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I hate everything, except some things

domingo, 7 de agosto de 2022

A poem to some of my favorite books

Canta-me a Cólera - ó deusa! - funesta de Aquiles Pelida.

I have been asked to tell you about the back of the north wind.

Todavía recuerdo aquel amanecer en que mi padre me llevó por primera vez a visitar el Cementerio de los Libros Olvidados.

Marina me dijo una vez que sólo recordamos lo que nunca sucedió.

There are neither beginnings nor endings to the turning of the Wheel of Time.

When Mary Lennox was sent to Misselthwaite Manor to live with her uncle everybody said she was the most disagreeable-looking child ever seen.

Un escritor nunca olvida la primera vez que acepta unas monedas o un elogio a cambio de una historia.

Tinham dado onze horas no cuco da sala de jantar.

O primeiro nevão aparecera com o anúncio do inverno; e durante dias não cessou a dança fantástica dos flocos brancos na distância raiada do horizonte.

In a hole in the ground there lived a hobbit.

When Mr. Bilbo Baggins of Bag End announced that he would shortly be celebrating his eleventy-first birthday with a party of special magnificence, there was much talk and excitement in Hobbiton.

There was Eru, the One, who in Arda is called Ilúvatar; and he made first the Ainur, the Holy Ones, that were the offspring of his thought, and they were with him before aught else was made.

Rían, wife of Huor, dwelt with the people of the House of Hador; but when rumour came to Dor-lómin of the Nirnaeth Arnoediad, and yet she could hear no news of her lord, she became distraught and wandered forth into the wild alone.

When I wake up, the other side of the bed is cold.

Estamos a nove quilômetros da linha de frente.

Quando abri os olhos, vi o vulto de uma mulher e o de uma criança.

Eduard - assim chamaremos um rico barão no auge de seus dias - havia passado a hora mais bela de uma tarde de abril em seu viveiro de plantas com o fito de enxertar ramos ainda frescos em caules novos.

Como estou feliz por ter partido!

Chovia naquela noite, uma chuvinha fina e murmurante.

O médico sai do quarto nº 122.

This must be so difficult for you, Meredith.

The late twentieth century has witnessed a scientific gold rush of astonishing proportions: the headlong and furious haste to commercialize genetic engineering.

The late twentieth century has witnessed a remarkable growth in scientific interest in the subject of extinction.

I see it from the motorway.

Jack Torrance thought: Officious little prick.

If you really want to hear about it, the first thing you'll probably want to know is where I was born, and what my lousy childhood was like, and how my parents were occupied and all before they had me, and all that David Copperfield kind of crap, but I don't feel like going into it, if you want to know the truth.

The terror, which would not end for another twenty-eight years - if it ever did end - began, so far as I know or can tell, with a boat made from a sheet of newspaper floating down a gutter swollen with rain.

My name is Danny Orchard.

Like the brief doomed flare of exploding suns that registers dimly on blind men's eyes, the beginning of the horror passed almost unnoticed; in the shriek of what followed, in fact, was forgotten and perhaps not connected to the horror at all.

Once upon a time, long ago and far away in a tiny town beneath a purple peaked pine tree.

Eulália começou a morrer na terça-feira.

Licinho morava no subúrbio da cidade grande, numa casa pequena e feia, espremida entre outras casas pequenas e feias, numa rua chamada Arbusto.

O pai de Caneca chamava-se Pedro e era latoeiro.

It was night again, the Waystone Inn lay in silence, and it was a silence of three parts.

It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife.

As matas que rodeiam a chácara são imensas, azuladas de longe e cheias de segredos.

Depois da aventura na Ilha Perdida, as crianças passaram uma temporada sem novidades.

The dragon Saphira roared, and the soldiers before her quailed.

My name is Mary Katherine Blackwood.

Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda.

Cumpridos dez anos de prisão por um crime que não pratiquei e do qual, entanto, nunca me defendi; morto para a vida e para os sonhos; nada podendo já esperar e coisa alguma desejando - eu venho fazer enfim a minha confissão: isto é: demonstrar a minha inocência.

Lyra and her daemon moved through the darkening Hall, taking care to keep to one side, out of sight of the kitchen.

Esta inscrição encontrava-se na porta envidraçada de uma pequena loja, mas, naturalmente, só tinha este aspecto quando, do interior sombrio da loja, se olhava para a rua através da vidraça.

This is a story about something that happened long ago when your grandfather was a child.

The Mole had been working very hard all the morning spring-cleaning his little home.

Nossa longa viagem para a pátria dos filósofos começou em Arendal, uma antiga cidade portuária no Sul da Noruega.

Tanta luz esa mañana y el cielo limpio, con apenas alguna mancha blanca en el azul cálido, más parecida a un rastro de humo que a una nube.

On February 5, 1976, the Ten O'Clock News on New York's Channel Five announced it was doing a series on people who claimed to have extrasensory powers.

Na hora de um quente pôr do sol primaveril, surgiram dois cidadãos em Patriarchi Prudý.

La primera vez que Jean-Claude Pelletier leyó a Benno von Archimboldi fue en la Navidad de 1980, en París, en donde cursaba estudios universitarios de literatura alemana, a la edad de diecinueve años.

domingo, 31 de julho de 2022

A realidade tá de piada com a minha cara

 Gente, eu vim contar essa história porque to IN-CON-FOR-MA-DA.

Quando eu era mais nova, sempre tive pressão baixa. Tipo, muito baixa. Quando chegava a 11 eu passava mal de estar alta. Inclusive, uma vez fui doar sangue e caiu pra 6, fiquei delirando lá falando que o Sirius Black tava me esperando lá fora na motocicleta e eu tinha que ir. Tudo bem.

Aí em 2006, e lembro do ano porque foi o dia que assisti Satyricon e tinha prova de sociolinguística, eu passei mal e fui parar no médico. Aí falei pra enfermeira "minha pressão deve ter caído". Eu tinha muito isso isso porque, como era muito baixa, se baixava um pouquinho eu já passava mal. Ela foi medir e tava 14 e alguma coisa e eu lá "OH MY GOD THAT'S IMPOSSIBLE!!!" (ainda bem que ela não deu o sal que pedi antes de medir). Enfim, esse foi o primeiro dia que fiquei sabendo que tinha pressão alta. A partir daí só foi piorando, né. Fui ficando mais velha, mais gorda, mais sedentária... então, desde 2006, eu oficialmente saí do "pressão baixa" pro "pressão alta". Ok.

Ao longo dos anos, tive umas crises feias, de ficar 19 e o mais baixo que conseguia era um 15. Na época, não tinha como ir no cardiologista (POBREEEE e o postinho ficava remarcando), então tomava uns remédios que me indicavam, tipo, losartana, hidroclorotiazida, etc, mas, MAS, me fazia muito mal. Acho que misturando com os outros remédios que eu já tomava, deu ruim. Um tempo depois (quando descobri o Pronto Saúde), quando pude pagar um cardiologista, fui e expliquei a situação. Ela me passou um remédio ótimo, que não me fazia mal e controlava a pressão, tomei uns 6 meses e, como não precisava de receita, eu guardava a caixinha pra lembrar do nome porque, sabe Deus o motivo, eu não conseguia guardar o nome daquele remédio especificamente. A pessoa lembra a escalação da seleção brasileira de 1994 e não consegue consegue guardar o nome da porcaria de um remédio (o que é bem estranho, pra mim, maria-farmácia). A questão é que um belo dia joguei a caixinha fora e guardei a cartela que estava tomando pensando "ah, vou conseguir ler aqui".

Amigos... pra alguém que toma tantos remédios, há tanto tempo, eu sou um desastre pra tirar comprimido de cartela. Já teve situação de eu chorar porque não conseguia (acontece ainda). Bem, o ponto é que, obviamente, não consegui ler o nome do remédio e aí fiquei sem. Marquei uma consulta com a cardio e, TCHARAMMM, pandemia. Os médicos não atendiam ninguém, a menos que fosse caso respiratório ou "essencial". Sim, inclusive fiquei sem psiquiatra nessa época, revoltadíssima, porque, aparentemente, eu conseguir existir não era essencial, mas tá bom... aí parei de tomar o remédio, né... me dava umas crises de vez em quando, mas aí eu tomava o losartana. Fazia mal se eu tomasse continuamente, mas se eu tomasse só uma vez por semana não fazia tããããoo mal. Tipo, o mal que fazia era aceitável perto do mal da pressão alta. Mas, comecei a ter vários problemas e pensei "não vai ter jeito, vou ter que ir na cardio de novo pra voltar a tomar aquele remédio que esqueci o nome.

E chegamos a 2022.

Como eu disse, eu tomava o losartana de vez em quando, mas acabou e não comprei mais e esqueci completamente que tinha pressão alta. Esqueci que quando tinha aquelas dores de cabeça horrendas podia ser a pressão. Passava mal, achava mil desculpas "ah, foi aquilo que comi! ah, eu não dormi! ah, blá blá blá". E o Fer sempre falava "é a pressão, eu tenho isso e é sempre a pressão". E eu "nããão, é diferente de quando tive as crises, isso não é pressão, não." Aham.

Aí chegou um fim de semana que fui no mercado no sábado. A vergonha, meu pai. Não tava muito bem, mas dava pra ir no mercado. Quando cheguei no caixa, passando a compra, me deu um trem. Falei pra caixa "moça, eu vou desmaiar, acho que minha pressão caiu" (a piada, mas vamos combinar, pressão baixa e pressão alta se parecem muito). Ela me sentou e segurou e foi buscar um copo de água. Assim que ela saiu, vomitei tudo, ew. Na máscara, no chão, foi nojento. Aí passei mal o fim de semana inteiro e o Fernando "é a pressão". Na segunda eu tinha psiquiatra, aí falei "tá bom, vou marcar a cardio". Fui já passando mal. Até que foi bom porque me encorajou a marcar a médica. Marquei pra duas semanas depois, era quando tinha. Aí voltei pra casa e tinha que ir na farmácia comprar meus remédios psiquiátricos, mas eu tava passando muuuuito mal já nessa hora, mas fui mesmo assim porque pensei que, pelo menos, podia medir a pressão na farmácia e ver se era isso mesmo.

Aí vem a vergonha número dois em 3 dias. Cheguei lá, tava na fila esperando minha vez e tremendo, gelada. A atendente olhou pra mim e perguntou se eu tava bem. Falei "não moça, acho que é a pressão". Não falei alta ou baixa porque vai saber, né... aí ela me sentou, trouxe água, etc, e foi medir a bendita. 20 por 10. VINTE POR DEZ. Aí todo mundo da fila "chama a ambulância, leva pra UPA". E eu "não, gente, calma" e todo mundo me acudindo e falando e perguntando que remédio eu tomava... enfim, expliquei a situação meio por cima, disse que tinha marcado a cardio já, só precisava de alguma coisa pra controlar até chegar na consulta. A moça chamou o farmacêutico e ele me fez tomar um captopril. Foi tipo atendimento de UPA mesmo, você não sai até a pressão baixar. Fiquei uma hora lá e queria ir pra casa, deitar, estar em casa. Falei "moça, já tá 18 já, eu moro perto, deixa eu ir embora". Aí ela me fez comprar o remédio que eu tinha tomado e falou que era pra tomar se tivesse uma crise, mas nunca tomar todo dia, sempre deixar um dia de espaço. O-kay.

Vou pra casa. Como odeio muito passar mal assim (quem gosta, né? mas eu fico muito mal quando vomito, pra mim é o fim do mundo), mudei alimentação, comi "saudável" um dia e continuei passando mal. Pensei "quer saber, se vou passar mal de qualquer jeito, pelo menos vou comer o que quero" ou, nesse caso, comer o que é mais fácil. Eu como de tudo, amo salada, legumes, fruta, etc, mas o trabalho de fazer tudo isso comparado com a facilidade de assar um pão de alho, sabe... Mas, eu tinha o remédio lá que o cara tinha passado, então um dia sim, um dia não, tomava o negócio, imaginei que teria que tomar até ir no médico e ela me passar meu remédio salvador.

O detalhe aqui, que é muito importante, é que eu tirei dinheiro do cu pra ir nesse médico. Tive que deixar de comprar coisas essenciais pra pagar esse inferno de consulta, mas fiz. Chega no dia da consulta, faz eletro, faz não sei o que, mede a pressão...

Médica: ah, mas tá tudo certo, tá tudo bem com você, sua pressão tá ótima. 11 por 8.

Eu: Moça, eu quase morri, chegou a 20 e eu tenho problema de pressão alta desde 2006.

Médica: vamos fazer uns exames então.

Eu: ok.

Gente, minha indignação começou aí. Fazia 17 anos que minha pressão não chegava a 11. DEZESSETE ANOS. Mas naquele dia, o dia da consulta, 11. E não é como se eu não medisse pressão constantemente nesses 17 anos. Como, aparentemente, as duas opções do meu corpo são "muito baixa" ou "muito alta", eu tinha que medir. Nunca, NUNCA, desde 2005, minha pressão chegou a 11. A última vez que medi e tava 11 foi em 2005. Vocês entenderam. Mas pensei "com os exames essa biscate de pressão não vai conseguir disfarçar, né?" HAHAHAHAHAHAHA

Primeiro, fiz o tal do MAPA lá. 24 horas medindo a pressão de meia em meia hora. Ok. Depois fiz os exames de sangue. Na sexta-feira, recebo o resultado do MAPA. *insira emoji de carinha de palhaça aqui*. POR 24 HORAS MINHA PRESSÃO FICOU PERFEITA E QUANDO EU DIGO PERFEITA EU QUERO DIZER TIPO ATLETA DE ALTO NÍVEL.

Eu ri, é claro que eu ri. Não que eu quero estar doente, já tenho doença demais, mas, tipo, EU SEI que tenho pressão alta, todo mundo sabe que eu tenho pressão alta, 15 dias antes desse exame eu quase morri de pressão alta e só por esse motivo eu gastei dinheiro que não tinha pra ir no cardiologista, pra voltar a tomar um remédio decente e parar de passar mal. Mas aí vem esse exame e fala "não, não, não tem absolutamente nada de errado com sua pressão lol". Tá.

Aí, hoje, voltei na médica com o resultado de todos os exames. Gente... ai ai... pela primeira vez na MINHA VIDA meus exames de sangue não apresentaram nenhum problema. 0. Nada errado comigo fisicamente. Sem colesterol (sempre tive colesterol), sem anemia, sem falta de vitamina, nada, nada. Essa parte dos exames de sangue eu fiquei até feliz, mas gente, eu to, assim, desacreditada que isso aconteceu, EU NUNCA, NUNCA estive tão saudável assim. Duvido, sinceramente, mas, milagres acontecem, sei lá. MAS EU TO PASSANDO MAL TODO DIA! CONTINUO TENDO QUE TOMAR O CAPTOPRIL e não tem nada de errado. HAHAHAHAHAHA!

Aí...

Médica: não posso te receitar remédio pra pressão, você não tem nenhum problema de pressão, essa é umas das melhores medições que já vi.

Eu: moça, isso é piada, né?

Médica: não, realmente.

Eu: não é porque o captopril tá controlando?

Médica: não, não tem nada a ver. Esses exames que você fez são o teste de ouro da medicina pra identificar problemas de pressão alta e você absolutamente não tem esse problema.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Aí pra terminar ela disse que não é pra eu medir a pressão quando eu passar mal porque senão eu vou estar impressionada e vai alterar????????????????????????????????? OI???????? COMO QUE NÃO ALTEROU NOS EXAMES ENTÃO? COMO ESSES EXAMES DERAM RESULTADOS TÃO PERFEITOS???

De novo, fiquei feliz com o exame de sangue, mas to INDIGNADA com essa pressão filha da puta! Eu não quero ter pressão alta, mas, gente, EU TENHO. Hoje eu passei mal, tomei o captopril e to super de boa agora.

Aí entra outra questão: eu to me sentindo COMPLETAMENTE LOUCA. Várias coisas aconteceram que me deixaram essa impressão ultimamente (até comentei com a Jaini, o André e o Fer) e, pra ser sincera, é um dos sintomas das minhas doenças mentais, tipo, duvidar da realidade e tal. E agora eu to "gente?? eu inventei esse problema de pressão todos esses anos? Criei na minha cabeça porque eu sou louca? Todas as vezes que fui segurada na UPA porque a pressão tava muito alta eu inventei? Aquele dia na farmácia??? Todas as vezes que o Fer mediu e queria me levar pro hospital na hora???"

Olha, vou falar, se eu inventei minha pressão alta um monte de gente participou dessa loucura comigo. Não me conformo.

NÃO ME CONFORMOOOOOO!

terça-feira, 5 de julho de 2022

Hello HELLO - It's Stranger Things Time

 Eu sei, eu sei, todos vocês estão morrendo de saudade.

HAHAHAHAHAHAHA, eu sou muito engraçada.

Na verdade, eu to querendo escrever faz tempo, mas, aparentemente, ligar o computador é trabalho demais pra mim e, como eu disse anteriormente, traumatizei com escrever no celular depois dele deletar meu post lindo de 10 dias. Tem tanta coisa que eu quero falar (nossa, que novidade!), mas acho que hoje quero comentar Stranger Things. Vocês sabem... quando fico obcecada, fico obcecada. Eu assisti as 4 temporadas 5 vezes no último mês. Hell, eu to assistindo nesse exato momento. Como vocês sabem, às vezes eu fico mais caótica que o normal, então vou simplesmente fazer alguns comentários aleatórios de achismos e informações que fui anotando nas várias assistidas. Acho que não consigo escrever um texto coerente e bonitinho, então vai assim mesmo.

P.S. Não vou comentar os dois últimos episódios da quarta temporada porque só assisti uma vez e tava muito emocionada pra prestar atenção e fazer anotações. Tirando esses dois últimos episódios, vai ter spoiler, provavelmente, então, se não quiser saber, pare de ler aqui, ou não, sei lá, faz o que você quiser.

Ia dividir por temporada, mas percebi que vou fazendo relações e não iria funcionar, então vou inventar partes.

Sobre Will:

- Bem, óbvio desde o começo que ele é importante. O Demogorgon vai atrás dele e ele sobrevive no Upside Down um tempão??? Depois, na segunda temporada, é "possuído" pelo Mind Flayer e sobrevive. A ligação dele com o Upside Down fica explícita em todas as temporadas.

- Na primeira temporada, a Joyce descreve o Will exatamente como o Victor Creel vai descrever o Henry na quarta temporada. Claro, no último episódio teve dicas mais óbvias dessa relação, mas, como disse, não vou comentar os dois últimos.

- Eu tenho uma impressão fortíssima desde sempre que o Will é filho do Hopper. Agora, minha suspeita cresceu, mas não tenho nada de provas, só um sentimento mesmo.

- Na primeira temporada, El parece assustada ao ver a foto de Will. Dá a entender que é porque ela reconheceu ele, mas, de novo, achismo, parece ter algo mais. Ela também põe um mago pra representar o Will no Upside Down. Na segunda temporada tem um episódio que chama Will The Wise e, na quarta, Vecna é descrito como um mago.


Sobre Hopper:

- Outro achismo, acho que o Hopper tem algum tipo de super força, poder, sei lá. Acho que ele falar do Agent Orange na quarta temporada e, vamos combinar, tudo que ele passou sugere isso.

- Ele repete ao longo das quatro temporadas que acha que é amaldiçoado.


Sobre Eleven:

- Na verdade todas minhas anotações e dúvidas sobre a El foram respondidas no episódio 8 da quarta temporada, então vamos deixar pra lá. Exceto que... eu acho que ela é filha do Henry Creel. Puro achismo.


Sobre Henry:

Oooooh boi

- Dá a entender que ele foi o primeiro, em Hawkins, a ter contato com o Upside Down. Mas o poder dele é ligado ao Upside Down desde sempre ou só facilitou a conexão?

- Bem óbvio, mas o Mind Flayer tem a forma das aranhas do Henry e, na segunda temporada, as aranhas que a 008 faz o carinha lá ver são idênticas a do Henry. (Lembrando que a 008 fugiu do laboratório entre 1978 e 1979 porque ela está lá quando a mãe da El aparece, mas não está no massacre de 79. Foi o Henry que ajudou ela a fugir? Será que ele tentou antes com outras crianças o que fez com a El ou é só coincidência? Lembrando também que a 008 fala pra El exatamente o que o Henry fala, de usar uma memória que a deixa com raiva para potencializar seu poder).

- Por que o Henry não mata o Dr. Brenner no massacre?

- Na cena da casa Creel, em 1959, dá a entender que o que salvou o Victor foi a música e sabemos que realmente deve ser porque funciona depois de novo, mas... foi o próprio Henry que ligou o rádio? Por que ele ofereceria a "defesa" ao pai? Pode ser que naquela altura ele não soubesse, claro. E, nisso, entra outra pergunta: no discurso do Vecna/Henry pra El e Nancy ele diz que quase se esgotou porque não sabia os limites dele e tal e dá a entender que ele tava tentando matar o pai, né? Pelo menos tenho essa impressão. Mas depois ele diz que o pai foi culpado pelos assassinatos, como ele desejava...? Afinal, ele queria o pai morto ou preso?

- Também no discurso dele ele diz que os pais fizeram coisas horríveis. O que o pai fez fica óbvio, já que ele vê o bebê queimando. Também sabemos que as coisas que as vítimas de Henry/Vecna vê tem a ver com coisas em seus passados que os atormentam, mas com a mãe dele, não fica claro o que ela fez de horrível, já que a alucinação dela é ver as aranhas que, como sabemos, está ligada ao Henry. Ela fez alguma coisa pra ele no passado ou é só o fato dela ter chamado o médico porque ele era diferente?

- E, gente, o que a pobre da irmã dele via???? Ela é uma criança, o que ela tem no curto passado dela que a atormenta? (Infelizmente consigo imaginar várias respostas aqui graças a experiências pessoais, mas não acho que se aplica aqui).


Sobre Eddie:

- Primeiro, I love him.

- Segundo, na sua cena inicial ele fala algo parecido ao que o Henry fala sobre se conformar a normas artificiais, etc.

- Quando ele tá conversando com a Chrissy, ele diz que quando eles se conheceram, no ensino fundamental, ele tava diferente, com o cabelo raspado. Vi, depois, na internet, que há uma teoria de que ele seja o 010. Não sei... mas achei interessante quando ele cita o fato do cabelo.


Datas importantes:

- Os acontecimentos com os Creel acontecem em 1959.

- Eleven nasce em 1971.

- Em 1978 a mãe da El decide procurá-la no laboratório. (Por que ela demorou sete anos?)

- Em 1979 aconteceu o massacre do laboratório.

-Em 1983 o portal é aberto. Os acontecimentos da primeira temporada se iniciam em novembro.

- Os acontecimentos da segunda temporada se iniciam em outubro de 1984.

- Os da terceira temporada se iniciam em junho-julho de 1985 (embora a parte dos russos fazendo o teste e falhando, no início, é de 1984).

- Quarta temporada se passa em março de 1986.


Fatos aleatórios que me chamaram a atenção:

- As (quatro) badaladas do relógio não é novidade apresentada na quarta temporada. No fim do episódio 3 da segunda temporada e no episódio 2 da terceira temporada elas também aparecem de forma evidente.

- Lucas cita o hospício Pennhurst (onde Victor Creel está internado) na primeira temporada quando diz que a El veio de lá.

- A questão da Guerra Fria, M K Ultra e todas as merdas de americanos, né...


Referências/citações de outras obras:

- Joyce fala de assistir Poltergeist na primeira temporada.

- Jonathan tem o poster de Evil Dead no quarto.

- Suzy tá lendo Earthsea.

- Neverending Story, of course.


Referências/citações que eu imaginei devido a certos interesses individuais:

- Hawkins fica em Indiana, como Pawnee, de Parks and Recreation e na terceira temporada tem um diálogo entre o Dustin e o Steve que é idêntico ao da Leslie e Ben quando ele (Ben/Dustin) diz "You are burning up" e eles (Leslie/Steve) respondem, meio delirando "YOU are burning up".

- Tem duas falas icônicas de Jurassic Park na série. Na terceira temporada o prefeito falando "Spared no expanses" e, na quarta, o Argyle falando "Hold on to your butts". 

- Tem as inúmeras referências a filmes/livros de terror, mas não vou falar sobre isso em detalhes porque tem milhões de vídeos espalhados pela internet comentando isso. Mas destaco meus queridinhos que me fizeram gritar "AI, GENTE, É TAL COISA": Amityville, óbvio, na história dos Creel. Hannibal, na cena que a Nancy e a Robin visitam o Victor no hospício.


Referências/citações específicas de coisas específicas que eu sou viciada:

1. Tolkien:

- Mirkwoord (nome que os meninos dão pra floresta onde o Will desaparece).

- Radagast (senha que a Joyce usa pra entrar na cabaninha do Will).

- Weathertop (nome que o Dustin dá pro lugar onde ele instala o rádio dele).

- Riddles in the Dark (episódio 5 da primeira temporada, mas não lembro exatamente o contexto porque anotei aqui só quando aparece e só lembro de ser os meninos conversando).

- E as citações diretas de Mordor e o condado pelo Eddie na quarta temporada e os meninos dizendo pro Hopper na primeira temporada de onde tiraram o nome Mirkwood.


2. It (livro):

- Bem, tem as obviedades das obviedades que é a semelhança entre Hawkins e Derry, as crianças e até as datas, tipo, em It, nosso querido Pennywise volta a aterrorizar Derry em 1984-1985, mesmos anos da segunda e terceira temporada de Stranger Things. Outra é que o furdunço da família Creel acontece em 1959, mesmo ano dos furdunços das crianças de It. E a terceira temporada se inicia com os russos em 28 de maio de 1984 (lembrando que a quarta temporada estreou dia 28 de maio) e essa é a data em que o Mike faz as ligações em It.

- Bob Newby conta pro Will a história do palhaço que ele tinha medo e quando ele o imita com a frase "You want a balloon?" ele parece demaaaaais o Pennywise. E, lembrando, que Bob (Grey) é um dos nomes que o palhaço de It se apresenta.

- Os meninos discutindo o fato de o Mind Flayer ser um ser super antigo... I MEAN PLEASE!

- Na terceira temporada o lugar que o Billy é possuído pelo Mind Flayer chama Steelwork Brimbor e em It temos a tragédia de Kitchener Ironworks.

- A região em que fica Hawkins chama Roane e, vamos combinar, não tem como não lembrar da lenda de Roanoke que o King adora citar em suas obras, inclusive It e Storm of the Century.

- OS NOMES! Como alguém que está relendo It enquanto assistindo Stranger Things OH MY GOD


Olha, gente, sinceramente, poderia ficar comentando mais um milhão de coisas porque eu to viciada, como vocês podem ver, mas to cansada e tem muita gente comentando as coisas mais óbvias, então vou pular, mas só pra deixar o óbvio mais jogado: os relógios, a questão temporal, as músicas, os números, a psicóloga da escola and so on...

Nossa, escrevendo isso percebi porque amo Stranger Things. Eles juntam fantasia e terror, duas das coisas que mais amo. Ai, Ai...

Bem, se mais alguém que gosta da série quiser comentar e conversar, comentem aí. Por enquanto to só que atormento a Jaini com tudo isso hahaha (e tentando atormentar o Fer também).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

12 ANOS

Eu só vou dar um oi de aniversário porque eu traumatizei de escrever post no celular. Última vez tava há uns 10 dias escrevendo, um post lindo, enorme e meu celular deletou tudo.
Então é isso! Feliz aniversário, blog!

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

out of the blue and into the black

Eu quero escrever sobre várias coisas. Mas não vou. Porque eu já escrevi sobre todas elas um milhão de vezes. Nem posso usar meu recurso favorito de simplesmente fazer uma lista porque isso também já fiz até cansar.
Não sei o motivo dessa repentina necessidade de originalidade, mas no fundo é só porque to cansada mesmo. Nada muda. E quando muda, é pra pior. Pra que vou tentar me expressar de forma diferente se não importa como eu digo, eu sempre digo a mesma coisa? Chego sempre à mesma conclusão? E ninguém me escuta. Ninguém nunca me escutou.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

11 ANOS DE BLOG!!!

Gente, finalmente um aniversário que consigo escrever aqui!
Esse blog é uma zona, é verdade. Mas não deixa de ser interessante minhas mudanças de humor, objetivos, certezas, etc, ao longo desses 11 anos. Imagino que deveria ter vergonha de algumas coisas, mas não tenho. Vc pode entrar aqui e ver as merdas que andavam pela minha cabeça em tempos variados e isso é muito mágico. Pelo menos pra mim. Claro que ninguém mais vai querer saber o que eu estava pensando dia 09/12/2009. Mas eu gosto de lembrar. No entanto, ver o processo cíclico da minha decadência é um pouco perturbador, mas é o que tá tendo, né?! Mas ver que sempre volto ao mesmo ponto negativo, piorando a cada vez, não me dá muita esperança de futuro.
Gosto de lembrar também que o Liverpool ganhou a Premier League. Por que to dizendo isso? Porque é verdade.
Em 2009 eu achava que o mundo estava ruim, claro, mas gente! Temos realmente que dar valor ao que temos porque de uma hora pra outra pode ir tudo pro espaço. Menos vc. A menos que vc seja um astronauta... eu não sou.
Repetição é algo sempre ruim? Ou a repetição de uma coisa boa cansa do mesmo modo que uma coisa ruim? Quais as chances de tudo na nossa vida estar conectado? Quantas coincidências são possíveis antes de ficar esquisito e um pouco assustador?
Bem, feliz onze aninhos, meu blog lindo!!! “Mas Mirane, ninguém mais lê blog”. Isso não é problema meu, vou continuar escrevendo mesmo assim.
Ah! E num fiz promoção pq ninguém participa e aí eu fico triste.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

"Nothing is ever really lost to us as long as we remember it" *

Eu já fiz um post parecido com esse. Novidade. Mas é que toda vez, TODA VEZ, que leio The Lord as andanças dos hobbits no começo me lembram minha infância. Sim, minha vida foi um desastre atrás do outro, mas também teve muita coisa boa. E coisas ruins.
Tinha pensado em escrever um texto sobre minhas caminhadas pelos matos da vida, que até hoje me trazem uma sensação de paz, mas aí relembrando isso me lembrei de muito mais coisa e quero falar sobre tudo. Mas é muita coisa e eu ando meio incoerente esses dias, então vou simplesmente enumerar lembranças, pulando as piores partes, óbvio, porque ninguém merece. Ordem mais ou menos cronológica.
  • tomar vacina no postinho com a minha vó;
  • tela quente passando na tv da casa da minha vó;
  • eu vestindo uma camiseta enorme da minha mãe;
  • minha mãe grávida;
  • eu e a Paula rodando o mundo na casa da minha vó com as motocas, logo de manhãzinha, quando eles iam visitar a gente;
  • os vizinhos;
  • eu indo morar na fazenda com meus tios;
  • jogo da seleção passando na tv;
  • a casa da fazenda;
  • o pé de manga na entrada;
  • a casinha do poço;
  • o girau;
  • os periquitos;
  • Snoop;
  • ir "do outro lado";
  • brincar nas taperas;
  • ler a coleção do Cachorrinho Samba inteira no pé de mixirica;
  • escrever "Quico" (A montanha encantada), meu primeiro crush ficcional, na madeira da minha cama;
  • meu amor pelo ursinho Ted;
  • ir no Seu Jão pegar poncã;
  • andar pelos matos e pastos;
  • pescar na represa;
  • nadar na represa;
  • as cobras;
  • Veinho matando a sucuri gigante com a foice;
  • Seu Donizete matando a jararacuçu dourada e colocando ela em exposição no pasto;
  • a cascavel no alpendre;
  • o pai da Denize me chamando de "Mirage"
  • o bambuzal;
  • aquela folhinha que eu arrancava do bambu e comia;
  • a horta;
  • a porteira;
  • eu pegando flor do pé e passando aquele "leite" na boca porque era meu batom;
  • eu comendo tudo direto do pé;
  • buscar carne no barracão;
  • sacos de coquinho;
  • o banheiro no meio do quintal, que era um buraco no chão;
  • andando de bicicleta no quintal;
  • aquela grama verdinha que tinha entre a casa e a casinha do poço, que eu amava;
  • as bonecas do demonho que a Paula tinha no quarto dela;
  • os bonecos do fofão;
  • eu esquecendo o Blaublau no para-choque do carro lá fora;
  • eu perdendo o Blaublau embaixo da roupa que foi recolhida do varal e morrendo de chorar;
  • quando a gente ia na vila e eu comprava sunday de morango no seu Horácio, mas não tomava tudo porque tinha que levar pro Blaublau;
  • aí ele enchia de formigas;
  • minha tia fazendo bolo de milho e colocando em cima do freezer porque eu era uma draga e queria comer tudo, aí eu não conseguia ver o bolo, mas minha mãozinha ia pegando mesmo assim, até que fui pegar mais um pedaço e tinha comido tudo;
  • minha tia fazendo batida de abacate e eu querendo mais e minha tia perdendo a paciência e fazendo um liquidificador cheio só pra mim e eu tinha que beber tudo. eu bebi e queria mais;
  • como eu era desnutrida?
  • o dia que subimos no pé de goiaba e ele caiu e todo mundo na "colonha" fazendo doce de goiaba;
  • a Dalva tirando piolho da minha cabeça o dia todo no alpendre;
  • a Paula e a Dalva me ensinando a escrever;
  • minha primeira redação, sobre uma vaca;
  • ir pra escola na perua;
  • o casamento da Dalva no barracão;
  • quando o tio Divaldo ia pra lá e a gente colocava a mesa embaixo das árvores;
  • eu, a Jéssica e o Jefferson descendo feito doidos os morrinhos;
  • o pote de bolacha de nata;
  • "Little Anne";
  • a gente tudo na sala e minha tia contando histórias;
  • os pensionistas;
  • o dia que ganhei um pianinho de presente e tava toda metida, colocando ele na cabeça dentro do carro pra todo mundo ver;
  • a jiboia no pé de goiaba "no meio do caminho"; 
  • eu indo dormir na cama da minha tia;
  • quando a gente ia nas festas em outras fazendas e eu brincava feito uma louca e depois dormia no colo da minha tia;
  • quando era normal chegar notícia que fulana tinha "fugido";
  • ir pra vila na carroceria do caminhão;
  • pegar o dicionário de inglês e ficar procurando palavra sendo a minha primeira "trator";
  • Vamp;
  • Os trapalhões;
  • brincar no meio dos pés de mandioca fingindo que era floresta,
  • subir no pé de nhambu e furar o olho;
  • Collor;
  • ficar conversando com o inspetor no recreio porque mais ninguém na primeira séria queria falar sobre futebol comigo;
  • o dia que dissociei na escola (ninguém sabia o que era isso na época, nem eu) e chorei feito uma condenada porque achava que minha tia ia morrer (mas não contei pra ninguém porque tava chorando);
  • chamada oral de Geografia;
  • os professores querendo me mandar pra quarta série quando tava na primeira porque ficava atrapalhando os outros alunos e nunca, nunca, calava a boca;
  • Seu Jair;
  • Pedrina;
  • Profa. Eliana;
  • Seu Júlio;
  • tabelinha do banheiro;
  • João Santana;
  • todos os meus amigos de escola e eram MUITOS (muitos deles na minha vida até hoje);
  • Luiz Fernando nascendo;
  • Luiz Fernando andando pela primeira vez (comigo) perto do pé de manga;
  • meu pesadelo em que estava presa no pé de manga e monstros vinham me pegar;
  • o dia que coloquei detergente no café do Neguinho (e apanhei);
  • mudar pra vila;
  • colocar roupas velhas da tia e ficar cantando Chitãozinho e Xororó com o Luiz Fernando;
  • o medo que eu tinha daquele buraco de água na oficina;
  • quebrar o pulso porque corri pra escola;
  • tirar o gesso antes da hora porque tinha festa;
  • Caio nascendo;
  • brincar de restaurante com a Carol;
  • Jefferson me ensinando a comer pão amassado;
  • as festas de aniversário da cidade;
  • as festas de Reis;
  • ir pra praça e ficar virando estrela;
  • ir na venda pra minha tia e ir virando estrela o caminho todo;
  • o papagaio do demonho da Keila e do Cleiton que me atacava na rua;
  • a gente jogando futebol;
  • eu apaixonada pelo Ronaldo;
  • as brigas entre palmeirenses e corinthianos na cidade;
  • os desfiles do gavião do Seu Osvaldo;
  • eu apaixonada pelo Roberto Carlos (jogador);
  • rolar no monte de terra vermelha no terreno em frente de casa;
  • seriguela na Ana;
  • comprar coxa de frango frita no Padrinho Antônio; 
  • ir pra Barbosa;
  • beber leite direto da teta da vaca pra caneca;
  • cajamanga;
  • jaca;
  • jabuticaba;
  • eu montando um bezerro e caindo;
  • todos os primos lá;
  • o dia que fomos pra Barbosa e o tio e a tia estavam num casamento e nós fomos atrás (convite pra quê?) e aí meu tio contando que a fazenda era do Roberto Carlos e eu morrendo;
  • a prainha;
  • ir visitar a vó em Cassilândia;
  • a balsa;
  • uma vez que fomos na casa de alguém no Mato Grosso e passamos em cima de uma cobra enorme;
  • as benzedeiras;
  • eu passando talco na cara pra tirar oleosidade;
  • comícios;
  • merenda da escola;
  • visita do Covas;
  • aulas de teclado com a Eliade (que lembro até hoje);
  • ir pra casa da Deuvania no sítio, morrer de ler turma da mônica e depois ir pra casa da Flávia;
  • entrar em qualquer buraco com água porque, né? o que tinha na cabeça?
  • ir na casa da Lucinéia;
  • casamentos;
  • andar de patins;
  • andar de bicicleta;
  • correr no campo;
  • a rádio da cidade, que a Solange cuidava, e a gente ficava pedindo Sandy e Junior e Só Pra Contrariar;
  • as escadarias da igreja;
  • as formaturas;
  • meu primeiro beijo atrás da igreja;
  • o dia que a Dalva perguntou por que eu não lavei a panela de pressão e eu disse que era porque ela era muito grande e aí ela respondeu "fulano também é grande e você não tem problema pra beijar ele";
  • festivais da canção;
  • encontros de jovens;
  • a primeira vez que teve rivalidade na política na cidade e surgiu um grupo de neo-nazis;
  • festas juninas, em que eu sempre dançava alguma coisa;
  • teatro de A espada era a lei;
  • teatro de Mudança de hábito;
  • TITANIC;
  • Segunda Guerra Mundial;
  • minhas dublagens;
  • Paula indo pra faculdade;
  • mudança para Birigui;
  • primeiro dia de aula e o Corinthians tinha perdido o Paulista pro São Paulo;
  • eu aprendendo a andar de ônibus;
  • eu indo a pé pra escola;
  • trabalhando no escritório;
  • Seu Pedro;
  • JN;
  • brincando de esconde-esconde nos caminhões;
  • medo do fantasma do Hitler;
  • subir no teto do posto e ver o sol se pondo;
  • ir na casa da Elenice e andar a cavalo pelas "florestas";
  • a avenida;
  • cerveja no saquinho pra fingir que era guaraná;
  • Julie;
  • eu fazendo a Julie dormir cantando Britney Spears;
  • Judite;
  • refeitório;
  • Jéssica e Thaila em casa, nós rindo feito loucas, indo ao parque e inventando uma língua;
  • o dia que eu e a Thaila gastamos o dinheiro do ônibus e aí fomos a pé pra casa e, pra cortar caminho, tentando subir no barranco da linha do trem e caindo; 
  • Copa de 98;
  • primeira tentativa de suicídio;
  • BACKSTREET BOYS;
  • segunda tentativa de suicídio;
  • meu pai perguntando se eu estava grávida ou usando drogas pra querer me matar;
  • grupo de jovens;
  • igreja; 
  • teatro;
  • Deise e Ivan;
  • ensaios e shows;
  • curso de teledramaturgia;
  • O SENHOR DOS ANÉIS;
  • Itápolis;

Ok, cansei. Lembrar cansa. Talvez mais outro dia. Saudade de muita coisa... e ainda tem tanta, TANTA coisa.

* L. M. Montgomery

segunda-feira, 20 de abril de 2020

MAMA

Okay, peoples! Hora de post considerado polêmico por algumas pessoas e que eu falho miseravelmente em entender o porquê.
Nossa, nem sei como começar. Bom, então... quero dizer que esse post teve origem devido a uma pessoa em particular que vem enchendo meu saco com isso por uns dois anos já. Fora a cobrança social, mas com isso eu não ligo 99% do tempo.
Vamos lá.
Sim, quando eu era criança e adolescente, eu sonhava em ser mãe, em ficar grávida. Mas isso mudou. E, não, não mudou por falta de oportunidade, sua linguaruda. Eu realmente, do fundo do meu coração, prefiro morrer a ter um filho. Bom, mas eu prefiro morrer a qualquer coisa então isso não conta muito... mas o caso é... eu prefiro, hmm... ver o Palmeiras campeão do que ter um filho? Sim, com certeza. Até o United. Quero dizer, eu tenho que ver de qualquer jeito, né... pelo menos vejo sem ter uma cria. Mas, aqui, cabe alguns esclarecimentos.
Gente, de maneira nenhuma quero desrespeitar as mães ou as crianças. Sinceramente, acho lindo uma pessoa estar disposta a mudar a vida dela pra acomodar uma pessoinha. Ou mesmo se engravidou por acidente, mudar tudo pra essa chegada inesperada. Não tenho nada além de respeito e admiração. Mas, e isso vale só pra uma meia dúzia, para de ser um pau no cu!
Não vem na minha cara romantizar sua gravidez por acidente porque eu e todo mundo sabe muito bem que você preferia estar biscateando por aí. E não tem nada de errado nisso. Biscateia mesmo! E, veja só, você pode biscatear depois de ter filho também! Mas aí vir com conversinha de "ai, foi a melhor coisa que me aconteceu" EU DUVIDO. DUVIDOOOO. Claro, você se sente na obrigação de falar isso, né... e que bom que, daqui há uns anos, quando seu filho/filha estiver grande e ler todos os seus posts do quanto ele/ela é a melhor coisa da sua vida, isso vai fazer dele/dela uma pessoa amada e feliz. E isso é maravilhoso, mas não vem diminuir a vida dos outros só porque você deu cria e os outros não??? Bom pra você, sabe... YAY! Mas você não é a última bolachinha do pacote só porque pariu.
Primeiro, nem vou entrar na discussão de "maternidade é um conceito que foi socialmente criado e não um sentimento inerente ao ser humano". Acredite no que você quiser. Mas chega a ser desrespeitoso com quem adota, por exemplo. E daí que a criança não saiu da barriga da pessoa. É menos filho por causa disso? A mulher é menos mulher por não ter parido ou por não querer parir? Sério? Eu me considero muito mais humana que minha mãe. Ela pariu duas crias e largou no mundo. Pra quê? Eu pelo menos não estou jogando em cima de ninguém o fardo de viver.
Agora, claro, que eu não devo explicação nenhuma da minha vida pra ninguém, mas eu gosto de escrever e hoje estou entediada, então vou contar pra vocês porque mudei de ideia.
Um dos primeiros motivos foi o filme "Um grande garoto" (About a Boy). Assistam, é muito bom. Não vou dar spoilers, mas, olha, foi um choque assistir aquele filme, porque até ali eu queria ter filhos. Mas eu percebi, com aquele filme, que seria de um egoísmo absurdo de minha parte ter um filho com os problemas mentais que eu tenho. A maioria de vocês sabe do que estou falando. Eu não tenho condições psicológicas para ter uma criança. Sim, no filme, tudo acaba bem. Mas aquilo é ficção, não é vida real. Eu sei como eu sou, eu sei dos meus problemas e eu sei que a chance de qualquer melhora é mínima porque eu estou em tratamento desde os 15 anos. Tenho quase 36 agora e... oh boi... eu só piorei. Já conheci pessoas com depressão que me falaram que ter um filho ajuda e que "mudou a minha vida". Mas, 1. eu não tenho só depressão e 2. eu não quero ter um filho pra me curar??? Que diabo de mãe eu seria se resolvesse ter um filho só pra me sentir melhor? Voltarei nesse ponto.
O caso é que, quando eu queria ter filho, eu queria ter porque eu queria ser a melhor mãe do mundo. Eu achava que quando eu crescesse eu teria um emprego lindo e uma casa e um marido e então eu poderia dar tudo para minha criança. Ai ai... sim, claro, tudo isso é fruto dessa sociedade machista que espera que nós, mulheres, estejamos aqui pra casar e ter filhos. Meu cu.
Mas, tá. Aí não queria mais ter filho. Mas seeeeempre quis ficar grávida. Tipo, acho a coisa mais linda do universo. Aquele barrigão lindo e... sei lá, mulher grávida é uma coisa maravilhosa. Então por um tempo eu realmente considerei engravidar e depois dar o bebê pra adoção. Mas eu JAMAIS conseguiria fazer isso, eu sei. Se tivesse acontecido de eu ficar grávida, eu ia tentar fazer o meu melhor pra ser uma boa mãe. Graças a Deus não aconteceu.
Aí eu fui crescendo mais, quer dizer, ficando mais velha... parei de crescer faz tempo... e aí comecei a pensar "quem, em sã consciência, decide trazer um ser vivo pra esse mundo???". Tipo, olhe em volta??? olha esse hospício que a gente vive... hoje mais ainda... sério que você acha uma boa ideia trazer um ser humano pro meio disso? Ainda penso isso, mas tenho noção de que esse é um pensamento individual pessimista marcado pelas minhas experiências ruins. Mas volta e meia penso "pra que vc quer ter um filho? status? por que apesar de todo o seu discurso feminista vc também acha que o papel da mulher na sociedade é procriar?" Sei lá... se acontece e vc decide ter o filho, eu entendo perfeitamente. Mas querer? Tipo, tentar ficar grávida? E trazer um ser humano pro mundo? Gente, desculpa, eu não entendo. Eu sei, nessa parte aqui eu estou sendo bem chata, mas só estou dizendo o que eu penso. Eu não sei o que aconteceu que me fez ter essa aversão a ser mãe, mas olha... se vc me perguntar do que eu mais tenho medo no mundo, minha resposta é: ficar grávida. E é muito estranho porque eu ainda acho que ficar grávida é lindo e deve ser uma experiência incrível, mas o pensamento de ser responsável por uma vida além da minha me aterroriza mais que a morte. Tipo, eu precisei de anos de tratamento pra conseguir ter um gato??? Agora dois. E eu sei que quem é mãe me odeia por isso, mas eu considero minhas gatas minhas filhas, sim, e eu passo noites sem dormir de preocupação. Às vezes penso "o que eu tinha na cabeça? eu não tenho condição de cuidar de um ser vivo!", mas aí a Mer me olha com aquela carinha fofa dela e meu coração derrete. E eu imagino que deve ser algo assim, talvez mais intenso ou não, com um ser humano, mas eu não consigo imaginar. Ontem a Mer apareceu com a boca machucada e a Fin está com um arranhão nas costas. Eu já não consegui dormir, chorei, rezei, desejei que pudesse morar em um lugar em que elas não saíssem de casa (meu sonho). Mas elas são gatos. Se um dia eu mudar pra um lugar sem acesso à rua elas vão estranhar, mas depois acostumam. A Mer quase nem sai mais. Mas você não pode fazer isso com um ser humano. Você não pode prender seu filho com vc pra sempre por mais que vc queira e é por isso que eu admiro muito muito muito quem escolhe ter um filho. Eu jamais conseguiria existir sabendo que minha cria um dia estaria por aí nesse mundo estúpido.
Então, assim... eu tenho noção de que minha decisão de não ter filhos e de achar egoísmo por parte das pessoas querer ter filhos é uma consequência da vida de merda que eu tive, mas eu entendo seu lado. De algum jeito eu realmente entendo. Por exemplo, uma professora que trabalha com o Fer quer muito ter filhos e ela engravidou e perdeu o bebê. Nossa, quando o Fer me contou, e até agora, meu coração dói. Deve ser uma das piores coisas do mundo porque eu já tive muito medo disso. Antes, quando queria ter filhos, tinha pesadelos de que não podia. Minhas histórias de quando eu tinha 11, 12 anos, eram de mulheres que queriam ser mãe e não podiam. Meu maior medo era que quando eu finalmente tivesse um filho e fosse feliz e não quisesse mais morrer, então eu morreria. Aquela novela da Globo lá, da Betina, que morreu no parto, me traumatizou. Mas tudo isso mudou. Infelizmente ou não, eu mudei e agora eu não tenho a mínima vontade de ter filhos. Na verdade tenho medo. Mas isso não quer dizer que não goste de crianças. Amo meus sobrinhos e sobrinhos-netos (sim, sou tia-avó). E tenho uma admiração enorme por você que por livre e espontânea vontade decidiu criar uma vida, mesmo que eu não entenda o sentimento. Ou você que ficou grávida por acidente e decidiu ter o filho. Vocês são muito fodas e eu desejo do fundo do meu coração toda a felicidade do mundo pra você e seus filhos.
Mas...
Então... não me venha dar uma de abençoada e única pessoa realizada do mundo porque você pariu. Sim, eu tenho certeza que deve ser uma experiência mágica e única. Mas sabe o que também é? Ir ao Anfield ver o Liverpool jogar. Ir ao Wolvercote Cemetery ver o túmulo do Tolkien e sentar no banquinho verde. Ler O senhor dos anéis. Defender uma tese de doutorado. Eu não sou nem um pouco melhor que você porque tive experiências diferentes das suas. O que quer dizer que ter parido uma cria não te faz melhor que eu ou qualquer outra pessoa no mundo, seja por escolha ou não. E quando você começar a falar merda no meu facebook de que "mulher que não tem filho não sabe o que está perdendo" eu vou ligar o meu botãozinho da maldade e mandar vc tomar no cu e cuidar da sua vidinha enquanto eu durmo até às 17h sem nenhum compromisso ou obrigação. Claro, eu sou inútil, mas livre, leve e solta, meu amor, e não tem uma gota de arrependimento aqui. Enquanto vc tá aí trocando fralda suja eu to aqui sendo linda, pintando meu cabelo de rosa e assistindo meu time fazer 4-0 no Barcelona. E, na minha opinião, minha vida é muito melhor que a sua, mas eu não fico no facebook te falando isso, né?
Ok, eu fui bem chata aí no fim, mas meu DEUS como irrita gente que... gente. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

You'll Never Walk Alone

O aniversário de dez anos do blog foi em dezembro e eu não consegui vir escrever alguma besteira de comemoração. E eu tenho um milhão de coisas pra escrever, mas hoje, eu vou falar de outra coisa, que na verdade não chega a ser outra, mas definitivamente não é o que você estava esperando.
Quem me acompanha há alguns anos sabe do meu amor por futebol e pelos meus dois times, Corinthians e Liverpool. Quanto ao Corinthians não tive muito o que reclamar nos últimos anos: Brasileirão, Libertadores, Mundial, Brasileirão, Brasileirão... sem contar os Paulistinhas e supercopas.
Mas aí tinha o Liverpool, o gigante esquecido, o maior campeão inglês, o inglês com mais Champions, um dos maiores clubes do mundo. O gigante que tentava resgatar as glórias das décadas de 70 e 80, que, pra mim, eram só histórias e lembranças. Passar tardes assistindo a final da Champions de 77, 78, 81 e até a de 2005, mais próxima, mais heroica, que dava uma certa esperança. Mas a realidade era bem difícil. 
Tropeços após tropeços... vem Roy Hodgson, não acontece nada. Time horrível, Liverpool na segunda parte da tabela.
Aí vem o Rei: King Kenny. As coisas pareciam melhorar, boas contratações, título da Copa da Liga... mas no campeonato era sorte estar entre os oito primeiros. Na verdade esse era o objetivo: SER OITAVO. Isso me incomodava, mas era o que dava pra fazer, né. Aí perdemos a Copa da Inglaterra pro Chelsea e bye bye King Kenny!
A briga começou, pra mim, antes de eu olhar para aquela cara odiosa. COMO ASSIM a FSG achava que o caminho para melhora incluía o técnico do Swansea? Mas eu dei várias chances a ele, várias e ele só fodia o time. É claro que estou falando de Brendan Rodgers. O cara que colocava um time apático em campo e dizia ter sido "outstanding", o cara que teve a coragem de dizer (em um jogo que perdemos por 3-0, com todos os gols no primeiro tempo) que pelo menos a gente teve um "clean sheet" no segundo tempo. O cara que começava a temporada dizendo que o objetivo do time era se classificar para a Champions League e não conseguia.
Mas aí, um ano, ele conseguiu classificar o Liverpool pra Champions League. E o que ele fez? Poupava jogadores na Champions para jogar o campeonato, cujo objetivo era... se classificar pra Champions League.
Minhas memórias do facebook não me deixam esquecer toda a raiva, todo o ódio que eu sentia por esse traste. Nem vou mencionar as questões particulares e como ele se desfez de todos que significavam alguma coisa para o clube. Ele é treinador de time pequeno e o Liverpool NÃO É um time pequeno, independente da fase. Como diria nosso grande Shankly, e que se aplicava perfeitamente ao tempo que passamos com o Brendan Rodgers "Aim for the sky and you'll reach the ceiling. Aim for the ceiling and you'll stay on the floor." Era a gente, mirando o telhado e ficando no chão, num ciclo sem sentido e eu chorei e chorei porque eu achava que aquele era o fim. Estávamos condenados à mediocridade e viveríamos apenas de lembranças.
E então veio o Klopp. Chorei de novo, dessa vez de alegria. Um técnico de verdade, que entende o clube que ele está assumindo. E ah... como entende... Não falo isso porque ele já chegou mudando a mentalidade do clube ou porque levou a gente a duas finais logo de cara. Ele entende porque provavelmente o que ele falou primeiro foi "o objetivo é ganhar".
No campeonato? Ganhar.
Na Champions? Ganhar.
Nas Copas? Ganhar.
E foi assim que ele começou. Teve problemas, lógico, mas agora tudo tinha mudado. O objetivo não era ser "um dos" mas sim "O".
E nós fomos.
O campeão da Champions.
O campeão da Supercopa Europeia.
O campeão do Mundo.
E no campeonato? Que é, neste momento, o título mais importante para nós?
Líder. 16 pontos de vantagem. Com um jogo a menos.
Hoje, o Liverpool é, de novo, considerado o melhor time do mundo e não só porque a gente ganhou o Mundial. E estou vivendo isso. Eu não tenho palavras. Todas as vezes que o povinho da ESPN tem que dar mais uma boa notícia do Liverpool eu lembro da satisfação na cara deles de quando éramos uma piada na Inglaterra. Hoje, eles têm que engolir. O Liverpool voltou ao seu lugar de direito e tenho certeza de que não pretende sair tão cedo.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Eles podem não existir, mas são reais

Eu tava pensando como algo que não é real pode existir. Geralmente usamos os termos “ser real” e “existir” como se fossem sinônimos. Tipo “não se preocupe, Pedrinho, dragões não existem, eles não são reais”. Mas não são. Claro que isso leva a toda uma discussão filosófica sobre o que é real ou mesmo a uma discussão simples sobre a definição de dicionário de “real”. Não importa. Só queria dizer que, às vezes, coisas que são reais não existem e coisas que não existem são reais. Se dragões não são reais, por favor me explique como já li milhões de páginas sobre eles?

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Só pensando

Eu devia estar dormindo. E digo isso realmente querendo dizer exatamente isso; não é somente um jeito de começar um post que, aposto, já usei antes. Mas, enfim, não estou dormindo e estou aqui pra falar de uma coisa que já foi falada muitas vezes e que eu queria muito poder acreditar.
Estava pensando como minha vida está uma merda. Super gorda, sem pescoço, com papo, uma barriga do tamanho de uma grávida de 8 meses (sem exageros), sem cabelo, com a cara cheia de espinhas, sem trabalho, sem dinheiro, sem vida social e sem nenhuma utilidade para o universo. Não estou me diminuindo aqui, isso foi uma descrição. E, no entanto, nada disso devia me fazer pensar que meu único caminho é morrer, pois nada disso me define. Por que eu tenho menos valor só por ser gorda ou pobre? Falhei aos olhos da sociedade? Sim. Mas que se dane a sociedade. Eu já tenho doenças demais pra lidar e não to a fim de adicionar “ligar para o que os outros pensam”. Mas aí vem “o que eu penso” e o que eu penso é que tudo isso me faz me sentir horrível, inútil, completamente descartável. Eu sei que eu fui condicionada a me sentir assim. Não tem um dia em que alguém ou alguma coisa não jogue na minha cara o fracasso que eu sou. Mas eu não devia ligar, certo? Certo. Mas infelizmente eu ligo.
Então estou aqui, um balão gigante cheio de espinhas, tentando me convencer de que não preciso ser diferente do que sou para ter valor e falhando miseravelmente. Como sempre.

domingo, 3 de março de 2019

Ou

Olha, se tem uma coisa que me incomoda é essa mania de “ou”. Isso ou aquilo. Eu não sou uma pessoa de “ou”, sou uma pessoa de “e”.
Gato E cachorro. Lua E sol. Montanha E praia. Chá E café. Pink E preto. Dia E noite. Frio E calor. 
E, sinceramente, meio que me irrita gentes com muitos ous. Tudo bem, cada um tem suas preferências, mas a vida é mais do que meras dicotomias e, ao contrário do que nos fazem acreditar, não temos que escolher entre uma coisa ou outra, nós podemos ter os dois, três, quanto quisermos. 

domingo, 27 de janeiro de 2019

O que as palavras fazem quando não estamos olhando

- Em outubro de 1823, Maria Ana contou ao seu irmão que sua melhor amiga planejava mudar sua preferência quanto ao sabor de sorvete que ela sempre pedia.
- Quê? Por que ela tá falando isso?
- Porque ela quer. Qual o problema?
- Mas o que ela disse não faz o mínimo sentido. Ela é louca?
O amigo o encarou por alguns instantes, sem entender, até responder:
- Não. O que exatamente está te incomodando? Não estou entendendo.
- Cara, do nada ela começou a falar essas coisas nada a ver...
- Sim, e daí?
- Não faz sentido!
- Por que não?
- Por que não? Como assim por que não? Que diabo de irmão e sorvete... você entendeu alguma coisa do que ela falou?
- Sim, eu entendi tudo o que ela disse, você não? Ela foi bem clara.
- Clara? Meu Deus!
- Mano, qual seu problema?
- MEU problema? MEU? Qual o problema de vocês? Não tem nada a ver...
- Nada a ver com o quê?
- Com nada!
- Você é confuso.
- Eu? Ela fala um monte de coisas sem motivo nenhum e eu que sou confuso?
- Qual o seu motivo para estar falando?
- Não importa!
- Se o seu não importa, por que o dela importa?
-Porque não é... normal. Não faz sentido.
Todos riem.
- Amigo, eu acho que você tem problema, sério. As pessoas nunca precisaram de motivos pra falar e nunca houve necessidade de "sentido".
- Como assim? O que tá acontecendo aqui?
- Mercado do Peixe de Amarica, 1942.
-Sim, realmente.
- Como na ilha de Isoto.
- Mas nada para comprar sapato.
- Ameixas!
O homem olha assustado ao seu redor para as pessoas que estão conversando quando uma moça se aproxima e sussurra em seu ouvido:
- Você está estranhando porque acha que não há conexão alguma entre as palavras e as frases, mas a verdade é que há conexão demais.
Ele a olha confuso e desesperado e ela continua:
- E a verdade, amigo, assim como nos pastos de Rá, é que nada importa, nada importa, nada importa.

Sou linda

Gente, eu juro que eu tinha algo pra falar quando peguei o computador, mas aí ele demorou uma hora pra ligar - literalmente - e eu acabei esquecendo.
Bom, primeiro, wow! Faz quase um ano que não escrevo aqui. Um monte de coisa aconteceu e, quem diria!, eu mudei. Um pouquinho, pelo menos.
Ah, não, vou parar com esse negócio idiota de ficar me diminuindo "sou feia, sou gorda, sou chata"... sou gorda mesmo, e daí? Isso não me impede de ser uma princesa.
Devido ao meu condicionamento social, lógico que eu prefiro ser magra, mas comer é muito bom e eu já sofri demais pra me privar de coisas boas da vida.
É fácil? De jeito nenhum. É muuuuuito difícil, mas todo santo dia quando eu acordo eu me olho no espelho e penso MARAVILHOSA! Na maioria do tempo eu não me convenço, mas continuo tentando, todo dia, porque gente pra me colocar pra baixo é o que mais tem e eu não vou ajudar.
Claro, tem a porcaria das minhas doenças mentais e eu estou lidando com elas como posso, mas eu parei com a auto depreciação. Me achar linda, inteligente, maravilhosa é a melhor resposta que posso dar para todos que desejaram meu mal por tanto tempo (cof cof, "família").
Sou linda, sou doutora, tenho um monte de Tolkienzinhos, amigos, a gata mais linda de todas e um emprego que eu amo. Sim, amo. Nunca imaginei que suportaria ser professora, mas agora não consigo me imaginar fazendo outra coisa. A área pode mudar: português, história, física, etc., mas ser professora foi uma das melhores surpresas da minha vida. Sabe aquele dito (que não sei muito bem como é, vejam só) "ame o que você faz e não precisará trabalhar um dia de sua vida", ou algo assim? Pois é. Acho que mesmo se ganhasse na loteria e não precisasse trabalhar nunca mais ainda assim gostaria de dar aula.
Enfim, finalmente me desapeguei de algumas coisas que antes achava essencial e percebi que tudo que tenho é tudo que preciso. Sonhos, desejos, objetivos, todos temos, mas pela primeira vez na minha vida eu estou vivendo o que tenho e não um ideal inalcançável.
Então é isso. Sou linda. Se ache linda/o também e que se dane os padrões sociais.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

I was going to write something

but then I decided to love my cat instead.
I can do both of course. but I rather not to.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

RESULTADO DA PROMOÇÃO

Bem, ninguém além do Fer participou, então...
PARABÉNS, FER!
Prêmio a caminho e a gente vai tirar umas fotinhas pra matar todo mundo de inveja.
Beijos. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

I am drunk, I drink beer, won't you dance around with me ou Promoção 4, a última

Hey hey hey!
E chegamos ao último post da promoção. E, adivinha só, ninguém liga.
Quer saber? Nem eu. Mas eu não vou dar uma de chatonilda como da última vez. O prêmio tá comprado e é perfeito. Que se dane. Meu blog é lindo e se você não está lendo quem tá perdendo é você. :)
Então, vamos lá.
A última fase da promoção, que é essa aqui, é responder às 10 questões que colocarei abaixo.

LEMBRANDO:
* Só estará participando quem respondeu a todas as perguntas (deste e dos outros posts)
* A promoção se encerra às 00:00 do sábado, dia 09/12/2017
* Vou publicar o resultado quando eu quiser
* Quem escolhe o vencedor sou eu e, sim, é subjetivo, mas também tem como critério:
- correção das respostas (em que isso se aplica)
- criatividade
- sinceridade (enfeitar resposta pra me engambelar não adianta)
* Se entendeu a referência do título deste post ganha 1 ponto

PERGUNTAS:

1. Se tudo fosse perfeito e o mundo lindo e você pudesse correr por campos verdejantes pela eternidade, qual seria a raiz quadrada de uma melancia?

2. Se você fosse o chefe do universo, de que cor pintaria o céu?

4. Se você tem dois tamanduás, qual o nome da sua girafa?

3. O sentido da vida não é 42.

5. É frio ou calor?

6. Você teria notado que os números três e quatro estão invertidos se eu não tivesse falado?

7. Quem é mais fofo, um Velociraptor ou um T-rex?

8. Você só pode lembrar de algo que esqueceu, mas como lembrar de algo que você esqueceu? 

9. Se os sentimentos são conceitos - e substantivos - abstratos, como saber ao certo se eles realmente existem?

10. Se todas as histórias terminam do mesmo jeito, por que algumas são consideradas alegres e outras tristes?

BOA SORTE!

domingo, 22 de outubro de 2017

A caipirinha de morango com tequila ou PROMOÇÃO 3

Oeee
Não, eu não estou bêbada.
Embora seja cinco e pouco da manhã de um domingo sem jogo do Corinthians (inaceitável) e eu tenha acabado de fazer uma caipirinha de morango com tequila. Como dizem, a noite é uma criança. E eu sou uma adulta irresponsável. YAY.
O que eu tenho pra falar? Sério? Você vai me perguntar isso? Aqui?
Não tenho nada para falar. É só um daqueles dias em que quero escrever. Podia tá escrevendo o resumo do meu capítulo, escrevendo um dos meus três livros ou até meu projeto de pós-doc, mas não. To aqui.
Estar aqui é como a caipirinha de morango. É necessário? Não exatamente, mas eu quero, então que se dane.
Com certeza vou me repetir de algum jeito porque não tenho nada novo pra falar.
Exceto uma coisa, que eu não posso falar.
Oh! Vamos brincar de mistério!
Vou escrever em código.

Why do you call me?
When you know I can't answer the phone

I don't believe that anybody
Fells the way I do, about you now
There are many things that I
Would like to say to you but I don't know how

Fuck you, fuck you very very much

Does it help?
No it doesn't help at all

Ok, chega disso. O mistério acabou.
Tá chovendo e eu queria encontrar um meio de expressar o sentimento da frase "a vida não tem o mínimo sentido" com outras palavras para fazer as pessoas entenderem. Ir além das palavras, essas já não servem mais. É por isso que a gente gosta de ficção. É o único lugar onde as coisas fazem sentido, mesmo quando não fazem. Você sabe o que esperar da ficção. Talvez não antes de abrir o livro ou de começar o filme, mas as coisas vão se organizando de um jeito que você acaba se preparando para o que está por vir, mesmo que seja surpreendente.
Na vida, não. É tudo uma bagunça. Não importa o que você fez ou deixou de fazer, suas escolhas não importam, o caminho que você escolheu seguir não importa. Nada importa. As coisas só acontecem. E quando você fica mais velha e acha que tá pegando o jeito da coisa BAM!
Sabe quando as pessoas dizem que sua vida pode mudar completamente em um segundo? É verdade. E é verdade que não importa o que você tenha feito.
Ok, isso não faz o mínimo sentido, mas é verdade. E é por isso que eu tenho tanto medo de viver. Porque qualquer coisa pode acontecer a qualquer minuto. E, vamos combinar, com o meu histórico, não pode ser coisa boa.
Agora, se o que eu disse fizesse sentido, meu histórico não deveria importar, certo? Seria possível que acontecesse uma coisa boa para mim e mudasse minha vida pra melhor. Então por que nunca acontece? Por que o sentimento de isso ser impossível nunca me abandona?
Claro que, muito provavelmente, eu que não percebo as coisas. Ninguém percebe. Se há uma coisa que podemos concordar em relação à raça humana é que a gente não percebe quanta coisa boa a gente tem até começar a perder. Se eu perdesse o que tenho hoje seria terrível, e ainda assim estou eu aqui querendo mais.
Mas eu mereço pela droga de vida que eu tive.
Fer sempre diz que não é assim que funciona, mas devia ser.
E quando eu penso sobre o que eu quero tem sempre várias coisinhas, e coisonas também. E, neste momento, me contentaria com uma só, mas eu me conheço e sei que estaria querendo mais alguma coisa logo em seguida. Mas no fundo, no fundo, só tem uma coisa mesmo que eu quero, que resolve todos os problemas, os desse post e de todos os outros. E eu sei que eu não quereria mais nada depois disso, não importa o que aconteça.
Todo mundo sabe o que é, não preciso escrever.
Eu fico me iludindo com o pensamento de "se eu consegui isso as coisas vão melhorar". Não vão. Eu sei por experiência que não vão, mas eu insisto em me iludir, achando que uma coisa ou outra vai me fazer melhor, mas eu sou quebrada por dentro e, não importa onde ou com quem um brinquedo quebrado esteja, ele ainda vai estar quebrado. Mas talvez alguém se importe o suficiente com o brinquedo para tentar faze-lo funcionar outra vez, mesmo que não perfeitamente. Acho que essa é minha esperança. Acho.

Sabia que eu não existo?
É difícil explicar e eu não estou com saco, mas é verdade. Não, não quero dizer no sentido F.I.T.I.S da coisa. É verdade, mas não completamente.
Não, quero dizer no sentido literal, humano, psicológico de ser. Eu não sou. Como isso é possível?
Vocês já pararam pra pensar coisas do tipo "e se aquela coisinha de nada que me aconteceu não tivesse acontecido? Quão diferente eu seria?". Efeito borboleta e tal.
Então. Eu sinto como se a pessoa que eu deveria ter sido, caso a primeira merda que levou a todas as outras merdas não tivesse acontecido, é tão completamente diferente do que eu sou.
Claro, eu sei, a vida faz isso com todo mundo, uns mais, outros menos, e a gente sempre é resultado daquilo que vivemos, das nossas escolhas e experiências (olha que bonito eu me contradizendo no mesmo post haha).
Mas e se durante o tempo em que as escolhas eram feitas por você, sem nada que você pudesse fazer, um grupo de pessoas decidisse fuder sua vida? E quando você chegasse ao ponto de tomar suas próprias decisões não houvesse mais opções pois tudo o que lhe ensinaram até ali te leva a um único possível desfecho?
Eu poderia falar disso pra sempre e ainda teria coisas pra falar.
Imagine se a gente tivesse uma "Noite dos grandes pedidos", igual do livro.
O que eu pediria?
O pedido da ilusão ou o da solução?
E você, pediria o quê?

PROMOÇÃO: Responda a última pergunta.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Post do desassossego

São quase duas da manhã, o que é nada pra mim, mas esse é um fato importante. E eu estou aqui porque bem, eu não tenho outro lugar pra estar e ninguém pra estar com.
Esse mês é mês de falar sobre suicídio e depressão e quem conhece esse blog sabe que isso não me deixa nada feliz. Talvez setembro devesse ser o mês de falar sobre hipocrisia.
Metade das pessoas que eu conheço ignoram completamente o assunto e a outra metade tem a cara de pau de fingir que se importa. 
Pergunta: você realmente acha que por um laço amarelo no seu perfil do facebook ajuda de algum jeito? Ou, sei lá, talvez não seria melhor você conversar com alguém que precisa?
É muito bonito fazer de conta que liga, né?
E aí eu, estúpida, fico aqui chorando de raiva.
"Ah mas por quê?"
Por quê? Deixa eu te falar por que:
Porque tenho que ver gente que falava que minha depressão era graça e que minha tentativa de suicídio era "só pra chamar atenção" agora colocando lacinho amarelo. Pessoas que sabem que eu preciso delas, mas se fazem de desentendidas porque... quem tem paciência com gente depressiva e suicida, não é mesmo? Quem quer ter isso atrapalhando sua vida quando se pode fugir? Imagine só. Por que se importar quando você pode virar as costas, olhar pro outro lado e colocar um lacinho amarelo.
Vocês nem imaginam onde eu quero que vocês enfiem esse lacinho.
Vamos fazer assim, deixemos de lado meias palavras e sejamos honestos. Eu to falando de mim. Sim, de mim. Eu tenho depressão e eu sou suicida. Desde sempre. 99% das pessoas que me conhecem sabe disso. Não sei quem vai ler isso, mas se alguém ler eu aposto que já sabe.
Então vamos lá. De todas essas pessoas, devo ter umas 200 no facebook. Adivinha quantas colocaram lacinho amarelo no perfil. Vou responder pra você: várias, várias pessoas colocaram.
Agora quantas, no último mês, ou ano, vieram me perguntar como eu estava? NENHUMA.
Ninguém pergunta.
E aí to aqui tendo que ver todo mundo de lacinho amarelo. Porque apoiar uma causa abstrata é super legal, né? 
Ontem eu terminei de assistir 13 Reasons Why. Sim, aquele da menina que se mata e deixa 13 fitas falando porque ela se matou. E eu queria chorar de raiva. Ela tava lá todo o tempo, desesperadamente pedindo por ajuda, todo mundo via, todo mundo ignorava. Aí ela se mata. E o idiota ouvindo a fita chora e arranca os cabelos porque ele queria ajudar mas agora não pode mais. Sério? SÉRIO?
Ela tava lá todo o tempo, eu to aqui todo o tempo, 33 anos aqui. Por que ninguém quer me ajudar agora? Por que vocês vão querer ajudar só depois que eu morrer? Ah... eu sei por que. Porque aí continua sendo abstrato, né? Você não tem que lidar com nada, só chorar e repetir "se soubesse eu teria ajudado". Mas você sabe. VOCÊ SABE. Mas vai continuar não fazendo nada porque é muito mais legal fingir que isso não existe no mundo de verdade e é só um conceito, um lacinho amarelo bonitinho.
No fim acho que tenho é sorte, não é mesmo? Pra que eu ia querer um bando de hipócritas fazendo de conta que se importam quando na verdade não dão a mínima? Mas eu não to falando isso só por mim, to falando por todo mundo que passa por isso. Parem de esperar as pessoas morrerem pra querer ajudar. Se quer mesmo tem que fazer enquanto a gente ainda tá vivo. Tira o lacinho do facebook, ou deixa, tanto faz, mas vai conversar com quem você se importa antes que seja tarde demais.

P.S. Todo meu amor ao Fer por ser a pessoa que se importa comigo.
P. S.2 Nem sonhem em vir falar comigo depois desse post, não to a fim.

sábado, 2 de setembro de 2017

F. I. T. I. S is back of course

Today I feel like writing in English because of reasons and I don't care if people can't read it I just need to write. This is for me.
One of the many many many many downsides of my illnesses is that sometimes I can't tell if I'm being unreasonable or if I have the right to be upset about something. I can't tell if someone is being selfish or they are just taking care of themselves.
And I can't ask. 
This sucks.
So I end up alone again with no one to talk (except for Fer, poor thing).
Sometimes I think "maybe if I make myself usefull for that person they will need me" because that's my life.
No one keeps me around because they like me or enjoy my company. They keep me around when and if they need me. Who cares what I need? I am the most insignificant person in the world.
But I'm done making myself useful to have some company. I am a useless piece of trash and if you like me deal with it. If you don't just please leave me alone. I'm tired of being needed and not liked. It's not because you found someone interesting and don't need me anymore that you will just walk away not caring at all about the fact that I also need you and like you. I won't walk away like you do if ever I don't need you because I also like you.
Again: how do I manage to be so insignificant? It's like people think "oh damn something is going wrong in my life, let me be friends with Mirane because her life sucks so badly that it makes me feel better" and then when they're good "bye I don't need you anymore".
What about me?
What about me?
I guess I just don't matter at all.

sábado, 29 de julho de 2017

Promoção - Pergunta 2

De acordo com este blog, complete a frase:

"Se você pensa que cachaça é água _________________."

Lembrando que todas as perguntas podem ser respondidas até dezembro.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

P R O M O Ç Ã O

Bom, gente, quem acompanha o blog sabe que, às vezes, eu faço promoção de aniversário.
Esse ano irei fazer e vai começar JÁ.
De tempo em tempo vou colocar uma pergunta, até dezembro, quando é o aniversário do blog de verdade.
Não vou falar ainda qual é o prêmio, deixem de ser interesseiros. Mas vai ser beeeeem legal, então, por favor, PARTICIPEM!

Pergunta 1:

Qual é seu post preferido de todos os tempos do Salão do Fogo? 

Quem não tem panela escreve coisas no escuro

Fo Ratemer era um cara bem legal, mas pensa numa malandragem!
Para ele, se se podia conseguir algo ilegalmente, mas com facilidade, pra que perder tempo fazendo o mais difícil?
Por este motivo, Fo, geralmente, não ficava muito tempo no mesmo lugar, afinal quando não se paga por nada, não se devolve nada e não cumpre nenhuma promessa, as pessoas tendem a desgostar de você.
Fo era muito simpático e todos adoravam conhecer alguém tão gente boa assim. Mas todos, sem exceção, quando o viam pela segunda vez, o saudavam gritando:

- F O  R A T E M E R!

Claro que ele dava no pé e já era dia de mudança de novo.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Qual a cor do pensamento?

Estou eu na minha cama, em um quarto limpo e arrumado, mas impessoal.
E ela ainda está aqui.
Já me acostumei com a sua presença, está aqui há anos. Disse que eu precisava segui-la e eu disse "vamos ver". Ela não respondeu, mas foi ficando e esperando.
Às vezes diz: "você vai ter que vir um dia".

segunda-feira, 6 de março de 2017

Quem pediu uma nova série no blog?

Ninguém.
Ninguém pediu, mas vou fazer mesmo assim.
Espero que vocês estejam preparados porque a nova série vem aí.
Ah, e esse ano tem promoção de aniversário, então fiquem atentos! :)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Tolkien or nothing - two guesses at once...

Adivinha sobre o que é esse post?
"Vixi, quando a Mirane fala isso ou é sobre nada ou é sobre o Tolkien."
HÁ, acertou. É sobre o Tolkienzinho.
Estou relendo O Senhor dos Anéis, óbvio, e resolvi compartilhar alguns comentários meus sobre o capítulo "O conselho de Elrond". Na verdade esse post deveria ser sobre os 12 primeiros capítulos, mas meu livro com todas as marcações (mais de 200) desapareceu misteriosamente (ainda não me recuperei). Então, hoje, falaremos somente sobre o capítulo 14, ou, como gosto de chamar, festival de burns da Terra-média.

 "- Fui o arauto de Gil-galad, e marchei com sua tropa. Estive na Batalha de Dargorlad diante do Portão Negro de Mordor, onde vencemos: pois à lança de Gil-galad, e à espada de Elendil, Aiglos e Narsil, ninguém podia resistir. Eu vi o último combate nas encostas de Orodruin, onde Gil-galad morreu, e Elendil caiu, e Narsil se quebrou sob seu corpo. Mas Sauron foi vencido, e Isildur cortou o Anel de sua mão com o fragmento do punho da espada do pai, e pegou-o para si." p. 257

Prestem atenção no que destaquei: "Mas Sauron foi vencido, E Isildur cortou o Anel de sua mão" (original: "but Sauron himself was overthrown, AND Isildur cut the Ring from his hand").
"Mas Mirane por que você tá colocando o 'E' e o 'AND' em destaque?"
Bem, porque foi exatamente isso que me chamou a atenção dessa vez, nessa parte. Talvez fortemente influenciada pela versão cinematográfica (ou talvez alguma outra coisa que esqueci, quem sabe, faz tempo que não leio as outras coisas do Tolkienzinho), eu sempre achei que o Sauron foi destruído PORQUE o Isildur corta o Anel da mão dele e não que o Isildur conseguiu cortar o Anel porque o Sauron já tava bem fraco de apanhar do Gil-galad e do Elendil. Claro que posso estar enganada aqui, mas se você lê aquele pedaço ali, é o que se entende, certo? Que o Isildur cortou o Anel quando o Sauron já estava destruído - ou perto disso. A frase não é "Mas Sauron foi vencido QUANDO/PORQUE Isildur cortou o Anel", mas sim "Mas Sauron foi vencido E Isildur cortou o Anel".
Continuando...

"- Nesta hora maligna, eu vim numa missão, atravessando muitas milhas perigosas, até Elrond: cento e dez dias viajei completamente sozinho. Mas não procuro aliados para a guerra. O poder de Elrond está em sua sabedoria, não nas armas, como se diz." p. 260

QUEM DIZ?
Seja lá quem for é uma anta! Querido, o Elrond te passa o coro sem as duas mãos e com os olhos fechados. Você ouviu alguma coisa do que ele disse? Porque até onde lembro, uns 10 minutos antes de você falar essa merda, ele tava falando de quando ELE LUTOU CONTRA O MELKOR NA PRIMEIRA ERA E CONTRA O SAURON NA SEGUNDA. Mas, claro, ele só serve pra dar conselho...
Bem, na verdade eu acabei de perceber que se eu for comentar tudo que marquei aqui isso vai ter o número de páginas do livro, então vamos resumir um pouco.

Bilbo lindo dando uma das várias tiradas em Boromir quando ele começa a olhar feio para o Aragorn como se ele não fosse ninguém:

"[verso que Bilbo fez para Aragorn, sim, aquele famoso 'Nem tudo que é ouro fulgura...']
- Talvez não muito bom, mas perfeito para o momento - se é que você precisa de algo além da palavra de Elrond. Se ela vale uma viagem de cento e dez dias, é melhor escutá-la com mais atenção." p. 262

Se a gente tivesse na escola agora seria aquela hora do "NOOOOOOOOOOOOOOOOOSSA".

"- Se Gondor, Boromir, tem sido uma torre robusta, nós tivemos outra função. Existem muitas coisas más que nossas [no original your - suas]  muralhas fortes e espadas brilhantes não aguentam. Você sabe pouco sobre as terras além de suas fronteiras. Paz e liberdade, você diz? O Norte mal saberia o que são essas coisas se não fosse por nós. O medo destruiria a todos. Mas quando os seres escuros vêm das colinas desabitadas, ou se esgueiram por florestas sem sol, fogem de nós. Que estradas qualquer um ousaria pisar, que segurança haveria nos lugares pacíficos, ou nas casas dos homens simples à noite, se os dúnedain estivessem dormindo, ou tivessem todos ido para o túmulo?
Mesmo assim, recebemos menos agradecimentos que vocês. Os viajantes nos desprezam, e os homens do campo nos dão nomes pejorativos. Sou 'Passolargo' para um homem gordo que vive num lugar a apenas um dia de marcha de inimigos que congelariam seu coração, ou deixariam sua pequena cidade em ruínas, se não fosse guardado continuamente. Mesmo assim, não aceitaríamos outro tipo de vida. Se as pessoas estão livres do medo e da preocupação, é porque são simples, e devemos mantê-las assim em segredo. Essa tem sido a tarefa de meu povo, enquanto os anos vão se alongando e o capim vai crescendo." p. 262-263

NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSA

"- Essa notícia sobre Saruman é muito triste [...] Mas quedas e traições desse tipo, infelizmente, já ocorreram antes." p. 280

Esse é o Elrond falando. Repito: ESSE É O ELROND FALANDO. Choro agora ou pra sempre? :'(

Olha, tinha muito mais, mas: 
1. está tarde e preciso tentar dormir;
2. a tradução não ajuda e, gente, vamos combinar, que pontuação horrorosa nessa tradução.
Quem sabe tem mais logo. :)

Até.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Oh no

Adivinha quem tá de volta?
Sim, euzinha.
Desculpem abandonar as coisas por aqui, mas a vida não tá fácil.
Passei só para dar um oi e dizer que muito provavelmente voltarei a escrever logo.
Até!

domingo, 25 de setembro de 2016

Minha página no Patreon

Boa noite, pessoal, preciso da sua ajuda! Vai ser um post longo, mas peço que vocês tenham um pouquinho de paciência e leiam até o fim. Não, não vou reclamar de nada ou xingar ninguém.
A maioria de vocês me conhece então não preciso explicar muita coisa, mas para quem não sabe eu sou um desses casos de fracasso da vida, que escolhe o que ama e não o que "dá dinheiro".
"Mas Mirane todo mundo que eu conheço que fez Letras tem emprego"
Sim, mas como eu queria ser um fracasso total eu me especializei em literatura e, pra me ferrar ainda mais, literatura DE FANTASIA. Com mestrado e doutorado. Não existe concurso na minha área no Brasil. E ainda me meti a querer ser escritora. É literalmente pedir pra passar fome.
"Ah, mas pelo menos você fez o que ama e tá feliz"
Não, não to porque eu tenho um milhão de doenças mentais que me impedem de ser feliz. Minha vida é uma bosta completa mesmo.
Enfim, meu ponto aqui é: eu sou aquele caso clássico de "artista pobre". Não que eu seja lá grande coisa como artista, mas ainda assim...
Claro, estou tentando prestar concursos e tal, mas são todos fora da minha área e minhas chances são sempre 80% menos que das outras pessoas. Até passei em um, mas não vou ser chamada. Então estou nessa vida de tentar de tudo, não conseguir nada e só tomar no cu. Não é legal.
"Ah, mas você tentou emprego de outras coisas?"
Queridos, eu tentei de tudo, ninguém quer contratar doutor, mesmo que você insista que não tem problema receber salário menor.
Então, depois de quase dois anos nessa vida miserável eu resolvi fazer uma página no Patreon.
O que é o Patreon? É uma página onde artistas colocam sua arte e pessoas que se interessam podem "assinar" a sua página para ter acesso ao conteúdo que você disponibiliza. 
Como funciona?
Bem, se você estiver interessado em minha "arte" ou mesmo quiser só ajudar você assina essa minha página. O mínimo é 1 dólar por mês e aí, dependendo do quanto você paga, você tem acesso a mais conteúdo. Então, por exemplo, quem assina a de 1 dólar por mês tem acesso a meus escritos descompromissados, comentários sobre assuntos diversos. Quem assina a de 5 dólares por mês tem acesso a isso e mais alguns contos e poemas. Se você assina a de 10 dólares é tudo isso e mais artigos e trabalhos sobre literatura, cinema, um pouquinho de história, entre outros assuntos. Com a de 25 dólares ou mais por mês você tem acesso a todo o conteúdo, inclusive acompanhar em primeira mão os romances que eu estou escrevendo no momento e se por acaso algum deles for publicado um dia, seu nome vai estar lá nos agradecimentos do livro.
"Mas Mirane a gente não quis ler suas coisas nem de graça por que você acha que vamos querer pagar pra isso?"
Verdade. Não sei porque vocês fariam isso, mas tenho que tentar, né? 
O site é todo em inglês, então se por acaso você estiver interessado mas precisa de ajuda, fala comigo que eu ajudo. Quanto aos meus textos publicados lá, se alguém de vocês se interessar e não souber inglês, eu postarei em português, não se preocupem.
"Mas Mirane, é em dólar, não tenho dólar"
Os pagamentos lá são feitos via PayPal ou cartão de crédito (imagino que tenha que ser internacional, mas não tenho certeza) e a conversão é feita automaticamente.
Então é isso. Se vocês estiverem interessados em ajudar e ler algumas abobrinhas em retorno, eu serei eternamente grata. 
Por favor, mesmo que você não possa assinar a página, compartilhe esse post, assim mais pessoas ficarão sabendo.
Muito obrigada pela atenção, segue abaixo o link para a página:

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Feliz aniversário, Jaini

Feliz aniversário, Jaini.
Não tenho mais celular e como você não tem nenhuma rede social e todos os seus e-mails não funcionam mais, esse foi o único jeito que encontrei de te desejar feliz aniversário.
Não tenho nem ideia se você vai ler isso, mas é tudo que posso fazer.