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I hate everything, except some things

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Post do fim do mundo. Ou pra soar mais tolkieniano "Here at the end of all things"

Por que esse nome? Bem, porque eu tenho um milhão de coisas a dizer. Um pouco de tudo. E provavelmente não direi nada.
Não, eu não estou morrendo. Não mais do que qualquer outra pessoa que vive, talvez menos que algumas. É só que deu vontade de escrever. Isso porque eu to sempre escrevendo! Se não aqui, com meus poetas de Okinoh... (:
Gente. Eu sou uma pessoa extremamente insuportável! Eu sei, já disse isso mil vezes, mas é que eu sou mesmo. E egoísta (agora mais do que nunca) e fresca e I don't care! De verdade... eu to tão 'não ligo pra nada no mundo além dos meus lindos jogos de futebol e pra minha realidade fantasiada'. Sim, agora eu tenho uma realidade fantasiada e ela é tão perfeita, tão linda!!!!
Perfeita não no sentido de não ter nenhum problema. Perfeita no sentido de ter somente os problemas que eu quero. Eu sou exatamente quem eu quero ser, convivo com pessoas que são do jeito que eu queria que as pessoas fossem e tudo é muito melhor. Eu sei que na realidade real as coisas não podem ser assim. Já desisti disso faz tempo. E nem vem me falar que o bonito do mundo é aceitar as pessoas do jeito que elas são e amá-las é aceitar seus defeitos e blá blá blá... I DON'T CARE! Dei 26 anos de chance pro mundo e pras pessoas. Todos me decepcionaram todo o tempo, então, dane-se! Agora podem ser quem vocês quiserem porque eu não ligo mais! É bem possível que eu continue me decepcionando com as pessoas, mas o tombo é tão menor, vocês não fazem ideia! Pode ser que eu me arrependa disso mais pra frente? Pode ser. Mas já me arrependi de coisas muito piores... Eu sei que tem pessoas que se esforçam pra fazerem o que eu disse, esse negócio de aceitar com os defeitos e tal, mas ninguém, NINGUÉM me aceita exatamente do jeito que eu sou e eu cansei de fingir. Não vou mais. Acabou. Quem chegou mais perto disso é certamente o Fer, embora ele ainda me atormente com algumas coisas e não tiro a razão dele. Lembrem-se, eu disse desde o começo: eu sou insuportável. A culpa não é das pessoas, é minha! Não estou culpando ninguém. O problema é quando você é insuportável para as pessoas pelos motivos errados... mas não entrarei nesse assunto. A questão é que eu sempre achei que o problema era comigo, mas culpava as outras pessoas e ficava me fazendo de coitada. Agora eu mudei de postura. Eu sei que o problema é comigo, o problema é meu e ninguém tem nada a ver com isso! E assumindo isso, eu posso assumir também, principalmente pra mim, o que eu acho que é bom, por isso digo agora: dane-se todo mundo. Não ligo para o que você acha. Cansei de pedir ajuda e nunca ter. Cansei de chorar. Cansei de ser idiota.
Ninguém nunca me entendeu. O pior é ter que aguentar pessoas (isso não é indireta pra ninguém e caso fosse seria pra todo mundo que conheci até hoje) dizendo que tudo vai ficar bem e que eles estarão sempre do meu lado. Porra, não promete o que não pretende cumprir! Tudo bem você prometer uma coisa que você tem intenção de cumprir. Outra coisa é você prometer coisas que você sabe que não vai fazer. Eu acredito, caralho! E me fodo depois...
Mas não estou aqui pra culpar ninguém de nada, só estou deixando clara minha atual posição. Não ligo mais. Ainda vou chorar? Com certeza! Ainda vou querer morrer? Definitivamente! (sempre quero!). A questão é que agora isso é só problema meu e ninguém tem nada a ver com isso, a não ser as pessoas que eu elegi na minha realidade fantasiada. Sou doida? Bem, isso é problema meu. Nenhum homem é uma ilha, como disse Jon Bon Jovi (se você é burro demais pra entender a piada o problema é seu)? Bem, I am no man! (:
E nem uma ilha! Eu sou um continente inteiro, com toda essa gordura... Mas eu sou o continente que tem tudo e todos que eu preciso, portanto eu não preciso de você e sua vidinha perfeita! (Há, ADORO essas referências!)
Agora vamos falar de outra coisa. Um conselho, eu diria: cuidado com o que você faz aos outros. O que você diz, o que você promete, o que você faz. Você pode estar fazendo com que alguém faça o mesmo que eu, ou seja, abandone qualquer tipo de fé nas pessoas por ter acreditado em você.
Óbvio que isso serviria pra mim também, caso eu ainda me importasse. Mas eu não ligo se isso vai fazer alguém chorar ou querer morrer ou perder a fé em mim (você ainda tem? hahahahahaha, idiota!), porque todos fizeram isso comigo e ninguém se importou. Então, por que, POR QUE haveria eu de me importar? Essa é a parte que eu explico o quanto eu estou egoísta.
Como eu disse, óbvio que posso me arrepender de tudo isso. Inclusive agora estou até chorando (ajudada pela trilha sonora) ao pensar a que ponto eu cheguei e pensando se não deveria apagar tudo isso pra não magoar as pessoas. Mas dane-se! Sou uma mulher ou um pé de jambo? (hum... nenhum dos dois, sou uma criança, como já disse. Na verdade eu sou um rinoceronte!) Tenho que assumir as consequências das minhas decisões e palavras.
Não sei se já disse isso, mas isso não é, de modo algum, indireta pra ninguém. Estou falando de um modo geral geral. Inclusive imagino que meus amigos devem até se sentir meio ofendidos, mas sorry! É a verdade! Não vou ficar amenizando as coisas senão perde seu verdadeiro sentido, se é que há sentido em alguma coisa além daquelas em que projetamos os sentidos que queremos.
Cansei. Nem comecei a falar as coisas que queria, mas já cansei.
Super beijo e sejam felizes se isso é possível pra vocês.
Caso alguém não tenha entendido o recado, aqui vai um resumo: vocês (entenda-se por 'vocês' aqui todas as pessoas que existem no mundo, inclusive as que eu não conheço, mas que fizeram animais sofrerem ou outras pessoas e não só eu. Também pode incluir o mundo e toda a criação) arruinaram minha vida ao ponto de eu preferir eu e minhas invenções a qualquer coisa do mundo além do futebol.
Ah! E já ia esquecendo, mas 'alguém' me lembrou... I'll NEVER Walk Alone! (:
That's not all but enough for now.

sábado, 2 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Nadinha de nada

Nada pra dizer. Um milhão de coisas na cabeça. Mas tenho a impressão que já disse tudo que poderia dizer e que se ninguém entendeu até agora, não vão mais entender, então pra que perder tempo?
Bem, não estou escrevendo pra ninguém mais, só pra mim, por pura e simples falta do que fazer e sabe Deus por que, pra não enlouquecer.
Nada é só bom ou só ruim. A não ser a minha vida que dá conta de ser ruim mesmo com qualquer coisa boa. (Agora alguém vai me dizer que o problema é comigo e o jeito de eu encarar as coisas e eu vou responder: dane-se, eu não estou te perguntando!). É óbvio que o problema é comigo e eu não preciso de nenhum retardado pra me dizer isso, então, poupe-se.
Não quero falar com ninguém. Não quero que ninguém fale comigo.
Semana passada eu resolvi fazer uma coisa que eu achava que dava pra conciliar com a minha vida "normal" (ou seria vida fake? Whatever!), mas não dá. Soooooooo....................
Quem é esperto vai entender.
Não tenho paciência. Não mais. Então se você não quer uma boa patada, fique longe de mim. BEM longe.
Por que as pessoas se metem a falar do que não sabem e em 99% dos casos são sobre coisas que eu amo, o que me irrita 7 vezes mais?
Neste momento, odeio todo mundo. E todo mundo está errado. E me irritando.
Não tenho salvação. Não tenho com quem falar. Ninguém me entende, por mais que tentem fingir...
Como eu odeio o mundo. Como eu odeio as pessoas.
Por que nada na minha vida dá certo? Nadinha de nada? (OHHH!!! É o título do post...)
O pior é que a única coisa que me conforta agora é a que me traz mais dor... E o melhor é que ninguém tá dando a mínima pra isso.
E juro por tudo que eu amo que o primeiro hipócrita que vier falar comigo e perguntar o que está acontecendo vai ver a minha melhor performance de cavala. Eu avisei, não reclame depois. Isso vale pra qualquer um!
Posso estar sendo injusta? Claro. Mas eu não estou dando a mínima. Pra quem só se fode anyway, ser boazinha ou injusta não faz diferença nenhuma. Na verdade, talvez, eu me sinta melhor, já que é um saco você pensar "Nossa, fui super bacana com o mundo, tentei ser legal, ajudar e só me fudi." Pelo menos se eu for cavala e insuportável, como eu sou às vezes, mas muito pior, ainda que eu seja injusta, pelo menos estarei merecendo essa vida de merda.
Isso! Vou fazer jus a tudo que recebo da vida.
E não poderia me despedir de outra forma que não com um belo e sonoro "Vai tomar bem no meio do seu cu".

domingo, 27 de março de 2011

"I can't live without my life"

Por que eu fui assistir O morro dos Ventos Uivantes bem agora??? ):
Eu odeio o livro, odeio o filme, mas, merda! Vocês sabem, né...
Agora já viu né... e ainda vi Once esses dias... tudo pra ajudar. ):
Pra vocês terem uma ideia eu iria escrever outra coisa completamente diferente dessa, mas perdi o rumo... ai.
):

segunda-feira, 21 de março de 2011

Agradecimentos da dissertação de mestrado

Para todos que não terão o grande prazer (AHAM) de poder ler de outra forma, posto aqui meus agradecimentos da dissertação de mestrado. Segue abaixo:

Essa deveria ser a parte mais fácil de todo o trabalho, mas não é.

Tenho muita gente pra agradecer (será que posso usar “pra” aqui ou tem que ser “para”? Enfim...) e nem sei por onde começar, mas sempre há que se começar por algum lugar, neste caso, por alguém.

Em primeiro lugar queria agradecer a Deus, não por clichê ou algo assim, de verdade. Não preciso explicar toda a história da criação para que você, leitor, entenda que, sem Deus, eu não estaria aqui. Mas meu agradecimento vai além desse simples fato. Quando eu não acreditava mais em mim, Ele continuou acreditando. E olha que eu dei milhões de motivos para que Ele desistisse de mim, mas Ele continuou. Obrigada, Deus.

Agora acho que vem a família, né? Pois é... tenho vários problemas com a minha (fragmentada) família. Mas a parte que me acolheu, fez isso direito, por este motivo eles merecem muito esse agradecimento. Tia Lindaura, tio Arnaldo, Dalva, Paula (com seus respectivos maridos e filhos): sem vocês eu jamais estaria aqui. Muito obrigada mesmo!

Também incluindo na parte da família, como não poderia deixar de ser, gostaria de agradecer a família do Fer, que sempre esteve ao meu lado quando eu precisei, principalmente quando era necessário imprimir centenas de páginas na casa deles. Um beijo especial pra Gabriela, que acha que eu a abandonei, mas na verdade é esse trabalho que não me deixa ir vê-la com mais freqüência.

Os amigos. Será que os agradecimentos podem ser maiores que a dissertação? Não que eu tenha tantos amigos assim, mas os que eu tenho me ajudaram tanto, mas tanto, que eu teria que agradecer infinitamente cada um deles. Não citarei nomes porque provavelmente esqueceria alguém, que ficaria chateado e não me diria nada, mas em algum momento iria ficar com raiva de mim por algum outro motivo e me jogaria isso na cara. Amizade é isso, minha gente. O que vemos entre Frodo e Sam existe só nos livros e nem mesmo em todos. Mas não pensem que estou diminuindo o que tenho, amo meus amigos, todos eles e eles sabem quem são. Para não parecer tão injusta, agradeço principalmente aqueles que estiveram na minha defesa e aos que não estiveram também, a meu pedido. Ai, essa parte não está ficando boa, mas não irei apagar, como já disse, meus amigos sabem quem são.

Incluo aqui no grupo dos amigos todos os meus followers do Twitter, que me agüentam TODO o tempo. Sim, eu escrevo o tempo todo. Agradeço também meus followers do Tumblr, que fizeram a minha vida muito mais suportável nesses últimos tempos.

Gostaria de agradecer também a Ebenezer Cobb Morley por, em 26 de outubro de 1863, iniciar a série de reuniões que dariam origem ao futebol moderno. Sim, agradeço a ele porque sem futebol minha sobrevivência não seria possível. Sim, amo futebol como não amo a mim mesma! Então ainda aqui agradeço aos fundadores dos meus clubes amados (não vou ficar citando nomes senão vai ficar parecendo uma enciclopédia histórica do futebol): Corinthians e Liverpool. Agradeço não porque eles tenham vindo me ajudar a pensar sobre os contos de fadas, mas por me fazerem passar tanta raiva que eu quisesse fazer qualquer coisa para esquecer, inclusive estudar e terminar este trabalho. Se bem que não posso esconder, caro leitor, que tenha surgido em minha mente várias similaridades entre o Mundo Secundário descrito por Tolkien (como vocês verão mais à frente) e o futebol. Creio que cheguei a escrever algo sobre isso em meu blog futebolístico (Era uma vez uma bola...), caso se interessem. Ainda aqui agradeço também a ESPN por passar quase todos os jogos que quero assistir e por ter pessoas tão maravilhosas e inteligentes, além de ótimos em seus respectivos trabalhos, como o Mauro Cezar, o Rodrigo Bueno e o Paulo Andrade.

Quero agradecer também meu amigo Pedro Henrique Bernardinelli por me ajudar a passar minha linda epígrafe para o Quenya. Sim, aquela língua diferente na epígrafe é Quenya.

Nossa, está chegando a parte mais difícil. Mas vamos lá que isso tem que ser terminado.

Meu orientador. O ser mais fofo, mais inteligente e mais paciencioso que eu tive a sorte de conhecer. Não sei nem o que dizer. Alvaro, obrigada por existir. Obrigada por me ajudar tanto. Obrigada por ter me aceitado como orientanda. Obrigada por me apoiar. Obrigada por tudo! E neste parágrafo lindo incluo a Marize também, claro, esposa do meu orientador mágico e uma das melhores professoras que já tive. Obrigada, Marize, por cuidar bem do Alvaro para que ele pudesse me agüentar e também por ser tão fofa comigo como você sempre foi, mesmo quando me puxava a orelha.

Ainda no que diz respeito aos professores quero agradecer o Orlando. Por quê? Oras, sou fã dele desde que entrei na graduação e a admiração só foi aumentando! Ele é demais! Orlando, você é demais! Obrigada por estar nas minhas bancas e por ter me ajudado tanto desde sempre, mesmo sem saber.

Agradeço também a Karin, que é uma das professoras mais fantásticas que eu já conheci. Ela estuda contos de fadas e fantasia! Sem contar que é de uma simpatia rara. Obrigada, Karin, por ter participado da minha banca e ter sido tão generosa nos elogios. Tenho certeza de que eu não merecia, mas tudo bem.

Também agradeço ao Aquati por sempre ter alguns minutinhos pra discutir os últimos acontecimentos futebolísticos comigo. Sim, isso me ajudava muito a acreditar no meu trabalho. Incluo aqui também, nessa grande parte dos professores, a Sônia, que sempre pegou no meu pé, mas que eu adoro. Obrigada, Soninha!

Não posso deixar de citar também a Roxana, o Arnaldo, o Motta, a Maria Antônia, a Cláudia e vários outros. Como citei alguns nomes, posso cair naquilo que disse sobre os amigos e acabar chateando alguém. Mas não são todos os professores que ajudam, todo aluno sabe disso, embora, é claro, eu realmente possa ter esquecido alguém, não porque não tenha sido importante, mas só porque estou extremamente cansada e esse agradecimento já se estendeu mais do que deveria.

Agora os três últimos e os três mais importantes.

O Blaublau. Sim, meu ursinho de 26 anos, que é o meu melhor amigo e o único que jamais me decepcionou de forma alguma. Obrigada, Blaublau! Por todas as dicas e as “mexidas de pauzinho”. Te amo. Incluo aqui também todos os “amigãos” (não está errado, ok, é o nome do conjunto de amigos do Blaublau e “amigões” soaria absurdo!), a Mel, minha princesa, e a Jacarezona.

O Fer. O Fer é, definitivamente, o responsável por existir um trabalho. Foi ele quem me obrigou, sempre que eu desistia, a continuar. Portanto se vocês têm o prazer ou o desgosto de ter este trabalho pra ler, a culpa é toda dele. Muito obrigada, Fer! Você sabe o quanto é importante na minha vida, mesmo eu sendo tão chata e insuportável com você. Obrigada mesmo. Por tudo. Te amo.

O Tolkien. Impossível expressar em palavras o que sinto em relação a esse homem, gênio, grande ser humano que eu tive a sorte de ler. Se há alguém que vocês possam culpar mais que o Fer por este trabalho existir, é ele. Mas não se atrevam a culpar o Tolkienzinho de nada, pois eu sou realmente brava e bato em você. Ele é perfeito e o maior escritor que já respirou esse ar poluído do mundo. Te amo muito, Tolkien, muito obrigada e desculpe se estou fazendo tudo errado. Vou continuar tentando, prometo.

Pra finalizar (graças aos céus, dirá você) agradeço também a todos os outros escritores, principalmente os de fantasia, por existirem e nos presentear com suas obras. TODAS elas. Sem preconceitos, hein!

E como não poderia deixar de ser, termino com a frase que me impediram de dizer e escrever por tanto tempo: Tolkienzinho é um gênio!

"Assim, o ser triste sente-se plenamente reconhecido pelo irreconhecível"

Gente, to lendo uns textos aqui pra fazer seminário do Orlando e OMG!!!! O Benjamin é muito foda!!! Vou colocar só dois pedacinhos aqui, tá, só pra pensar...

"A segunda versão da história da criação que narra como foi insuflado o sopro, refere, simultaneamente, que o homem foi feito de terra. Em toda a história da criação esta é a única passagem em que se fala de um material do Criador, no qual este exprime a sua vontade, de resto, concebida como imediatamente criadora. Nesta segunda história da criação, a criação do homem não acontece através da palavra: Deus disse - e fez-se -, mas sim, a este homem, que não foi criado através da palavra, é aposta a dádiva da língua, e ele é elevado acima da natureza." p. 186

"Deus não criou o homem a partir da palavra, e não o denominou. Não quis subordiná-lo à língua, mas sim libertar de si no homem a língua que lhe tinha servido como medium de criação; Deus descansou quando abandonou a si mesma no homem a sua força criadora." p. 187

"Sobre a linguagem em geral e sobre a linguagem humana" Walter Benjamin

(Não vou colocar referência bibliográfica certinha porque isso é um blog e não um texto científico. Se alguém quiser, me peça!)

Dá vontade de colocar o texto todo, muito bom! E curto!

That's all.

É foda ou o que?

Gente, to lendo uns textos aqui pra fazer seminário do Orlando e OMG!!!! O Benjamin é muito foda!!! Vou colocar só dois pedacinhos aqui, tá, só pra pensar...

quarta-feira, 9 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

Das antigas

Diálogo

- Como é?
- Eu não sei!
- Como não?
- Não sabendo!
- Posso ir?
- Acho que não!
- Vai voltar?
- Nem pensar!
- Vai doer?
- Provavelmente!
- Vai passar?
- Com o tempo...
- E o que eu faço?
- Espere!
- Quanto tempo?
- O necessário.
- Não aguento!
- Por favor!?
- Vou tentar...
- Obrigado!
- Eu te amo!
- Dorme em paz.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Continuação?

Sem dormir e estressada. O que vira? Milhões de posts. Ou só dois, em milhões de palavras.
Se você não leu o que escrevi no Era uma vez uma bola, deveria, pois isso aqui é praticamente uma continuação. Na verdade o problema como um todo é a minha vida (vida?) e o que escrevi lá é só parte do problema. Qual é o problema? Não sei. Se soubesse talvez conseguisse resolver.
Um dos problemas deve ser que o mundo é muito injusto. Alguns devem estar pensando "Quem você pensa que é pra falar em injustiça?" Bem, sou um ser que vive no mundo e por isso está em contato com as injustiças e outra, já discuti essa questão aqui.
Óbvio que eu posso pensar de outras pessoas que elas não tem do que reclamar e óbvio eu estaria errada, pois eu não tenho como saber. O mesmo vale pra vocês. Ninguém sabe da minha vida, então me deixem reclamar à vontade. Alguém pode me ajudar? Não. Então também não vem me atormentar.
Bem, é muito ruim ficar pensando na merda da vida e ficar lamentando tudo aqui ou em qualquer lugar, então vou voltar pra minha melhor opção e ser (parcialmente) feliz.
"Pain is temporary. Victory is forever."

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Desafio Skoob


Gente, olha só que legal!!! Então... tá, vou direto ao assunto: tá rolando um desafio no Skoob (http://www.skoob.com.br/) e eu fui desafiada e to respondendo e é legal e é isso aí!!!! Vamos lá! Eu fui desafiada pelo Nanuka Andrade (http://nanukandrade.wordpress.com/).

Primeiro: Você vai escolher 5 amigos no Skoob para responder as mesmas perguntas.







Segundo: Você vai responder essas 5 perguntinhas iniciais:

1. O que você está lendo?
O nome do vento - Patrick Rothfuss

2. Cite até 5 livros favoritos (se você é escritor, não vale o seu):
O Silmarillion - J. R. R. Tolkien
Era uma vez, há muito tempo atrás - Brigid Pasulka
O Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien
O jogo do anjo - Carlos Ruiz Zafón
Harry Potter - J. K. Rowling

3. Cite até 5 livros desejados:
A mulher do viajante do tempo - Audrey Niffenegger
The Treason of Isengard - J. R. R. Tolkien
The War of the Ring - J. R. R. Tolkien
Sauron Defeated - J. R. R. Tolkien
The War of the Jewels - J. R. R. Tolkien

4. Quantos livros você já leu?
No idea! Uns 800 fácil, fácil... ou mais.

5. Abandonou algum livro? Qual? (Cite um)
Balada da Praia dos Cães - José Cardoso Pires

Terceiro: você vai escolher 2 dos 5 amigos que indicou e responder as próximas cinco perguntas sobre eles.

1. Cite pelo menos 5 livros na estante deles que você já leu:

Caio: O conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas
As mentiras que os homens contam - Luis Fernando Veríssimo
O mundo de Sofia - Jostein Gaarder
Harry Potter - J. K. Rowling
O Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien

André: Revolução dos bichos - George Orwell
O Hobbit - J. R. R. Tolkien
Eclipse - Stephenie Meyer
A bússola de ouro - Philip Pullman
O pequeno príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

2. Possui algum livro favorito em comum? Se sim, cite até 2:

Caio: Nenhum
André: A história sem fim - Michael Ende

3. Um livro na estante deles que você jamais leria:
Nenhum

4. Cite até 3 livros desejados que você também queria:

Caio: Nenhum
André: Bonequinha de Luxo - Truman Capote

5. Qual livro da sua estante você recomenda para que eles leiam:
Caio e André: Era uma vez, há muito tempo atrás - Brigid Pasulkas

domingo, 30 de janeiro de 2011

Tristeza máxima com motivo

E o pior: o motivo é um espanhol! ):
Alguns pensarão que esse post pertence ao "Era uma vez uma bola...", mas não! Ele não é sobre futebol, é sobre a dor de se decepcionar tanto com alguém. Como é possível??? Como ele pode estar pensando em realmente vestir uma camisa azul? Como, Torres? ):
Não há explicação pra isso, nem pra minha tristeza. Nunca achei ele nada demais, não estou tão triste por ele poder estar fora do Liverpool ou porque ele vai fazer falta. Estou triste por ele não ter tido... não sei... coração, sentimento, consideração por um time que fez dele o que ele é hoje! Como ele pôde??? Eu nunca vou entender... Aí vem uma notícia de que ele saiu chorando do treino hoje... Mas se você não quer ir, não vai!!!! Fica!
Eu já sofri milhões de decepções na vida. Muitas. De vários tipos... mas juro que essa foi uma das piores. Posso ser idiota, dane-se! Mas eu vejo meus tweets do dia em que saiu o boato e tenho vontade de morrer. Não acredito que pude ser tão idiota... enfim!
Pode ser que o Fer (Cordeiro, não Torres) tenha razão e isso não seja culpa do Torres. Talvez a diretoria precisasse do dinheiro, mas não quis admitir que queria vender ele e fez tudo isso pra torcida ficar contra ele e não contra eles. Se for isso, é tão triste quanto pois mostra que a diretoria tá pouco se lixando para a torcida. E não qualquer torcida, a melhor torcida do mundo! Se for isso, Fernando Torres tem todo a minha compreensão e carinho, porque imagina você ser obrigado a deixar o clube que você ama pra ir jogar num dos principais rivais e ainda sair como um traidor... tudo por causa de dinheiro.
Enfim, de qualquer maneira é triste e se a verdade for essa que está sendo divulgada, você realmente partiu o coração de milhões de pessoas, Torres. Mas no fundo eu acredito que você é uma boa pessoa e teve bons motivos, porque, juro, a menos que você seja completamente despido de qualquer tipo de sentimento, não seria possível virar as costas pra quem te acolheu e te transformou num herói de sua história, não seria possível ignorar os milhões de pedidos e a esperança de tanta gente de que você ficasse. Você DEVE ter um bom motivo, não é possível! Minha mente e meu coração simplesmente não aceitam! ):
Como já vem sendo dito por todos os torcedores, só vou repetir: o Liverpool é maior do que qualquer jogador. A gente pode estar muito triste agora e continuar por um tempo, mas vai passar. WE never walk alone. Mas você, tenho certeza, por mais títulos que ganhe no Chelsea ou em qualquer outro lugar, vai sempre se lembrar que caminhou com a gente, mas a partir de agora e para sempre you always walk alone.
Não disse nem metade do que queria, simplesmente não consigo! É muito triste, MUITO! ):

domingo, 23 de janeiro de 2011

Irritação máxima sem motivo

E ai de quem vier me atormentar!
Descontei parte no Corinthians, lá no outro blog, que não tem mais culpa do que sempre teve, mas hoje não era dia de fazer isso comigo. (FICA A DICA, BTW! HOJE. NÃO. É. DIA. DE. ME. ATORMENTAR.)
To muito puta. Não sei o motivo. Sei alguns. São impossíveis de serem resolvidos, então é igual não saber.
Dane-se mais uma vez!
Mas é pra acabar. A gente se esforça, faz as coisas pra ninguém falar que a gente não tentou, que fica só esperando... E NÃO TEM RESULTADO NENHUM!
AH! PELO AMOR DE DEUS!
Já dizia The Smiths: "so for ONCE in my life, let me get what I want. Lord knows it would be the first time."

sábado, 15 de janeiro de 2011

Eu queria

Eu queria um monte de coisas.
Eu queria ser magra.
Eu queria ser bonita. Mas seu eu fosse magra até dispensaria o "bonita" pois, não importa o que digam, os homens preferem as magras, mesmo as feias. (E nem vem com essa de que é mentira porque já vi muita gordinha linda -NÃO É O MEU CASO, QUE FIQUE CLARO - não conseguir um cara porque ele preferiu a magra. That's life!
Eu queria a camisa do Liverpool, do Gerrard, com nome e número (óbvio).
Eu queria a camisa do Real Madrid, número 23, do Özil, óbvio!
Eu queria ser menos idiota.
Eu queria nunca mais me apaixonar.
Eu queria que o cara que eu ficasse a fim, ficasse a fim de mim também, ao menos uma vez.
Eu queria que o Corinthians ganhasse a Libertadores. E o Paulista e o Brasileiro também.
Eu queria que o Manchester United (ou mesmo o City) não fosse campeão da Premier League.
Eu queria poder ver todos os jogos dos times que amo nos seus respectivos estádios.
Eu queria que qualquer pessoa que me zuasse falando que o Corinthians não tem estádio e por isso o sonho acima é impossível tivesse uma morte lenta e dolorosa.
Eu queria que o Snape existisse. E não fosse apaixonado pela vadia da Lilly Evans.
Eu queria que o Mr. Darcy existisse e fosse meu.
Eu queria que o Heath Ledger não tivesse morrido. ):
Eu queria que o Robert Downey Jr. fosse apaixonado por mim.
Eu queria ser a Anielica de alguém.
Eu queria ter o efeito Summer.
Eu queria que meus pais não tivessem me abandonado e fossem normais, assim, talvez, minha vida fosse diferente, eu fosse diferente.
Eu queria não ser eu.
Eu queria terminar as merdas da correção da dissertação logo.
Eu queria jamais ter que decidir.
Eu queria viajar.
Eu queria comprar várias roupas novas.
Eu queria que meu cabelo colaborasse comigo às vezes.
Eu queria que as pessoas fossem menos burras e não fossem preconceituosas. COM NADA!
Eu queria o Cristiano R. fora do Real Madrid.
Eu queria lembrar agora tudo o que eu queria.
Eu queria não ter que ter que escrever isso.
Eu queria morrer.
Eu queria cair na ilha com o Jack, Sawyer, Desmond e companhia.
Eu queria que o Red Sox ganhasse a World Series (:
Eu queria publicar meu livro.
Eu queria ser legal.
Eu queria ser menos grossa, triste e chata.
Eu queria que alguém lesse isso e realmente prestasse atenção e entendesse.
Eu queria tanta coisa.
Eu queria ter conhecido o Tolkien.
Eu queria voltar pra Oxford (tipo, HOJE).
Eu queria que tivesse cover do The Smiths no Vila.
Eu queria não estar assim.
Eu queria muito mais coisa que esqueci.
Eu queria que as pessoas não fossem tão doidas, confusas, falsas e mentirosas.
Eu queria...
Mas pensem, qualquer pessoa no mundo poderia fazer uma lista dessa, variando uma coisinha ali e aqui e esquecendo um monte de coisa. Agora, se todo mundo pode fazer uma lista dessa, quer dizer que todo mundo quer um monte de coisa que não tem, então como pode existir alguém realmente feliz?
Falha número um do parágrafo acima: ninguém disse que todo mundo poderia fazer uma lista dessa, eu que achei, então, perdi meu argumento.
Falha número dois do parágrafo citado: ninguém É realmente feliz. As pessoas FICAM felizes, com uma coisa ou outra. SER feliz implicaria um estado de euforia constante não concebido por minha pessoa. Se existe alguém assim, você tem o meu respeito e minha inveja porque, vejam, quando eu sinto que ESTOU feliz, meu coração acelera, tudo se torna possível, até o mais absurdo, e parece que tudo vai dar certo. Se alguém vive assim constantemente, bem... retiro minha inveja, porque como saber que esse estado constante é ótimo quando não há com o que comparar, nenhuma tristeza. I lost my point.
Bem, independente de qualquer coisa, opinião ou conceito de felicidade, eu, provavelmente, sou a pessoa mais triste nesse momento. Não porque minha vida seja a pior de todas, embora ela tenha sido uma novela mexicana e tanto! (E sem final feliz..). Nem por nenhum motivo especial. (E ANTES QUE ALGUM RETARDADO VENHA ME LEMBRAR DAS INUNDAÇÕES E MORTES NO RIO E TODOS OS OUTROS LUGARES E QUE, ÓBVIO, TEM PESSOAS SOFRENDO MAIS DO QUE EU - OU PELO MENOS COM MAIS MOTIVOS PARA SOFRER DO QUE EU -, GOSTARIA DE LEMBRAR QUE NINGUÉM TEM COMO MENSURAR O SOFRIMENTO DE OUTRA PESSOA, ENTÃO, PRA MIM, INDEPENDENTE DOS MEUS MOTIVOS, EU SOU A PESSOA MAIS TRISTE DO MOMENTO!)
E no final, o pior motivo é a não identificação de um motivo central, porque sempre há.
É melhor eu parar agora, to parecendo uma psicóloga e eu odeio psicólogos! Ponta de iceberg e tal, não é comigo, me lembra o Titanic e GOD, I really loved that ship! (And the movie! Ok, the movieS, mas o do James Cameron é o melhor! Se bem que a cena que mais me emociona é a do "Levantem o Titanic". Ver ele emergindo do oceano me faz chorar até hoje... mas o livro é melhor!). Ok. Parei.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E hoje foi o dia em que todos os mundos ficaram mais brilhantes!

Ah, não há o que falar, além de avisar os desinformados de que hoje é aniversário do maior escritor de todos os tempos: John Ronald Reuel Tolkien.
Como já tiveram várias oportunidades de perceber (pessoalmente e virtualmente) não consigo traduzir em palavras o sentimento que sinto em relação a essa pessoa, a mais maravilhosa de todas, e sua obra. Como todos já sabem, não sou nada razoável com pessoas (burras, retardadas e idiotas e nojentas) que não conhecem a obra do professor e ficam falando mal. Tudo bem você não ler (o azar é TODO seu), tudo bem você ler e não gostar (gosto é como braço, tem gente que não tem), MAS SE VOCÊ NÃO CONHECE, CALA A BOCA! Enfim, esse não é ponto do post.
O Tolkien é pra mim o melhor escritor, a melhor pessoa, o melhor tudo que já existiu nesse mundo, nem consigo imaginar a minha vida sem ele (IMPOSSÍVEL!). Onde estaria agora se não tivesse conhecido Tolkien? Fazendo foguetes? Estudando astrofísica? Provavelmente! Mas aí ele apareceu e agora estou aqui, tentando mostrar para algumas mentes fechadas que o trabalho do professor pode e DEVE ser apreciado como obra de arte que é!
Poderia falar milênios sobre ele e sobre várias coisas relacionadas a ele, mas pra fechar digo: Oprah disse obrigada a J. K. Rowling por trazer a magia de volta ou alguma coisa assim, mas não foi ela quem fez isso. A magia sempre esteve por aí, mesmo antes de Tolkien, mas quem a trouxe de volta para a literatura foi ele e não outro.
Feliz aniversário, professor!!!!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

O que fazem os patos?

Da série "Grandes enigmas da humanidade", me pergunto: O que faziam os patinhos além da montanha?
Pensem comigo:
"Cinco patinhos foram passear, além das montanhas para brincar, a mamãe gritou: quá, quá, quá, quá, mas só quatro patinhos voltaram de lá." E assim vai...
1 - Por que cargas d'água os patinhos querem brincar além das montanhas?
2 - Que mãe é essa que deixa seus filhos saírem assim para além das montanhas?
3 - Por que um patinho ficou para trás?
4 - O que ele ficou fazendo lá sozinho?
5 - Por que foi ficando um de cada vez? O que eles planejavam com isso?
6 - Por que depois, quando a mamãe vai "procurar", os cinco malditos patinhos voltam? Por que não voltaram antes?
Tudo pilantra esses aí, bando de patinhos filho de uma pata!
Aceito respostas para as perguntas.
Agradecida!

Quando se é demais

Nossa! Percebi que eu sou muito eu e isso não é uma coisa boa, afinal o que significa ser 'eu' pra mim? Ser insuportável, nojenta, sem graça, fresca e mais um monte de adjetivos que todo mundo que me conhece sabe. Só que às vezes eu consigo me superar sendo tão eu, mas tão eu que mesmo eu não me suporto, agora imaginem os seres que são "obrigados" a me aguentar? Coitada da Paty e da Bru, do Fer e de todo mundo que vem me aguentando ultimamente... Sorry people! Prometo tentar ser um pouquinho mais suportável, ok?
Só pra terminar: eu decididamente sou a pessoa que eu mais odeio no mundo!

P. S. Tem outras pessoas que também são muito eu, mas de um jeito pior... pelo menos eu não sou preconceituosa e metida a besta como algumas outras! Eu posso até ser uma pessoa mais insuportável que essas, mas me prefiro, hein!

Mas eu AINDA sou a pessoa que eu mais odeio no mundo!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Como assim????

Gente! Como tem gente sem noção nesse mundo... Não pode isso!
Às vezes eu tenho vontade de avisar, falar "Ei, você, tá ficando feio... pára!" Mas eu lembro que eu não tenho nada com isso e que eu também posso parecer sem noção pra várias pessoas, a não ser que... sometimes... as pessoas são sem noção COMIGO! Ai o bicho pega!
Queria ter coragem de dizer pra certas pessoas tudo o que eu queria, mas deve ser uma coisa boa eu não ter essa coragem, porque senão... VOCÊ ia tá fudida, querida! Btw, to escrevendo isso só porque tava com vontade de escrever alguma coisa. Na verdade tava com vontade de escrever outra coisa, mas não sei o que... enfim!
Só pra fechar: ERRADA!

P. S. Meus amigos sabem de quem eu to falando... (:

sábado, 11 de dezembro de 2010

Não sei que nome dar...

Eu não sei se todo mundo fica pensando em milhões de coisas antes de dormir, mas eu faço isso. Ficar imaginando o que eu poderia ter dito em tal situação, o que poderia ter feito, inventando diálogos que nunca acontecerão, fantasiando situações impossíveis e por aí vai... Então, pensando nisso, há muito tempo atrás cheguei a uma conclusão, não sozinha, claro, o Tolkien me ajudou. A conclusão é: jamais fique fantasiando coisas e diálogos e situações com pessoas próximas a você, já que é pra sonhar, sonhe grande, como diria o Eames. Por que? Bem, quando você imagina um encontro com o Brad Pitt ou com o Sirius Black, você sabe que a chance de aquilo se tornar realidade é de 0,000000000000000000000000000000000000000001/2 % e aí quando você acorda no dia seguinte e não dá de cara com nenhum deles na rua, você não se sente péssima (a menos que você seja idiota como uma pessoa que eu conheço). Agora quão terrível não será se você imaginar algum diálogo lindo e perfeito com o seu paquera da escola/trabalho/faculdade e quando você chegar lá e encontrá-lo (e você vai encontrá-lo, afinal ele é um ser da sua realidade e a chance do que você imaginou acontecer é de 50%, a menos que você seja ridícula, idiota, muito feia e sem senso e aí a chance cai pra 2% - o que ainda é mais que a anterior - mas se ele estiver bêbado sua chance ainda pode subir pra uns 25%) ele nem olhar na sua cara? Não é muito pior? Porque você tinha esperanças reais de pelo menos 1/3 do diálogo imaginado acontecer e o máximo que você ouve dele é um "Fez a tarefa da Erotilde? Posso copiar?" ou algo do tipo...
Agora, claro, se você não faz nada disso (de imaginar, sonhar, etc) você só perdeu mais um tempinho lendo mais uma coisa inútil e se você nunca passou por esse tipo de situação, a de gostar de alguém a ponto de imaginar situações e diálogos, só posso supor que você é uma pessoa vazia e sem sentimentos e sinto muita pena de você!
Ah! E em relação a esse último parágrafo tenho uma última coisa a dizer a tais pessoas: se apaixonar não é algo feio ou algo do qual você deva se envergonhar, como muitas das pessoas que eu conheço querem dar a entender. É um saco! Mas é muito melhor do que ser amargurada e ficar julgando as outras pessoas por elas não serem completamente destituídas de sentimentos. Só uma dica super básica!
Love you.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Resultado da promoção!!!!!

Então, gente. Acabou!!! E o vencedor foi... O FER!!!!!
NÃO FOI MARMELADA!!!! Qualquer um que me conhece e leu o comentário dele SABE que ele mereceu, além de apresentar um conhecimento ótimo do blog!!!
Obrigada a quem participou. Logo tem mais!!!
E feliz aniversário, blog lindo!!!!!


Comentário vencedor:

Fernando Cordeiro disse...

O post mais simpático de todos desse ano de blog, para mim, é "Eu que fiz" (http://salaodofogo.blogspot.com/2009/12/eu-que-fiz.html) apesar de não ter sido eu que fiz... Motivos: 1) é sobre o Tolkien, logo eu e o cara que falou sobre a hora fria que antecede a aurora somos os favoritos a ganhar hehehehehehe; 2) Ele aponta uma das coisas mais legais em relação à Mirane (e ao blog): a paixão que ela tem em relação às coisas que ela (realmente) gosta (e que tende a contagiar as outras pessoas); 3) Demonstra a criatividade e imaginação tipicamente miranesca, que está presente também nos contos e em outro conjunto de posts (que também estão entre os meus favoritos), o do Batman, Coringa e Homem-de-Ferro (vocês tão vendo que eu estou demonstrando conhecimento do blog para ganhar, apostando no regulamento hehehehehehe); 4) (e meio auto-ajuda) mostra como as pessoas podem realizar alguns (se não todos) os seus sonhos (meio brega); 5) (e último) Porque ele demonstra uma faceta miranesca que todos admiram (menos ela, que constantemente se esquece dela): como ela é forte, persistente, etc...

domingo, 5 de dezembro de 2010

E como faz tempo pra caramba... vai um aí!

Ai ai... essas ilhas... Obrigada, Caio!

Sabe o que eu acho? Eu acho é POUCO!!!!!

E pra vocês aí, minha cara de cu!

COMO ASSIM EU ESQUECI DE MOSTRAR E COMENTAR ISSO, MEU DEUS????

TORCI MUUUUITO PRA ARGENTINA!!!!! POIS É, VEJAM A QUE NÍVEL DE ÓDIO DA SELEÇÃO BRASILEIRA EU CHEGUEI... E COMEMOREI UM GOL DO MESSI!!!!
Ah, então, coloquei esse aqui porque faz mais sentido. Lá no Era uma vez os leitores poderiam ficar meio perdidos! (:

Eu sei, eu sei!

Vocês estão sentindo falta das postagens sem noção, né? Calma... logo elas voltam... vou parar de ficar colocando contos aqui, ok? Ou não, o blog é meu! Hahahahahahaha... enfim!
Como vocês já sabem a parte futebolística do blog agora tem um espaço só pra ela, lá no http://olhalaofutebol.blogspot.com/ . Você que gosta de futebol, dá uma olhada lá e VAMOS CORINTHIANS SER CAMPEÃO, UHULL!!!!
Beijos!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O moço do ônibus

Todos os dias ela sentava no mesmo banco do ônibus. E lia.

O ônibus estava sempre vazio naquele horário, quando voltava do trabalho, só uma pessoinha ou outra, às vezes. Nesse dia também estava, mas o moço que entrou escolheu sentar-se ao lado dela. E ele era lindo!

Ela continuou lendo, mas percebeu que ele olhava insistentemente e sorria. Já estava incomodando. Mas então ele falou:

– Desculpa! Mas é que eu adoro Tolkien! Tá gostando do livro?

Uau! Ele adorava Tolkien!!!! Além de lindo era inteligente!

– Na verdade eu gosto do livro. Já li mais de 10 vezes. É o meu favorito.

– Do Tolkien ou de todos?

– Dos dois!

– Entendo. É o meu também!

Podia ser verdade, mas ele poderia estar dizendo isso só pra agradá-la. Mas estar tentando agradá-la também não era bom? Ela queria conversar mais, mas era tímida para puxar assunto, mesmo sendo um assunto que a fazia falar sem parar. Então, no que ela pensou ser a conspiração do mundo para que ela amasse aquele moço pela eternidade, ele olhou pra ela disse:

– Aposto que é corinthiana!

Lindo. Tolkien. Futebol. Quer se casar comigo?

– Como você descobriu? – Disse ela com um sorriso enorme.

– Seu chaveiro. – Disse ele rindo ainda mais.

Ah! Claro, o chaveiro! Que burra!

– E você, pra que time torce?

– Qual você acha?

– Não deve ser Corinthians...

Ele continuou quieto, com um sorrisinho no rosto.

– É Corinthians?

Não podia ser, era perfeição demais!

Ele soltou uma gargalhada – Claro! Achava que eu ia torcer pra quem?

O caminho era um pouco longo, então foram conversando sobre tudo o que tinham em comum, até que ele disse:

– Tenho que descer logo, me passa seu telefone?

Ela passou, claro.

– A gente se fala. – Disse ele sorrindo enquanto puxava a cordinha do ônibus. – Até mais!

– Até!

Ela mal acreditava que tinha acabado de conhecer alguém assim, tão perfeito! Certeza que não ia ligar. Certeza!

Duas semanas se passaram. Ele não ligou. Ela ficou muito triste, mas já esperava. Com ela era sempre assim. Ainda bem que não tinha pegado o telefone dele, porque iria ficar tentada a ligar. Agora não havia nada a fazer.

O que ela não sabia era que o moço descera do ônibus transbordando de felicidade por ter encontrado alguém como ela e planejava ligar no dia seguinte, mas devido a tamanha felicidade não prestara atenção na rua e não vira ou ouvira o caminhão que passou por cima do seu corpo, destruindo tudo: o corpo, a vida, o sonho, o celular.

sábado, 27 de novembro de 2010

Pássaros

Ela matara o pássaro!
Ele ficara muito bravo! Adorava pássaros.
- Você não devia ter matado! O que ele te fez?
O pássaro estava aos seus pés.
- Não é questão de fazer ou não fazer. Eu tenho um estilingue, ele é uma coisa que voa. Eu acertei ele, ele morreu. Simples assim. - Disse ela.
- Você não tem coração!
- Seus argumentos são sempre tão inválidos. Não tem nada a ver com coração. Quer que eu desenhe? Estilingue+bicho-que-voa+eu-acerto-bicho-que-voa=bicho-morto.
- Você não existe! - Disse o menino com ódio. - Quero ver quando eu contar pra sua mãe se os seus argumentos serão tão válidos assim. Você sabe o quanto ela adora que você mate "bichos-que-voam"
- Vai lá correndo então! Quero ver provar, jogo esse bicho morto ali no rio em dois segundos. - Disse a menina pegando o corpo do pássaro e correndo em direção ao rio enquanto o menino ia em direção à casa, furioso.
Quando a menina chegou ao rio, ia se abaixando para jogar o corpo do pobre pássaro no rio quando percebeu um movimento a sua direita. Olhando de soslaio viu uma grande cobra se aproximando, mas aparentemente a cobra não havia se dado conta da presença da menina. Ela ficou paralisada por cinco segundos e depois correu como nunca antes. Correu tanto que encontrou o menino ainda longe da casa. Ele logo pensou que ela havia se arrependido e voltado para lhe pedir que não contasse nada, mas quando ia abrir a boca para dizer que nada iria adiantar, viu que ela tremia e estava muito pálida.
- O que aconteceu?
- Cobra... enorme... perto do rio... - Foi tudo que ela conseguiu dizer antes de começar a chorar.
Ele olhou para trás e sentiu mais do que viu um movimento próximo ao rio. Passou os braços em torno dos ombros da menina e a levou até a casa. Quando chegaram, a mãe quis saber o que havia acontecido e ele contou toda a parte da cobra, omitindo a parte do pássaro. Enquanto a mãe corria para avisar o pai da cobra que estava por perto, gritava para os dois:
- Mas o que faziam perto do rio? Já não disse que lá é perigoso!?
Ele respondeu:
- Nada. Só olhando...
A menina olhou para ele, ele desviou o olhar e ali ela soube que o amaria para sempre.
Ele já sabia isso. Há muito tempo.

Amizade!

Amizade é coisa esquisita. O conceito muda de pessoa pra pessoa, mas no fundo todo mundo sabe o que é. Eu demorei pra entender o meu conceito de amizade, porque sempre esperava demais (aquele velho problema), tipo Frodo e Sam (e quem fizer piadinha homossexual vai apanhar de fio de cobre!). Aí veio Harry Potter pra mostrar que nem toda amizade é perfeita e que é óbvio que há brigas e intrigas e mal entendidos e whatever. O mais bonito da amizade é você aguentar seu amigo aconteça o que acontecer. Pode ficar com raivinha, raivona, se afastar por um tempinho ou um tempão, mas amigo que é aigo, sempre volta, porque né... é amigo!
Eu já reclamei e briguei com quase todas as pessoas que considero amigas, algumas se foram, ou simplesmente mudaram de rumo e a gente se desencontrou. Hoje aprendi que não é porque elas fizeram isso ou aquilo que elas não são minhas amigas. Não sei porque fizeram, talvez nem fossem amigos mesmo e às vezes a gente entende tudo errado e fode com tudo. Serve pra relacionamento também, isso. Enfim, o caso é que esse post poderia ser pra várias pessoas, porque mesmo ficando de mimimi muitas vezes, eu SEI, agora, que tenho amigos sim, graças a Deus! Mas esse é pra uma pessoa em especial e especial: JAINI MANOELA!
A gente já passou por todas as crises possíveis, algumas quase fatais, mas graças aos bons elementos, superamos. Espero que, se ainda houver crises, que sejam menores e menos dolorosas, porque Jaini, apesar de tudo, é a segunda pessoa que mais me entende no mundo e viver sem ela é doloroso, quase insuportável. Quem me ouviu reclamando sabe.
Te amo demais Jaininha!!!!
Toda essa introdução e tal é pra mostrar pra vocês (e vejam bem, eu nem pedi permissão a ela, mas creio que ela não se importa - espero!) um conto que ela me escreveu um dia. Na verdade a gente fez um acordo, uma troca. Mas o conto que escrevi é, no mínimo, irrisório perto disso, se é que cheguei a terminá-lo. Quanto ao conto que ela me escreveu, é um dos mais lindos que já tive o prazer de ler, em toda a literatura. Sério! Vocês vão ver... Embora ela reclame que não é boa com as palavras, não consigo imaginar alguém que saiba lidar melhor com elas do que Jaini. Tem o Tolkien, é claro, mas isso é tão óbvio... Enfim, eis o conto:


Notas de uma vida

Era sua caminhada matinal diária.

Havia adquirido esse hábito devido a longas e repetíveis e longas e repetíveis e longas e repetíveis noites de insônia, causadas, talvez, pelo desconforto compreensível que uma mudança brusca de vida, de país e de sonhos tem o poder de causar – mesmo nos espíritos mais adaptáveis. Desde então, saía caminhando pela madrugada e caminhava até não restar outra coisa a fazer do que inverter a direção e caminhar de volta a tempo de chegar a casa antes de a lua chegar ao céu daquele, agora, seu país. (Que seu não seria nunca). Ninguém precisa de um segundo país para que as coisas se tornem, assim, bonitas e sublimes, num passe de mágica – a mágica não está na localização geográfica, eu lhe diria, se pudesse -, mas ela acreditava que sim, e não era de todo desvantajoso experimentar... afinal, talvez um tratamento, assim, de choque, de reviravolta fosse tudo o que aquele seu espírito já farto precisasse para encontrar sua paz. Mas talvez o motivo para a insônia nem fosse esse, fosse outro ou não fosse nenhum... talvez fosse só a solidão em que se é jogado quando sua língua não é eficaz para se comunicar com ninguém mais além de você mesmo. Ou talvez fosse só a própria vontade de caminhar para tentar encontrar, um dia, algo que existisse lá, depois de todos os horizontes – uma paz com cheiro de eternidade.

Mas talvez, também, ela só pensasse assim por não saber que pior que esquecer o passado (acontece com algumas pessoas – ouvi uma história uma vez), é querer retalhá-lo e desfazer-se dos pedaços pela estrada afora, feito João com Maria – salvo algumas diferenças (diria alguma sábia voz):

- Migalhas?

- Não. São memórias.

- Pássaros?

- Não. É o tempo.

Tempo, o corrosivo – diria essa mesma voz, se fosse qualificá-lo.

Por pior que seja um passado, nada pior que, voluntariamente, (desejar) esquecê-lo. Há sempre uma história (e inúmeras outras ligadas a ela)... e as histórias, histórias sempre serão. Há pinceladas suaves, escuras, violentas, trêmulas, hesitantes até, um sem-fim de possibilidades na aquarela do artista. Não se produz uma obra - ou a obra de uma vida - com apenas uma cor nem com um único número de pincel; além das predominâncias, há matizes, por vezes, cuidadosamente camufladas. Todo artista tem seus segredos a esconder. Não seja, por favor, o inconveniente a querer descobri-los para espalhar, depois, a altos brados sua brilhante descoberta a um mundo que não se interessa nem pelo criador nem pela criatura – que criem seus próprios segredos, se capazes forem.

Caminhava, ela, pelo meio-fio. Botas de chuva, um impermeável com capuz e uma não-direção a seguir. O mundo pela frente e os passos que se conduziam a si próprios. Os pés (de bailarina) carregavam servil e passadamente o corpo acima deles. Chuva fina. Não havia ainda, no mundo, a luz avermelhada do sol; de luz, aliás, no céu, apenas uns minúsculos pontos brilhantes – de estrelas sem sono e com uma ainda vontade de brilhar. Os pingos caíam nas poças da calçada: sons tão finos, tão ariscos, tão breves. Staccato, regia, por capricho, o maestro.

Nada é muita coisa - assim como nunca, sempre e eternidade são muito tempo (não tenho certeza de já não ter dito isso) -, e quando há muita coisa em jogo há, também, sempre uma ressalva - cabeceira da cama, criado mudo: ali repousava a mais amada lembrança jamais esquecida e totalmente impassível de apagamento: o livro. Estava aí sua única fraqueza e seu único pecado em relação a sua resolução de acabar de vez com aquela que havia sido, até então, sua vida. Talvez, então, fosse esse o motivo da insônia: era preciso desfazer-se do livro ou nenhuma de suas outras drásticas atitudes faria sentido ou traria algum resultado positivo. Mas dele ela não podia se separar. Nunca.

Mas o maior agravamento nem era, coisa em si, o livro, e sim a dádiva que carregava, ele, de levar para onde quer que fosse levado mais umas muitas lembranças a ele ligadas por algum tipo de laço. Era um volume grande (umas mil e poucas páginas), já bem manuseado, que ela folheava toda vez ao se levantar e antes de dormir.

Sei que havia, dentro dele, além das lembranças que iam, uma a uma, se ligando a milhares de outras, um pedaço velho e sujo de papel. Dizia algo mais ou menos assim:

Era uma vez uma menina chata e mal humorada que, no meio do caminho, encontrou uma borboleta lilás (de cabelos ruivos). Era a borboleta mais bonita e mais interessante. Conhecia lugares distantes, seres fantásticos e falava línguas raras. A menina nunca tinha visto nada igual. Era sobrenatural. Apaixonou-se pela borboleta e até queria guardá-la numa redoma, pois sentia muito ciúme e temia que a borboleta fosse embora, porque aí tudo o que a menina tinha conhecido de belo e puro no mundo se desvaneceria no meio do caos cotidiano. Até que um dia a borboleta voou por outras aragens... e a menina caminhou por outras estradas, sentindo uma profunda melancolia e uma saudade doída demais... Aí elas se reencontraram. As duas tinham mudado. As duas tinham um vazio a preencher... aquele vazio que só se preenche com uma amizade verdadeira... E elas ficaram juntas, pra sempre! Porque sem a borboleta, a menina não passava de uma menina chata e mal humorada. E, sim, a menina ama(va) aquela borboleta maravilhosa! De verdade!

Lamento informar aos desbravadores de segredos alheios que desconheço a origem, objetivo e explicação de tal texto. Suponho, desde que dele tomei conhecimento, que se trate de alguma correspondência secreta e, portanto, escrita em código, o que não é nada relevante, já que, mesmo assim sendo, não se sabe o destinatário, o remetente, nada; nada além de que em determinado lugar, onde isso seja possível, determinada menina e determinada borboleta selaram um pacto de amizade eterna.

Mas ela caminhava.

Brilhos de pequenas estrelas no céu.

Sons de leves gotas nas poças da calçada.

O compasso dos passos equilibrados no estreito meio-fio.

E não eram, esses, os únicos sons daquela madrugada fria e solitária.

Entre pingos e gotas, ela começou a perceber uma música – e que doce era ela! Assim, de início, quase imperceptível, como se quem a executasse estivesse a milhares de quilômetros dali... talvez ela tivesse, finalmente, encontrado o pós-horizonte e essa fosse a música do para todo o sempre. Era uma melodia como os desenhos das nuvens: fascinante e cheia de luz. E era inédita. Nunca, no mundo, alguém já a havia escutado. Era uma música nova, e era composta naquele momento... era, ele, o momento exato da criação. E, embora não a conhecesse – ou a estivesse conhecendo naquele momento -, ela sabia que aquela música lhe pertencia. Era dela. Era um pedaço seu. Era ela. Era, enfim, o que lhe faltava. Era a sua paz. E era mais sublime do que ela mesma ansiara. Ela, a bailarina triste das madrugadas solitárias, inspirava, naquele momento, a mente, o sentimento e os dedos de algum pianista misterioso, que a observava apaixonadamente sem que ela sequer soubesse por onde ele a via. Era ela, agora, uma musa. Era Jeanne despertando seu Amedeo. Um Amedeo que possuía uma visão privilegiada... e que continuava sua ininterrupta música – a música de uma vida. Era a mais bela primeira execução de uma composição que se fazia no momento mesmo em que era ouvida. Era um cântico final.

Com todo o cuidado, ela começou a seguir aquele som, que já se fazia mais perceptível e que a convidava a procurá-lo, sendo, ao final, ele próprio, sua recompensa. Na verdade, estava já agora tão claro e tão próximo, que ela sentiu medo. Era como um daqueles episódios em que os personagens sabem que algo irá mudar suas vidas para sempre... assim, simplesmente sabem – segredo de artista. E era engraçado; afinal, ela mesma havia renunciado sua própria vida, seu passado, em busca de algo, sem tempo a perder, e, agora, assim, tão desprevenida, sentia medo da força que a ligava àquela música, como um cordão umbilical. E ela não tinha poder de escolha, porque aquela música era tudo que lhe restava para aceitar. E o que mais lhe amedrontava era que aquela música lhe dava uma sensação de retorno ao início... e era disso exatamente que ela ansiava desprender-se. Aquela música tinha o poder de levá-la por uma viagem no tempo... e devolve-la ao lugar de onde ela nunca deveria ter saído. As notas daquela música eram as notas da sua vida. Aquela música era a sua vida.

E estava tão próxima, parecia, até, que saía de dentro dela.

Tão próxima.

Aqui, disse a sábia voz. E ela parou.

Era uma porta de madeira. Era imensa. Era, quase, um rochedo. Alguém, certamente, a havia trazido de algum castelo medieval. Essas manias de colecionadores. Estava meio aberta. Medo. Antes de empurrá-la, olhou pelo buraco da fechadura. Engraçado, isso é uma lembrança. Não conseguiu ver nada. Empurrou a porta. Entrou.

Uma sala imensa. Realmente imensa.

A iluminação era fraca. A única coisa que seus olhos conseguiram identificar ali, na penumbra, foi um lindo piano no centro da sala. Apesar de lindo, era um piano normal, desses que só produzem som se alguém dedilha suas teclas. E ali não havia ninguém. Não havia nada além do piano. Havia, aliás; mas que importância tem uma caixinha de música (aberta) sobre um piano quando o que se busca é o artista que, em seus dedos, controla sua vida? Mas, e só então ela percebeu, era de lá – da pequena caixinha sobre o piano – que saía a sua música-lembrança. Era forrada de veludo vermelho e, no lugar da bailarina, havia a figura em miniatura de um rapaz de beleza irrequieta e deslumbrante. Eu já sonhei com esse rosto? Pois era tão familiar. Num canto da caixinha, cuidadosamente dobrado, havia um papelzinho. O que ela leu ali? Só ela poderia dizer. E (e tudo o que sei), então, tudo fez sentido e ela se lembrou de tudo, desde o momento em que havia, alguém, aberto a caixinha e roubado a bailarina para si... a bailarina sem memória que havia caminhado pelo mundo em busca do seu tempo perdido. Ela era, agora, novamente, a bailarina da caixinha de música, não mais caminhos indefinidos a seguir... ela voltaria para sua caixinha e, junto a seu Old man river, continuaria dançando ao som da música da vida... a música que cria o mundo enquanto seu som se faz.

E, como num passe de mágica, a caixinha se fechou.

Uma borboleta lilás: era esse o desenho da tampa da caixinha e a última imagem que tenho daquele aposento.

Espero que nenhum outro viajante, vagante pelo mundo, perceba os acordes da melodia e tente procurá-los no país em que a chuva cai em staccato, pois então a caixinha...

Nesse ponto, fechei o livro.

Não quero continuar, porque não quero que a caixinha de música volte a se abrir e alguma das peças seja novamente lançada pelo mundo com o castigo de vagar em busca de algo que em sua mente não faz sentido quando fora da caixinha. E, se eu não ler, a caixinha não se abrirá. Ela, assim, fica fechada entre as páginas fechadas do livro, dentro da gaveta trancada à chave, enterrada, esta, secreta e cuidadosamente em algum lugar desconhecido, muito além de onde Chapeuzinho encontra o lobo mau. E não contarei a ninguém: essa é a minha promessa. Dentro daquela gaveta fria, pequena e escura existirá, para sempre, um mundo imenso, colorido e cheio de música.

Que eles sejam felizes para sempre.

Claro que tem um significado muito maior pra nós duas, mas ainda assim, usando uma comunidade "é de uma poesia ímpar!"
Muito obrigada, Jaininha, pelo conto, por existir, por ser minha amiga!
Te amo!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Colaboração

Então. Coisas aconteceram e se você não sabe o que, é porque não prestou atenção ou não é tão importante assim pra saber da minha vida. Algumas pessoas são importantes e não sabem mesmo assim, por algum outro motivo que não consigo identificar, mas o fato é que coisas aconteceram.
Nos acontecimentos em questão, conversei com várias pessoas (lindas, fofas e que me ajudaram um montãozão) e juntando uma coisa aqui e outra ali, percebi algumas coisas. Tenham em conta que "perceber" é diferente de "fazer" e aí vai uma pequena lista do que percebi (algumas coisas podem estar repetidas, mas who cares?):
- Não espere nada. Da vida, do mundo, das pessoas, de nada. Pois se você ficar esperando (coisa que fiz minha vida inteira) vai ser uma decepção atrás da outra. Não compensa. Não espere nada e o que vier é lucro.
- Só se importe com quem gosta de você. Os outros não valem a pena. Você pode até se importar um pouco com quem você gosta que não gosta de você, mas só por um tempo, porque se insistir nisso, amigo...
O básico é isso e acredito que se eu conseguir fazer metade do básico já vai ajudar bastante. O duro é conseguir...
Aceito colaboração!
E mais uma vez obrigada Fer, Paty, Bru e Mark. (Não estou excluindo as outras pessoas nem reclamando, é só que NESSA coisa específica, foram eles quem me deram a mão, esses lindos!)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Promoção de aniversário!!!

Como eu disse no twitter, a promoção consiste em, nos comentários, vocês dizerem qual post desse ano inteiro de encheção de saco vocês mais gostaram e por que. Sejam criativos!
Alguns critérios serão adotados, tipo, conhecimento do conteúdo do blog, o post escolhido, a justificativa... Enfim, boa sorte a todos!
O prêmio será um livro bem legal, ok? Ou um filme... estou decidindo. Mas será bem legal!!!!
O resultado sairá dia 09 de dezembro, dia do aniversário.
BOA SORTE!

Pro Negão Internauta!

O que se quer dizer ou objetivo a ser alcançado

"Liz Norton, pelo contrário, não era o que comumente se chama uma mulher de grande vontade, isto é, não fazia planos a médio ou longo prazo nem punha em jogo todas as suas energias para realizá-los. Era isenta dos atributos da vontade. [...] A expressão 'alcançar um fim', aplicada a algo pessoal, lhe parecia uma arapuca repleta de mesquinharia."

2666. Roberto Bolaño.

Um túnel no fim da luz

Eu acho que já disse isso, mas repetir é sempre bom (né, fia) já que o mundo está cheio de retardados. To mudando. Mas tipo, MUITO! Não sei por onde começar direito, mas vamos ver o que vira. Se eu continuar nessa vidinha chata e sem graça, vou me matar mesmo, então vamos aproveitar essa porra de vida e se abusar ou passar dos limites, pelo menos morrerei se não feliz, pelo menos menos idiota. Mas tem uma coisa que preciso fazer antes, para explicitar como será a mudança:
1 - Não haverá regras.
2 - Como toda regra tem exceção, a dessa é: há uma regra.
3 - A regra que há é: nada muda nas minha crenças fundamentais, ou seja:
a. Deus existe.
b. Fantasia existe.
c. Fadas, elfos, Hogwarts, unicórnios e derivados existem.
d. Liverpool e Corinthians são os melhores times do mundo.
e. O Neymar é um bandido.
f. Tolkien é foda e eu mato quem discordar.
g. O Fer é a melhor pessoa que existe no mundo.
h. O Blaublau é o melhor de todos!
i. Robert Downey Jr. é o homem da minha vida e Heath Ledger é minha alma gêmea.
4 - Algumas crenças fundamentais mudaram:
a. Nada importa de verdade.
b. Amor (daqueles dos livros e filmes) NÃO EXISTE!
c. Nada de bom vai acontecer na sua vida, mas você se contentará com algumas coisas normais e as considerará boas. (Estúpido!)
d. Você é estúpido, mas é melhor que eu porque pelo menos consegue se enganar, eu só consigo chorar e ver que as coisas são todas horríveis.
e. Não importa o que os outros pensem de você, porque no fim, quando você tiver morrendo e lembrar de tudo que deixou de fazer por causa dos outros vai ver que quem se fudeu foi você.
f. "Errado" é só aquilo que você ainda não conseguiu convencer a sua consciência de que pode fazer.
5 - Se você leu tudo isso, entendeu e concordou, você tá tão fudido quanto eu, mas ainda não percebeu. Sorte sua! Ou não.
6 - Não gosto do número 6, então ele será excluído de todas as coisas que farei daqui pra frente.
7 - Pare de esperar por qualquer coisa que seja, mesmo aquelas pelas quais você se esforçou tremendamente, pois se elas não acontecerem, você vai descer vários níveis no poço do desespero e se elas acontecerem, como você não tava esperando mesmo, vai ser legal.*
Enfim, é isso aí. Com colaboração de @brubusnardi.
Tinha mais coisas pra falar, mas como nada importa mesmo, pra que ser coerente?

*Isso não caracteriza "uma coisa boa".

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ironia

Pra que ler Linda Hutcheon quando Harry Potter nos exemplifica tão bem o que é ironia...?


"- Harry - disse Lockhart, os dentões brancos faiscando ao sol quando ele balançou a cabeça. - Harry, Harry, Harry.
Completamente estupefato, Harry ficou calado.
- Quando ouvi, bem, é claro que foi tudo minha culpa. Tive vontade de me chutar.
Harry não fazia idéia do que é que o professor estava falando. Ia dizer isso quando Lockhart acrescentou:
- Nunca fiquei tão chocado em minha vida. Chegar a Hogwarts num carro voador! Bem, é claro, entendi na mesma hora por que você fez isso. Estava na cara. Harry, Harry, Harry.
Era incrível como é que ele conseguia mostrar cada um daqueles dentes brilhantes até quando não estava falando.
- Teve uma provinha de publicidade, não foi? - disse Lockhart. - Ficou mordido. Esteve na primeira página comigo e não pôde esperar para repetir o feito.
- Ah, não, Professor, sabe...
- Harry, Harry, Harry - disse Lockhart, segurando-o pelo ombro. - Eu compreendo. É natural querer mais depois de provar uma vez, e eu me culpo por ter-lhe dado a oportunidade, porque a coisa não podia deixar de lhe subir à cabeça, mas olhe aqui, rapaz, você não pode começar a voar em carros para tentar chamar atenção para a sua pessoa. É bom se acalmar, está bem? Tem muito tempo para isso quando for mais velho. É, é, sei o que está pensando! 'Tudo bem para ele, já é um bruxo internacionalmente conhecido!' Mas quando eu tinha doze anos, era um joão-ninguém como você é agora. Diria até que era mais joão-ninguém! Quero dizer, algumas pessoas já ouviram falar de você, não é mesmo? Todo aquele episódio com Ele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado! - Ele olhou para a cicatriz em forma de raio na testa de Harry. - Eu sei, eu sei, não é tão bom quanto ganhar o Prêmio do Sorriso mais Atraente do Semanário dos Bruxos cinco vezes seguidas, como eu, mas é um começo, Harry, é um começo."

Harry Potter e a Câmara Secreta - "Gilderoy Lockhart", p. 81-82

"- Então, Harry - disse Lockhart, enquanto Hermione dobrava o papel com dedos nervosos e o guardava na mochila. - Creio que amanhã é a primeira partida de quadribol da temporada. Grifinória contra Sonserina, não é? Ouvi dizer que você é um jogador muito útil. Eu também fui apanhador. Convidaram-me para tentar a seleção nacional, mas preferi dedicar minha vida à erradicação das Forças das Trevas. Ainda assim, se algum dia você achar que precisa de um treino pessaol, não hesite em me pedir. Fico sempre feliz de passar minha experiência a jogadores menos capazes..."

Harry Potter e a Câmara Secreta - "O balaço errante", p. 141

Festa de comemoração

Lembra quando eu expressei toda a minha indignação sobre a modernidade, principalmente sobre um assunto em particular que não posso especificar agora? Pois é... Eu nem lembro direito, mas tudo bem. É que agora eu to muito mais indignada ainda. Que droga! O mundo moderno é uma merda e todas as convenções sociais e tal.
O pior é não poder ser bem direta no assunto, mas as pessoas podiam facilitar, né? Não importa se você não sabe do que eu to falando. FACILITA! Facilita a sua vida, a vida das pessoas que convivem com você, as coisas podiam ser tãããão mais simples se vocês fizessem isso. O duro é que parece que as pessoas não gostam de facilitações, pois quando eu tento facilitar para os outros, eles simplesmente ignoram e parece que no fim eu só piorei. Mas vai ver devo ter piorado mesmo. Eu sempre faço tudo errado, TUDO! A única coisa certa que eu fiz na vida foi dar aquela resposta na entrevista de ontem... E ainda tenho que ouvir todo mundo dizer "não, isso não é verdade". AHAM, sei... Então por que eu to sozinha agora? Hein? Por que ninguém tá ligando? Se eu sou tão legal, especial, simpática e inteligente como todo mundo fala? Pessoas com tantas qualidades não deviam estar sozinhas todo o tempo. Agora, ou estão todos mentindo (o que é óbvio!) ou esse mundo tá muito errado (o que é muito óbvio também!), pois... ah, vocês entenderam meu ponto.
Agora a melhor parte de tudo é ter que ouvir reclamações depois. Espero que dessa vez não precise. ESPERO! Mas como...? Não posso nem perguntar isso pra ninguém.
O triste é: todos vão continuar não ligando e dizendo que ligam.
Oh, dear Lord!

domingo, 7 de novembro de 2010

Melhor do mundo!!!!!!

THE BEST!!!!
Olha! Assim! Não é fácil não hein!!!! Por que, POR QUE a vida tem que ser tão complicada? Óbvio que ninguém sabe. PORQUE NÃO TEM MOTIVO NENHUM, É PURO CAPRICHO DE SABE-SE LÁ QUEM QUE INSTITUIU REGRAS E COSTUMES E CONVENÇÕES, AHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Por que a gente não pode simplesmente fazer o que gosta, do jeito que gosta, com quem gosta, da maneira mais fácil, sem frescuras? Mas não, nããããããããããããããããããoooooo. TEM que complicar, tem que ser difícil e tem que fazer alguém se fuder. SEMPRE.
Sabe? Não tenho a mínima idéia do que to falando. Mas dane-se! Quero falar mesmo assim.
Então o que falarei?
Minha dissertação tá pronta. Já disse isso? Então, tá tão linda, toda impressa. E linda. Nem acredito que acabei.
Não, de verdade, não tenho NADA pra falar, vai ser só mais um dos post idiotas. Who cares?
Ai, vocês viram que o meu contador de visitas pifou? Tinha mais de 6.000 visitas, nem acreditava, aí pifou... tive que colocar outro, começando do zero, mas ok!
"I'm sorry, Doc. I don't!"

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Falando das coisas

Oi. O dia tá uma merda! E o pior é que as coisas estão até dando certo... O Alvaro gostou da dissertação, nem consigo expressar meu alívio por isso. Oh coisinha pra desesperar essa tal dissertação. Quero nem ver quando for a tese de doutorado...
Enfim, nem tenho nada pra dizer. Essa semana confirmei minha teoria de que mesmo quando as coisas dão certo, eu continuo triste. Ou seja. Não há nada que eu ou alguém possa fazer pra mudar isso. Ou então é algo nunca feito antes na história desse universo. Anyway...
To muito nervosa e estressada esses dias. 99% das pessoas me irritando. Simplesmente não aguento, não sou obrigada!
Esse é definitivamente o post mais inútil do blog, mas eu senti que tinha que escrever alguma coisa e não iria ignorar um sentimento assim, né...
Isso aí.