém liga para o que eu estou falando. As palavras já não significam nada e tudo o que eu consigo ver depois que eu escrevo é um monte de frases prontas. Mas essa não é a minha intenção, usar frases e conceitos prontos. Minha intenção é dizer o que eu to sentindo, é querer que alguém leia isso e entenda, de verdade, não do tipo "uh, Mirane atualizou o blog, deixa eu ler... *lê sem nem prestar atenção e parar pra pensar o que pode estar fazendo com que eu me sinta esse lixo* ah tá, mesma ladainha de sempre, ok".
Preciso de alguém pra conversar. Alguém que preste atenção. Alguém que entenda. Alguém que mesmo que não concorde comigo consiga ver que eu realmente acho que nada nesse mundo tem nenhum sentido ou valor ou importância. As pessoas são idiotas e eu me junto a elas. As coisas pelas quais eu morreria atualmente são vistas pela maioria como algo que mal se vale a pena pensar, mas como eu não dou a mínima pra maioria e nem pra ninguém, eu não ligo. Mas me incomoda o fato de ver algumas pessoas fingindo se importar com coisas que deveriam ser importantes, mas não são de verdade.
A gente complicou tanto o mundo e tudo. Desde o começo, seja ele qual for, a gente bagunçou tudo, inverteu tudo. E eu to tão perdida agora. Preferia a época em que a morte era vista como solução, embora ainda seja uma ótima opção, claro.
Ainda bem que existe futebol.
domingo, 9 de outubro de 2011
Mestre Samwise
Então... estou lendo The Lord pela primeira vez em inglês, na minha edição linda. E óbvio que eu teria um milhão de coisas pra falar sobre ele... *-* Mas eu vim aqui hoje só porque, pra variar, o Tolkien sempre sabe expressar aquilo que a gente quer dizer e não consegue e nas sábias palavras do Professor eu consegui encontrar mais ou menos o que eu queria dizer que senti no dia 27 de agosto de 2011, no Anfield.
"Sam could never describe in words, nor picture clearly to himself, what he felt or thought that night, though it remained in his memory as one of the chief events of his life. The nearest he ever got was to say: 'Well, sir, if I could grow apples like that, I would call myself a gardener. But it was the singing that went to my heart, if you know what I mean.' " The Lord of the Rings.
Perfeito? Imagina... *-*
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Das Wort
Há! Oi.
Hoje eu estou aqui porque não tenho nada pra dizer pra ninguém. Mas eu sempre tenho um milhão de coisas pra dizer pra mim. Mas às vezes só dizer não é suficiente e é por isso que eu escrevo aqui e no The Prince.
Pra mim eu tenho tanta coisa pra dizer, tanto que não paro nenhum segundo. Quem me conhece sabe que eu falo demais, mas isso não é nada perto do que eu tenho que aguentar.
Eu queria uma palavra que resumisse tudo. Tudo. Qual? Certamente não pode ser uma que já exista, pelo menos não com o significado convencional.
Estou pensando.
FRYGTY
That's my word.
Bem, eu vou indo... to me esperando pra mais conversa.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Problema de quem?
Li um negócio no tumblr e vim aqui comentar.
Era um negócio do tipo 'como nós e nossos problemas são insignificantes se comparados com o universo e whatever'.
Não sei o que pensar disso, porque realmente o universo não tá dando a mínima para problemas individuais, mas no fim, quem dá? Só quem tá passando por eles. O fato é que se vários problemas individuais se juntam pode se tornar um problema bem maior, mas que ainda vai ser ignorado pelo universo. E aí eu pensei o quão desesperante é o fato de saber que tudo o que eu sinto, que é o suficiente pra me deixar louca, e tudo o que todo mundo sente e passa ao longo da vida é absurdamente insignificante. Coisas que te fazem chorar por uma semana, querer morrer, deixar de sorrir pra sempre e que não tem nenhuma relevância pra nada e pra ninguém. Nem vem, não tem relevância pra ninguém. O ser humano é condicionado a se proteger de alguma forma então mesmo que o sofrimento de outra pessoa te faça sofrer e você tente ajudá-la de algum modo você só está fazendo isso porque ela se sentir bem vai fazer você se sentir bem. Somos egoístas, todo amor é egoísta, sempre disse isso. E se você tentar de tudo e não conseguir fazer com que a pessoa melhore e se sinta bem, você vai desistir, mais cedo ou mais tarde. Não estou sendo pessimista nem reclamando, nem to falando de mim, é só que é assim que as coisas são.
Outra coisa que pensei é, por exemplo (e eu costumo pensar isso nas horas mais desagradáveis), quando um problema individual pode afetar várias vidas, até milhões. Tipo, eu sempre penso isso quando to num avião. 'Já pensou se o cara perdeu a família ou sei lá, tá tão triste que quer morrer e decide se matar e como ele vai morrer mesmo não liga de matar um monte de gente com ele...' Mas não é? É que assim, quando eu to muito triste eu não ligo pra nada e to pouco ligando pra todo mundo... sim, é egoísmo mesmo, me processe! Agora imagina se o cara responsável pelo arsenal militar dos EUA ou de algum outro país cheio de bombas nucleares se sente assim de repente e resolve destruir o mundo. Assim. Do nada. Wow! Legal viver assim, imaginando que a gente pode depender de um capricho de uma pessoa... óbvio que isso vai continuar significando nada pro universo porque se a Terra explodir ele mal vai sentir, vai ser mais como um 'ops' e pronto! Somos só um ops no universo e nos achamos grande merda... vai entender.
Mas aí vem o caso... se nós mesmos não nos dermos valor e pensarmos que somos só um ops, o que acontece? Vai virar bagunça...
Em relação ao egoísmo, sim, eu penso aquilo mesmo. NÃO EXISTE NENHUMA AÇÃO DESINTERESSADA NO MUNDO, SIMPLESMENTE NÃO EXISTE. NÃO. EXISTE. Se conforme e viva com isso.
Danish smile.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Bonita Aurélia
Gente, eu não posso entrar num ônibus que eu começo a pensar 25 mil coisas. Hoje não foi diferente.
Por exemplo, imaginem quantas histórias aquelas pedras bonitas do caminho não tem pra contar. Elas estão ali há centenas de anos, viram milhões de coisas passarem por elas, no espaço e no tempo, e nós não temos nem a mais remota ideia de nada disso. Casais apaixonados podem ter se encontrado ali, assassinatos, segredos, promessas... não só nas pedras, em todos os lugares que estão pelo caminho. Tão bonito isso e triste também. Sem contar a bagunça que vira minha cabeça tentando imaginar algumas dessas histórias perdidas.
Outra coisa da viagem de hoje foi eu ficar pensando nas pessoas que perdemos para a morte. Não sei vocês, mas eu sou meio inconformada e quando alguém que eu gosto morre eu fico imaginando que ela só quis dar um tempo de tudo e fingiu estar morta, mas na verdade está por aí escondida. Óbvio que isso gera sofrimento dobrado porque quando você, por um segundo que seja, pensa que a pessoa realmente está morta, a tristeza é maior, como se ela tivesse morrido de novo. Mas não consigo evitar o pensamento esperançoso.
Falta 20 dias para eu voltar pro Brasil. To morrendo de saudade de lá e de algumas coisas, mas não queria voltar! ): Sei lá, viu...
O que fazer quando você sabe exatamente o seu lugar mas não sabe como chegar lá? Óbvio que eu sei a resposta. (:
To cansada, tinha um monte de coisa pra escrever, mas to cansada. Cansada de gritar FIVE TIMES pros jogadores do Manchester United ontem. Mas to feliz pra burro, o que parece incomodar algumas pessoas. "Mirane feliz? Ah, só me faltava essa..." Tem gente que vem conversar comigo e quando recebe a resposta "bem" pra pergunta "como você está?" só falta perguntar "Por que? Como assim?" Óbvio que boa parte da culpa é minha por ter sido sempre triste e pessimista, mas não posso deixar de notar o desapontamento na fala de algumas pessoas. Antes eu desconfiava disso já... Mirane feliz é como vários elefantes, só queria saber o motivo, mas não importa. Ser triste é parte da pessoa que eu sou e sou triste mesmo feliz, não se preocupem, urubuzada!
Beijo pra mim, pra você e pra sucuri no seu nariz!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Cellar Door
É normal pensar que nada vale a pena sem que isso seja um sinal de desânimo. Bem, acho que a palavra certa seria 'possível' e não 'normal'. Mas como identificar o limite? Deve ter alguma coisa que não entendemos direito, porque não faz sentido nenhum. Por exemplo, o que diferencia a memória de um fato real da memória de um fato imaginado?
Hoje assisti Liverpool x Bolton na TV e simplesmente não conseguia acreditar que eu estava lá e quando eu tentava lembrar... bem, nada nessa memória era diferente das memórias que tenho de todas as vezes que me imaginei lá. Então o que conta realmente é somente aquele momento e o que você sentiu nele porque isso jamais será recuperado, nem por fotos, nem por memórias, sejam elas de qualquer tipo.
É realmente triste de algum modo... um acontecimento como esse, pra mim, é de uma importância absurda, o que significa que não tem a mínima chance de se transformar em memória involuntária... e isso quer dizer que o que senti lá está perdido até que, sei lá. Talvez o céu seja nossas melhores lembranças. Isso me lembra o filme Depois da vida... nossa, eu iria dar tanto trabalho pra eles.
Outra coisa que sempre penso é: você conta uma história pra alguém, algo que te aconteceu quando você era pequena ou que nem mesmo aconteceu ou então você nem tem ideia se aconteceu ou não e se foi com você ou você só ouviu falar. Uma história que estava na sua cabeça exatamente daquele jeito que você contou, ou seja, ainda que tenha sido inventada em algum ponto, não é uma história feita com o objetivo predeterminado de enganar seu ouvinte... importa se essa história é verdade ou não?
Não estou defendendo as mentiras, mas se vocês já contam tantas... não é? Estou defendendo as histórias. Ninguém mais conta histórias...
Lembrei de uma coisa... ditados populares são tão engraçados às vezes, né?
To cansada de escrever, resultado de fazer as coisas na hora errada com a disposição errada, cercada pelas pessoas erradas.
Parafraseando meu amigo Bilbo... eu preciso de férias, férias bem longas, quem sabe permanentes.
Hoje (2 de setembro) faz 38 anos que o Tolkien morreu. Algumas pessoas não deveriam morrer.
domingo, 21 de agosto de 2011
A Long-expected Party
Toda vez que começo a escrever um post penso que deveria parar de escrever. Eu nunca consigo expressar aquilo que quero e isso me irrita, porque é algo tão legal ou importante ou, sei lá, perfeito e quando eu começo a escrever estraga tudo. Talvez seja melhor eu manter as coisas só pra mim ao invés de ter que contar tudo para os outros. Mas parece que dividir as coisas com as pessoas fazem elas se tornarem mais especiais ainda, embora sabe Deus se alguém anda lendo isso aqui. Não confio no contador de visitas do blog, ele é louco. Duvido que mais de 5 mil pessoas entraram aqui, isso porque o outro quebrou por volta das 5 mil visitas também... impensável... mas não é esse o ponto. Quando eu escrevo aqui ou no outro blog ou no twitter, na maioria das vezes (não todas), eu estou escrevendo pra mim mesma e não para os outros. Por isso que eu me irrito tanto quando surge algum comentário idiota, a primeira coisa que eu penso é "Mas eu te perguntei alguma coisa?". Claro que qualquer um pode dizer o que quiser, na hora que quiser e eu realmente gosto de comentários, principalmente de pessoas simpáticas que me entendem... mas você pode comentar também, afinal você nunca vai saber se eu te xinguei mesmo. (:
Vejam bem, a culpa não é de vocês, eu só sou muito irritada e se eu leio/ouço alguma coisa, QUALQUER COISA, quando eu estou irritada eu simplesmente perco a linha. Mas nada disso tem a ver com o que eu vim dizer.
Estou relendo O Senhor dos Anéis *-*
Ah, vocês estão cansados de saber o quanto o Tolkien e foda e um gênio e tudo mais, não preciso repetir, mas como ele consegue ser tão perfeito? Ele faz aquilo que eu já disse aqui de entender aquelas coisas que a gente sente mas que nunca consegue expressar. Ele descreve alguma coisa no livro e você simplesmente pensa "É exatamente isso!". Ele é incrível e tão perfeito que me deixa triste.
Bem, o último motivo foi o primeiro capítulo e título do post. Quando ele começa a descrever a festa do Bilbo... GOD! Isso me traz tantas lembranças... e sabe o mais engraçado? Eu já li esse capítulo umas 25 vezes (das 18 vezes de leitura normal e mais 7 de leituras abandonadas, mais ou menos) e embora sempre tenha sentido um sentimento de alguma coisa perdida nunca lembrei realmente o que, só hoje, na 25ª vez. Por isso que eu não entendo a cara de espanto das pessoas quando eu digo que li tal livro mais de 20 vezes, porque cada vez que você lê você encontra uma coisa diferente, que já estava ali, mas você não tinha percebido. Sério, isso é incrível! Eu poderia contar as várias coisas diferentes que encontrei em cada leitura do The Lord, mas ia demorar muito... então voltemos ao motivo de eu ter vindo aqui, né.
Então, quando o Tolkien começa a descrever a festa como uma grande diversidade de entretenimentos eu lembrei, dessa vez, das festas que tinha na minha cidade. Vejam bem, eu morava numa cidade bem pequena e lá costumava ter várias dessas festas e elas eram incríveis. Tinha as festas de Santo Reis (vou escrever exatamente como eu lembro de chamá-las e pouco me importa se está correto ou não), as de Natal e as do aniversário da cidade. Você saia de casa lá pela hora do almoço e ia para o lugar da festa que podia ser qualquer lugar: uma fazenda próxima, a praça, o campo ou mesmo a cidade inteira! Você comia a comida nas barracas, via apresentações e tinha música e brinquedos e muita comida e fogos de artifício. Geralmente a gente recebia visitas, meus tios, meus primos... e era tão divertido, tão legal! E aí eu me lembro de uma outra coisa que sempre me atormentou... quando eu era criança eu não conseguia nem imaginar o motivo, mas atualmente talvez eu tenha algumas ideias. Esses dias, durantes essas festas e toda essa alegria eram os dias mais felizes da minha vida. Eu lembro de pensar que aquilo era a alegria suprema. Lembro inclusive de um dia específico, durante um desfile, em que eu estava parada vendo todas aquelas coisas linda, com dinheiro no bolso pra comprar qualquer badulaque disponível ou qualquer doce diferente (sendo minha cidade tão pequena a gente só tinha acesso a essas coisas nessas ocasiões) e com as pessoas que eu mais gostava do meu lado (meus amigos e primos), minha tia do outro lado da rua com meu tio e os amigos deles. Eu devia ter uns 8 anos, eu acho, e lembro de ter pensado "isso é tão perfeito que eu poderia morrer agora pra ser feliz por toda a eternidade, não quero que isso jamais termine", mas dentro de mim eu tinha consciência de que, por mais inevitável que fosse ficar triste com o fim daquilo, no próximo ano ou na próxima festa aquilo se repetiria e, não se enganem, sempre se repetia.
Nesse momento entram duas observações, uma que diz respeito àquele momento e que é o que ia comentar antes, mas me perdi e outra que diz respeito ao que aconteceu depois.
O que me perturbava nesses momentos de alegria era que, imediatamente depois desse sentimento de felicidade plena, eu sentia uma tristeza profunda e inconsolável. Era ao mesmo tempo um tipo de culpa por me sentir tão feliz quando eu não deveria (eu tenho vários motivos pra achar isso, mas graças a Deus eles não são da sua conta) e também a sensação de que aquilo era um momento único e que no mesmo momento em que eu pensava aquilo, ele já tinha acabado, e não voltaria mais, nunca mais, e não havia nada que eu pudesse fazer, e ele estava perdido pra sempre.
Agora vocês podem imaginar o que eu senti quando li Proust e toda aquela história de memória voluntária e involuntária, né? Okay, isso não tem nada a ver...
A outra observação é que por mais que esses momentos tenham se repetido várias vezes, de formas diferentes, as coisas mudaram depois de um tempo e aí eu fico me perguntando: será que as coisas mudaram mesmo como todo mundo costuma achar (tipo "ah, antigamente era muito melhor por isso e isso"... btw eu nunca acreditei muito nisso e acho idiota quem fica usando esse tipo de comentário pra dizer "veja como eu sou diferente e consciente e vivi numa época melhor que a sua". As coisas mudam e se tornam diferentes, só isso. Não são melhores nem piores de um ponto de vista geral - se é que isso existe - além do seu) ou foi só eu que mudei? Óbvio que vocês já sabem a minha opinião. E tudo isso é tão triste, não é?
Outra coisa que eu sempre penso é por que eu estava pensando nisso aos 8 anos de idade? Eu sei que eu tive uma infância dificultosa, mas será que foi o suficiente pra me fazer completamente lesada desde pequena? Depois que eu fui morar com a minha tia (aos 4 anos) eu tive uma infância bem normal: brinquei muito, me machuquei, corri, cantei, nadei em rios, subi em árvores (morar na fazenda na infância foi a melhor coisa da minha vida), andei em tudo quanto é tipo de animal (uma vez tentei montar um bezerro e quase perdi a mão), li, contei e ouvi histórias... mas por dentro - e eu ainda me recuso a acreditar que os acontecimentos anteriores tenham sido os únicos motivos para isso - eu era... eu. O que eu quero dizer com isso é que eu estava completamente perdida e bagunçada. Eu pensava em coisas que uma criança jamais deveria pensar, eu pensava em coisas e tinha medo de coisas que ninguém no mundo merece ter. Eu me preocupava com coisas que eu não deveria ter que me preocupar nunca e pensava em coisas que nenhum ser humano deveria ter que pensar quanto mais uma criança. Por que? Talvez se eu tiver a resposta pra essa pergunta, talvez, um dia, eu consiga ser menos atormentada.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Rilke
Você que nunca chegou
em meus braços. Amado, que estava perdido
desde o começo.
Eu nem mesmo sei que canções
te agradariam. Eu já desisti de tentar
te reconhecer na onda agitada
do próximo momento. Todas as incomensuráveis
imagens em mim - a paisagem distante e profundamente sentida,
cidades, torres e pontes, e desvios inesperados
no caminho,
e aquelas terras poderosas que certa vez estiveram
pulsando com a vida dos deuses -
tudo se eleva dentro de mim para significar
você, que sempre me ilude.
Você, Amado, que é todos
os jardins que eu sempre contemplei,
ansiando uma janela aberta
numa casa de campo - e você quase
saiu, pensativo, para me encontrar.
Ruas em que eu ia parar por acaso, -
você havia acabado de descer e desaparecer.
E às vezes, numa loja, os espelhos
ainda estavam vertiginosos com sua presença e, sobressaltados,
devolveram-me a minha imagem demasiado repentina. Quem sabe?
Talvez o mesmo pássaro ecoou em nós dois
ontem, separados, à noite.
Rainer Maria Rilke
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
À sombra da montanha
Ai, ando pensando um monte de coisas...
Ontem quando fui dormir percebi o quanto eu to baleia. Mais que o normal. E aí, óbvio, pensei "preciso emagrecer, senão como o Agger vai gostar de mim..." (: Enfim, a questão é que eu pensei que precisava emagrecer. Aí, imediatamente depois pensei "Mas se alguém tiver que gostar de mim, tem que gostar de mim pelo que eu sou e não pela minha aparência. Na verdade não existe o gostar 'de mim' se não for aquilo que você é. Você pode se encantar ou ter sua atenção despertada por uma aparência, mas a menos que tenha alguma coisa boa pra preencher a casca bonita, não vale nada. A menos que o cara seja um idiota, óbvio." E aqui várias notas.
1. Eu sei, super clichê, mas é verdade. Inclusive tenho algumas observações muito interessantes sobre clichês no The Prince, mas nada de lá vem pra cá, sorry, a não ser algumas frases isoladas... mas é óbvio que eu posso mudar de ideia, já que é uma regra minha. Nossa, é por isso que minha vida é uma bagunça, eu sou muito... instável.
2. Okay, embora eu realmente ache aquilo, eu ainda quero emagrecer, não por ninguém, mas por mim. Não me sinto bem sendo uma baleinha, embora eu não veja problema nenhum nos gordinhos. Tenho várias amigas lindas que são cheinhas e eu morro de inveja delas, no bom sentido, porque elas não se importam, elas se sentem bem e é isso que vale. Eu não me sinto bem, pronto. Pode ter sido a sociedade capitalista moderna tardia ou a ditadura da moda, whatever, eu queria ser magra, reta, um palito e pronto. Mas não por ninguém, só por mim.
3. (Essa está mais relacionada à nota 2) Eu sei que quando alguém gosta de alguém o peso dela não importa, mas não vamos ser hipócritas aqui. Vocês, meninos, quando vão paquerar alguém, preferem as magrinhas e nem adianta fingir, fiz questão de fazer uma longa observação nesse sentido... (: Há algumas exceções, óbvio, embora eu também tenha notado que depende muito mais da atitude da menina do que propriamente sua aparência ou peso... OH HELL!!! Isso não tem nada a ver com o assunto.
Bem, o ponto é que, ultimamente, ao mesmo tempo que eu não to mais me importando com quase nada, eu estou me irritando muito mais facilmente. Tipo agora, eu poderia citar, no máximo, umas 20 pessoas no mundo todo, incluindo celebridades e falecidos... okay, talvez 40, mas voltando, de tudo e todos que existem no mundo, só 40 seres não estão me irritando agora. Eu odeio tudo e todos neste momento, tudo o que eu vejo à minha volta é inutilidade e gente tosca e, sei lá, gente sem senso que me faz querer sumir. Eu sei que provavelmente vocês pensam a mesma coisa de mim e eu nem sinto muito e afinal quem sou eu pra falar de inutilidades, né? 99% das pessoas que eu conheço acham futebol uma besteira sem sentido, quando é a coisa mais importante da minha vida e o outro 1% mais uns 54% daqueles 99 pensam que se preocupar com elfos, fadas, bruxos, unicórnios, os mortos nas grandes guerras e coisas inexplicáveis é tão inútil quanto passar 90 minutos (ou 120) vendo alguns caras correndo atrás de uma bola*. Sem contar as pessoas que acham ridículo perder tempo com filmes, séries, livros e etc. O que eu acho? Bem... cada um tem suas prioridades e a gente tem que aprender a respeitar, mas respeito é lenda, né... Mas quando eu falo de inutilidade não é nesse sentido. Por mais sem senso que eu ache um gosto de alguém, eu sempre me ponho no lugar da pessoa. Tipo, eu não gosto e não entendo quem se dedica tanto à moda, por exemplo, embora eu ache lindo e tal, mas eu não consigo ver a importância que as pessoas que amam isso vêem, mas aí eu penso "Deve ser como é o futebol pra mim" e aí eu tenho uma noção do que significa e eu consigo respeitar com mais seriedade. Algumas pessoas deviam tentar isso, viu.
Mas o caso é que eu ando extremamente sem paciência e as pessoas me cansam profundamente. Wait, não terminei o que queria dizer lá atrás, o tipo de inutilidade... é que eu não sei explicar, mas é algo do tipo (e talvez eu esteja vendo coisas onde não tenha) todo mundo achar que é melhor que os outros em algum sentido. Eu sei escrever, eu sei inglês, eu tenho amigos, eu tenho namorado, eu tenho pais (acredite, tem gente que esfrega isso na cara dos outros como se fosse um prêmio ou talvez eu seja só recalcada porque os meus abandonaram, vai saber), eu comi pizza, eu moro em São Paulo... e por aí vai... Provavelmente eu devo fazer parte disso, embora seja inconsciente, embora talvez em alguma medida eu seja do tipo que reclama de coisas que eu mesma faço. Talvez o que eu mais odeie seja exatamente as coisas que eu mais faça, mas se assim for, não muda nada, já me odeio o suficiente. O que me leva à suposição de que talvez as outras pessoas façam isso inconscientemente. O fato é que por maior que tenha sido o meu esforço ultimamente (e acreditem tem sido bem grande) em entender certos comportamentos, mais irritada e desesperançada eu fico. Mas eu tenho certeza de uma coisa: eu tenho certeza que eu seria a pessoa que eu mais odiaria no mundo se eu me conhecesse, porque por mais que eu me odeie e tenha consciência da minha insuportabilidade, eu estou com a visão interna da coisa. É diferente. Por isso que eu digo: se alguém aí realmente gosta de mim, de verdade, parabéns e muito obrigada! Você é um herói ou louco/a.
Isso tudo me leva a outro pensamento: o que será que as pessoas pensam? Tipo, tem alguém que eu não suporto; a pessoa é falsa, nojenta, metida, mentirosa e acha que a sensação do mundo. Embora eu não goste dessa pessoa, eu trato a criatura com educação, na maioria das vezes, porque é contra os meus antigos princípios ser deliberadamente e diretamente grossa e mal educada. Vocês devem ter percebido que geralmente eu funciono a base de indiretas, o que é bem desagradável, gostaria de poder dizer exatamente o que eu penso diretamente para as pessoas, mas paciência, acho que isso é um mal geral. Aí eu sempre agi assim com essa pessoa que eu não suporto, o que me faz ser uma pessoa falsa, já que eu estou tratando bem alguém que eu tenho vontade de tratar mal, mas não consigo. Mas é que se a pessoa te fala oi e conversa com você, não ter porque você ser grossa e mal educada, não é? Não é exatamente falsidade. Mas o fato é que tem coisas em algumas pessoas que me fazem desgostar delas e eu sei, não se iludam, que a maior parte dessas pessoas tem o mesmo sentimento por mim. Só que aí eu penso, eu acho essa pessoa metida e falsa e nojenta, mas ela acha isso de mim e ela acha que está certa e eu acho que estou certa, mas no fim, quem está certa? Tudo isso volta à questão já apresentada aqui do ponto de vista e das versões.
Por que tudo tem que ser tão confuso?
Mudando de assunto, acabei de assistir um episódio do Castle em que eles investigam a morte de um cara que "era vampiro"... tinha implante de presas e se vestia de preto e etc... ele desenhava quadrinhos e tinha vários desenhos de uma mulher, como um anjo, mas em cenários de violência... ele desenhava a mulher desde pequeno, mas não era simples imaginação, a mulher existia e o corpo dela tinha sido encontrado dois anos antes desse cara morrer. A mulher tinha morrido 18 anos antes, mas ele já desenhava ela antes de encontrarem o corpo. Não vou contar o desfecho, vai que vocês assistem e tal... Mas meu ponto em tudo isso é: em algum ponto a detetive Beckett fala com um psicólogo e ele fala que o cara deve ter tido algum tipo de contato com algo perturbador, um assassinato, um corpo, etc., quando era pequeno pra se voltar pra esse tipo de desenhos e atividades (ser vampiro e macabro...). Aí pensei "Será que eu vi algum elfo quando eu era pequena pra me voltar para os tipos de atividade em que estou envolvida?" (:
Obviamente os psicólogos tem uma explicação diferente pra isso, mas eu não ligo. A minha é muito melhor.
*Sério, como alguém pode pensar isso?
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Tá, mim não conjuga verbo, E DAÍ?
Mano, eu fico puta com esse povo nojento do twitter que fica corrigindo os outros, achando que é melhor que os outros só porque conhece a norma culta da língua portuguesa.
Ok, amigo, vamos conversar!
Em primeiro lugar você tem que saber que dizer pra uma pessoa 'vai aprender a escrever' é a mesma coisa que dizer para as crianças da África que estão morrendo de fome 'vai comer'. Ou seja, SE ELAS PUDESSEM ELAS JÁ TINHAM FEITO ISSO, RETARDADO!
As pessoas não escrevem errado porque elas querem e quem faz isso, eu aposto, você acha engraçado, não? Agora já passou pela sua cabecinha que se a pessoa tá escrevendo errado é porque ela não sabe e você ficar rindo dela e chamando ela de burra não vai adiantar nada?
Eu sei que se você teve uma formação escolar/acadêmica/whatever esses erros incomodam, me incomodam também, mas isso é problema delas! A não ser que você esteja tentando ajudar de alguma forma, cala a porra da boca!
Mim odeia gente assim!
E aí? Eu acabei de colocar um mim pra conjugar um verbo, vai vir me chamar de burra, analfabeta? Ah, mas dirá você 'mas você sabe que não é assim, você fez de propósito' POIS É AMIGO, ESSE É O MEU PONTO!! AS PESSOAS QUE NÃO FAZEM DE PROPÓSITO FAZEM PORQUE NÃO SABEM!
Eu fico absurdamente indignada. E eu juro que eu preferia ter um filho "burro" que não soubesse escrever direito do que um filho idiota que fica corrigindo os outros!
Você pode saber a diferença entre 'mau' e 'mal', mas aposto que quem não sabe é um ser humano muito melhor que você!
Agora me diz, qual é o seu ponto ao dar pití corrigindo os outros e chamando eles de burro? Melhorar o mundo? Ou simplesmente querer mostrar o quanto você é inteligente e conhece a norma culta do português? Amigo, uma novidade: a norma culta é SÓ UMA das variantes da língua portuguesa. E o fato de você conhecer e outra pessoa não, não faz de você um ser melhor que ela.
Outra coisa: a língua é, antes de tudo, uma forma de comunicação e se você está corrigindo alguém é porque você entendeu o que ela queria dizer e se você entendeu POR QUE TÁ CORRIGINDO? O twitter é uma rede social, não uma tese acadêmica!
Ninguém vira pra alguém e fala "ah, você está sorrindo errado" ou "não é assim que gesticula, seu burro!". Óbvio que se você não consegue entender o que a pessoa tá falando/escrevendo isso é um problema, mas não é esse o caso, né...
Agora se você só faz essas palhaçadas porque você é um amante da língua portuguesa e não quer que ela seja assassinada... VAI TOMAR NO MEIO DO SEU CU! Mais assassinato do que escrever errado é usar a língua como julgamento, preconceituosamente, pra rebaixar os outros, por mais gramatica e ortograficamente correto que esteja!
Bando de idiota!
Nada de aproveitável
Essa noite fiquei pensando um monte de asneiras e, óbvio, não dormi direito... Opa, troquem 'noite' por 'dia'...
Enfim, pensando essas asneiras lembrei de quando eu era bem novinha (uns 7 anos, acho) e estava voltando pra casa da escola, de perua (eu morava no sítio), e aí, sabe Deus o motivo, comecei a pensar em perguntas. Neste dia cheguei à conclusão, no ápice da sabedoria dos meus 7 anos, de que existia dois tipos de perguntas: as que a gente sabe a resposta e as que a gente pode não saber a resposta. Bem, o que eu queria dizer com isso? É que eu achava que perguntas do tipo 'Qual é o seu nome?', 'Quantos anos você tem?' eram os tipos de pergunta que a gente tinha que saber a resposta e perguntas do tipo 'Qual a capital do Suriname?' ou 'Quem é o atual presidente da Rússia?' eram perguntas que eu poderia saber a resposta, mas não tinha obrigação. Cada coisa, né... mas eu me divirto lembrando essas coisas.
Bem... aí ontem eu estava pensando coisas desse naipe, coisas que pra mim tem diferença, embora uma diferença quase imperceptível e talvez inexistente para mentes que estão demasiadamente trancadas.
Por exemplo o possessivo 'meu'. Embora ele tenha um significado claro, de indicar que alguma coisa é minha, me pertence, quando a gente fala, tem uma sutil diferença de um caso para outro. Se você diz 'meu livro', quer dizer que o livro é seu, ele te pertence, você é dono dele. Mas quando você diz 'meu irmão', não quer dizer que ele te pertence... entende? Você não é o dono dele e embora ele seja SEU irmão é diferente do caso do livro.
Outro caso mais interessante ainda: a gente tem mania de falar 'meu livro favorito é...', mas qual o sentido de 'meu' aqui? Assim, eu tenho um Silmarillion (vários, na verdade) e esse é o meu livro favorito. Mas O Silmarillion não é meu, é do Tolkien. Eu tenho um exemplar só... e eu posso dizer que aquele livro é meu, mas a obra O Silmarillion não. Percebem que o 'meu' nesse tipo de frase tem um sentido bem diferente, então a frase 'meu livro preferido' quer dizer 'entre os livros que existem o que é preferido por mim é...'.
Aí pensando nisso pensei na diferença que tem, por exemplo, entre eu dizer 'meu livro' (em relação ao Silmarillion) e o Tolkien dizer 'meu livro'. Legal, né?
sábado, 30 de julho de 2011
Seu Lili
Filho: - Pai, tenho uma confissão a fazer. Sou gay.
Pai: - Ser gay não é pecado pra ter que ser confessado. Mais acertado você me dizer que tem um comunicado. Ou você se sente culpado por ser gay?
Filho: - Não!
Pai: - Ótimo!
Depois de uma pausa...
PORQUE EU PREFIRO TER UM FILHO VIADO DO QUE UM FILHO QUE SE SENTE CULPADO POR SER GAY.
Asas
- Se me der asas, voarei para longe e se me prenderes, morrerei. - E se não te prender, mas também não te der asas?
- Sairei andando sem olhar pra trás.
- Então vou te perder, não importa o que eu faça?
- Não. Eu já estou perdida há muito tempo.
- Então posso te procurar e tentar te encontrar?
- Não.
- Por que não?
- Porque eu vou me esconder até o último dos meus dias.
domingo, 17 de julho de 2011
AHH!!!! VOCÊS ME DEIXAM LOUCA!!!!!
Então, gente, esse post provavelmente vai ser bem confuso e tentarei abordar alguns tópicos que tentarei enumerar aqui pra não me perder muito.
1. Novo filme do Harry Potter
2. Fã de Harry Potter que acha que os filmes são perfeitos.
3. Fã de Tolkien que diminui Harry Potter.
4. Esses filmes e o Oscar.
5. Minha posição literária sobre o assunto.
6. Minha posição como fã.
Okay, isso vai dar tabalho, então tentarei começar apresentando a relação que algumas cabeças fazem por aí, ou melhor, os tipos de grupos que existem por aí.
Primeiro tem o grupo desprezível de gente que acha que Harry Pooter e Tolkien é tudo a mesma coisa e tudo historinha de criança que não merece respeito. Bem, você é um idiota!
Aí tem o grupo de pessoas que gostam das duas obras, mas ainda acham que é tudo a mesma coisa, continua sendo idiota em algum sentido.
Primeiro que NENHUMA obra é A MESMA COISA que outra, mesmo que tenham várias semelhanças. NÃO É A MESMA COISA!
Segundo, quem fala isso demonstra uma falta de conhecimento absurda das duas obras.
Terceiro, vir com esse papinho de literatura infantil ou infanto juvenil é ridículo. Pelo amor de Deus, se você pretende se meter com o assunto pelo menos tenha a decência de saber do que está falando, ou seja, vá ler alguma coisa sobre isso, posso indicar muitas coisas, se quiser.
Então vamos lá, iniciemos os tópicos (se bem que acho que já to me adiantando e confundindo tudo) partindo do preceito de que tanto Harry Potter quanto a obra do Tolkien são obras únicas, que jamais pretenderam ser relacionadas e que ambas são literatura e merecem respeito como obra de arte.
Ok. Tópico número um, então: os filmes.
Os filmes do Harry Potter sempre foram bem fraquinhos, em todos os sentidos. Minha opinião, claro, tem quem ache os filmes incríveis e isso é completamente natural. Mas o que eu quero dizer com "fraquinho em todos os sentidos" é: os filmes não são bons como adaptações e não são bons como obra cinematográfica. Vejam bem, eu adoro o quarto, o sexto e a primeira parte do sétimo e, de certa maneira, os outros também, mas simplesmente pelo fato de ser a adaptação de livros que eu amo. Mas se eu deixar de lado o sentimentalismo (o que é impossível, eu sei) e prestar atenção só no resultado (tanto como adaptação quanto "só filme"), eles são péssimos!
Neste momento, certeza, vários fãs de Harry Potter devem estar me xingando até a sétima geração, mas calma! Eu amo Harry Potter, MUITO, também fiquei triste no último filme e chorei até, mas ele é uma merda!
Tá... não é uma merda, mas sério mesmo que vocês REALMENTE acham que aquele filme merece o oscar de melhor filme? Nenhum sentimentalismo do mundo explica isso. Achar que ele pode ganhar tudo bem, já que a academia é uma piada, mas achar que ele MERECE? Um oscar de efeitos especiais ou outro assim até vai, mas melhor filme? Por favor... Ele não é nem o melhor dos 8.
Aí aqui entra vários pontos complicados.
Não é que eu seja contra a academia premiar filmes do gênero com os prêmios principais, mas é que não merece mesmo! Por exemplo, O Retorno do Rei... MANO! O filme era perfeito! Independente de eu ser doente pelo Tolkien e tal (eu nem acho os filmes uma grande adaptação, embora muito melhores que as do Harry), aqueles filmes são um primor! Talvez se Harry Potter tivesse sido feito por um diretor tão apaixonado pela obra quanto o Peter Jackson era pelo O Senhor dos Anéis os filmes tivessem ficado tão incríveis quanto a trilogia do The Lord.
Eu sei que vocês devem achar que eu digo isso porque eu amo o Tolkien, mas não é! Assiste a porra do filme, compara pra ver, como filmes, só como material cinematográfico... depois diz que eu to errada.
A partir disso mais dois assuntos chatos. Provavelmente os fãs mais ortodoxos de Harry Potter devem estar me odiando. E eu digo, vai tomar no meio do seu cu, eu amo Harry Potter tanto quanto você! Aí eles podem dizer "De jeito nenhum, Harry Potter é minha vida!" Ok! Bom pra você, sem ironias. Eu não tenho culpa se o Tolkien já tinha se apropriado da minha vida antes, mas eu garanto que meu amor por Harry Potter vai bem mais além do que a febre de muitos "fanáticos" por aí.
Não vou fazer uma lista daquelas que fiz no blog de futebol pra provar meu amor por Harry Potter, mas vou dizer só duas coisas pra mostrar que, em momento algum, estou dizendo essas coisas do filme porque tenho implicância com a obra (e eu até estou parando de não gostar da Rowling).
Eu acredito em Harry Potter. Não no sentido bonito e metafórico do termo. Eu acredito de verdade, no sentido "eu sei que Hogwarts existe assim como tudo o que foi contado ali é verdade e o fato de eu não poder ver não significa que seja mentira".
Por que ao invés de se preocupar em acreditar se o filme vai ganhar oscar ou não você não se preocupa em acreditar se o Beco Diagonal está em alguma rua de Londres? Muito mais produtivo!
Outra coisa, eu tenho o símbolo das relíquias da morte tatuado em mim, isso não é brincadeira, é pra sempre! Então por favor, não venha me tratar como se eu fosse uma simples "implicadora", o que eu sou é uma fã exigente que preferia que os filmes tivessem sido bem feitos e não me contento com pouca bosta!
Agora o bicho pega! Fãs de Tolkien que ficam se doendo com Harry Potter e acham que precisam "se defender" e começam a diminuir a obra. Sinceramente, vão se fuder!
Já disse isso várias vezes aqui e no twitter. Tolkien é Tolkien, não tem nem que ser comparado. Você ficar perdendo tempo com esse tipo de comparação só mostra que VOCÊ acha que precisa comparar pra mostrar a superioridde do Tolkien, como se isso fosse uma dúvida. NÃO É! Qualquer pessoa com cérebro que conhece a obra do Tolkien sabe que o que ele fez dificilmente pode ser repetido. Ele é foda, único e pronto! Não estou diminuindo Harry Potter, dentro do que ele se propõe ele é perfeito. E diferente. Não tem nada a ver com a obra do Tolkien a não ser o fato de ambos serem Fantasia. Agora como fã de Tolkien e Harry Potter eu fico puta com "fãs" de Tolkien que começam a dizer que os leitores de Harry Potter são retardados e "menos inteligentes". Ah, vão se fuder!
Tolkien é perfeito? É. Um gênio incomparável? É. Mas as pessoas não são obrigadas a pensar como você e elas tem direito de escolherem o que vão eleger como a sua obra preferida e você não tem nada com isso. Harry Potter não é, em nenhum sentido, literariamente falando, inferior à obra de Tolkien e os leitores de Harry Potter, em nenhum momento, estão ofendendo o Tolkien ou dizendo que ele é ruim ao preferirem Harry Potter. É uma questão de gosto, escolha. Eles preferem o estilo da Rowling ao do Tolkien e pronto! Isso não é problema seu!
Óbvio que tem os idiotas que são fãs de Harry Potter que ficam falando mal do Tolkien, e eu digo: VÃO TOMAR NO MEIO DO SEU CU!
Primeiro, vão ler Tolkien. E como eu disse, vocês tem todo o direito de preferir Harry Potter, mas respeitem o cara que tornou a existência de Harry Potter possível, trazendo a Fantasia pra literatura.
Segundo, olha o que o Tolkien fez! Por mais que eu ame Harry Potter e o ache genial e perfeito, ele é muito menor (no sentido de tamanho mesmo, não de qualidade) que as criações de Tolkien.
Estava pensando ontem que se a Rowling escrever Hogwarts, uma história, o que ela estará fazendo é mais ou menos o que está no "Conto dos Anos", nos apêndices do SdA. Ou seja, ela está infinitamente distante de chegar perto da grandiosidade daquilo que o Tolkien criou. Não porque ela seja pior que ele, é que realmente não dá. Como eu já disse, são obras diferentes e únicas e cada uma delas tem as suas necessidades. A Rowling não precisa fazer o que o Tolkien fez pra ser incrível, ela já é. Então, por favor, vamos parar com a putaria de ambos os lados. Fãs de Tolkien, parem de graça e deixem os fãs de Harry Potter em paz! E fãs de Harry Potter, não sejam ridículos falando mal do Tolkien, fica feio pra vocês!
Eu, com fã de ambos, digo que os dois são incríveis e perfeitos (já fiz um post sobre isso aqui, se quiser entender melhor, leiam). Amo Harry Potter, MUITO, mas minha vida é o Tolkien.
Era mais ou menos isso que eu tinha pra falar.
1. Novo filme do Harry Potter
2. Fã de Harry Potter que acha que os filmes são perfeitos.
3. Fã de Tolkien que diminui Harry Potter.
4. Esses filmes e o Oscar.
5. Minha posição literária sobre o assunto.
6. Minha posição como fã.
Okay, isso vai dar tabalho, então tentarei começar apresentando a relação que algumas cabeças fazem por aí, ou melhor, os tipos de grupos que existem por aí.
Primeiro tem o grupo desprezível de gente que acha que Harry Pooter e Tolkien é tudo a mesma coisa e tudo historinha de criança que não merece respeito. Bem, você é um idiota!
Aí tem o grupo de pessoas que gostam das duas obras, mas ainda acham que é tudo a mesma coisa, continua sendo idiota em algum sentido.
Primeiro que NENHUMA obra é A MESMA COISA que outra, mesmo que tenham várias semelhanças. NÃO É A MESMA COISA!
Segundo, quem fala isso demonstra uma falta de conhecimento absurda das duas obras.
Terceiro, vir com esse papinho de literatura infantil ou infanto juvenil é ridículo. Pelo amor de Deus, se você pretende se meter com o assunto pelo menos tenha a decência de saber do que está falando, ou seja, vá ler alguma coisa sobre isso, posso indicar muitas coisas, se quiser.
Então vamos lá, iniciemos os tópicos (se bem que acho que já to me adiantando e confundindo tudo) partindo do preceito de que tanto Harry Potter quanto a obra do Tolkien são obras únicas, que jamais pretenderam ser relacionadas e que ambas são literatura e merecem respeito como obra de arte.
Ok. Tópico número um, então: os filmes.
Os filmes do Harry Potter sempre foram bem fraquinhos, em todos os sentidos. Minha opinião, claro, tem quem ache os filmes incríveis e isso é completamente natural. Mas o que eu quero dizer com "fraquinho em todos os sentidos" é: os filmes não são bons como adaptações e não são bons como obra cinematográfica. Vejam bem, eu adoro o quarto, o sexto e a primeira parte do sétimo e, de certa maneira, os outros também, mas simplesmente pelo fato de ser a adaptação de livros que eu amo. Mas se eu deixar de lado o sentimentalismo (o que é impossível, eu sei) e prestar atenção só no resultado (tanto como adaptação quanto "só filme"), eles são péssimos!
Neste momento, certeza, vários fãs de Harry Potter devem estar me xingando até a sétima geração, mas calma! Eu amo Harry Potter, MUITO, também fiquei triste no último filme e chorei até, mas ele é uma merda!
Tá... não é uma merda, mas sério mesmo que vocês REALMENTE acham que aquele filme merece o oscar de melhor filme? Nenhum sentimentalismo do mundo explica isso. Achar que ele pode ganhar tudo bem, já que a academia é uma piada, mas achar que ele MERECE? Um oscar de efeitos especiais ou outro assim até vai, mas melhor filme? Por favor... Ele não é nem o melhor dos 8.
Aí aqui entra vários pontos complicados.
Não é que eu seja contra a academia premiar filmes do gênero com os prêmios principais, mas é que não merece mesmo! Por exemplo, O Retorno do Rei... MANO! O filme era perfeito! Independente de eu ser doente pelo Tolkien e tal (eu nem acho os filmes uma grande adaptação, embora muito melhores que as do Harry), aqueles filmes são um primor! Talvez se Harry Potter tivesse sido feito por um diretor tão apaixonado pela obra quanto o Peter Jackson era pelo O Senhor dos Anéis os filmes tivessem ficado tão incríveis quanto a trilogia do The Lord.
Eu sei que vocês devem achar que eu digo isso porque eu amo o Tolkien, mas não é! Assiste a porra do filme, compara pra ver, como filmes, só como material cinematográfico... depois diz que eu to errada.
A partir disso mais dois assuntos chatos. Provavelmente os fãs mais ortodoxos de Harry Potter devem estar me odiando. E eu digo, vai tomar no meio do seu cu, eu amo Harry Potter tanto quanto você! Aí eles podem dizer "De jeito nenhum, Harry Potter é minha vida!" Ok! Bom pra você, sem ironias. Eu não tenho culpa se o Tolkien já tinha se apropriado da minha vida antes, mas eu garanto que meu amor por Harry Potter vai bem mais além do que a febre de muitos "fanáticos" por aí.
Não vou fazer uma lista daquelas que fiz no blog de futebol pra provar meu amor por Harry Potter, mas vou dizer só duas coisas pra mostrar que, em momento algum, estou dizendo essas coisas do filme porque tenho implicância com a obra (e eu até estou parando de não gostar da Rowling).
Eu acredito em Harry Potter. Não no sentido bonito e metafórico do termo. Eu acredito de verdade, no sentido "eu sei que Hogwarts existe assim como tudo o que foi contado ali é verdade e o fato de eu não poder ver não significa que seja mentira".
Por que ao invés de se preocupar em acreditar se o filme vai ganhar oscar ou não você não se preocupa em acreditar se o Beco Diagonal está em alguma rua de Londres? Muito mais produtivo!
Outra coisa, eu tenho o símbolo das relíquias da morte tatuado em mim, isso não é brincadeira, é pra sempre! Então por favor, não venha me tratar como se eu fosse uma simples "implicadora", o que eu sou é uma fã exigente que preferia que os filmes tivessem sido bem feitos e não me contento com pouca bosta!
Agora o bicho pega! Fãs de Tolkien que ficam se doendo com Harry Potter e acham que precisam "se defender" e começam a diminuir a obra. Sinceramente, vão se fuder!
Já disse isso várias vezes aqui e no twitter. Tolkien é Tolkien, não tem nem que ser comparado. Você ficar perdendo tempo com esse tipo de comparação só mostra que VOCÊ acha que precisa comparar pra mostrar a superioridde do Tolkien, como se isso fosse uma dúvida. NÃO É! Qualquer pessoa com cérebro que conhece a obra do Tolkien sabe que o que ele fez dificilmente pode ser repetido. Ele é foda, único e pronto! Não estou diminuindo Harry Potter, dentro do que ele se propõe ele é perfeito. E diferente. Não tem nada a ver com a obra do Tolkien a não ser o fato de ambos serem Fantasia. Agora como fã de Tolkien e Harry Potter eu fico puta com "fãs" de Tolkien que começam a dizer que os leitores de Harry Potter são retardados e "menos inteligentes". Ah, vão se fuder!
Tolkien é perfeito? É. Um gênio incomparável? É. Mas as pessoas não são obrigadas a pensar como você e elas tem direito de escolherem o que vão eleger como a sua obra preferida e você não tem nada com isso. Harry Potter não é, em nenhum sentido, literariamente falando, inferior à obra de Tolkien e os leitores de Harry Potter, em nenhum momento, estão ofendendo o Tolkien ou dizendo que ele é ruim ao preferirem Harry Potter. É uma questão de gosto, escolha. Eles preferem o estilo da Rowling ao do Tolkien e pronto! Isso não é problema seu!
Óbvio que tem os idiotas que são fãs de Harry Potter que ficam falando mal do Tolkien, e eu digo: VÃO TOMAR NO MEIO DO SEU CU!
Primeiro, vão ler Tolkien. E como eu disse, vocês tem todo o direito de preferir Harry Potter, mas respeitem o cara que tornou a existência de Harry Potter possível, trazendo a Fantasia pra literatura.
Segundo, olha o que o Tolkien fez! Por mais que eu ame Harry Potter e o ache genial e perfeito, ele é muito menor (no sentido de tamanho mesmo, não de qualidade) que as criações de Tolkien.
Estava pensando ontem que se a Rowling escrever Hogwarts, uma história, o que ela estará fazendo é mais ou menos o que está no "Conto dos Anos", nos apêndices do SdA. Ou seja, ela está infinitamente distante de chegar perto da grandiosidade daquilo que o Tolkien criou. Não porque ela seja pior que ele, é que realmente não dá. Como eu já disse, são obras diferentes e únicas e cada uma delas tem as suas necessidades. A Rowling não precisa fazer o que o Tolkien fez pra ser incrível, ela já é. Então, por favor, vamos parar com a putaria de ambos os lados. Fãs de Tolkien, parem de graça e deixem os fãs de Harry Potter em paz! E fãs de Harry Potter, não sejam ridículos falando mal do Tolkien, fica feio pra vocês!
Eu, com fã de ambos, digo que os dois são incríveis e perfeitos (já fiz um post sobre isso aqui, se quiser entender melhor, leiam). Amo Harry Potter, MUITO, mas minha vida é o Tolkien.
Era mais ou menos isso que eu tinha pra falar.
domingo, 10 de julho de 2011
Coisas que fazem (TODA) a diferença
Esse é um daqueles posts em que eu não posso ser 100% sincera, porque não posso falar sobre isso que queria. Mas algumas coisas fazem toda a diferença. Eu até desconfiava, mas tive certeza por esses dias... enfim!
Hoje à noite to indo pra Portugal. Volto em outubro. Mudar um pouco de ares, quem sabe eu melhoro um pouco né? (:
Muito obrigada a todos os lindos que me desejaram boa viagem. Beijo pra vocês.
Queria dizer mais coisas, mas tenho um monte de coisa pra arrumar ainda e to sem internet em casa... ):
Adeus, pois!
Hoje à noite to indo pra Portugal. Volto em outubro. Mudar um pouco de ares, quem sabe eu melhoro um pouco né? (:
Muito obrigada a todos os lindos que me desejaram boa viagem. Beijo pra vocês.
Queria dizer mais coisas, mas tenho um monte de coisa pra arrumar ainda e to sem internet em casa... ):
Adeus, pois!
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