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I hate everything, except some things

domingo, 26 de junho de 2011

Porque você não é mulher de bandido pra ser obrigada... só não precisa fingir!

Esse é um conto ficcional e qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência já que ele faz parte da realidade, sua anta!

A vida, a nossa existência, o mundo, nada disso é justo e todo mundo sabe disso. Se você ainda não sabe vai descobrir logo. Mas não podemos esconder o fato de que por mais preparados que estejamos para nos decepcionar sempre ficamos tristes quando isso acontece. A dúvida que fica é: quantas vezes uma pessoa precisa ter esperança e se decepcionar para desistir de vez de ter esperanças? Não sei. É óbvio que as pessoas são diferentes. Mas como você pode se lembrar desse detalhe quando todas as pessoas que você conheceu, que se diziam suas amigas, fizeram exatamente a mesma coisa com você, independentemente de suas particularidades que a as definem como seres únicos no universo?
Vejamos abaixo um exemplo do que estou tentando explicar, mas antes peço que o leitor leve em consideração mais um fato que é muito importante, ainda que muitas pessoas use a palavra e o conceito indiscriminadamente: tristeza ou decepção não é depressão. Depressão é uma doença, não se cura com cerveja nem com animação de festas. Um desânimo ocasional, que é muito confundido com a doença que acabei de citar, pode até ser, mas não depressão. Uma pessoa com depressão não precisa de lição de moral ou mensagens de ajuda, ela precisa de amigos! Amigos que ligam pra ela ao menos uma vez por semana pra saber como ela está, amigos que mesmo sabendo que a pessoa está triste e que não pode fazer nada está lá do seu lado. Não "amigos" que fingem se importar só pra dizer "bem, eu tentei..." Nesse caso, saiba, você só conseguiu piorar a situação.
É... acho que não vou conseguir manter esse conto tão ficcional quanto eu queria, afinal só mesmo uma pedra não perceberia que estou falando de mim mesma.
O caso é que eu sou uma pessoa triste normalmente e às vezes fico mais triste que o normal e é um saco! Mas para minha infelicidade eu tenho depressão. A doença. Aquela diagnosticada pelos médicos e que você tem que tratar, embora eu nunca tenha visto nenhuma utilidade no tratamento...
Mas uma coisa que eu percebi nessas minhas "crises" da doença é que você precisa de alguém do seu lado pra te ajudar a superar, você não consegue isso sozinha e sempre, SEMPRE! quem esteve do meu lado era quem eu menos esperava. Porque eu sou burra o suficiente pra acreditar nas pessoas que me dizem "eu sempre vou estar do seu lado" ou "eu não vou te abandonar". Por que eu sou tão burra assim é outro assunto, mas o que eu não consigo entender de jeito nenhum é por que as pessoas mentem em relação a isso. Por que você diz pra uma pessoa que vai estar do lado dela quando ela precisar se você não planeja realmente fazer isso? E sabe o que é pior? A maioria das pessoas que me dizem isso, chorando ou sorrindo, sempre são as primeiras a me abandonarem. Por que, exatamente?
Sim, eu perdi muito tempo pensando nisso porque já aconteceu várias vezes e eu não consigo entender. Não consigo acreditar que a pessoa tenha mentido deliberadamente pra mim. Vejamos um diálogo para exemplificação. Imagine que essa é a décima segunda vez que isso acontece com a mesma pessoa e, por favor, pra não haver confusão, procure no google os sintomas da depressão pra você entender que não é má vontade da pessoa não querer sair de casa:

- Oi, Fulana, como você tá?
- Ah, não muito bem, você sabe...
- Ah, que pena, queria poder fazer alguma coisa...
- Ah, eu sei, mas não há nada que você possa fazer (na verdade há, você pode vir na minha casa me fazer companhia mesmo que eu diga que não precisa, você pode me ligar pra saber como eu estou...)
- A gente tá pensando em dar uma saidinha hoje, você não quer vir?
- Não...
- Mas você tem que sair, não adianta ficar em casa.
- Assim como não adianta sair...
- Mas você não pode pensar assim!
- Eu sei, mas não posso evitar.
- Ok então, tchau!
- Tchau! Bom passeio...

Muito provavelmente depois dessa conversa a pessoa que fez o convite vai dizer pra suas outras amigas "Nossa, a Fulana tá chata hein! Não quer mais sair com nós, já chamei ela várias vezes... bem, eu tentei, não posso fazer mais nada..."

Vale lembrar ao querido leitor que essa é a mesma pessoa que repetiu várias vezes que jamais abandonaria a Fulana quando ela precisasse, mesmo quando a Fulana disse que não era assim tão simples, que ela ficava chata e insuportável quando doente e que todos se afastavam e ela entendia. Mesmo depois de a Fulana dizer que ninguém precisava prometer nada, já que elas não sabiam o quão insuportável era aguentar alguém com depressão.
Sim, eu entendo esse tipo de atitude e não culpo ninguém por se afastar, porque ninguém é obrigado. O que realmente me incomoda é: por que você promete uma coisa que você não tem intenção de cumprir? Você não é obrigado a se importar comigo e minha maldita doença, mas por que você me prometeu que estaria do meu lado quando eu precisasse se não você não planejava realmente fazer isso? Por que? ),:
É claro que você pode dizer "as pessoas são diferentes, se importam de maneiras diferentes". Concordo! Mas eu não consigo imaginar alguém realmente se importando sem nem ao menos falar comigo.
Nesses últimos meses eu passei pelos piores dias da minha vida. Você que se diz meu amigo sabia disso? Você que se diz meu amigo ligou AO MENOS UMA VEZ no último mês pra saber como eu estava? Ou deu uma passadinha rápida na minha casa pra saber? Você ao menos sabia o quão mal eu estava? E o pior: essas mesmas pessoas que me viram as costas encaram como ofensa pessoal o fato de eu não querer sair de casa ou não fazer nada além de dormir.
Enfim, eu realmente perdi a paciência com todo mundo que já fez isso comigo. Isso não é uma indireta ou nem mesmo uma direta. Isso vai pra 99% das pessoas que eu conheço e que tem a cara lisa de se dizer meus amigos ao mesmo tempo em que estão me virando as costas. É isso que você tem que parar de fazer!
Como eu já disse um milhão de vezes, você não é obrigado a se importar e não precisa fingir, por favor! Você só piora as coisas fazendo isso.
E se você está lendo esse post e nem é meu amigo mas tem um amigo com depressão, saiba: depressão é DIFERENTE de tristeza. E seu amigo precisa da sua companhia, mesmo que ele diga o contrário! Seu amigo precisa saber que você se importa com ele e mesmo você não podendo fazer nada, só de você estar do lado dele, quieto, já é de uma ajuda indescritível!
E se você não consegue entender essas coisas que eu falei, bem... paciência!
Ainda aqui queria agradecer as pessoas que estiveram do meu lado nesse tempo até aqui. Essas que eu nem esperava, mas que apareceram ou voltaram. Obrigada!

Post ultra pessoal e, sob alguns pontos de vista, desnecessário e que não saiu de forma alguma do jeito que eu queria, mas é isso aí!

sábado, 11 de junho de 2011

Aquilo que você não pode me tirar

Acabei de assistir Miss Potter. O que me fez pensar em várias coisas.
Primeiro. É um orgulho enorme saber que faço parte desse tipo especial de pessoas com uma imaginação fora de controle que se diverte criando as mais absurdas histórias. Seja pro bem ou pro mal, faço isso o tempo todo. Posso não me tornar uma grande escritora, mas pelo menos eu tenho esse dom de criar alguma coisa que, embora baseada em toda experiência e reflexão, está além disso.
Não se trata aqui de ser ou não um escritor bem sucedido. Trata-se de conseguir criar.
Não, essa não é uma desculpa antecipada para meu futuro fracasso como escritora.
Embora eu adoraria que as pessoas conhecessem as histórias que eu invento (e são muitas), eu não escrevi nem a metade e eu sou uma péssima contadora delas. Se bem que a Ludmila adora. Mas o fato é que, ainda que ninguém leia ou conheça essas histórias, eu conheço. Elas me fizeram companhia, me trouxeram esperança, em várias ocasiões. Meus personagens são meus amigos e estão comigo quando todos os outros parecem me abandonar.
Prestem bastante atenção, pois não é sempre que vocês encontrarão um post em que eu esteja falando algo bom de mim e, óbvio, tudo depende do meu humor.
O fato de inventar histórias o tempo todo (e com isso quero dizer exatamente O TEMPO TODO - vocês não fazem ideia de como elas ficam borbulhando na minha cabeça) já foi encarado por mim como algo muito ruim. Ainda é, às vezes, quando eu acredito que acabei me iludindo demais a partir das coisas que criei. É algo que pode acontecer. Comigo quase sempre, mas quando não se tem nada acho que vale a pena um pouco de sofrimento por alguns segundos de pura alegria desinteressada (que consigo com o futebol também, às vezes).
O fato é que quando alguém me perguntar se tem alguma coisa que eu me orgulho em relação a minha insuportável pessoa, eu devo me lembrar disso: eu invento coisas. Eu invento histórias e mundos e animais e pessoas.
Na verdade tem mais algumas coisas de que me orgulho em mim e que acho que vale a pena comentar.
Para começar, meu amor e dedicação pelas coisas que eu amo. Sim, sou extremamente exagerada às vezes, mas eu sou assim. Se não se pode derrotá-los, junte-se a eles. Façamos disso algo bom.
E também tem uma coisa que, assim como o fato de inventar histórias, eu já encarei como algo ruim: minha ingenuidade frente a algumas coisas, que algumas pessoas poderiam chamar de "ignorância" ou simplesmente adotar a palavra 'ingenuidade' em um sentido ruim.
Por exemplo: cinema e literatura.
Sim, tenho uma formação que "me obriga" a "desmontar" as obras literárias e analisá-las. Sempre se ouve por aí dos estudantes de Letras que eles nunca mais conseguiram ler um livro do mesmo jeito que antes de entrar na faculdade.
Deus abençoe minha ignorância!
Não mudou nada para mim. Nadinha. Mal consigo analisar uma obra quando sou obrigada e se tal obra é alguma que eu gosto, choro desesperadamente dizendo que pouco me importa se o narrador é em terceira ou primeira pessoa desde que o Anel seja destruído.
É isso que deve importar! Sempre. Não importa qual a sua formação.
Deus sabe o esforço que ando fazendo para aceitar opiniões que considero absurdas mas que ainda assim existem. E se você usa bons argumentos, ainda que eu não concorde, vou respeitar sua opinião. Como por exemplo Benjamin e toda a sua visão sobre a crítica de arte. Não concordo absolutamente com nada, mas respeito e admiro sua teoria. Se eu achasse que a crítica deveria existir certamente seria a crítica como vista por ele.
Mas eu não acho.
Óbvio que minha opinião não vale e não muda nada no mundo e chega a ser engraçada já que é o que eu ando fazendo para sobreviver. Mas eu sempre enxerguei o que eu faço como algo além disso. Infelizmente tenho que dançar conforme a música.
Claro que poderia me rebelar, mas não tenho forças para isso. Não desse jeito. E uma existência um pouco contraditória pode fazer bem à saúde.
A questão é que, pra mim, a literatura (e a arte como um todo) existe para que as pessoas se divirtam, se deleitem, chorem, se identifiquem, sorriam e até reflitam sobre, mas não como um instrumento criado para isso. Não podemos achar que a intenção do autor era criar uma metáfora para significar a decadência do mundo, mas que aquilo foi um jeito de tornar a história mais interessante. Só isso, o que já é demais.
É isso o que eu penso quando estou criando: "Como eu poderia fazer a história ficar mais interessante?" Eu sei que como ser no mundo estou sujeita a todas as influências da época, do modo econômico e blá blá blá... mas ninguém nunca vai conseguir impedir as pessoas de criar histórias só pelo simples prazer de criar histórias, pouco ligando para o fato da "crítica especializada" gostar ou não, aceitar como arte ou não.
Eu como criadora de histórias tenho como objetivo alcançar a graça de meus leitores. Que eles leiam ou ouçam minha histórias e gostem ou não, não tenho com objetivo ser bem vista na academia ou agradar os críticos.
E na minha opinião todos os criadores de história, que podem ou não se tornar escritores, são assim.
Não podemos fugir do que nos é imposto, mas também não somos obrigados a aceitar as coisas exatamente como elas são. Podemos nos adaptar e adaptar as coisas. Quem sabe assim não se cria um meio termo para tornar uma existência miserável talvez em uma vida suportável.

P. S. O mesmo vale pro cinema e, embora eu ache um encanto os procedimentos cinematográficos, fico muito feliz em assistir um filme e dizer simplesmente se gostei ou não e pensar somente se devo indicá-lo ou esquece-lo ou se devo assisti-lo novamente ou não. Independente de meus conhecimentos, esse é o máximo prazer que a sétima arte pode me proporcionar e sinto em informar que tenho pena de quem perdeu essa "ignorância". Ou ingenuidade se você preferir.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Crítica da razão inexistente

Hum.. só venho aqui pra reclamar né... mas sabe... cansei de ficar falando sobre o que eu sinto, como eu to cansada do mundo, das pessoas, de mim... to cansada, oras. Cansada de vir aqui reclamar. Se eu fosse escrever o que eu estou pensando iria ser a mesma coisa de uns 10 posts anteriores... então não farei isso. Mas eu estava morrendo de vontade de escrever. Muita vontade mesmo.
Então aqui estou. Tentando desesperadamente não reclamar e não ficar falando sobre o quanto eu odeio as pessoas.
Mas eu odeio muito as pessoas.
Como tem gente ridícula nesse mundo! E sabe o que é pior? Muita gente deve me achar ridícula também, o que quer dizer que tudo é uma questão de como você enxerga as coisas, o que quer dizer que, não importa o que você faça, alguém sempre vai te achar ridícula. Mas se eu não me acho ridícula (sou ridícula às vezes, mas não no sentido em que acho outras pessoas ridículas, tenho certeza que não faço certas coisas... então se me acham ridícula são por outros motivos e não os mesmos que os meus) mas provavelmente sou ridícula para as pessoas que eu acho ridículas, provavelmente as pessoas que eu acho ridículas não se acham ridículas, o que quer dizer que no fim ninguém é ridículo, nem é nada. No fim, cada um é uma coisa a cada momento, dependendo de quem tá vendo/observando/interpretando.
É triste saber que não se é nada além de interpretação alheia, né?
Quem é você? Eu? Não sei... depende... sou feia pra uns, bonita pra outros, simpática pra uns, insuportável pra outros... me responda você quem sou eu.
E se o que me define é a minha opinião, então vocês já sabem exatamente quem sou eu e então parem de discordar de mim!
Óbvio que às vezes as pessoas se definem por opiniões que são mais importantes pra ela. Por exemplo: se você é apaixonada por alguém e aquela pessoa diz que você é linda e inteligente, pra que você vai ligar pro que os outros dizem? Quem importa te acha linda e inteligente e é isso que importa... não é? Hum... não!
Todos sabem que não é isso que importa.
Podem dizer o que quiserem, todos se preocupam com as opiniões alheias. Fomos/somos condicionados a isso, não é culpa de ninguém. (Reparem que estou tentando fugir de indagações filosóficas do tipo "O que importa de verdade?" ou "Quem nos condicionou?")
Pessoas felizes. Um enigma que eu jamais entenderei sequer a proposição quanto mais a solução.
Como alguém pode ser feliz?
Claro que as pessoas felizes vão dizer "Ah! Nós somos felizes, porque a vida é linda e eu tenho tudo o que preciso e... indefinidamente..."
Não estou dizendo que as pessoas devem ser tristes, eu acho o máximo quem consegue ser feliz, sem ironias, de verdade! É só que eu só consigo me considerar feliz por alguns poucos segundos que, geralmente, estão ligados a futebol e porque eu esqueço todo o resto. Mas uma pessoas que afirma ser feliz esquece todo o resto todo o tempo? Só isso explica... por que como alguém pode ser feliz com tanta desgraça no mundo. Sério. Sem clichê. Pare só por dois segundos e pense na existência, no mundo, na vida, na história, em tudo... nessa eucatástrofe gigantesca que tende mais pra algo sem a virada final... Se você conseguir dizer que você ainda é feliz você merece meu respeito eterno e, sinto dizer, minha inveja também...
Eu não to conseguindo me expressar direito, isso tá parecendo alguma coisa idiota e sem sentido, mas é que eu acho que se você consegue não se importar a esse ponto você realmente merece ser feliz, porque é um feito e tanto. Meu sonho não se importar. Não me importar.
E eu não falo só de mim. Falo de tudo... o pior é que tentar verbalizar isso fica parecendo tão idiota.
As palavras andam tão vazias de significado. Não importa o que você diga vai sempre parecer sem importância porque todo mundo já falou tanto (eu principalmente) que, quando falamos, parece que é só um ritual vazio...
Se eu digo que o mundo está irremediavelmente perdido, eu quero dizer exatamente isso. Não é uma simples afirmação vazia, entende?
Você consegue entender a força dessa sentença e o quanto isso demonstra uma desesperança maior que a própria vida? Não? Então por que eu ainda falo? Esse é o problema... antes eu achava que ninguém me entendia, mas a verdade é que ninguém me ouve. Tantos anos pra convencionarmos certos significados pra perder isso assim, de uma hora pra outra...
Eu também uso expressões vazias... quase o tempo todo e esse é o problema de quem fala demais... porque quando eu quero realmente dizer alguma coisa, alguma coisa que significa de verdade, ninguém me ouve. Ninguém tenta buscar o significado da palavra que eu acabei de dizer.
Alguém que tá lendo isso está parando pra pensar no que eu estou realmente querendo dizer? É claro que não!
E sabe mais uma coisa que me irrita? Pessoas que pensam/dizem coisas do tipo "antigamente ou em tal época as coisas eram melhores ou piores". Não! Não eram... as coisas só eram diferentes. Havia coisas melhores e coisas piores... a vida encontra caminhos. Tudo encontra caminhos.
No fim é: muitos clichês. Muita repetição. Muito discurso internalizado e repetido. Não que tudo isso que eu esteja falando não faça parte disso, provavelmente faz. Mas o que eu posso fazer? O que qualquer um pode fazer? O pior é quando nem há um nível de distanciamento aceitável entre um discurso e outro. Aí é dose...
Não sei mais o que eu to falando... odeio quando as coisas significam demais também. E odeio pensar. Pensar é uma doença gravíssima que é incentivada. Sorte que quase ninguém dá bola pra isso...
Como eu disse, de um jeito ou de outro, não importa o ponto de vista adotado, o mundo está irremediavelmente perdido. E 'perdido' aqui nem significa 'acabado', porque se assim fosse, pelo menos haveria algum alívio.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Anotações de um fatídico dia de abril ou impressões individuais ficcionalmente modificadas

Chovia. Chovia e fazia sol. Ela estava na sala de aula ouvindo um falatório interminável sobre algum assunto que ela tinha certeza que não tinha nada a ver com a aula. Mas todos fazem isso no final das contas. Falar sobre qualquer outra coisa que se queira, menos aquilo que é necessário. Mas no fim nada é realmente necessário.
Ela continuava na sala. Ela tinha que continuar. Ouvindo todo o falatório que para ela não significava nada além da exposição de toda a desinteressância do mundo. Mas ela escrevia. E ouvia. Fazia tudo ao mesmo tempo. Pensava também. Pensava no que escrever. Pensava na chuva. Pensava em quanto absurdo ouvira, ouvia e estava ouvindo. Ouvia o trovão também. E ouvia palavras como "absoluto" e "livro do mundo" e "labirinto". E pensava novamente. Pensava em como essas palavras poderiam se encaixar naquilo que estava escrevendo. Ela parou e ouviu novamente. O mundo estava realmente e irremediavelmente perdido. Outro trovão. Donner em alemão. Ela havia aprendido hoje. Era a única coisa que valia a pena na sua vida ultimamente. As palavras são excessivas. Ouvira e lera isso uma vez e agora novamente.
O professor fala agora. Ela para de escrever e ouve. Não porque ele é o professor, mas porque seu falatório faz sentido, no sentido em que 'sentido' é aquilo que acreditamos entender daquilo que está sendo dito.
Continua chovendo.
Redes sem saídas. O professor fala de algo que significa muito mais, mas ele não sabe.
Melancolia. Não há nada que se possa dizer sobre isso.
Ela queria estar em outro lugar. Ela queria não estar.
Mas há palavras que devem ser retomadas para que seu texto faça sentido. Novamente o sentido. Estamos sempre em busca de um sentido. Ou de um livro. Ou de um jogo.
Mas voltemos às palavras: conceito.
Há mais palavras: crítica
E outras: arte
Romantismo. Isso certamente há.
Trovão novamente
Alemão. Novamente. E novamente novamente.
E agora há histórias de meias e magia. Tudo pensamento
A matéria só existe como forma.
Mas tudo isso, lembra ela, vai contra aquilo que seu pai ensinou.
Não se deve quebrar os brinquedos para descobrir como eles funcionam. Há que se brincar com eles. A menos que não se goste do brinquedo. Pois por mais que se monte novamente o brinquedo, tamanho conhecimento do brinquedo é punitivo. O brinquedo perde a graça, o sentido, o seu motivo de ser e existir. Matamos o brinquedo. E ficamos um pouco menos felizes e o mundo fica um pouco menos brilhante. Com um brinquedo a menos no mundo. Uma consciência a mais. Por isso o mundo não vale mais a pena. Não há mais brinquedos. Ninguém mais quer brincar. Todos querem desmontar e entender.
Não há verdade!
Só há o que você acredita.
Ela acredita em várias coisas. E acredita que acreditar é o caminho.
Caminho. Caminho. Caminho.
Não há caminho.
O que há, afinal?
O crítico.
Não, o crítico não é o escritor. Ele é a criança.
Não a que brinca. Não a que quebra. Mas é a criança para quem o principal brinquedo é feito, ou melhor, a verdadeira brincadeira.
Há o brinquedo. Há a criança que brinca. Há a criança que quebra. A criança que não quer brincar. A criança que desmonta e joga fora. A criança que desmonta e monta novamente. A criança que não brinca mais e a criança que continua brincando.
O crítico não é nenhuma dessas crianças. O crítico é a criança que fica olhando para o brinquedo e pensando o que o brinquedo está fazendo. Por que ele existe. Se ele é legal. Mas nada disso importa.
Importa brincar. Ou não.
Droga! Ela estava pensando em todo o falatório. Estavam tentando quebrar mais um brinquedo.
Que ninguém ouse quebrar um de seus brinquedos. Nem ela mesma.
Obviedades.
A chuva parou. Os trovões também.
O romance.
Ambiguidades.
Pensando...
Poesia. Não.
Sejamos claros em relação a isso. As palavras que nos perdoem.
Poesia é poesia. Poesia não é tudo.
Tudo tem seu valor. Por mais baixo que seja tal valor, ele ainda existe. Ele. Palavras novamente. Tudo são palavras.
Se tiramos as palavras, o que sobra?
Não conseguimos evitar as perguntas. Mas por que evitar qualquer coisa?
Não evitamos. Não evitemos nada.
Ela está cansada de escrever. A aula continua e continuará indeterminadamente.
Nesse exercício de interação há a ilusão de comprometimento. Tudo por causa das palavras.
Tudo é por causa das palavras.
Ela não odeia as pessoas. Odeia as palavras proferidas pelas pessoas. Poucas ações incomodam. As palavras incomodam muito mais que todos os elefantes.
Os elefantes são simpáticos. Os rinocerontes também. E os unicórnios e o cavalos e os ornitorrincos.
O ornitorrinco não está aqui por palavra que é, mas por sua ação de ser ornitorrinco. Todos eles.
A arte continua sendo feita. Ela está aqui?
Depende. Depende de tantas coisas.
Coisas e palavras.
Não.
Ela quer parar de escrever, mas não consegue. Não permitem.
Se inicia o falatório sem sentido novamente.
Inércia.
Lemos o que ela escreveu.
Brinquedo engraçado seria esse na mão de qualquer criança.
E por que há que haver estranhamento todo o tempo?
Todo esse começo está errado.
Não pode haver estranhamento. Este é o acordo desde o início.
Mas se isso é somente para ela (e esperamos que seja) não há estranhamento.
Ela não resistirá. Olhará o tempo.
Chocolate. Ela não gosta. Mas há.
Se é o que há, aceitemos. Mas não agora.
Mas jamais efetivamente se realizará. Nunca.
Sonho é uma palavra de dois significados. Deve haver mais. Mas dois importam mais agora.
Rostos, rostos, rostos...
E quando o sonho só tem valor enquanto sonho?
Sonho realizado é brinquedo quebrado. Vale o mesmo princípio? Para ela sim. Ou seria não?
Ela quebrou um sonho uma vez. Foi legal. Porque ela continua brincando com os brinquedos quebrados. Remontados ou não.
O brinquedo sempre tem graça depois.
Mas ela tem medo de quebrar alguns sonhos. E sabe que, ou imagina, que não conseguirá se divertir tanto com os sonhos quebrados. Mas às vezes quer tanto quebrar alguns sonhos. Já tentou. Não conseguiu. Sonhos são bem mais difíceis de quebrar.
Sonho é brinquedo danado.
Tragédia. Ótima palavra.
Ironia é desconhecida.
Precisaremos do Príncipe.
Há dois. Ou mais.
E mais de um reconhecimento.
Reconhecimento é maior que conhecimento.
Pra que destruir tudo? Pra que?
Deixem tudo em paz!
Palavras e coisas. Odeio as palavras. E a palavra palavra. Ela também.
Deixem as palavras para lá. Vamos nos comunicar por sorrisos e olhares.
Ela está adaptando tudo. Não apagando.
Ela consegue escrever.
O cara não.
Eis mais uma palavra: a narrativa. Eis o que não se quer. Não é? Temos que perguntar a ela.
Mas ela está realmente brava agora.
Não pode porque não tem sentido.
O sentido não importa! Escrevamos romances de cavalaria!
Eis o novo objetivo: o romance dos impossíveis.
Deixemos as reflexões enterradas com os filósofos, que são muito interessantes, ela pensa. Sejamos ingênuos.
Ingênuos também no romance. Onde quisermos.
Sentimento. Quem tem é ingênuo. Ou idiota.
A onda agora é não ter sentimento. Pra ser legal e também feliz.
Ela precisa comer.
E, sim, o enigma é claro para os olhos de quem não se esconde atrás de preconceitos e conhecimentos mínimos adquiridos.
Conhecimentos mínimos que aos olhos de quem se olha como melhor, assumem dois papéis que se desdobram: a cegueira e a enganação, que gera mais preconceitos e julgamentos.
É um ciclo. Um ciclo que uma vez iniciado não se rompe mais.
Ela tenta. Ela tem que parar de tentar. Avisemos a ela: Pare de tentar! Você não quebrará o ciclo jamais. Nem esse nem nenhum outro.
Mas pode continuar escrevendo, que o objetivo dessa escrita não é outro senão nenhum.
Ela escreve e pensa. Pensa que ao escrever não está escrevendo, mas sim servindo às palavras, maldosos seres, que usam as mentes e mãos indefesas.
Todo escritor é um coitado. Não tem escolha.
Ela não é escritora. Não quer ser crítica. Mas as palavras a usam. Ela é a vadia delas.
Não só a palavra escrita. A palavra como realização, seja ela qual for. Mas todos são vadias das palavras. Se submetem a ela todo o tempo.
Ela pensou que a próxima manifestação não mediada pelas palavras que presenciar será a mais percebida e amada.
É por isso que aquele olhar de ontem significou tanto.
É por isso que o futebol é tão perfeito. Não há palavras.
Mas ela está fazendo isso errado.
Se perdeu. Se entregou. Mas não se importa mais.
Nada importa.
É isso! Enumeremos as regras.
1. Nada importa.
2. Nenhum ciclo pode ser rompido.
Mas ela se lembra que algumas palavras podem ser boas. Ou alguma pessoas podem fazer uso das palavras de uma forma boa. Boa é julgamento. De uma forma aproveitável. Tudo é julgamento.
Mas aí está a diferença. Não são as palavras que usam. Elas são usadas. Elas merecem ser usadas. Elas merecem essa instrumentalização de que tanto reclamam.
E como reclamam, as palavras!
Ela quer parar, mas não consegue. E o falatório, com sentido e sem sentido, vai entrando em sua mente, seu pensamento, sua mão, sua caneta. E ela está escrevendo sobre o falatório e por causa do falatório. E o falatório são palavras. Palavras que usam e são usadas para dizerem sobre elas mesmas e suas reclamações.
Mais um ciclo. Regra número 2.
Outro trovão.
Vamos comer?
Ela vai parar agora, mas vocês não irão perceber porque quando ela continuar não haverá espaços e intervenções. Sem estranhamentos, que já há demais.
Ela parou.
Tudo sempre esteve por aí. Vocês é que não percebiam. Não divulguem sua ignorância para o mundo. Ou melhor, façam o que quiserem. O mundo é ignorante.
Na verdade, o que caracteriza o mundo?
Generalizações, que ela odeia, é isso. Tira o sentido (ele de novo!) das coisas e das palavras.
Ela odeia as palavras, mas odeia o que faz mal a elas. Não um mal físico. Um mal espiritual.
Mas vamos comer. Porque as palavras precisam de força para se reproduzirem.
Oh! As palavras fazem sexo na mente dela!
Ela descobriu.
Agora que... não. Não comecemos assim.
Ela comeu.
E ela voltou.
Falatório reiniciado. Mas é o início do fim.
Nenhuma dicotomia é interessante. Ou às vezes até é, mas todos foram condicionados a achar que tudo o que limita é ruim. Nem sempre. Nem todos os limites são ruins. Nem todos os limites são bons. Tudo é assim. Nem tudo é ruim. Nem tudo é bom.
Muitos pensamentos por aqui.
Ela continua, ou melhor, volta a escrever.
Supostamente escreve sobre o falatório. O falatório de palavras e sobre palavras. E também ideias. Mas ideias são feitas de palavras.
Ela continua escrevendo. Será que escreve sobre palavras? E fala sobre escrever?
Quando todo o falatório terminar, muitos outros se seguirão. Ela não quer mais falatório. Não quer mais falar nem ouvir.
Aparentemente Goethe está errado. Mas não julguemos. Ou já que tudo está permitido neste recinto de papel, libertemos os julgamentos, afinal não julgamos por julgar o julgamento algo ruim.
O professor fala sobre coisas que são e coisas palavreadas.
Ah, palavras, vocês não são. Por isso se revoltam contra os seres.
Somos importantes porque trabalhamos com as palavras. As palavras não conseguem, não podem conseguir, não devem ter tamanho poder.
Ela escreve e o professor fala a mesma coisa. De formas diferentes, talvez tópicos diferentes, mas a mesma coisa.
Ou seja, pode-se dizer a mesma coisa dizendo coisas diferentes. No fim, provavelmente, todos dizem a mesma coisa.
Mas o que dizem todos?
Palavras.
Mesmo quando estão disfarçadas.
Mas não! Não coloquemos as palavras em lugares em que elas não estão, pois já estão em muitos lugares.
Sim e não são a mesma coisa: a morte.
A morte é o resumo de tudo.
No fim era o que ela queria dizer o tempo todo?
Ela não diz.
Neutralidade da filosofia. Ela foge disso, mas que confusão!
A filosofia é mais literária que a literatura.
Arte, crítica, filosofia, literatura: todas palavras do falatório, que mesmo ignorado vai penetrando, como um veneno.
Mas ela ouve o que quer e escreve o que quer, embora as palavras observem de longe. Estão prestes a se rebelar contra ela.
Na verdade a rebelião já começou.
Mas ela não se importa. Regra número 1.
Quem não tem senso crítico defende o uso da não criticidade.
Repetir o que já disseram faz parte, afinal tudo já foi dito. E sempre dissemos as mesmas coisas.
Mas tem gente que não encontra o como dizer e então somente repete, repete, repete.
Pare de repetir!
Vá, vamos, palavras! Passem a perna nessas criaturas.
Que elas não repitam o meu modo de dizer aquilo que todos dizem.
Mas ainda não descobrimos o que dizemos.
Limite.
Novamente o limite. Experiência.
Ah, quantos nós! As palavras estão loucas com ela.
Ela enlouqueceu as palavras.
Nenhuma busca. Nenhum objetivo a não ser objetivo nenhum.
Mas objetivo nenhum ainda é um objetivo.
Como não haver objetivo nenhum? Verdadeiramente?
Liberdade.
Danem-se os objetivos. Danem-se todos!
Ela quer parar.
Ela sabe que isso não serve. Servir.
As palavras são terríveis!
Este falatório está terminando, mas outros falatórios virão.
Ela propõe e eu proponho também que esvaziemos todas as palavras de seus significados. Nos rebelemos contra as palavras.
Mas outro dia.
O falatório terminou. As risadas começaram.
Ela vai parar agora e continua depois.
Esvaziemos tudo agora.
Isso não é irônico. Eu não estou treinada.
Ela também não.
Haverá outras rebeliões.
E ela voltou.
Hoje escrever não é tão fácil. O falatório parece mais coerente, embora ainda seja falatório.
Ouvimos um pouco. Escrevemos depois.
Quanta consciência de existência. Isso incomoda.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Para a revista Veja ou Dez razões pelas quais qualquer livro escrito pelo Tolkien é (MUITO) melhor que A Guerra dos Tronos

Bem, tem gente que acha que O Senhor dos Anéis é história pra criança, só posso dizer que lamento tamanho desconhecimento da obra do grande escritor que é o Tolkien.
Também há quem desconsidere o todo do qual essa obra faz parte, o que também é incrivelmente lamentável.
J. R. R. Tolkien foi um excelente professor, linguista, crítico, ensaísta e escritor. Graças a ele tivemos um retorno à Fantasia. Escritores que hoje escrevem sobre Mundos Secundários tão perfeitos e coerentes devem sempre se lembrar que dificilmente isso seria possível sem a preparação de terreno que Tolkien promoveu.
Como escritora, leitora, estudiosa e fã de Fantasia fico muito feliz com tantos escritores bons surgindo no ramo, mas fico extremamente triste com pessoas e meios de comunicação que acham que toda obra que surge tem que ser necessariamente comparada à obra de Tolkien. Ele é sim o pai da Fantasia moderna e seus sucessores provavelmente foram inspirados por toda a sua criação e (minha opinião) nenhum chegou tão longe quanto o Professor de Oxford, muito menos o Sr. George R. R. Martin. Um grande escritor, sem dúvida, mas que nem de longe se aproxima da genialidade de Tolkien.
Confesso que fiquei bastante irritada com a matéria no site da revista Veja (http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/dez-razoes-pelas-quais-a-guerra-dos-tronos-e-muito-melhor-do-que-o-senhor-dos-aneis), cujo título parafraseei neste post, então vamos lá às 10 razões que, para mim, fazem da obra de Tolkien algo muito melhor que a série As crônicas de gelo e fogo:

1. Os personagens transam, escarram, defecam e ficam de ressaca sim, mas Tolkien não achou necessário descrever isso em seus livros já que ele tinha que descrever a criação de um Mundo desde o seu início, assim como todos os acontecimento que nos levam ao final da Terceira Era do Sol.

2. A linha entre bem e mal é muito mais tênue - se é que existe. - Tem certeza que a pessoa que escreveu essa matéria leu a obra do Tolkien? Bem, não parece. Talvez ela não tenha prestado tanta atenção... Às vezes o mal é bem delimitado, assim como o bem, mas nunca vi alguém que realmente tenha lido a obra do professor ter tal opinião... caso se interessem, tenho um artigo publicado sobre o mal no Silmarillion.

3. Martin não abusa das descrições como Tolkien - Eu particularmente acho que isso é questão de gosto. Tem gente que não gosta, mas eu adoro, assim como vários outros leitores. Essa preocupação com as descrições de Tolkien foi bem apreciada, inclusive, pelos produtores e diretores dos filmes, tenho certeza. Mas me impressiona alguém que tenha gostado tanto das descrições de escarros, transas e ressacas implicar com as descrições de paisagens e cidades da Terra-média... realmente questão de gosto.

4. Martin não tem nenhum princípio - Sim, Tolkien tinha. Vários. Mas nada que tenha prejudicado a sua obra. Chegando neste número, na matéria da revista, tive certeza que a pessoa que escreveu tem um conhecimento muito superficial de Tolkien e sua obra. A diferença que talvez seja gritante até aqui é que Tolkien estava preocupado em narrar uma história sobre um Mundo, um povo que teve que lutar e conseguir vitórias e também derrotas através de laços de amizade e coragem. Se não era necessário ninguém nu para que isso acontecesse, Tolkien não tinha porque forçar, não é mesmo?

5. O autor de Crônicas não se ofende se você encontrar alegorias nos livros - Sério que você está usando como critério para decidir se um livro é melhor que outro um gosto particular dos autores? Tolkien realmente não gostava de alegorias. Acreditava que o leitor ter liberdade para enxergar o que quiser era muito melhor do que ter uma leitura direcionada pelo autor, o que quer dizer que ele não "se ofendia" se alguém "encontrasse uma alegoria", mas se ofendia quando diziam que ele tinha escrito um texto alegórico, o que é bem diferente.

6. Ao terminar os capítulos de Crônicas o leitor está sem ar - Bem, mais uma vez algo completamente individual. Eu fiquei completamente sem ar quando li qualquer livro do Tolkien, assim como vários outros livros de vários outros autores. Isso quer dizer que eles são melhores que aqueles que eu ainda tinha ar?

7. Há mais reviravoltas na trama em um livro de Martin do que em todas as obras do Tolkien juntas - Okay... desde quando reviravoltas na trama é sinônimo de qualidade? Como estudiosa do gênero Fantasia, não me lembro de jamais ter lido ou visto tal coisa, assim como em nenhum outro gênero. Bem, talvez no Romance Policial tradicional, mas ainda assim, outro critério bastante duvidoso.

8. O leitor troca de olhos a cada capítulo - Bem, a esta altura eu já perdi toda a esperança de que essa criatura tenha realmente lido o Tolkien. Sério que você acredita que o ponto de vista nas obras do Tolkien é único? Sério?

9. Há personagens para todos os gostos - Pobre Tolkien... tanto trabalho para criar o que criou para que leitores desatentos diminuam seus personagens tão bem trabalhados...

10. As Crônicas de Gelo e Fogo duram mais - Bem, isso é interessante. Em primeiro lugar quero destacar que a autora da matéria trata da obra de Martin como um todo, mas elege apenas O Senhor dos Anéis de Tolkien para suas comparações. Será que ela não conhece a obra de Tolkien como um todo (me referindo aqui somente ao ciclo da Terra-média, ou seja, o que tem ligação com O Senhor dos Anéis)? É o que me parece, já que derrubaria todos os seus argumentos, se é que podem ser considerados como argumentos. Outra coisa: relacionando-se somente a O Senhor dos Anéis, Tolkien deixa bem claro que achava a obra pequena demais (o que eu também acho), mas provavelmente teremos vários leitores que preferem assim.

O que posso concluir com tudo isso é que não vi nenhum argumento válido para tal comparação, que em si já é absurda. Comparar livros diferentes, escritos em épocas diferentes é algo tão sem sentido que eu quase não acreditei quando me contaram, ainda mais com argumentos tão subjetivos e sem sustentação. Me espanta ver uma revista tão conceituada quanto a Veja publicar tal coisa. Talvez, para evitar problemas, a amiga poderia mudar o nome da matéria para "Dez razões pelas quais EU ACHO A Guerra dos Tronos muito melhor que O Senhor dos Anéis."
Minha opinião, lógico.

O que eu posso dizer?

Já disse tudo, tudo que tinha pra falar. Ninguém se importa e não há nada mais que eu possa fazer.
Ai... a solução é tão simples e está tão perto... mas eu sou uma idiota!
Eu me importo com quem não dá a mínima. Na verdade eu me importo, esse é o problema.
Não sei por que to escrevendo.
Tão fácil... tão fácil... ):
Bem. É isso. Quando não se tem o que dizer, cala-se a boca!
Ainda bem que os signos são arbitrários... sorry, Benjamin.

sábado, 7 de maio de 2011

Poor Sméagol

Faz tempo que não escrevo aqui. Ainda bem, porque ultimamente eu só sei reclamar.
Não é bem reclamar, são só pensamentos que não importam pra ninguém e quer saber? Tá começando a cansar bastante isso. Eu achava que o grande problema era o futebol. Não ter ninguém pra falar sobre isso ou ninguém que se importasse. Mas aparentemente eu tenho o dom de ter sempre assuntos que não interessam a ninguém. Absolutamente ninguém.
Ninguém me ouve. Ninguém me entende. Ninguém se importa.
A questão é: por que eu me importo?
Não é porque eu quero. Também não é porque me criaram assim, afinal o que me ensinaram é que o que importa é trabalhar, ter dinheiro pra comer e não fazer coisas erradas (?).
Mas então de onde eu tirei que eu tenho que me importar? Me importar com o mundo, com as pessoas, com a vida, a morte, as ideias, a imaginação, as atitudes?
A pior coisa que existe no mundo é o pensamento. Coisa nociva e sem sentido algum além de te fazer sofrer. Jamais pense. Jamais.
A existência ultimamente anda com um peso maior, um significado muito grande e profundo que eu não consigo e não quero suportar.
Eu estava pensando... eu adorava a época que esse blog era cheio de leitores e tal... mas agora que quase ninguém lê eu o amo mais ainda, pois eu posso dizer tudo o que eu quero sem a preocupação de que as pessoas que lêem irão pensar que eu escrevi tudo isso só pra parecer... não sei (as pessoas tem pensamentos estranhos às vezes e estou dizendo isso a partir de experiências pessoais)... inteligente (?).
Dizer essas coisas não é sinal de inteligência, mas de uma perturbação além do suportável.
Não posso negar que invejo, de certa forma, as pessoas que tiveram uma vida pouco atribulada ou até mesmo feliz e que estão pouco ligando pra tudo e que, por isso, não entendem nada do que quero dizer. Ou até mesmo as pessoas que tiveram uma vida muito difícil, mas ainda conseguem se esquecer de tudo e viver bem. Algumas pessoas pensam que eu sou assim. Não sou. Não sei em que escala de sofrimento as pessoas enquadram minha vida, isso não me importa por dois motivos. Primeiro, as pessoas não sabem nem metade do que eu passei, mesmo as que eu contei muitas coisas. Segundo, não importa o que as outras pessoas acham da minha vida. Eu sei o que as coisas pela qual passei significam pra mim. E é demais, só isso.
A pessoa que mais se aproxima de mim e a que eu mais sinto falta agora não passou nem pela metade do que eu passei e, como eu disse, isso não importa, afinal ela vive em um nível de perturbação próximo ao meu.
Não tenho mais o que dizer. Ou tenho tanto que é muito mais fácil não dizer nada.

terça-feira, 26 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Wait to die, wait to live... wait for an absolution that would never come

Hoje faz 99 anos que o Titanic afundou. Aproximadamente 1500 pessoas morreram naquele dia. 1500 almas, como diz Mr. Murdoch.
Teria um milhão de coisas pra dizer sobre isso, mas estou cansada. Cansada de dizer tanta coisa sobre tudo. Às vezes é melhor não dizer nada mesmo.
O Titanic é uma das minhas primeiras paixões. Eu que sempre fui apaixonada por tudo que era grandioso não poderia deixar de me apaixonar pelo navio mais lindo, grande, luxuoso e incrível de todos os tempos.
Meus respeitos a todos os mortos naquele naufrágio.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Post do fim do mundo. Ou pra soar mais tolkieniano "Here at the end of all things"

Por que esse nome? Bem, porque eu tenho um milhão de coisas a dizer. Um pouco de tudo. E provavelmente não direi nada.
Não, eu não estou morrendo. Não mais do que qualquer outra pessoa que vive, talvez menos que algumas. É só que deu vontade de escrever. Isso porque eu to sempre escrevendo! Se não aqui, com meus poetas de Okinoh... (:
Gente. Eu sou uma pessoa extremamente insuportável! Eu sei, já disse isso mil vezes, mas é que eu sou mesmo. E egoísta (agora mais do que nunca) e fresca e I don't care! De verdade... eu to tão 'não ligo pra nada no mundo além dos meus lindos jogos de futebol e pra minha realidade fantasiada'. Sim, agora eu tenho uma realidade fantasiada e ela é tão perfeita, tão linda!!!!
Perfeita não no sentido de não ter nenhum problema. Perfeita no sentido de ter somente os problemas que eu quero. Eu sou exatamente quem eu quero ser, convivo com pessoas que são do jeito que eu queria que as pessoas fossem e tudo é muito melhor. Eu sei que na realidade real as coisas não podem ser assim. Já desisti disso faz tempo. E nem vem me falar que o bonito do mundo é aceitar as pessoas do jeito que elas são e amá-las é aceitar seus defeitos e blá blá blá... I DON'T CARE! Dei 26 anos de chance pro mundo e pras pessoas. Todos me decepcionaram todo o tempo, então, dane-se! Agora podem ser quem vocês quiserem porque eu não ligo mais! É bem possível que eu continue me decepcionando com as pessoas, mas o tombo é tão menor, vocês não fazem ideia! Pode ser que eu me arrependa disso mais pra frente? Pode ser. Mas já me arrependi de coisas muito piores... Eu sei que tem pessoas que se esforçam pra fazerem o que eu disse, esse negócio de aceitar com os defeitos e tal, mas ninguém, NINGUÉM me aceita exatamente do jeito que eu sou e eu cansei de fingir. Não vou mais. Acabou. Quem chegou mais perto disso é certamente o Fer, embora ele ainda me atormente com algumas coisas e não tiro a razão dele. Lembrem-se, eu disse desde o começo: eu sou insuportável. A culpa não é das pessoas, é minha! Não estou culpando ninguém. O problema é quando você é insuportável para as pessoas pelos motivos errados... mas não entrarei nesse assunto. A questão é que eu sempre achei que o problema era comigo, mas culpava as outras pessoas e ficava me fazendo de coitada. Agora eu mudei de postura. Eu sei que o problema é comigo, o problema é meu e ninguém tem nada a ver com isso! E assumindo isso, eu posso assumir também, principalmente pra mim, o que eu acho que é bom, por isso digo agora: dane-se todo mundo. Não ligo para o que você acha. Cansei de pedir ajuda e nunca ter. Cansei de chorar. Cansei de ser idiota.
Ninguém nunca me entendeu. O pior é ter que aguentar pessoas (isso não é indireta pra ninguém e caso fosse seria pra todo mundo que conheci até hoje) dizendo que tudo vai ficar bem e que eles estarão sempre do meu lado. Porra, não promete o que não pretende cumprir! Tudo bem você prometer uma coisa que você tem intenção de cumprir. Outra coisa é você prometer coisas que você sabe que não vai fazer. Eu acredito, caralho! E me fodo depois...
Mas não estou aqui pra culpar ninguém de nada, só estou deixando clara minha atual posição. Não ligo mais. Ainda vou chorar? Com certeza! Ainda vou querer morrer? Definitivamente! (sempre quero!). A questão é que agora isso é só problema meu e ninguém tem nada a ver com isso, a não ser as pessoas que eu elegi na minha realidade fantasiada. Sou doida? Bem, isso é problema meu. Nenhum homem é uma ilha, como disse Jon Bon Jovi (se você é burro demais pra entender a piada o problema é seu)? Bem, I am no man! (:
E nem uma ilha! Eu sou um continente inteiro, com toda essa gordura... Mas eu sou o continente que tem tudo e todos que eu preciso, portanto eu não preciso de você e sua vidinha perfeita! (Há, ADORO essas referências!)
Agora vamos falar de outra coisa. Um conselho, eu diria: cuidado com o que você faz aos outros. O que você diz, o que você promete, o que você faz. Você pode estar fazendo com que alguém faça o mesmo que eu, ou seja, abandone qualquer tipo de fé nas pessoas por ter acreditado em você.
Óbvio que isso serviria pra mim também, caso eu ainda me importasse. Mas eu não ligo se isso vai fazer alguém chorar ou querer morrer ou perder a fé em mim (você ainda tem? hahahahahaha, idiota!), porque todos fizeram isso comigo e ninguém se importou. Então, por que, POR QUE haveria eu de me importar? Essa é a parte que eu explico o quanto eu estou egoísta.
Como eu disse, óbvio que posso me arrepender de tudo isso. Inclusive agora estou até chorando (ajudada pela trilha sonora) ao pensar a que ponto eu cheguei e pensando se não deveria apagar tudo isso pra não magoar as pessoas. Mas dane-se! Sou uma mulher ou um pé de jambo? (hum... nenhum dos dois, sou uma criança, como já disse. Na verdade eu sou um rinoceronte!) Tenho que assumir as consequências das minhas decisões e palavras.
Não sei se já disse isso, mas isso não é, de modo algum, indireta pra ninguém. Estou falando de um modo geral geral. Inclusive imagino que meus amigos devem até se sentir meio ofendidos, mas sorry! É a verdade! Não vou ficar amenizando as coisas senão perde seu verdadeiro sentido, se é que há sentido em alguma coisa além daquelas em que projetamos os sentidos que queremos.
Cansei. Nem comecei a falar as coisas que queria, mas já cansei.
Super beijo e sejam felizes se isso é possível pra vocês.
Caso alguém não tenha entendido o recado, aqui vai um resumo: vocês (entenda-se por 'vocês' aqui todas as pessoas que existem no mundo, inclusive as que eu não conheço, mas que fizeram animais sofrerem ou outras pessoas e não só eu. Também pode incluir o mundo e toda a criação) arruinaram minha vida ao ponto de eu preferir eu e minhas invenções a qualquer coisa do mundo além do futebol.
Ah! E já ia esquecendo, mas 'alguém' me lembrou... I'll NEVER Walk Alone! (:
That's not all but enough for now.

sábado, 2 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Nadinha de nada

Nada pra dizer. Um milhão de coisas na cabeça. Mas tenho a impressão que já disse tudo que poderia dizer e que se ninguém entendeu até agora, não vão mais entender, então pra que perder tempo?
Bem, não estou escrevendo pra ninguém mais, só pra mim, por pura e simples falta do que fazer e sabe Deus por que, pra não enlouquecer.
Nada é só bom ou só ruim. A não ser a minha vida que dá conta de ser ruim mesmo com qualquer coisa boa. (Agora alguém vai me dizer que o problema é comigo e o jeito de eu encarar as coisas e eu vou responder: dane-se, eu não estou te perguntando!). É óbvio que o problema é comigo e eu não preciso de nenhum retardado pra me dizer isso, então, poupe-se.
Não quero falar com ninguém. Não quero que ninguém fale comigo.
Semana passada eu resolvi fazer uma coisa que eu achava que dava pra conciliar com a minha vida "normal" (ou seria vida fake? Whatever!), mas não dá. Soooooooo....................
Quem é esperto vai entender.
Não tenho paciência. Não mais. Então se você não quer uma boa patada, fique longe de mim. BEM longe.
Por que as pessoas se metem a falar do que não sabem e em 99% dos casos são sobre coisas que eu amo, o que me irrita 7 vezes mais?
Neste momento, odeio todo mundo. E todo mundo está errado. E me irritando.
Não tenho salvação. Não tenho com quem falar. Ninguém me entende, por mais que tentem fingir...
Como eu odeio o mundo. Como eu odeio as pessoas.
Por que nada na minha vida dá certo? Nadinha de nada? (OHHH!!! É o título do post...)
O pior é que a única coisa que me conforta agora é a que me traz mais dor... E o melhor é que ninguém tá dando a mínima pra isso.
E juro por tudo que eu amo que o primeiro hipócrita que vier falar comigo e perguntar o que está acontecendo vai ver a minha melhor performance de cavala. Eu avisei, não reclame depois. Isso vale pra qualquer um!
Posso estar sendo injusta? Claro. Mas eu não estou dando a mínima. Pra quem só se fode anyway, ser boazinha ou injusta não faz diferença nenhuma. Na verdade, talvez, eu me sinta melhor, já que é um saco você pensar "Nossa, fui super bacana com o mundo, tentei ser legal, ajudar e só me fudi." Pelo menos se eu for cavala e insuportável, como eu sou às vezes, mas muito pior, ainda que eu seja injusta, pelo menos estarei merecendo essa vida de merda.
Isso! Vou fazer jus a tudo que recebo da vida.
E não poderia me despedir de outra forma que não com um belo e sonoro "Vai tomar bem no meio do seu cu".

domingo, 27 de março de 2011

"I can't live without my life"

Por que eu fui assistir O morro dos Ventos Uivantes bem agora??? ):
Eu odeio o livro, odeio o filme, mas, merda! Vocês sabem, né...
Agora já viu né... e ainda vi Once esses dias... tudo pra ajudar. ):
Pra vocês terem uma ideia eu iria escrever outra coisa completamente diferente dessa, mas perdi o rumo... ai.
):

segunda-feira, 21 de março de 2011

Agradecimentos da dissertação de mestrado

Para todos que não terão o grande prazer (AHAM) de poder ler de outra forma, posto aqui meus agradecimentos da dissertação de mestrado. Segue abaixo:

Essa deveria ser a parte mais fácil de todo o trabalho, mas não é.

Tenho muita gente pra agradecer (será que posso usar “pra” aqui ou tem que ser “para”? Enfim...) e nem sei por onde começar, mas sempre há que se começar por algum lugar, neste caso, por alguém.

Em primeiro lugar queria agradecer a Deus, não por clichê ou algo assim, de verdade. Não preciso explicar toda a história da criação para que você, leitor, entenda que, sem Deus, eu não estaria aqui. Mas meu agradecimento vai além desse simples fato. Quando eu não acreditava mais em mim, Ele continuou acreditando. E olha que eu dei milhões de motivos para que Ele desistisse de mim, mas Ele continuou. Obrigada, Deus.

Agora acho que vem a família, né? Pois é... tenho vários problemas com a minha (fragmentada) família. Mas a parte que me acolheu, fez isso direito, por este motivo eles merecem muito esse agradecimento. Tia Lindaura, tio Arnaldo, Dalva, Paula (com seus respectivos maridos e filhos): sem vocês eu jamais estaria aqui. Muito obrigada mesmo!

Também incluindo na parte da família, como não poderia deixar de ser, gostaria de agradecer a família do Fer, que sempre esteve ao meu lado quando eu precisei, principalmente quando era necessário imprimir centenas de páginas na casa deles. Um beijo especial pra Gabriela, que acha que eu a abandonei, mas na verdade é esse trabalho que não me deixa ir vê-la com mais freqüência.

Os amigos. Será que os agradecimentos podem ser maiores que a dissertação? Não que eu tenha tantos amigos assim, mas os que eu tenho me ajudaram tanto, mas tanto, que eu teria que agradecer infinitamente cada um deles. Não citarei nomes porque provavelmente esqueceria alguém, que ficaria chateado e não me diria nada, mas em algum momento iria ficar com raiva de mim por algum outro motivo e me jogaria isso na cara. Amizade é isso, minha gente. O que vemos entre Frodo e Sam existe só nos livros e nem mesmo em todos. Mas não pensem que estou diminuindo o que tenho, amo meus amigos, todos eles e eles sabem quem são. Para não parecer tão injusta, agradeço principalmente aqueles que estiveram na minha defesa e aos que não estiveram também, a meu pedido. Ai, essa parte não está ficando boa, mas não irei apagar, como já disse, meus amigos sabem quem são.

Incluo aqui no grupo dos amigos todos os meus followers do Twitter, que me agüentam TODO o tempo. Sim, eu escrevo o tempo todo. Agradeço também meus followers do Tumblr, que fizeram a minha vida muito mais suportável nesses últimos tempos.

Gostaria de agradecer também a Ebenezer Cobb Morley por, em 26 de outubro de 1863, iniciar a série de reuniões que dariam origem ao futebol moderno. Sim, agradeço a ele porque sem futebol minha sobrevivência não seria possível. Sim, amo futebol como não amo a mim mesma! Então ainda aqui agradeço aos fundadores dos meus clubes amados (não vou ficar citando nomes senão vai ficar parecendo uma enciclopédia histórica do futebol): Corinthians e Liverpool. Agradeço não porque eles tenham vindo me ajudar a pensar sobre os contos de fadas, mas por me fazerem passar tanta raiva que eu quisesse fazer qualquer coisa para esquecer, inclusive estudar e terminar este trabalho. Se bem que não posso esconder, caro leitor, que tenha surgido em minha mente várias similaridades entre o Mundo Secundário descrito por Tolkien (como vocês verão mais à frente) e o futebol. Creio que cheguei a escrever algo sobre isso em meu blog futebolístico (Era uma vez uma bola...), caso se interessem. Ainda aqui agradeço também a ESPN por passar quase todos os jogos que quero assistir e por ter pessoas tão maravilhosas e inteligentes, além de ótimos em seus respectivos trabalhos, como o Mauro Cezar, o Rodrigo Bueno e o Paulo Andrade.

Quero agradecer também meu amigo Pedro Henrique Bernardinelli por me ajudar a passar minha linda epígrafe para o Quenya. Sim, aquela língua diferente na epígrafe é Quenya.

Nossa, está chegando a parte mais difícil. Mas vamos lá que isso tem que ser terminado.

Meu orientador. O ser mais fofo, mais inteligente e mais paciencioso que eu tive a sorte de conhecer. Não sei nem o que dizer. Alvaro, obrigada por existir. Obrigada por me ajudar tanto. Obrigada por ter me aceitado como orientanda. Obrigada por me apoiar. Obrigada por tudo! E neste parágrafo lindo incluo a Marize também, claro, esposa do meu orientador mágico e uma das melhores professoras que já tive. Obrigada, Marize, por cuidar bem do Alvaro para que ele pudesse me agüentar e também por ser tão fofa comigo como você sempre foi, mesmo quando me puxava a orelha.

Ainda no que diz respeito aos professores quero agradecer o Orlando. Por quê? Oras, sou fã dele desde que entrei na graduação e a admiração só foi aumentando! Ele é demais! Orlando, você é demais! Obrigada por estar nas minhas bancas e por ter me ajudado tanto desde sempre, mesmo sem saber.

Agradeço também a Karin, que é uma das professoras mais fantásticas que eu já conheci. Ela estuda contos de fadas e fantasia! Sem contar que é de uma simpatia rara. Obrigada, Karin, por ter participado da minha banca e ter sido tão generosa nos elogios. Tenho certeza de que eu não merecia, mas tudo bem.

Também agradeço ao Aquati por sempre ter alguns minutinhos pra discutir os últimos acontecimentos futebolísticos comigo. Sim, isso me ajudava muito a acreditar no meu trabalho. Incluo aqui também, nessa grande parte dos professores, a Sônia, que sempre pegou no meu pé, mas que eu adoro. Obrigada, Soninha!

Não posso deixar de citar também a Roxana, o Arnaldo, o Motta, a Maria Antônia, a Cláudia e vários outros. Como citei alguns nomes, posso cair naquilo que disse sobre os amigos e acabar chateando alguém. Mas não são todos os professores que ajudam, todo aluno sabe disso, embora, é claro, eu realmente possa ter esquecido alguém, não porque não tenha sido importante, mas só porque estou extremamente cansada e esse agradecimento já se estendeu mais do que deveria.

Agora os três últimos e os três mais importantes.

O Blaublau. Sim, meu ursinho de 26 anos, que é o meu melhor amigo e o único que jamais me decepcionou de forma alguma. Obrigada, Blaublau! Por todas as dicas e as “mexidas de pauzinho”. Te amo. Incluo aqui também todos os “amigãos” (não está errado, ok, é o nome do conjunto de amigos do Blaublau e “amigões” soaria absurdo!), a Mel, minha princesa, e a Jacarezona.

O Fer. O Fer é, definitivamente, o responsável por existir um trabalho. Foi ele quem me obrigou, sempre que eu desistia, a continuar. Portanto se vocês têm o prazer ou o desgosto de ter este trabalho pra ler, a culpa é toda dele. Muito obrigada, Fer! Você sabe o quanto é importante na minha vida, mesmo eu sendo tão chata e insuportável com você. Obrigada mesmo. Por tudo. Te amo.

O Tolkien. Impossível expressar em palavras o que sinto em relação a esse homem, gênio, grande ser humano que eu tive a sorte de ler. Se há alguém que vocês possam culpar mais que o Fer por este trabalho existir, é ele. Mas não se atrevam a culpar o Tolkienzinho de nada, pois eu sou realmente brava e bato em você. Ele é perfeito e o maior escritor que já respirou esse ar poluído do mundo. Te amo muito, Tolkien, muito obrigada e desculpe se estou fazendo tudo errado. Vou continuar tentando, prometo.

Pra finalizar (graças aos céus, dirá você) agradeço também a todos os outros escritores, principalmente os de fantasia, por existirem e nos presentear com suas obras. TODAS elas. Sem preconceitos, hein!

E como não poderia deixar de ser, termino com a frase que me impediram de dizer e escrever por tanto tempo: Tolkienzinho é um gênio!

"Assim, o ser triste sente-se plenamente reconhecido pelo irreconhecível"

Gente, to lendo uns textos aqui pra fazer seminário do Orlando e OMG!!!! O Benjamin é muito foda!!! Vou colocar só dois pedacinhos aqui, tá, só pra pensar...

"A segunda versão da história da criação que narra como foi insuflado o sopro, refere, simultaneamente, que o homem foi feito de terra. Em toda a história da criação esta é a única passagem em que se fala de um material do Criador, no qual este exprime a sua vontade, de resto, concebida como imediatamente criadora. Nesta segunda história da criação, a criação do homem não acontece através da palavra: Deus disse - e fez-se -, mas sim, a este homem, que não foi criado através da palavra, é aposta a dádiva da língua, e ele é elevado acima da natureza." p. 186

"Deus não criou o homem a partir da palavra, e não o denominou. Não quis subordiná-lo à língua, mas sim libertar de si no homem a língua que lhe tinha servido como medium de criação; Deus descansou quando abandonou a si mesma no homem a sua força criadora." p. 187

"Sobre a linguagem em geral e sobre a linguagem humana" Walter Benjamin

(Não vou colocar referência bibliográfica certinha porque isso é um blog e não um texto científico. Se alguém quiser, me peça!)

Dá vontade de colocar o texto todo, muito bom! E curto!

That's all.

É foda ou o que?

Gente, to lendo uns textos aqui pra fazer seminário do Orlando e OMG!!!! O Benjamin é muito foda!!! Vou colocar só dois pedacinhos aqui, tá, só pra pensar...

quarta-feira, 9 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

Das antigas

Diálogo

- Como é?
- Eu não sei!
- Como não?
- Não sabendo!
- Posso ir?
- Acho que não!
- Vai voltar?
- Nem pensar!
- Vai doer?
- Provavelmente!
- Vai passar?
- Com o tempo...
- E o que eu faço?
- Espere!
- Quanto tempo?
- O necessário.
- Não aguento!
- Por favor!?
- Vou tentar...
- Obrigado!
- Eu te amo!
- Dorme em paz.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Continuação?

Sem dormir e estressada. O que vira? Milhões de posts. Ou só dois, em milhões de palavras.
Se você não leu o que escrevi no Era uma vez uma bola, deveria, pois isso aqui é praticamente uma continuação. Na verdade o problema como um todo é a minha vida (vida?) e o que escrevi lá é só parte do problema. Qual é o problema? Não sei. Se soubesse talvez conseguisse resolver.
Um dos problemas deve ser que o mundo é muito injusto. Alguns devem estar pensando "Quem você pensa que é pra falar em injustiça?" Bem, sou um ser que vive no mundo e por isso está em contato com as injustiças e outra, já discuti essa questão aqui.
Óbvio que eu posso pensar de outras pessoas que elas não tem do que reclamar e óbvio eu estaria errada, pois eu não tenho como saber. O mesmo vale pra vocês. Ninguém sabe da minha vida, então me deixem reclamar à vontade. Alguém pode me ajudar? Não. Então também não vem me atormentar.
Bem, é muito ruim ficar pensando na merda da vida e ficar lamentando tudo aqui ou em qualquer lugar, então vou voltar pra minha melhor opção e ser (parcialmente) feliz.
"Pain is temporary. Victory is forever."

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Desafio Skoob


Gente, olha só que legal!!! Então... tá, vou direto ao assunto: tá rolando um desafio no Skoob (http://www.skoob.com.br/) e eu fui desafiada e to respondendo e é legal e é isso aí!!!! Vamos lá! Eu fui desafiada pelo Nanuka Andrade (http://nanukandrade.wordpress.com/).

Primeiro: Você vai escolher 5 amigos no Skoob para responder as mesmas perguntas.







Segundo: Você vai responder essas 5 perguntinhas iniciais:

1. O que você está lendo?
O nome do vento - Patrick Rothfuss

2. Cite até 5 livros favoritos (se você é escritor, não vale o seu):
O Silmarillion - J. R. R. Tolkien
Era uma vez, há muito tempo atrás - Brigid Pasulka
O Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien
O jogo do anjo - Carlos Ruiz Zafón
Harry Potter - J. K. Rowling

3. Cite até 5 livros desejados:
A mulher do viajante do tempo - Audrey Niffenegger
The Treason of Isengard - J. R. R. Tolkien
The War of the Ring - J. R. R. Tolkien
Sauron Defeated - J. R. R. Tolkien
The War of the Jewels - J. R. R. Tolkien

4. Quantos livros você já leu?
No idea! Uns 800 fácil, fácil... ou mais.

5. Abandonou algum livro? Qual? (Cite um)
Balada da Praia dos Cães - José Cardoso Pires

Terceiro: você vai escolher 2 dos 5 amigos que indicou e responder as próximas cinco perguntas sobre eles.

1. Cite pelo menos 5 livros na estante deles que você já leu:

Caio: O conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas
As mentiras que os homens contam - Luis Fernando Veríssimo
O mundo de Sofia - Jostein Gaarder
Harry Potter - J. K. Rowling
O Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien

André: Revolução dos bichos - George Orwell
O Hobbit - J. R. R. Tolkien
Eclipse - Stephenie Meyer
A bússola de ouro - Philip Pullman
O pequeno príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

2. Possui algum livro favorito em comum? Se sim, cite até 2:

Caio: Nenhum
André: A história sem fim - Michael Ende

3. Um livro na estante deles que você jamais leria:
Nenhum

4. Cite até 3 livros desejados que você também queria:

Caio: Nenhum
André: Bonequinha de Luxo - Truman Capote

5. Qual livro da sua estante você recomenda para que eles leiam:
Caio e André: Era uma vez, há muito tempo atrás - Brigid Pasulkas